sexta-feira, 23 de junho de 2017

Revista Tellus n.º 66 - Vila Real

 
Revista Tellus n.º 66

                Teve lugar no dia 8 de Junho de 2017, no Auditório da Biblioteca Municipal Dr. Júlio Teixeira, a sessão de apresentação do n.º 66 da Revista Tellus, do Grémio Literário Vila-Realense.
                Colaboram neste número António Adérito Alves Conde, Armando Palavras, Elísio Amaral Neves, Frederico Amaral Neves, José Alves Ribeiro, Manuel Cardoso e Maria Hercília Agarez. Os artigos publicados cobrem uma ampla área de interesses — história familiar e das instituições, história da arte, botânica e literatura — com um denominador comum: dizerem respeito Trás-os-Montes e Alto Douro.

A sessão foi complementada, como tem vindo a ser habitual, com a reedição de uma colecção de postais antigos de Vila Real (no caso, uma edição da Papelaria Central, de José M. Pereira Cardoso, de 1935, com fotografias do grande fotógrafo que foi Miguel Monteiro).


CÂMARA MUNICIPAL DE VILA REAL
Grémio Literário Vila-Realense

Nostalgias - Ribeiro Aires

CÂMARA MUNICIPAL DE VILA REAL
Grémio Literário Vila-Realense

quinta-feira, 22 de junho de 2017

o fogo



Por: Costa Pereira - Portugal, minha terra
Como citei em “Portugal, minha terra” do passado dia 18, um dos amigos que tenho afetos à martirizada região que o fogo tornou tristemente famosa, é o distinto poeta e prosador João de Deus Rodrigues de que hoje recebi esta mensagem e o respetivo poema a que faz referencia e eu com muito respeito e dor face aos acontecimentos transcrevo:
“… cheguei ontem de Pedrógão Grande /Mosteiro, onde estou casado vai fazer 50 anos, e lá vivi, pessoalmente, o drama do incêndio que devastou, pessoas, casas, animais e a floresta, e se aplica este poema, escrito há mais de vinte anos.
Poderá parecer imprudente, numa altura em que os fogos destroem parte do País, vir eu com um poema sobre o fogo. Pensei nisso, mas, mesmo assim, acho que é bom pensar no fogo e no que diz o poema”. -Já o conhecia e voltei a ler agora… É muito actual

O fogo.

No início,
No concílio do Poder,
Ordenaram-te os deuses:
Vai, leva luz às trevas,
E dá sentido à claridade,
Porque o Universo é teu.

Partiste como um raio,
E veio contigo o poder,
O ímpeto destruidor.

E espalhaste chamas
Pelo mundo,
E a beleza da tua cor.

Mas também,
Felicidade e sofrimento,
E muitas lágrimas e dor!

In livro “Passagens e Afectos” (alterado) – Tartaruga Editora



Mais um dia 26 de Junho

Por: Costa Pereira Portugal, minha terra


Temos aí mais um 26 de Junho, dia em que partiu desta vida terrena para o paraíso, o fundador do Opus Dei, São Josemaria Escrivá. Aconteceu repentinamente em 1975, na cidade Roma, onde residia. Natural de Barbastro (Espanha), onde nasceu a 09 de Janeiro de 1902, São Josemaria por inspiração divina fundou o Opus Dei, a 02 de Outubro de 1928. Caminho de santificação no trabalho profissional e no cumprimento dos deveres quotidianos do cristão, o Opus Dei é uma prelatura da Igreja Católica com implantação nos mais diversos pontos do globo, e que de harmonia com a permissão das leis civis de cada país e dos deveres de cada batizado faz de Jesus Cristo seu pendão evangélico. Com inicio em Espanha, ramificou-se e no ano de 1946 chega a Portugal, Itália e Grã-Bretanha, para um ano depois entrar em França, Irlanda e depois no México, Estados Unidos e por esse mundo fora.

É o primeiro santo de altar devoto de Nossa Senhora de Fátima e do seu Santuário amigo, que por varias vezes visitou. Canonizado a 06 de Outubro de 2002, nesse ato solene João Paulo II designou-o como "o santo da vida corrente". Perfeita definição deste bem-aventurado, tendo em conta as normas que talhou para serem cumpridas pelos seus filhos e filhas no Opus Dei e que visam a santificação de cada um na sua condição social e laboral qualquer que seja. Desde que honesta. Temos assim, um dia festivo para os muitos fieis da Obra, amigos e devotos de São Josemaria, que no próximo dia 26 de Junho terão por todo o mundo celebrações de missas em honra deste santo da Igreja. Em Portugal serão:    

