quinta-feira, 13 de agosto de 2020

Caminhos do Vento



O Carlos Carvalheira já nos habituou a sentir a existência de prados onde hibernam energias contidas, energias misteriosas, muitas vezes religiosas, ondem pairam nuvens, onde surgem símbolos de uma outra linguagem que apenas ele consegue apreender. Pouco a pouco fui reconhecendo as mensagens nele estacionadas. Muitas vezes, reconheço nelas um túnel de claridade, às vezes uma luz, outras vezes um lago repleto de poemas históricos e épicos de gente que não existiu.
A tessidura dos seus textos parece fundir-se entre a paisagem e a palavra. É como se a energia potencial contida nas coisas fosse possível de captar pela palavra, pelo dom da palavra que ele possui e que só ele consegue captar de forma magistral.
O Carlos Carvalheira é assim: profundo e profícuo.
António Sá Gué.

Ricos e pobres cada vez mais distantes


"De acordo com um Relatório do Fórum Econômico Mundial, publicado no último dia 26 de maio, 'em pleno vigor do flagelo que atinge toda a humanidade, durante os meses de abril e maio, os superbilionários viram sua fortuna crescer em 19%, o que equivale a um aumento de 400 bilhões de dólares'. O relatório cita, entre outros, os expoentes da tecnologia da informática, tais como AmazonMicrosoftYoutubeFacebook. Convém não esquecer que no Brasil, um dos países mais desiguais do planeta, 1% dos mais ricos retêm maior renda que a metade da população", escreve Alfredo J. Gonçalves, padre carlista, assessor das Pastorais Sociais e vice-presidente do SPM.
Eis o artigo.
A frase de João Paulo II remonta ao início dos anos de 1980, quando o então pontífice fez uma visita à Cidade do México. Mas traduz também um entrave histórico para o “desenvolvimento integral”, denunciado por uma série de escritos da Doutrina Social da Igreja, com destaque para os documentos finais das Assembleias do episcopado da América Latina e Caribe. O tema das assimetrias socioeconômicas, entre continentes, regiões, países e no interior mesmo de cada país, aparece transversalmente em todo o ensino social da Igreja. Encontra-se presente, de forma particular, nas análises do fenômeno migratório. Este último funciona como uma espécie de pêndulo que, em vão, tentaria equilibrar os pratos da balança.
Pesquisas vêm mostrado que o cenário provocado pela pandemia do Covid-19 tem agravado ainda mais os desequilíbrios sociais entre povos e nações. De acordo com um Relatório do Fórum Econômico Mundial, publicado no último dia 26 de maio, “em pleno vigor do flagelo que atinge toda a humanidade, durante os meses de abril e maio, os superbilionários viram sua fortuna crescer em 19%, o que equivale a um aumento de 400 bilhões de dólares”. O relatório cita, entre outros, os expoentes da tecnologia da informática, tais como AmazonMicrosoftYoutubeFacebook. Convém não esquecer que no Brasil, um dos países mais desiguais do planeta, 1% dos mais ricos retêm maior renda que a metade da população.
Desgraçadamente, o aumento exponencial da renda e da riqueza dos maiores conglomerados transnacionais, mesmo em tempos de crise (ou devido justamente à crise), não representa novidade alguma. O economista francês Thomas Piketty, o autor do best-seller O Capital do século XXI, analisa nessa obra a crescente desigualdade social que se verifica nas últimas décadas do século XX e início do atual. Recentemente, o mesmo economista lança o livro Capital e ideologia. Em entrevista sobre “a superação do hipercapitalismo”, publicada pelo site da rede Globo, no dia 12 de setembro de 2019, comentando a nova obra, afirma literalmente o autor francês: “Se nos negarmos a falar sobre a superação do capitalismo por uma economia mais justa e descentralizada, corremos o risco de continuar fortalecendo as narrativas do avanço identitário, do avanço xenófobo. Estas são histórias niilistas extremamente perigosas para nossas sociedades que se alimentam da recusa em discutir soluções justas, internacionalistas, soluções igualitárias de reorganização do sistema econômico”!
A sua fala deixa claro que a teoria niilista do negacionismo e a “narrativa do avanço xenófobo”, que costumam caminhar de mãos dadas, se agravam no solo ambíguo da pandemia. Com efeito, a crise é palco privilegiado para oportunismos imprevistos. As raras e parcas migalhas que deixam de chegar às mãos e à mesa dos pobres, escorregam sub-repticiamente (ou à plena luz do dia) para as contas bancárias dos super ricos. E esse desequilíbrio constante da balança é fator local, regional e global de grandes deslocamentos humanos. Os “fugitivos” da violência, da pobreza ou dos desastres climáticos correm desesperados atrás das migalhas perdidas. Por sua vez, o aumento das migrações provoca fortes reações preconceituosas, discriminatórias e xenófobas, tanto por parte de grupos racistas e neofacistas fechados, quanto por parte das políticas de extrema direita que avançam pelo planeta.
Resulta evidente que um sistema político e econômico de produção-mercado-consumo, levado à quinta potência, cujo motor é o lucro a qualquer preço e que se nutre através da acumulação do capital, não pode continuar funcionando indefinidamente. A exploração exacerbada dos recursos naturais e da força de trabalho humano tropeça com limites insuperáveis. A mãe-terra, “nossa casa comum” não suporta o ritmo endiabrado da acumulação capitalista. Daí a necessidade de mudanças estruturais nesse sistema que Piketty chama de “hipercapitalismo”. Ele se revela cada vez mais insustentável, tanto do ponto de vista socioeconômico e político-cultural, quanto do ponto de vista ecológico. Além disso, continua levando imensas populações órfãs e errantes à estrada, ao êxodo, ao exílio e à diáspora.

