sábado, 31 de março de 2018

A Páscoa com o Papa Francisco



Por: Costa Pereira Portugal, minha terra

 “Caros irmãos e irmãs, bom dia !
Hoje gostaria de fazer uma pausa para meditar sobre o Tríduo Pascal, que começa amanhã, para aprofundar um pouco o que os dias mais importantes do ano litúrgico representam para nós crentes. Eu gostaria de fazer a vocês uma pergunta: qual festa é a mais importante de nossa fé: Natal ou Páscoa?  A Páscoa porque é a festa da nossa salvação, a festa do amor de Deus por nós, a festa, a celebração da sua morte e ressurreição. E por isso eu gostaria de refletir com vocês sobre esta festa, sobre estes dias que são dias pascais  até a Ressurreição do Senhor. Estes dias constituem a memória celebrativa de um grande mistério: a morte e ressurreição do Senhor Jesus. O Tríduo começa amanhã, com a Missa da Ceia do Senhor e terminará com as vésperas do Domingo da Ressurreição. – E agora sou que pergunto aos meus amigos leitores, em que dia terá sido que o Santo Padre fez este ano um tal apelo aos crentes? - Pensem e respondam só para vós. - E o Sumo Pontífice continuando, acrescenta: “Todos os cristãos são chamados a viver os três dias santos – quinta-feira, sexta-feira, sábado; e o domingo – entende-se -, mas o sábado é a ressurreição – os três dias santos como, por assim dizer, a “matriz” de sua vida pessoal, de sua vida comunitária, como nossos irmãos judeus viveram o êxodo de Egito”. São lições de mestre e de verdadeiro pai na fé cristã, que ao concluir recomenda a todas as mães: “na manhã de Páscoa, leve as crianças à torneira e peça-lhes que lavem os olhos. Será um sinal de como ver o Jesus Ressuscitado”.


Virgílio Gomes

O período da Páscoa acontece, habitualmente, quando a primavera se está a instalar, os primeiros dias completos com Sol, frutas e legumes novos e a Quaresma a terminar. O domingo de Páscoa é também uma primavera! Termina o tempo do jejum e abstinência, cada vez menos praticado, e ao Sol junta-se a alegria de um tempo novo. Por isso, as mesas da Páscoa estão cheias de ovos no receituário especial. Antigamente havia doces que apenas se fariam nesta época. Felizmente hoje em dia é fácil encontrar esse património que não se perdeu. Perdeu-se, possivelmente, a expectativa de os encontrar quando se ia à terra! Eem cada festa!
O “calço” é um doce que habitualmente se fazia no período pascal. Também se faz para a festa de Santa Bárbara. Agora encontramos durante todo o ano em Macedo de Cavaleiros, local onde a tradição nos diz que terá nascido, tem vários estabelecimentos que o vende. Para mim é mais um exemplo da imaginação popular de na Páscoa se fazerem pães doces com base numa massa de pão que é enriquecida com ovos e açúcar. Nesta linha de produtos nascidos com o mesmo propósito de celebrar a Páscoa podemos citar os dormidos de Bragança, a “bola doce mirandesa”, a “bola doce” de Carrazeda de Ansiães, o “bolo-podre de Santa Maria” de Valpaços e muitos mais. Se quisermos atravessar o Atlântico também encontramos um pão especial do Ceará para o período da Páscoa que é o “pão de coco”, neste caso enriquecido com um produto local que é o coco.

