domingo, 20 de maio de 2018

Antologia de Autores, um projecto colectivo


Nos próximos dias 25, 26 e 27 de Maio, vai realizar-se no Pavilhão do Conhecimento - Centro  Ciência Viva, no Parque das Nações em Lisboa, o IV Congresso de Trás-os-Montes e Alto Douro, 16 anos depois de se ter realizado o III em Bragança (o 1.º Congresso foi realizado em 1920 e o 2.º em 1941).
Para que nenhum Município da Região ficasse sentido com uma escolha diferente do seu concelho, a Direção da CTMAD optou por realizar o IV Congresso em território neutro. E decidiu fazê-lo na sua área de influência, onde 90% dos seus Associados trabalham, residem e estudam - no Distrito de Lisboa.
Às 19H do dia 25 vai ser lançada a público uma Antologia de Autores da região transmontana, duriense e da Beira transmontana, com 142 autores, dos quais 36 senhoras, num total de 928 páginas.
Questões éticas levaram-nos a dizermos pouco, até hoje, sobre a mesma. Julgamos, porém, chegada a hora de lhe dedicar escrito. E assim sendo, nada melhor que tornarmos público o nosso prefácio (no qual se disse o essencial, não tudo) e a capa/contra capa da mesma.


PREFÁCIO

Antologia de Autores, um projecto colectivo

Em boa hora o presidente da direcção da Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro de Lisboa, Dr. Hirondino Isaías, se lembrou da formulação desta Antologia, para nela constarem autores dos 35 concelhos que fazem parte da geografia que a agremiação agregou desde a sua fundação, aproveitando-se para, em síntese, se fazer referência à cultura e História de cada um dos municípios.
Pensou-se a seguir ligá-la ao IV CONGRESSO de Trás-os-Montes e Alto Douro. Por essa razão, como se verifica, não se trata de uma Antologia tradicional, onde apenas cabe a Literatura. Os princípios orientadores da mesma são conhecidos de todos, desde o início, com a maior transparência.
Entre um pequeno ensaio de 30 páginas, produzido por meia dúzia de autores para representar uma região imensa no quadro geográfico de um país como o nosso, em primeiro prazo que seguiu para três instituições prestigiadas – Grémio Literário Vila-realense, Academia de Letras de Trás-os-Montes e Associação de Escritores Portugueses (31 de Julho de 2017), e um volume como o que agora têm em mãos, embora com custos acrescentados, a escolha foi óbvia.
Em segundo prazo (31 de Agosto de 2017) aceitaram-se textos de maior dimensão, a pedido de alguns autores. Porque era para isso que indicavam os objectivos do projecto. Que não seria possível sem a sua participação e sem a disponibilidade da agremiação.
Agregar os Transmontanos e Alto-durienses em antologia, era o objectivo maior. E a Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro de Lisboa, casa mãe das casas transmontanas do país e da diáspora, e a mais antiga agremiação do género do país, conseguiu-o. Mas para isso, o volume atingiu dimensões imprevisíveis, ultrapassando as mil páginas. O que nos obrigou, pelos custos e complexidade do mesmo, reduzi-lo às dimensões actuais.
Colocou-se a liberdade ao sabor do pensamento de cada um. Aliás, a liberdade é condição natural para os transmontanos: “Este sentido da liberdade acho que é importante no estereótipo do transmontano. A relativa pobreza é também condição de liberdade, como muito bem se exprime no apanágio que tantas vezes ouvi repetir: “lobo magro, mas sem coleira” (Telmo Verdelho, Trás-os- Montes e Alto Douro, Mosaico de Ciência e Cultura, 2010/11, p.32). Chega e sobeja para defender a nossa posição. E nem é preciso a referência aos clássicos da Antiguidade (como Tucídides), ou aos Modernos como Stuart Mill. Como nos diz Flávio Vara, o mordaz escritor de Rio Frio (Bragança), em memória a Nuno Nozelos (Revista Tellus, Grémio Literário Vila-Realense, p. 25), apenas para citarmos um dos nossos: “ Um escritor, qualquer que seja a sua terra, não tem necessariamente de escrever sobre ela. Só quando é obrigado pelo coração”.
Sendo um projecto colectivo, não foi restringida a liberdade individual. E nesse sentido se organizou um volume constituído por diversidade temática e género, com os autores distribuídos por concelho de origem (por ordem alfabética). Um projecto aberto.
Às mentes abertas que nele participaram, o nosso muito obrigado. A elas, ao colectivo de autores, à agremiação e a sua Exª. o Senhor Presidente da República, Professor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa que para ele contribuiu com texto de abertura.
Individualmente queremos referir os contributos de A.M. Pires Cabral, António Lopes (Sa Gué), Carlos D’Abreu, Isabel Viçoso, Jorge Golias, Maria dos Anjos Pires e Maria Otília Lage. Mas é de inteira justiça, destacar o contributo incomensurável de Jorge Lage.
Não sendo já da circunscrição da agremiação transmontana, Sernancelhe figura no volume com a participação de Alberto Correia, autor convidado de um concelho limítrofe da Beira Transmontana.
Foi ainda criada uma secção em memória de autores recentemente falecidos com trabalhos inéditos. Nela se incluíram Abílio Gomes, Carlos Sambade e Nuno Nozelos, ladeados por trabalhos inéditos de João de Lemos e Monteiro Ramalho, ombreados pelo inigualável escritor argentino Jorge Luís Borges, cujos ancestrais se julga serem oriundos de Trás-os-Montes, concretamente de Torre de Moncorvo.
Na capa e contracapa tivemos em conta aspectos unicamente estéticos, direccionados para a cultura da Região - e graficamente a “escolha” foi aleatória.
Ao feminino deu-se a importância devida, assim como a autores da diáspora.