Leia mais
·         Nunca fomos tão desiguais
·         O vírus da desigualdade
·         A infecção da pobreza


Chega a AD



Em 1979 os portugueses em geral estavam fartos dos governos de esquerda marxista, do PS e coligações várias que tinham resultado em bancarrota. A Constituição assegurava que íamos a caminho da sociedade sem classes e que as nacionalizações de quase toda a indústria, dos bancos e seguros eram "irreversíveis". E foram até 1989...
Ora aqui está uma bela resenha para ser lida no PORTADALOJA.

quarta-feira, 12 de agosto de 2020

Apoios do Governo!


Estimada(o) Consócia(o),

A Direção da Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro, a Casa Regionalista mais antiga de Lisboa, do País e do mundo, apesar de ter pedido apoio ao Governo no início da Pandemia além de não ter recebido qualquer resposta por parte deste, até à presente data, tivemos conhecimento da Deliberação que segue em anexo!
Será que há Associações colectivas neste país mais importantes que outras?
Será que as Associações de Interesse público, como é o nosso caso, merecem este tipo de discriminação por parte do Governo?
Mas afinal o dinheiro dos contribuintes apenas serve para apoiar determinados grupos?


A Direção da CTMAD
Saudações transmontanas,
Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro
Tel: 217939311 Tlm: 916824293
Campo Pequeno, 50 - 3º Esq.
1000-081 Lisboa