O regime que estamos a fazer



    ALBERTO GONÇALVES - OBSERVADOR

Uma “comunicação social” domesticada, uma resma de partidos vendidos à caridade alemã, a gratidão dos privilegiados e um presidente com fobia do confronto explicam parte das coisas. Não explicam todas
6 minutos e 47 segundos. Parece o título de um filme americano, mas é um filme português. Trata-se do tempo – contado pelo Miguel Santos Carrapatoso em reportagem neste jornal e incluindo o pedacinho em que a maquineta encravou – que o dr. Costa demorou a limpar a Serra de São Mamede e a dar o exemplo em matéria de prevenção de fogos florestais.
De agora em diante, o cidadão consciencioso já não tem desculpa para desleixar o matagal. Basta acordar, vestir o casaco verde mais impecável que a alta costura líbia conseguiu conceber, apanhar um helicóptero patrocinado pelo contribuinte, rumar a um bosque à escolha, enfiar caneleiras, viseira, protector dos ouvidos e capacete, pegar na roçadora, garantir que as televisões filmam o exercício, fingir que decepa dois tufos de musgo, remover os adereços, regressar ao helicóptero e a casa e aguardar o justo reconhecimento popular por tão destemida saga em prol do bem comum. Não custa nada: ao dr. Costa não custou um cêntimo.
Os cínicos, leia-se a “direita inorgânica do Observador” (cito Sua Excelência, o primeiro-ministro), reduzirão a proeza a um gesto de propaganda reles, assaz propenso a burlar as massas e pouco propenso a burlar as matas. Ou seja, para esses sujeitos de má-fé, viúvos de Pedro Passos Coelho e lacaios do “neoliberalismo”, logo que volte o calor voltará a arder o que sobrou do ano passado (e que, feliz ou infelizmente, não foi muito). O próprio dr. Costa admite a hipótese.
O que ele não admite, para descanso da população ansiosa, é demitir-se em consequência de eventuais calamidades. Isso é o que a “direita inorgânica” queria (a direita orgânica está bem assim, obrigado): mal se reiniciem os incêndios, o dr. Costa tomará a atitude que o seu cargo exige e, aposto, partirá para uma praia espanhola, a coordenar remotamente as operações de propaganda. De seguida, fará um discurso condoído, promessas de medidas inadiáveis, apelos à participação da “comunidade” e a conscrição forçada ou voluntária de cabras sapadoras. Daqui a um ano, nos intervalos do Benfica, dedicará outros 6 minutos e 47 segundos ao arvoredo, com o espectacular casaco verde, a permanente gargalhada de respeito pelas vítimas e o jornalismo patriótico a tiracolo. O dr. Costa é um líder autêntico, um farol cuja luz atrai tudo para os calhaus, incluindo os ditos.
Agora a sério, em que espécie de país é que semelhante exibição de desprezo pela inteligência alheia passaria impune e até – em casos de sabujice terminal – elogiada? Na Coreia do Norte, de certeza. E talvez naqueles desterros onde o sociólogo Boaventura S. S. passeia trajes indígenas. De resto, se calhar por não conhecer a realidade da Jordânia e do Uganda, falham-me os termos de comparação. Claro que uma “comunicação social” (desculpem o jargão) domesticada, uma resma de partidos vendidos à caridade alemã, a gratidão dos privilegiados e um presidente com fobia do confronto explicam parte das coisas. Duvido que expliquem as coisas todas.
Image result for antonio costa e catarina martinsO à-vontade com que os governantes, ou o bando que desempenha o papel, atropelam a decência não é normal sob qualquer perspectiva. Nem eles antecipariam tanta facilidade, donde o evidente gozo com que a usufruem. De facto, fazem o que lhes apetece e, o que agrava só ligeiramente a situação, sabem-se livres de fazer o que lhes apetece. E sabem que nenhum castigo lhes advirá. Podem subir os impostos a níveis inéditos e são aclamados por “virar a página” da “austeridade”. Podem aumentar os gastos do Estado para contentar clientelas e são louvados pelo rigor. Podem estrafegar a saúde e o que calha para controlar o défice e são beatificados a pretexto da “consciência social” (além de apreciados pelos “utentes” que sofrem a manha). Podem baixar o défice de 2,8% para 3% e são glorificados pelo “recorde” da “história democrática” (porque o dinheiro “injectado” na CGD aparentemente não conta). Podem banhar-se nas ignomínias da bola. Podem encenar a comédia de Tancos ou, em actos sucessivos, a tragédia de Pedrógão Grande.
Em suma, podem tudo. E poder tudo, sem escrutínio ou receio, dúvida ou sanção, é um sintoma, razoavelmente inequívoco, de que o regime não se recomenda. A possibilidade, crescentemente rara, de se escrever isto prova que ainda não estamos em ditadura. Porém, já não estamos exactamente em democracia. Entre dois pontos há sempre um processo, brusco ou suave, manso ou violento, sombrio ou cómico. Eis o lugar em que nos encontramos, que por acaso coincide com o que escolhemos e, lá vai redundância, com o que merecemos. Boa Páscoa, para quem acredita em ressurreições.

Porque está a Páscoa sempre a mudar?