Armando Palavras


Nota: É de inteira justiça salientar que Aires Antunes Diniz não colabora nesta Antologia de Autores por questões inexplicáveis. Ele pensou que havia enviado o texto (que enriqueceria o conteúdo do volume), e nós nunca o recebemos.

Teatro Viriato - VISEU


A companhia Teatro do Vestido regressa a Viseu para abordar a história do colonialismo e a descolonização, com uma peça de Teatro com texto e direcção de Joana Craveiro. De 24 a 26 de maio, sobe ao palco a peça Filhos do Retorno que procura perceber a relação particular dos descendentes de uma história de colonialismo e descolonização, com essas memórias. Como é que as memórias das pessoas que viveram nas ex-colónias portuguesas são transmitidas aos seus descendentes? Este é um espectáculo que se constrói a partir da história pessoal dos cinco actores que o protagonizam. É um espectáculo sobre imagens, construções, idealizações, e sobre alguns segredos no seio das famílias. Como o nome indica, é um espectáculo sobre os filhos e as filhas desta história.

No âmbito desta apresentação, o Teatro Viriato convidou o poeta, ficcionista e cartoonista, António Gil para moderar uma conversa com Joana Craveiro sobre os seus processos de criação e sobre o colonialismo português.

Oficina com Joana Craveiro
Joana Craveiro irá ainda orientar a oficina Laboratório de uma história problemática, no dia 26 de maio. Este é um laboratório destinado a criadores de qualquer área (e outros que se interessem pela criação em geral), e cujo ponto de partida é a criação Filhos do Retorno, do Teatro do Vestido. Nele, os participantes irão mergulhar na memória e na história problemática do colonialismo português e do processo de descolonização pós-1974, experimentando em torno de memórias, ideias, perguntas e inquietações. O laboratório irá desenvolver-se a partir das experiências pessoais dos participantes, dos seus arquivos, dos seus interesses, ou dos livros que foram coleccionando, bem como filmes, imagens, e inquietações.

Para informações adicionais consultar
Para mais informações contacte
Ana Filipa Rodrigues
Imprensa e Comunicação
tel.  351 232 480 110
Largo Mouzinho de Albuquerque,
Apartado 2087 EC Viseu · 3501-909 Viseu · Portugal

Sobre nós
TEATRO VIRIATO

O Teatro Viriato é uma estrutura cultural de programação e produção de artes do palco, sediado em Viseu, gerida pelo Centro de Artes do Espetáculo de Viseu, Associação Cultural e Pedagógica (estrutura financiado pela DGArtes e Município de Viseu). A programação regular inclui, música, teatro, dança, novo circo, atividades pedagógicas e residências artísticas. É também, desde 1999, o espaço de residência permanente da Companhia Paulo Ribeiro.