O editorial que vai faltando cá

O editorial que vai faltando cá

por Pedro Correia, Delito de opinião
em 10.08.20
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El País, o jornal mais influente de Espanha, publicou ontem um editorial que já é uma peça de antologia. Um texto demolidor para o Governo liderado por Pedro Sánchez, que tem revelado uma incompetência capaz até de causar indignação àquele diário, que nunca escondeu afinidades com o PSOE, principal partido do actual Executivo do país vizinho.
Seguem-se alguns excertos deste editorial, com tradução minha:
«O balanço das infecções é tudo menos tranquilizador. Os focos activos aproximam-se dos 600, o que converte Espanha no país da Europa Ocidental com maior número de contágios acumulados de coronavírus. As reuniões familiares ou sociais e os locais de lazer já superam em importância, como fonte de infecção, os precários alojamentos dos trabalhadores sazonais do sector agrícola. Os indicadores básicos da epidemia vão aumentando - isto inclui os diagnosticados, os hospitalizados, os internados em unidades de cuidados intensivos e os mortos. Neste quadro, é difícil entender o discurso sem autocríticas feito esta semana pelo presidente do Governo, Pedro Sánchez. Houve erros, que continuam a existir. É imperioso identificá-los e corrigi-los perante uma segunda vaga que cada vez parece mais próxima, se é que não está já entre nós.
Desde a chegada da pandemia a Espanha, os falecimentos por Covid-19 estão certamente mais perto dos cerca de 44 mil sugeridos pelo excesso de mortalidade registada do que dos 28 mil confirmados pela autoridade sanitária; mais de 50 mil trabalhadores da área da Saúde foram infectados e 20 mil pessoas morreram em lares de recolhimento de idosos. Estas cifras situam o país entre os mais afectados do mundo. A preparação do sistema sanitário revelou-se obviamente deficiente, e em aspectos importantes assim continua. (...) A gestão dos dados tem sido desastrosa, com disparidade de critérios entre comunidades autónomas e mudanças de rumo a meio do processo. O país não pode ficar à mercê da repetição destes erros no caso de uma segunda vaga. É compreensível que o Governo não queira afugentar ainda mais o turismo, mas não enquanto desvaloriza a gravidade da situação. Há vidas em jogo.
Se o Governo não vê motivos para críticas à sua própria actuação, terão de ser os especialistas a encontrá-los. (...) Os cientistas questionam como é possível que Espanha, que supúnhamos dotada de um dos melhores sistemas sanitários do mundo, tenha sofrido o golpe do coronavírus com tanta intensidade e identificam os factores mais prováveis que originaram isto. O país carecia de um plano de preparação antipandémica, com sistemas de vigilância insuficientes, reduzida capacidade para fazer testes e uma generalizada escassez de equipamentos de protecção individual. As autoridades centrais e autonómicas reagiram tarde e os processos de decisão foram lentos.»

Porque transcrevo estas linhas? Pelo mais simples dos motivos: porque gostaria que houvesse editoriais destes na imprensa portuguesa. 
Infelizmente, procuro mas não os encontro. Se existem, estão bem escondidos. O que se vai lendo por cá é conversa mole, cheia de rodriguinhos e de complacência perante os decisores políticos e sanitários. O que é sintoma da profunda crise em que mergulhou a nossa imprensa.

terça-feira, 11 de agosto de 2020

Sobre Salazar…




Sobre Salazar, sobre os valores que defendia, sobre os valores que se perderam, sobre escumalha, idiotas e por aí adiante, damos conta aqui e aqui.
De vez em quando damos uma volta pela net e aparecem coisas interessantes…E como não vamos em modas e no politicamente correcto …

segunda-feira, 10 de agosto de 2020

A DEFESA NACIONAL E OS DESPACHOS INFAMANTES




















05AGO20

“Isto dá vontade de morrer!”

Alexandre Herculano, ao deixar Lisboa para Vale de Lobos

Explica Oliveira Martins:
“Isto deviam ser muitas coisas: a liberdade naufragada, a vida vivida em vão, a pátria miserável, os homens cada vez mais rasos!”

            O Ministro da Defesa Nacional (MDN) apôs a sua assinatura em mais um despacho.
            Os despachos de S. Excelência costumam ser, por norma, apenas obnóxios. Mas tem havido alguns que são infames e infamantes para as Forças Armadas (FA) e a Instituição Militar (IM). É o caso deste último, que tem o número 35, do corrente ano.
            O despacho tem como destinatários todos os principais responsáveis das áreas tuteladas pelo dito cujo ministro que já provou à saciedade não ter a menor ideia do que anda por lá a fazer.
            Qual é então o objecto desta peça do mais puro nojo, retinto e repenicado? Pois é o de instaurar um sistema de delação dentro das FA, tendo em vista “um procedimento formal de denúncia, eficaz e confiável …” (sic) tendo em vista “como uma das primeiras prioridades deve ser dada ao combate à discriminação, ao assédio e à violência relacionada com o género…”.
            Esta gentalha que tanto critica a Inquisição (para atacar a Igreja), sem normalmente saber bem ao que anda, quer agora instituir, em pleno século XXI, um sistema soez, imoral e amoral e repugnante à natureza humana bem formada.
            Querem infamar e difamar as FA e a IM!