    NUNO CRATO - OBSERVADOR
    A resposta é simples: porque não há um número inteiro de dias nos meses lunares. Por isso a Páscoa é marcada como o primeiro domingo após a primeira lua cheia, durante ou após o equinócio da primavera
    A culpa é da Lua.
    Pois é, é o diabo da Lua, que não se conforma com os meses nem com a órbita da Terra, e que demora um pouco mais de 29 dias e meio a passar de lua cheia a lua cheia. Na realidade, pelos cálculos atuais, demora uma média de 29,530587981 dias, ou seja, 29 dias 12 horas 44 minutos e 2,8016 segundos. Que número! E não é ainda um número exato.
    Está aqui uma fonte de problemas para os nossos calendários – a outra é a inexistência de um número inteiro de dias num ano solar. Conclusão: não há um número inteiro de dias nos meses lunares, tal como não há um número inteiro de meses lunares num ano. Os meses legais tiveram de se adaptar e ter um número de dias variável.
    Ora a Páscoa foi primeiro marcada seguindo o calendário judeu, que é um calendário lunissolar, respeitando as lunações. Seguia o Pessach, a Páscoa judaica. Pelo século III, os cristãos começaram a tentar outra datação, insatisfeitos com a desordem do calendário judaico, que permitia que a Páscoa se celebrasse antes do equinócio da Primavera. Dionísio, bispo de Alexandria e outras autoridades eclesiásticas verificaram que isso contradizia a regra então assumida, que a Páscoa seria celebrada num domingo, depois de uma lua cheia e depois do equinócio. Era o que admitia sobre a data da ressurreição de Cristo.
    Hoje, a datação da Páscoa segue um processo rigoroso. Está baseada no calendário Gregoriano, estabelecido em 1582. É marcada como o primeiro domingo após a primeira lua cheia, durante ou após o equinócio da primavera. Cristóvão Clávio (1537-1612), matemático alemão que estudou em Coimbra e foi figura central na construção do novo calendário, estabeleceu tabelas que permitem calcular a data da Páscoa e construiu, com o italiano Aloísio Lílio (também chamado Luigi Giglio, ou Aloysius Lilius) um algoritmo para o cálculo dessas datas. Vários matemáticos construíram outros algoritmos de cálculo da Páscoa. O mais célebre deles deve ser o de Carl Friedrich Gauss (1777-1855).
    Leu bem, leitor? É o primeiro domingo, após a primeira lua cheia, durante ou após o equinócio da primavera.
    Como se isto não fosse já complexo, os acontecimentos podem não se registar nos mesmos dias legais em diferentes partes do globo. Este equinócio, por exemplo, registou-se na terça-feira 20 pelas 16h15 em Lisboa. Na mesma altura, eram 5h15 da madrugada de quarta-feira 21 na Nova Zelândia. Dois dias diferentes! A solução é a que se imagina: tudo está referido a Roma, ou melhor, ao Vaticano.
    Nos dias de hoje, tudo isto é uma curiosidade: festejamos a Páscoa na data marcada no calendário. Mas houve tempos em que não era simples conhecer o equinócio, saber o dia do ano e fazer os cálculos. Cidades distantes e localidades isoladas deveriam festejar a Páscoa exatamente no mesmo dia. Por isso, a Páscoa foi um tremendo motor de desenvolvimento da astronomia. Construíram-se relógios e instrumentos solares nas igrejas, criaram-se as célebres meridianas. Procuraram-se processos de marcar os solestícios e equinócios, desenvolveram-se métodos astronómicos para caracterizar as datas e medir o tempo, estudaram-se as regularidades e as anomalias dos movimentos celestes. Os cristãos deveriam todos festejar a Páscoa na mesma data. E na data certa.
    Boa Páscoa!



    sexta-feira, 30 de março de 2018

    Antologia Transmontana em andamento



    Há bastante tempo que se não davam notícias sobre a Antologia Transmontana. Por ser uma obra complexa tem-nos tomado muito tempo. Muitos autores nos têm abordado sobre a questão, a quem fomos dando notícias do andamento da coisa.
    Atingiu dimensões que não estavam previstas ao ultrapassar as mil páginas. Por essa razão se tem entretanto trabalhado no sentido de a reduzir abaixo desse número.
    A imagem supra é um pormenor da maquete da capa. António Neto e os seus gráficos (da Exoterra) debruçam-se agora sobre a contracapa e esperamos que os trabalhos (juntamente com o miolo) estejam terminados lá para 15 de Abril.