A companhia do Dr. João Inácio para me dar boleia.



Por: Costa Pereira Portugal, minha terra

Mais uma vez o Quartel Restaurante da Associação Humanitária dos BV do Dafundo, foi escolhido para confraternização dos ex-alunos da antiga Escola Primária Masculina, nº 61 do Altinho (Belém-Lisboa). Fazem-no duas vezes por ano e reúnem sempre cerca de duas dezenas de participantes desde que como convidado passei a também tomar parte no evento a convite do Dr. Manuel da Silva Pegado, um distinto advogado que teve escritório no Funchal. A concentração é feita habitualmente na Praça Afonso de Albuquerque, ou mais exactamente dito no início da Calçada da Ajuda. Lá fui ter ontem, dia 18 de Maio, por volta das 16h00, um pouco contrafeito pois tinha sido informado que desta vez o Dr. Pegado ia faltar e o mesmo estava previsto acontecer com o médico Dr. João Inácio que é quem nos costuma transportar. 
Mas dos fracos não reza a história, e firme como um padrão dos bem seguros na terra, aguardei que fossem aparecendo quem de Belém me conduzisse até Linda-a-Velha. Entretanto surgiu o Tomé mais o filho, o Sérgio, o Serra, e quando menos se esperava aparece o Dr. João Inácio. A minha salvação. Já próximo das 19h00 ai arrancamos nós em direcção ao restaurante e encontro com os restantes participantes que directamente ali foram ter para às 20h00 em ponto entrar no acolhedor salão, já com mesa posta à nossa espera.
Além do Dr. Pegado desta vez sentiu-se a falta dos amigos Zé da Renault, do Roger e do Dinis, ambos por terras alemãs, onde têm familiares mas, em contrapartida apareceram outros para os substituir. Quem raramente falha é o Jaime; Nabeiro e o cunhado Cosmelli que vêm de Setúbal; os irmãos Pinto, os irmãos Violas e o Tomé. Que de facto é um grupo de amigos digno de admirar e recolher os exemplos que transmite a quem do evento recolhe e tem a honra de poder apreciar. É uma grande verdade, e eu sou disso testemunha.
Como também pude verificar que muitos já começam a sentir que as saídas e jantares à noite começam a precisar de ser ponderadas e por isso em vez de jantar é melhor optar por um almoço-convívio daqui em diante, e o próximo ficou marcado para 10 de Novembro
Lá estarei se Deus deixar e conto com estes amigos e todos os mais que possam estar presentes. E que nunca me falte a companhia do Dr. João Inácio para me dar boleia.      

sábado, 19 de maio de 2018

Portugal, terra de fé



Alberto GonçalvesOBSERVADOR

Após a desilusão com um ex-governante, inúmeros portugueses resolveram desiludir-se em simultâneo com um dirigente da bola. É a nossa tradição de seguir fervorosamente determinadas fraudes.