- Braga: 26 de Junho, 19h00, Sé Catedral. Presidida por D. Jorge Ortiga

- Caldas da Rainha: 27 de Junho, 19h00, Igreja Matriz

- Cascais: 26 de Junho, 19h15, Igreja Paroquial de Cascais

- Coimbra: 26 de Junho, 19h00, Sé Nova

- Évora: 26 de Junho, 18h30, Igreja do Calvário

- Fátima: 26 de Junho, 17h00, Capelinha das Aparições

- Guarda: 30 de Junho, 19h00, Igreja da Misericórdia

- Lisboa: 26 de Junho, 19h00, Igreja de Nª Sª de Fátima. Presidida por D. Joaquim Mendes

- Lisboa: 26 de Junho, 18h30, Igreja de Nª Sª da Porta do Céu

- Lisboa: 26 de Junho, 19h15, Oratório de S. Josemaria

- Ponta Delgada: 26 de Junho, 18h30, Paróquia de S. José

- Porto: 26 de Junho, 19h00, Igreja da Trindade

- Setúbal: 26 de Junho, 19h00, Igreja da Anunciada. Presidida por D. José Ornelas

- Vila Real: 26 de Junho, 19h30, Capela de Nª Sª do Carmo. Presidida por D. Amândio José Tomás

- Viseu: 26 de Junho, 18h30, Sé Catedral

quarta-feira, 21 de junho de 2017

XXXIII Prémio de Poesia ‘Cidade de Ourense’ (2017)



Para conhecimento dos interessados, transcrevemos a acta da reunião do Júri:

No Concello de Ourense, sendo as 17.00 horas do día dezaseis de xuño de dous mil dezasete, REÚNESE o xurado nomeado para o Premio de Poesía “Cidade de Ourense” na súa trixésimo terceira edición, e que estivo composto polas seguintes persoas: M.ª Hercília Agarez, en representación do Grémio literário Vila Realense, Sara Martiñá, profesora de Lingua e Literatura; Luis González Tosar, escritor e presidente do PEN  Galicia; Edelmiro Vázquez Naval, poeta ourensán e Xurxo Alonso, gañador da edición anterior e que manda a súa decisión por escrito; como secretaria, a técnica de Normalización Lingüística do Concello de Ourense Mónica Fernández Valencia,  con voz e sen voto, e actuando como presidenta, a concelleira de Cultura M.ª Belén Iglesias Cortés.
Iníciase a sesión ás 17.30 horas, e despois de examinaren os vinte e nove orixinais presentados, o xurado quere destacar, en primeiro lugar, o bo nivel creativo das persoas participantes, condición que prestixia este certame, o máis consolidado do País e que recolle o espírito de irmandade cultural entre Galicia e Portugal.
Os membros do xurado, despois de defenderen as súas propostas nun debate intenso, acordaron por unanimidade conceder o XXXIII Premio de Poesía “Cidade de Ourense” ao traballo presentado co título:

Subversiva liturgia das mãos
rexistrado co número 9 na listaxe de exemplares recibidos no Concello de Ourense. A secretaria procede á apertura do sobre correspondente, resultando autor da obra premiada: Joaquim Fernando Rana Fitas.
O Xurado quere destacar que se trata dunha obra de poemas caudalosos con imaxes moi luminosas referidas ás vivencias e experiencias cotiás. Estruturado en dúas partes complementarias, cunha riqueza de imaxes moi suxestivas. A construción da casa como símbolo do futuro. Travesía pola memoria, sen a súa preservación, nada existe.
A secretaria fai constar o agradecemento a todos os membros do xurado pola súa participación.
En proba de conformidade, subscríbese a presente acta da que eu como secretaria dou testemuño, co visto e prace da presidenta, no lugar e data arriba citados. 
CÂMARA MUNICIPAL DE VILA REAL
Grémio Literário Vila-Realense

Sugestões de leitura





no blogue
http://tempocaminhado.blogspot.pt/

Nicho Marista, sobre S. Marcelino Champagnat, único em Portugal 

Histórias ou Algo Mais do escritor Nuno Nozelos


A Toponímia também é património

Nota: Com apoio do Município de Mirandela, vai sair em Julho mais um livro de JORGE LAGE sobre a etnoliguística do concelho de Mirandela, encerrando uma trilogia («Mirandelês» - com 3 amigos, e «Falares de Mirandela»).



Os seus livros apenas se vendem em:


Braga - Livraria Minho
Porto - Livraria Académica
Vila Real - Livraria Traga Mundos
Bragança - Livraria Rosa d'Ouro
Chaves - Antígona
Vila Pouca de Aguiar - Livraria e Papelaria Aguiarense
Estas livrarias fazem chegar os livros a qualquer parte do mundo.