    A falta dum café na Bajouca Centro faz falta


    Por: Costa Pereira Portugal, minha terra

    Estou sem net, e desta vez também sem máquina fotográfica que também mais uma vez deu o “verde-gaio”. Não compro mais SONY. Face a estes contratempos lá se ficam as festas pascais sem a minha acostumada reportagem e os meus habituais leitores isentos de como decorreram as cerimónias da Semana Santa e Páscoa da Ressurreição de Jesus na capital do barro leiriense. Ainda me permitiu retratar o que no café-restaurante Kate-Te-Kero, do Lg. 13, onde no dia 26 foi almoçar, a maquina se disponibilizou a tirar umas imagens que recolhi, porém a partir dali deu o berro e se foi. Já em setembro, em Bona, me fez a mesma partida, por isso tenho razão para mudar de marca. Oxalá não aconteça como a história do moleiro que diz: “troquei de burro, mas não troquei de moleiro”.
    Certo é que fiquei sem net, e não tenho hipótese de divulgar o que sinto e os meus olhos enxergam. Mas vou passar a letra redonda e depois tentar arranjar forma de não deixar que fique silenciado e no anonimato tudo quanto amontoei nesta santa quadra para fazer noticia pascal. Prometo é levar a eito todas as cerimónias em que participar e delas dar a saber, começando pela via-sacra que na 3ª-feira, dia 27, no fim da missa das 20h00 decorreu no interior da igreja paroquial. Muita gente e feita com muita devoção, como é timbre dos bajouquenses. E pela mão duma prima vi no meio dos demais circunstantes o meu netinho Alvarito, que se portou como gente grande num ato para ele novidade.
    Na 4ª-feira é outro dia e véspera do inicio do tríduo pascal que tem por ponto alto as cerimónias do lava-pés e da instituição da sagrada Eucaristia e do sacerdócio. Se foi por isso não, mas talvez sim, hoje de manha vim encontrar net, e aproveito já para fazer o relato do que desde Domingo de Ramos que como de costume passei em São Lourenço de Carnide (Lisboa) e desde 2ª-feira na Bajouca(Leiria) onde  tenho por tradição ser freguês.

    Um país melhor? Só se for para os do costume, na farsa do costume.


    A recente informação sobre o défice originou o foguetório do costume, com a gente do costume. É o "menor défice de sempre da democracia"! – 0,9%. É o que dizem os do costume. Esqueceram-se foi de acrescentar aquela “pequena” percentagem que cabe à CGD. E então, já não é de 0,9%, mas sim 3%. Ou seja, quase o mesmo que o governo de Passos Coelho (2,8%) deixou. Mas com grandes diferenças. O governo de Passos desceu o défice de 11% para 3% (2,8%), numa situação que todos conhecemos. De falência técnica do Estado (vulgo BANCARROTA). A geringonça (vulgo PS e BLOCO), manteve-o, em situação de "aceleramento" da economia.
    É claro que em termos estruturais o que conta são os 0,9%, mas não deixam de lá estar os 2,1% que o contribuinte terá de pagar, por aquilo que não fez. Entretanto os ladrões continuam por aí, em colóquios, congressos, palestras, … convidados para isto e para aquilo.
    Mas também acontece o seguinte: a redução do défice actual deveu-se ao enorme aperto do cinto na despesa pública (vão aos hospitais e escolas e constatem – como devem constatar nos vencimentos públicos que estão ao nível de há 30 anos!) e à brutal carga fiscal, que está a níveis nunca vistos – entre os 34% e os 37%!
    Em suma, a economia portuguesa está sustentada no turismo, em alicerces de madeira, quando deviam ser de pedra. Tal e qual como nos países de Terceiro-Mundo!
    Mas a lábia da dona Catarina e do sr. Costa é incomensuravelmente melhor – para manter a farsa! Como é a tentativa manipulatória de que o país está melhor do que há dois anos. Só se for para os do costume.
    Actualizado a 31 de Março de XVIII