Após a desilusão com um ex-governante, inúmeros portugueses resolveram desiludir-se em simultâneo com um dirigente da bola. Há nisto o respeito por diversas tradições pátrias. A tradição de seguir fervorosamente determinadas fraudes. A tradição de reagir com ameaças e fúria aos avisos de que a fraude é obviamente uma fraude. A tradição de admitir a fraude, de repente e com anos de atraso. Como o bêbado que, já na cama do hospital, tenta travar para não bater no poste, o discernimento dos portugueses raramente falha: demora é uma eternidade a chegar.
Também é ridículo presumir que as pessoas veneram qualquer fraude: só as demasiado evidentes. Os profetas duvidosos não são connosco. Preferimos profetas espalhafatosamente toscos, ou fancaria autenticada. Se um tipo com ar vagamente alucinado, gramática deficitária, promessas épicas e conversa fiada irrompe na cena pública, muitos contemplam o espectáculo e decidem que, sim senhor, está ali alguém a ter em conta. Quando, em dez minutos, se torna notório que o tipo é um rematado trafulha, a adoração e as ofensas aos descrentes aumentam em proporção directa. Quando, além da trafulhice, o tipo acentua os vestígios de loucura, os fiéis encontram-se capazes de morrer por ele, e sobretudo de matar por ele. Na fase em que o tipo começa a descer o Chiado vestido de Napoleão, embora troque o exílio em Elba por uma conta em Barbados, o séquito entra em transe espiritual.
Um dia, pouco antes de ingerir o cianeto que o profeta generosamente providenciou, dá-se uma epifania colectiva, o culto abre os olhos e percebe que fora enganado por um reles farsante. Desalentados, e sem pingo de vergonha, os membros do culto percorrem a via sacra das televisões, dos jornais e do Facebook a confessar o logro em que, coitadinhos, caíram. Por um triz não pedem indemnizações por danos morais.
As características dos profetas caseiros, que depois de longa reverência frequentemente desce ao carisma da lepra, incluem um vasto rol de qualidades: são desonestos nas contas, falsos na palavra, escorregadios no carácter, egocêntricos, avessos à dissidência, convictos, teimosos, ignorantes, infantis, incapazes de empatia e capazes de, no aperto, arrastar com eles o que existir em redor – o termo técnico é doidos perigosos. Às vezes, acumulam as qualidades todas; às vezes, só algumas. Quanto às características dos fiéis, o espectro é reduzido: ou são inacreditavelmente oportunistas ou inacreditavelmente idiotas. Donde a tendência para os fiéis saltitarem entre profetas. Em geral, mal terminam de ser ludibriados por um (ou uma dúzia), atiram-se para o seguinte (ou seguintes) com alma lavada e cara-de-pau. O seguinte, mais um maluco sem escrúpulos, é que é o tal e quem disser o contrário arderá nos infernos.
O engraçado não é que a História de Portugal, na política, na diplomacia, na universidade, na economia, no futebol, na filatelia e no que calha, seja uma sucessão irrepreensível de crenças assim. O engraçado é que continua a ser. Em Maio de 2018, época em que, suponho, restam escassos devotos do “eng.” Sócrates e do sr. Bruno, não escasseia o convencimento de que outros pantomineiros possuem as aptidões adequadas a conduzir-nos rumo à felicidade, ainda que os factos sugiram o exacto oposto. Dois ou três desses espécimes apareceram em ambos os apedrejamentos recentes, e, embora apeteça sonhar com o deles, pressente-se que não vale a pena: por morrer um intrujão, não acaba Portugal. Aliás, o problema é esse.

Notas de rodapé
1. Face aos acontecimentos de Alcochete ou Alfragide, o dr. Costa tomou as providências devidas e anunciou uma Autoridade Contra a Violência no Desporto. Em primeiro lugar, fica claro que quando um gangue invade propriedade alheia e comete espancamentos, o exercício é de carácter desportivo (excepto, como lembrou o meu amigo Hélder Ferreira, se o gangue for de “etnia” cigana e a propriedade um hospital: nesse caso o assunto nem chega a ser violento nem é assunto). Em segundo lugar, saúda-se que finalmente haja punições para a barbárie no sector, lacuna legal que até aqui permitia a relativa impunidade de quem matava adeptos com petardos, automóveis ou penáltis transviados. Em terceiro lugar, espera-se que os castigos se estendam aos populistas em cargos públicos que condenam a selvajaria da bola e de seguida assistem a jogos ao lado dos respectivos responsáveis. Certo é que o dr. Costa esteve impecável.

2. Uma consequência positiva do drama “sportinguista” é a exclusividade informativa, que retirou das notícias as “reportagens” sobre a embaixada americana em Jerusalém e a má vontade israelita em não se deixar exterminar pelos seus indefesos vizinhos. Aquilo é gente ruim. Como lembrava Serge Gainsbourg, quem afundou o Titanic foi Iceberg – sempre um judeu.

3. Virar a página da austeridade é um processo complexo e permanente. Implica, por exemplo, subir a cada semana o preço dos combustíveis, além de aumentar outros impostos conhecidos e criar alguns novinhos em folha. É curioso que a receita para o sucesso se confunda tanto com um fracasso – e um roubo sem precedentes. Felizmente, é para isso que existem os “media”: para evitar confusões.

Noticias do Parque anuncia programa do IV Congresso


O "Noticias do Parque", pela segunda vez faz referência ao IV Congresso de Trás-os-Montes e Alto Douro. Desta vez dedica-lhe toda a página 24. 
Da mesma forma o faz o Noticias de Trás-os-Montes, órgão de informação da Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro de Lisboa, acabado de sair recentemente a público.