V Rota Gastronómica da Cereja do Fundão

 
Virgilio Gomes
A V Rota Gastronómica da Cereja do Fundão, inserida na Campanha da Cereja 2017, realiza-se de 16 de Junho a 2 de Julho em Lisboa, no Porto e, pela primeira vez, no Algarve. Ao longo destes dias, os melhores restaurantes, bares e chefs pasteleiros convidados a participar nesta rota vão desenvolver menus inspirados na Cereja do Fundão, que inclui entradas, pratos principais, sobremesas ou cocktails. Este ano, entre as novidades, encontram-se restaurantes como o Vila Joya, com o chef Dieter Koschina com duas estrelas Michelin.


 O Rio Tua


 O Rio Tua

Provindo da Galiza, o rio Tua,
Saltitando e cantando alegremente
Por entre montes, corre diligente
Até ao Douro, onde desagua.

O trem, franzino, como coisa sua,
Gritava-lhe ao passar, cheio de gente,
E o contemplava em baixo, na corrente.
Hoje apenas o vento se insinua.

Tudo na vida, todos nós sabemos,
Se tiver um princípio, tem um fim,
Só permanece o ser, que é imutável.


Uma seita imbecil, filha de demos,
Descendência provável de Caím,
Lançou fora o brinquedo, imperturbável.
Cláudio Carneiro, in «O Despertar da Alma Portuguesa in sonetos»,  Abril 2017.

Enviado por Jorge Lagejorgelage@portugalmail.com – 21MAI2017


terça-feira, 20 de junho de 2017

Em nome da verdade e da justiça


José António Saraiva – jornal Sol

NÃO COMENTEI na semana passada a entrevista de António Costa a José Gomes Ferreira porque não a vi na altura.

Entretanto, em nome da verdade e da justiça, acho que vale a pena falar de dois temas que lá foram tratados.
Primeiro: António Costa disse que, quando tomou posse, em fins de Novembro de 2015, o PIB estava a cair.
Assim, o mérito de pôr a economia de novo a crescer pertenceu por inteiro ao seu Governo e não ao anterior.
Ora, Costa sabe muito bem o seguinte: a economia já estava a crescer com Passos Coelho, e só desceu no 2.º semestre de 2015 por causa das eleições (em princípios de Outubro) e por causa da ‘geringonça’.
De facto, em vésperas de eleições ninguém investe: todos ficam à espera para ver em que param as modas.
E depois, com o chumbo do Governo PSD/CDS e a agitação política causada pela formação da ‘geringonça’, o investimento caiu a pique.
Assim, a economia só retomou o seu ritmo normal no 2.º semestre de 2016.
Mas a inversão do PIB (de negativo para positivo) deu-se de facto em 2013, continuou em 2014 e na primeira metade de 2015 – só caindo no fim desse ano em consequência da turbulência referida.
António Costa sabe isto muito bem, e não devia ter fingido o contrário, arrogando-se méritos que pertencem na verdade ao seu antecessor.
O SEGUNDO tema sobre o qual quero falar diz respeito à afirmação feita pelo primeiro-ministro de que a sua política é muito diferente da de Passos Coelho.
Segundo António Costa, os resultados que têm sido obtidos provam essa verdade.
E em jeito de síntese, adiantou que, enquanto Passos cortava rendimentos, ele devolve-os.
Ora, a comparação entre as duas políticas tem de fazer-se em dois planos: a ‘estratégia’ e a ‘táctica’.
Quanto à estratégia, o Governo de Costa não se distingue (felizmente) do de Passos Coelho: aposta na redução do défice público para conquistar a confiança externa (e das agências de rating) e no crescimento económico assente sobretudo no aumento das exportações e não do consumo.
Aliás, é por causa desta semelhança estratégica com a direita que o PCP e o BE protestam.
A DIFERENÇA existe na táctica, isto é, no modo de alcançar estes objectivos.
No que toca às exportações, António Costa não teve de fazer nada para elas crescerem: os turistas encarregaram-se de lhe resolver o problema.
Quanto ao défice público, é que há uma diferença grande.
Enquanto Passos Coelho reduziu a despesa do Estado à custa (além de outras poupanças) dos cortes de ordenados e pensões, Centeno recorreu às cativações e ao corte no investimento público.
Claro que este caminho foi muitíssimo menos impopular.
Mas Centeno fez outra coisa: substituiu alguns impostos directos por impostos indirectos (como o dos combustíveis), que são psicologicamente menos penalizantes.
TUDO SOMADO, as coisas não estão muito diferentes.
Os funcionários públicos e alguns pensionistas estarão um pouco melhor do que estavam antes – o que se percebe, pois são os eleitores que a esquerda quer seduzir; mas outros grupos sociais estarão na mesma ou até perderam um pouco, por via dos tais impostos indirectos.
A ideia que ficou, porém, é que Passos Coelho cortou ordenados e pensões – ao passo que António Costa devolveu rendimentos aos portugueses.
Ora esta ideia, além de injusta, contém uma inquietante incógnita.
Que é esta: na economia, como na agricultura, há um tempo de semear e outro de colher.
António Costa está a colher o que Passos Coelho semeou.
Vamos ver se o que Costa está a semear hoje permitirá vivermos melhor amanhã.
Ainda é cedo para sabermos no que irá dar esta política malabarista de Costa e Centeno, assente em dar com uma mão e tirar com a outra.