            É preciso ter tolerância zero com estes aprendizes de tudólogos! Tratá-los mal e desobedecer-lhes.
            Espero que não haja nenhum camarada meu a colaborar neste acto abjecto – sim, não pouparei nas palavras – pois o seu carácter ficará conspurcado para todo o sempre!
            Como se sabe a Defesa Nacional, isto é, as FA, pois aquela está confinada ao que resta destas, não tem problemas nenhuns e vive um dos mais esplendorosos momentos da sua existência secular (como é público e notório).
            Como tal os respectivos responsáveis à falta de terem com que se preocupar, criam “fait divers”, e à míngua de serem objecto de notícias ou comentários televisivos, ou aparecerem fotografados nas revistas cor-de-rosa, inventam patetices.
            É o caso de um “Plano Sectorial da Defesa Nacional para a Igualdade”, 2019-2021, onde aparentemente esta iniciativa canalha se insere.
            E têm a lata de escrever (no despacho) visar “uma participação plena e inclusiva assente no princípio da não discriminação e no combate a estereótipos”. Mas alguma vez houve discriminação nas FA? Naquelas que eu conheci (e conheci bem!), nunca dei conta…
            E que “estereótipos” se refere, quererá elucidar-nos?
            E acrescentam com supina desfaçatez que “assumiu-se como objectivo estratégico um acréscimo de recrutamento, incluindo mulheres, para as FA, a par da melhoria dos níveis de retenção”, querendo dar a entender, que é por haver problemas na igualdade de género que os níveis de recrutamento são risíveis e entraram em falência técnica! Razões há muitas, mas deste teor?
            Razões que os responsáveis pela Política de Defesa Nacional dos últimos 30 anos são os principais responsáveis pela actual situação! E são responsáveis, não só por negligência, irresponsabilidade e ignorância, são-no também por propósito e dolo, como qualquer análise superficial a tudo o que se tem passado no país, evidencia à saciedade.
            E como é que o MDN a quem ostensivamente não trato por “senhor” se propõe realizar tão ingente tarefa? Simples, manda criar um Grupo de Trabalho (GT), mais um, para dentro de 120 dias, lhe apresentar o resultado da sua diarreia mental (só pode) ou seja, “uma proposta de modelo de procedimento de denúncias relacionadas com o género a implementar na Defesa Nacional”
            É isto que está lá escrito. Quem pensa que já viu tudo, desengane-se, o calvário ainda vai a meio, e não tem fim à vista.
            Sejamos claros, precisos e concisos: se alguém dentro das FA tem razão de queixa são os militares machos em relação às militares fêmeas e não o contrário…
            Sabem quantos elementos vai ter este GT? Doze; leram bem, doze? Nem vou entrar noutras considerações. Ensandeceram.
            O MDN, e quem o rodeia, pois seguramente não fez isto sozinho - duvido até que dedique mais do que 30 minutos diários aos assuntos pelos quais é responsável – veja-se as tristes declarações do dia 4/8, sobre mais uma “bronca” relativa às contrapartidas relacionadas com a aquisição do avião C295 – será (serão) tão ignorantes, falhos de capacidade e de vergonha no bestunto, que não tenham a mais leve noção de como um despacho destes é infamante e ofensivo para a IM e os militares?
            Nunca lhes passou pela cabeça, ou alguém teve paciência para lhes chamar a atenção, de que qualquer sistema de delação é a subversão da lealdade, que é um dos pilares da IM? Que um sistema destes é vexatório e jamais se poderá aplicar a quem tem que cultivar um conjunto de virtudes militares e humanas, que são o sustentáculo da vivência diária nas unidades e o fundamento da vitória e sobrevivência em combate?
            Acaso pensam que a guerra é uma actividade lúdica, cuja preparação é compatível com rodriguinhos da baixa política; charadas de taradice sexual, ou experiências socias delirantes?
            O ministro Cravinho ofendeu-me e a todos os militares que se prezam de o ser. Não ficará surpreendido, por isso, que eu o trate da forma mais acutilante que me for possível.
            Não sabe que as FA e a IM têm (há séculos) mecanismos, regulamentos de disciplina, códigos de conduta e de justiça, que quem vem para as FA, estuda e aprende (e tem que cumprir)?
            E onde qualquer forma de delação era reprovada e combatida tanto oficial como oficiosamente?
            E agora aparece um político de meia tigela que calhou cair na sopa da Defesa e sai-se com uma destas?
            O Ministro enxerga-se?
            E quererá porventura, explicar – pode ser com palavras, desenhos, bonecos, gestos, etc. – para que serve a cadeia hierárquica? Ou entende que “eles” não vêm, não ouvem e não falam? Ainda não aprendeu que o RDM (e não só), – que ainda não conseguiram destruir totalmente – obriga qualquer militar a reportar oficialmente (não a delatar), qualquer anomalia de que tenha conhecimento, assumindo a respectiva responsabilidade e consequências?
            Já chega, o destino natural deste despacho é a pia; e o ministro pode ir a seguir “afogando-se” na sandice que pariu.
            O escrito está desagradável? Está, que os leitores me perdoem.
            Mas, acreditem, ficou muito aquém do asco que este maldito despacho me causou e inspira.
            E quem não se sente não é filho de boa gente.
            Oliveira Martins tinha razão, “os homens (agora também as mulheres) cada vez mais rasos”…