    quinta-feira, 29 de março de 2018

    A «péssima informação» de António Costa contra os jornalistas


    BARROSO da FONTE
    O primeiro ministro que nos calhou em sorte, apenas e só, pela engenhosa geringonça que cozinhou, após a vergonhosa derrota eleitoral que – não fora essa cambalhota – teria «morrido» para a política nacional, António Costa acusou «a péssima qualidade da informação em Portugal que só desperta para o problema no meio da tragédia», como causa direta da caótica situação em que se vive. Costa logo teve a resposta que pretendia de alguns jornalistas que ainda têm independência suficiente para o mandar às malvas.
     Filomena Martins, que não conheço mas que não teve papas na língua, respondeu-lhe à letra nas redes sociais, chamando a atenção para o «relatório da péssima qualidade da governação». Aí lhe devolveu o espirro ao dizer-lhe que «o problema do relatório sobre o drama de Pedrógão «não é da péssima qualidade da nossa informação, mas sim da péssima qualidade da sua governação».
    Também o jornalista J. A. Costa Pereira no Blog «Tempo caminhado» corroborou o trocadilho ao  escrever que  «o 25 de Abril deu para isto: com a liberdade o país e a nação perderam tudo quanto de prestigiante tinha. E ninguém venha dizer o contrário porque mente. Apontem lá quem tinha coragem de no fim de uma catástrofe como aquela que se abateu em Pedrógão Grande, aproveitar o momento para saquear, em seu proveito, o muito ou pouco que na Câmara Municipal havia. E depois queixam-se de que o António da Calçada ordenasse que gente desta fosse gozar férias em Peniche, no Tarrafal e em outros lugares asados para esta gentinha apanhar sol».                             Filomena Martins insiste: «admito que António Costa preferisse que todos ignorássemos mais este grave relatório. Que não considerássemos isso «péssima qualidade da informação. Lamento, mas não concordamos». Não reconheceu António Costa que foi uma péssima decisão quando a sua ministra só autorizou 50 das 105 equipas de combate aos fogos, solicitadas e quando chumbou horas de voo suplementares, mais aviões e equipas especiais de bombeiros. Como não entendemos, lê-se na mesma fonte que «depois do que acontecera em Julho, não se tivesse dado mais e melhor informação prévia e tomadas medidas mais robustas».
    Depois das sucessivas trapalhadas dramático-grotescas, de Pedrógão e de Tancos, sabendo-se que o principal político estava e se manteve de férias, até às primeiras vítimas; conhecendo-se a gabarolice do ministro do ambiente que uma semana antes dos incêndios já cantava vitória por falta deles; depois das piruetas do desaparecimento das armas, granadas e outros materiais de guerra, do depósito de Tancos, das exonerações dos comandos e da sua readmissão, semanas depois que moral têm António Costa e seus pares para descarregar as culpas  de tantos e tão ofensivos falhanços naqueles que formam e informam, com base em factos indesmentíveis?
     António Costa não pode acusar os jornalistas, nem os órgãos onde eles trabalham. São eles e é o Presidente da República que nos dois anos que o seu governa leva de mandato que, através de comentadores residentes em todos as rádios nacionais, televisões e imprensa escrita lhe cultivam a imagem de bonzinho, ao contrário do que acontecia no governo anterior, onde as esquerdas, os sindicatos e os fiéis devotos socratinos, se revezavam nas greves, nas arruadas, nos tumultos por cada medida que esse governo legítimo e legitimado pelas eleições seguintes, tomava para devolver aos portugueses a credibilidade que andava pelas ruas da amargura?
     Não acuse os jornalistas pelos seus fracassos sistemáticos e pelo incumprimento de promessas feitas, antes, durante e depois da sua chegada ao poder. Foi finório quanto baste para converter as esquerdas ao seu redil. E, mais que finório, foi bafejado por qualquer força extra-terrestre por ter sido aluno do atual PR, que o abrigou da chuva, desde a primeira hora que não só em Paris. Veja se tem astúcia, como teve em 2014, para manter silenciada a esquerda, os sindicatos, e os socratinos que  estiveram com António José Seguro, quando foi desleal para com esse seu camarada. Veja se não  é «péssima a informação» que o move a enterrar mais uns milhões no Montepio.   