P.S. – A imprensa tem referido a arte revelada pelo 1.º-ministro para não ser atingido pelas polémicas que têm envolvido o seu Governo. Desde o caso da CGD, que se arrastou por um ano e em que o presidente nomeado acabou por se demitir, passando por assessores que foram afastados por não terem as habilitações académicas que declararam, à história das offshores em que membros do Governo se contradisseram, à nomeação do secretário-geral do SIRP que acabou por renunciar antes de tomar posse e à escolha de um administrador da TAP que tem como principal cartão de visita ser seu amigo – por tudo isto António Costa tem passado sem se chamuscar. É certo que é preciso jeito para o conseguir. Mas também é preciso contar com a cumplicidade dos media. Ou seja, alguns que lhe elogiam a habilidade são os mesmos que não o confrontam com os problemas. Veja-se como Miguel Relvas foi perseguido implacavelmente durante meses até cair… E veja-se o desgaste a que Passos Coelho era sujeito.

Nicho Marista, sobre S. Marcelino Champagnat, único em Portugal 



Os nichos, cruzeiros e alminhas surgem devido à religiosidade individual ou de grupo dos católicos. Muitas vezes, expressam uma graça (ou grande desgraça) recebida ou para mostrarem alguma ascendência na moral cristã sobre outros vizinhos. Seja como for, os nichos, cruzeiros e alminhas são marcos a atestar a religiosidade de alguém ou de alguns. Havendo uma autoridade religiosa em cada paróquia, qualquer acto deve ser praticado com conhecimento e de acordo do respectivo pároco. É importante realçar que os nichos, cruzeiros e alminhas, são bens culturais relevantes e devem ser arrolados e preservados, pela junta de freguesia (ou paróquia) ou município. Convidado pela «Associação de Jogos Tradicionais», da Guarda, para apresentar o meu livro, «Memórias da Maria Castanha», numa «Encontro Internacional» de jogos tradicionais, com participantes portugueses, espanhóis e franceses, no Município de Pinhel, tomei conhecimento da valorização que ali se faz destes bens culturais, inventariando-os, fotografando-os e publicando o trabalho em livro. Até no incremento turístico se pode, em certos locais, fazer o percurso pedestre das alminhas, cruzeiros e nichos, numa cidade ou vila. Há turistas, neste caso de turismo religioso, para tudo o que é peculiar. Como sabem, os que tomam conhecimento do meu modesto currículo ou percurso de vida, que estudei algum tempo nos «Irmãos Maristas», onde despi toda truculência de garoto rural, para iniciar um processo de crescimento em todas as dimensões, até ao dia de hoje. Casualmente, no IASFA (Instituto de Acção Social das Forças Armadas) de Braga, soube pelo militar, Ernesto Fernandes (natural de Barcelos), que ali trabalha e com quem mantenho as melhores relações, também foi Marista. Estava feita uma maior aproximação. Depois falou-me no nicho, erguido pelos seus parentes, a «S. Marcelino (Champagnat, natural da região de Lyon – França), Fundador dos Irmãos Maristas». Este «nicho de S. Marcelino» é único em Portugal e fica na intersecção da Estrada Municipal «M 549-1», com o Caminho Municipal «CM 1041», na rua de Pousada, em Aguiar – Barcelos e coordenadas «41 37’ 21,56’’ N e 8 38’ 58,17’’ O». Esta minha nota e foto do nicho único vão correr mundo, com o Notícias de Mirandela e com os blogues em que colaboro, uma vez que os Irmãos Maristas estão espalhados por muitos países. Uma imagem de S. Marcelino está com outros santos marianos (ou devotos de Maria), por trás da Azinheira, na arcada que ladeia o recinto do Santuário de Fátima. Comemorando-se este ano o «I Centenária das Aparições de Fátima», os Irmãos Maristas celebram, também, o «II Centenário da Fundação da Congregação Marista» em tempos muito difíceis, para os católicos franceses, da Revolução Francesa. (foto recebida de Ernesto Fernandes)

Jorge Lage – jorgelage@portugalmail.com – 10ABR2017

Provérbios ou ditos:
Junho provém de «Iunius» porque os romanos dedicaram este mês à sua deusa «Juno», protectora da mulher e deusa do lar.

Junho claro e fresquito para todos bendito.

Do tempo da Maria Castanha (Em tempo muito antigo ou imemorial, isto é, há muito, muito tempo).

De grão a grão enche a galinha o paparão.