                                                                                  João José Brandão Ferreira
                                                                                  Oficial Piloto Aviador (Ref.)


Por qué no se callan'

                                                                    Jornal Sol

CALDO VERDE

VIRGILIO GOMES
Caldo Verde, e uma receita
Caldo Verde
do Restaurante Dona Isilda em Palmela
Possivelmente a sopa mais famosa de Portugal, e quase um ícone das nossas cozinhas. Porque se chama caldo ao Caldo Verde? Será que se começou a confecionar apenas após o aparecimento da batata? Ou seria anteriormente confecionado com castanhas? Parece indiscutível que tenha nascido no Minho. Todos os manuais de cozinha portuguesa apresentam a sua receita. Mas vamos encontrar várias versões, variando estas na forma de fazer o caldo de base, o tempo de cozedura das couves, o pão que acompanha e o tipo de chouriço utilizado. Não querendo reproduzir receitas já publicadas, refiro que o inventário guloso e sábio de Maria de Lourdes Modesto apresenta apenas receitas do Minho e Alto Douro, e da Beira Alta.

Uma receita de uma das sopas mais populares em Portugal:

sábado, 8 de agosto de 2020

Vergonha


Mário Adão Magalhães
(Jornalista)

https://bomdia.lu/
Soldados da paz - .
Sensibilizado e solidário com a abnegação e lhaneza de todas e todos os soldados da paz que pelo país vêm devotando à defesa e integridade pessoal e material de cada um dos portugueses trago o meu humilde agradecimento.
Mulheres e homens que colocam em risco a sua vida, e na realidade nestes dias já lamentamos mais feridos e perecidos.
Trago a minha compaixão aos seus familiares e amigos, mas cheio de vergonha porque ainda há ignições nocturnas!!!
Estes vândalos têm que ser punidos severa e rigorosamente.
Aqueles que são identificados e condenados se não diga "foi feita justiça", porque ante estes vândalos, estes crimes não há justiça. (...)
Aos familiares das vítimas fica a sugestão de que a par do próprio sofrimento, estes são bravos heróis que quase todo o país admira.
Boa recuperação e saúde para todos os outros, com a maior admiração e agradecimento.