    IV CONGRESSO de Tás-os-Montes e Alto Douro - Propostas

    Cara(o) Consócia(o),
    Por ocasião da realização do IV Congresso de Trás-os-Montes e Alto Douro, a ter lugar nos dias 25, 26 e 27 de Maio de 2018, no Pavilhão do Conhecimento, Parque das Nações, em Lisboa, informa-se que a Comissão Organizadora do Congresso (COC), deliberou o seguinte:
    1- Entre o dia 01 de Março de 2018 e o dia 18 de Abril de 2018 os sócios da CTMAD poderão enviar para o e.mail:geral@ctmad.pt, um trabalho, um conjunto de propostas ou uma Moção para ser apresentada no dia 26 de Maio de 2018 no período das Intervenções;
    2 - A COC deliberou que o documento atrás referido não pode exceder o máximo de 5 páginas, visto que se pretende receber textos sucintos, objetivos e resumidos do que o Autor pretende apresentar no IV Congresso sobre a Região de Trás-os-Montes e Alto Douro;
    3 - Os trabalhos a desenvolver pelos seus autores podem abranger todas as áreas, sectores, tradições, costumes, etc., na condição de estarem relacionados com a Nossa Região, Nossas Gentes, Nossas Terras;
    Para terminar, salienta-se que a Comissão Técnica da COC constituída pelos senhores Cor. Jorge Golias, Dr. António Chaves, Prof. Jorge Valadares, Dr. João Pires e Dr. Armando Palavras, muito irão valorizar os trabalhos que abordem o presente e o futuro da Região de Trás-os-Montes e Alto Douro, bem como, o interesse, a qualidade e a objetividade dos mesmos para o Congresso!
    Para tanto, fica desde já lançado o desafio com a devida antecedência!
    Não fique indiferente a este desafio!
    Seja útil à Nossa Região, Distritos, Concelhos e Freguesias!
    Será que podemos contar convosco? Consigo?
    Saudações Transmontanas Durienses,
                    Hirondino Isaías                
                       919 674 044
    Saudações Transmontanas e Durienses
    **************************************************
    Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro
    Campo Pequeno, 50 - 3º Esq.
    1000-081 Lisboa      

    Prisioneiros da Geografia


    "Prisioneiros da Geografia" é um livro de Tim Marshall, especialista britânico em relações internacionais. Percorrendo grandes temas internacionais, considera que só a partilha equitativa dos recursos à escala global permitirá evitar novos conflitos em diversas regiões do mundo. Este antigo colaborador da BBC, com uma vasta experiência de reportagem em áreas de conflito, dos Balcãs ao Afeganistão e Médio Oriente, assinala a necessidade de encontrar um sistema social e global que permita essa partilha, sublinhando, contudo, que já ocorreram progressos na redistribuição da riqueza ou nos cuidados de saúde à escala global, o que facilita esse sistema global. Afirma, no entanto, que nos últimos anos, o ocidente parece não estar a partilhar como anteriormente, nem mesmo consigo próprio. Isso implica uma crise de confiança no nosso sistema, porque fomos muito longe em direção a um sistema de capitalismo de rapina, agressivo. Por essa razão temos de recuar.
    As reportagens jornalísticas que efetuou em variadas regiões do mundo alertaram-no para a importância da geografia, e indica um exemplo prático, a Rússia.
    Nos dez capítulos do livro "Prisioneiros da Geografia", da Editora Desassossego (chancela do grupo Saída de Emergência, 2017), percorre-se a Rússia, China, EUA, América Latina, Médio Oriente, África, Índia e Paquistão, Europa, Japão e Coreias com o autor a recorrer a mapas, ensaios, e à sua longa experiência de viagens.
    Tim Marshall indica como referência e inspiração para este seu trabalho as conclusões do geógrafo norte-americano Jared Diamond no seu livro "Guns, Germs and Steel", onde se revelam as tentativas de alterações de fronteiras em diversas regiões do mundo -- caso do Sudão, ou da região do Sahel -- onde os recursos naturais, como rios navegáveis, escasseiam, e que "tentam agora o seu sucesso".
    "Em certo sentido, parte dos problemas do Sudão e do Darfur relacionaram-se com a desertificação do norte, que empurrou os povos dessas regiões para sul e entraram nos seus territórios, motivando um novo conflito", disse. E acrescentou quando o livro saiu a público:"Se pretendermos aprender alguma coisa, temos de olhar para a história de um país, para os seus líderes políticos, as suas personalidades e ideias. Mas o que também deve ser sempre observado é a geografia".

    quarta-feira, 28 de março de 2018

    Homenagem ao Soldado Milhões em LISBOA



    Related imageCara(o) Consócia(o),


     É com muita honra que a Direção da Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro anuncia que no próximo dia 14 de Abril de 2018 vai prestar homenagem ao nosso Herói Soldado Milhões por ocasião do Centenário da Batalha de La Lys, razão pela qual se informa o programa que está previsto:

                  11h00 - Missa Cantada em Homenagem ao Soldado Milhões - Grupo Coral “Stella Vitae” na Igreja das Irmãs Franciscanas, na Rua Chaby Pinheiro, N.º 12, em Lisboa, junto ao Campo Pequeno;

                  12h30 - Almoço no Restaurante Apeadeiro, junto ao Campo Pequeno. Ementa: Entradas, Caldo Verde, Bacalhau à Brás, sobremesas, Águas, vinhos de Murça, cafés; Adultos 12,50 € e Crianças 10,00 €;

                  15h00 - Atuação do Grupo de Concertinas Águias Vermelhas, na Sede da CTMAD, no Campo Pequeno, N.º 50, 3.º Esquerdo;
                  16h00 - Sessão de Abertura em Homenagem ao Herói Soldado Milhões com as seguintes intervenções:

                   - Hirondino Isaías, Presidente da CTMAD;
                   - Dr. Guilhermino Pires;
                   - Presidente da JF de Valongo de Milhais;
                   - Presidente da CM de Murça e Presidente da CML (a confirmar);
                   - General CEME (a confirmar);
                   - Secretário de Estado da Defesa Nacional (a confirmar);
                   - Presidente da República Portuguesa (a confirmar);
                   - Descerramento de Placa e Foto do Soldado Milhões no Auditório da CTMAD;

    Encerramento da Homenagem em Honra ao Herói Soldado Milhões.
    Pelo exposto, muito gostaríamos de contar com a presença de sócios, familiares e amigos nesta singela e significativa Homenagem, razão pela qual lhe endereçamos o presente convite! 

    E.mail de confirmação: geral@ctmad.pt

    Nota: confirmar nome e presença até dia 08 de Abril de 2018!


            Saudações Transmontanas Durienses,
                         Hirondino Isaías

                           919 674 044 
    Saudações Transmontanas e Durienses
    **************************************************
    Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro

    Campo Pequeno, 50 - 3º Esq.
    1000-081 Lisboa

    terça-feira, 27 de março de 2018

    O que se pode aprender com uma "porn star"

    1d6255032832429dc29699f15c087ae9.jpgpor Alexandre Guerra - Delito de Opinião

    Não foi tanto pelos contornos políticos (e muito menos por outro tipo de contornos), foi sobretudo por interesse profissional na vertente comunicacional que vi com atenção a entrevista que Stormy Daniels deu a Anderson Cooper. Sempre gostei da forma como os americanos fazem estas coisas, porque parece que têm um talento inato para fazer informação em televisão, tanto os entrevistadores como os entrevistados. Não é por acaso que o 60 Minutes da CBS News está a celebrar meio século de existência (imagine-se) e ainda consegue proporcionar momentos de grande qualidade informativa e televisiva.
    Analisando a entrevista, percebe-se como Stormy Daniels estava muitíssimo bem preparada para enfrentar aquele momento. Se eu tivesse que apostar, diria que há ali muito trabalho por trás, tudo é muito profissional. Não há hesitações, as respostas são curtas, assume o que fez, reconhece as suas fraquezas, tem ideias objectivas e claras. E mesmo perante perguntas mais escorregadias por parte de Anderson Cooper, não há silêncios comprometedores, mas sim declarações assertivas. É uma autêntica lição de media training dada por uma porn star. Quem diria... Por outro lado, na sociedade americana este tipo de fenómeno não é assim tão raro, em que a ascensão social é um “elevador” onde todos querem entrar, seja quem for, em que “andar for”. E quando a oportunidade surge, neste caso, quando uma porn star tem um slot para ascender ao estrelato mainstream, não o desperdiça.
    Stormy Daniels chegou lá, tornou-se numa estrela pop e ela sabe-o bem. Não é a primeira actriz de “filmes para adultos” a fazer esta transfiguração. O caso mais conhecido é o de Jenna Jameson, que a partir de determinada altura da sua ascensão ao mundo pop, disse que “não voltaria a abrir as pernas” para ganhar a vida. A mesma Jenna Jameson que foi citada no final da entrevista, com Anderson Cooper a recuperar esta frase que ela disse recentemente em relação à situação de Daniels: “The left looks at her as a whore and just uses her to try to discredit the president. The right looks at her like a treacherous rat. It’s a lose-lose. Should’ve kept her trap shut.” É uma frase ácida, que poderia abalar a capacidade de resposta da visada, mas Stormy Daniels não hesitou e disse: “I think that she has a lotta wisdom in those words.”
    Um dos livros mais interessantes que li nos últimos anos, que foi New York TimesBest Seller, foi precisamente a biografia de Jenna Jameson, que teve como co-autor, Neil Strauss, jornalista, escritor, ghost writer, e colunista da Rolling Stone e do New York Times. Neste livro, Strauss ajuda a contar a história de vida de Jameson que, de estela porn star passou a ícone da cultura pop norte-americana. O livro está longe de ser uma grandeza literária, mas tem o seu valor, por ser cru e pragmático, espelhando aquilo que a sociedade americana é. Se, por um lado, os preconceitos e o puritanismo fazem parte do quotidiano de uma certa América, por outro lado, aquela sociedade é de tal forma livre ao ponto de uma pessoa poder chegar ao topo, sendo aceite pelo sistema mainstream e não ser julgada pela sua “profissão” ou passado. De facto, o “céu é o limite” e o american dream é sempre possível, independentemente de onde se venha ou do que se tenha feito.

    "Memórias do Salto"


    CTMAD - Nova sede


    Cara(o) Consócia(o),


    Related imageConforme o previsto no Programa de Atividades para 2018 esta Direção comprometeu-se até dia 31 de Março de 2018 de apresentar em Assembleia Geral uma Solução Definitiva para o Processo da Nova Sede!

    No entanto, e tendo em conta que a Direção se encontra numa troca de correspondência escrita com a DMGP da CML, onde há formalidades e prazos a serem cumpridos, informamos que a prometida Assembleia-Geral só poderá ter lugar quando tivermos uma solução/proposta concreta para apresentar!
    Para terminar, a Direção da CTMAD deseja uma Santa Páscoa e umas Festas Felizes!
    Saudações Transmontanas Durienses,
                    Hirondino Isaías
                       919 674 044 

    Saudações Transmontanas e Durienses
    **************************************************

    Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro

    Campo Pequeno, 50 - 3º Esq.
    1000-081 Lisboa

    segunda-feira, 26 de março de 2018

    Livros raros na Colofon- GUIMARÃES


    É com muito gosto que vos envio as últimas novidades  da Livraria Cólofon que podem consultar seguindo esta ligação:

    Quem ainda não teve ocasião de o fazer poderá consultar dois dos Catálogos anteriores da livraria aqui:
    Para encomendar basta responder  a este e-mail ou contactar para o seguinte número: 919565452. 
    Todas as obras podem ser enviadas à cobrança ou mediante transferência bancária para IBAN a indicar no acto da compra. O pagamento poderá ser feito através de Paypal para a conta colofon.pt@gmail.com.
    O envio dos livros pode ser feito em total segurança para qualquer ponto do país e para o estrangeiro. 
    Todas os livros s podem ser consultados nas instalações da Cólofon. Sempre que solicitado poderá ser feita uma descrição mais detalhada das obras e poderão ser enviadas mais fotografias.  
    Com os meus melhores cumprimentos,
    Francisco Brito
    Francisco Pinto dos Santos Brito
    ENI - NIF 238939103
    4800-159 Guimarães.
    Portugal

    Um pouco de Humor


    Petiscos e Miudezas à Portuguesa


    domingo, 25 de março de 2018

    Não brinquem com o fogo


    Por: Costa Pereira - Portugal, minha terra
    Neste sábado, dia 24, pelo que ouvi na rádio pela manhã foi dia do Presidente da República e António Costa darem um passeio pelo país a ver como se portam os portugueses a limpar as matas que os fogos de 2017 não atingiram. É nisto que Portugal ganhou em relação aos tempos que ainda me lembro de quando surgia um fogo se corria ao sino da igreja ou capela e aí vai toda a aldeia em peso combater as chamas. Entretanto são criados os Serviços Florestais, os baldios são florestados e o Estado toma a seu cargo proteger o que é de todos. São construídas casas para os Guardas Florestais, contratadas equipas de pessoal para limpeza das matas (= montes na região de Basto), capatazes e tudo o mais necessário contra incêndios. Mas logo os benjamins politiqueiros do após 25 de Abril para cativar simpatia e votos, em vez de aproveitar o que nesta matéria de bom nos deu Salazar e Marcelo Caetano, riscou tudo da sua “agenda” mental e sem mais aquelas vai de entregar de mão beijada e sem contrapartidas essas matas e todo património às autarquias onde estão localizadas. Claro que as autarquias não estão vocacionadas para limpar e gerir matagais, nem fogos, mas sim servir e prestar serviço social, formativo e cultural aos conterrâneos e residentes da respectiva área ocupada. E o que recolhe dos pinhais é para aplicar e melhoramentos locais, e muitas vezes nem só...
    Com que autoridade vem hoje um qualquer governante exigir aos particulares que tenham os seus pinhais limpos, quando um Pinhal de Leiria ou Pinhal do Rei, encontrou na mata nacional as condições precisas para sua combustão, onde eu vi, antes do fogo, mato com mais de metro e meio de altura! Isto na Mata do Urso. Não brinquem com o fogo e deixem-se de dar lições para iludir o pagode.

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