24 medidas para o interior



São sete sugestões de ordem fiscal, oito para a área da educação, ensino superior e ciência e outras nove sobre a ocupação do território pelo Estado. Foram apresentadas hoje em Lisboa pelo Movimento pelo Interior.

As mais lidas da última quinzena

  


MILITIA SANCTAE MARIAE - Companhia regular e militante dos Cavaleiros de Santa Maria – Contra a Eutanásia


MILITIA SANCTAE MARIAE
- Companhia regular e militante dos Cavaleiros de Santa Maria –
Nº 23 Flash “+VITA”
Maio 2018
Deus criou o homem à sua imagem e semelhança. Chamando-o à existência por amor, chamou-o ao mesmo tempo ao amor.
Familiaris Consortio nº 11
No nosso nº21, de Fevereiro de 2017, escrevemos:
«A EUTANÁSIA é a resposta no fim da vida de uma sociedade que deixou de amar.
A EUTANÁSIA é o meio para pôr fim, SEM DIGNIDADE, a uma vida que merecia só ser amada.
A EUTANÁSIA é a mais um sinal de uma Cultura da morte dominante e do colapso da Civilização do Amor.
A EUTANÁSIA é, também, um sintoma da Civilização do descartável que nos está a dominar!»
Neste nº do FLASH + VITA, de Maio de 2018, reafirmamos, agora com maior ênfase, o que então se escreveu.
A luta pelo direito à vida sobreleva todos os direitos humanos pois que matando estes, os seres humanos, em qualquer fase do seu desenvolvimento, de nada servem os outros direitos!
Por isso, a defesa do DIREITO À VIDA, da concepção à morte natural, impõe-se como uma prioridade na defesa dos DIREITOS HUMANOS.
Somos todos convidados e convocados para não ficarmos indiferentes face aos ataques contra este direito fundamental. A EUTANÁSIA é uma das ameaças mais radicais contra a Vida Humana. Temos o direito e a OBRIGAÇÃO de nos manifestarmos por todos os meios legais contra a ditadura relativista em voga e de que a legalização da EUTANÁSIA é um aspecto, e dos mais relevantes.
Cumpre-nos AGIR.
Cumpre-nos REZAR.
Cumpre-nos NÃO NOS CALARMOS.
Cumpre-nos lutar contra os novos ditadores do pensamento único.
Caro leitor, se vive em Braga ou perto, participe na oração pelas pessoas em fim de vida, sobretudo pelas mais abandonadas e tentadas a pedir a eutanásia, na última 6ª feira de cada mês, às 15h30m, na Basílica dos Congregados (Braga).
O Instituto Internacional Familiaris Consortio conta com a sua presença!
O Responsável do IIFC/IFCI,
Carlos Aguiar Gomes
msm-portugal.org

sexta-feira, 18 de maio de 2018

Manifestação de professores no Sábado - dia 19 de Maio


No sábado encontramo-nos para a MANIF?
Às 14h45m junto ao Metro do Marquês quando se desce das Amoreiras, junta-te ao SIPE. 
Não se esqueça que a sua presença é importante!!!
Todos juntos temos mais força!!!!

Futebol e política – dois poderes em erupção

  
Por BARROSO da FONTE
Ambos bateram no fundo. O primeiro cumpriu o vaticínio de Pimenta Machado: «o que hoje é verdade, amanhã pode ser mentira». A maneira como terminou o último campeonato de futebol, com jogos como o Rio Ave-Chaves e o Marítimo-Sporting, deixam no ar sentimentos de revolta porque desvirtuam a verdade desportiva. Quem viu e ouviu o decorrer do jogo arbitrado, em Vila do Conde, por Hugo Miguel, não acredita que houve lisura desportiva.
No semanário a Voz de Chaves já deixámos indícios de que esse árbitro anulou um golo limpinho ao Chaves e, já na segunda parte, marcou dois penáltis seguidos, contra o mesmo clube, para além de lhe expulsar dois jogadores. O Grupo Desportivo de Chaves foi apeado do 5º lugar por um «roubo de igreja».
O segundo poder vem perdendo a supremacia sobre o primeiro e é nele que vamos afundar-nos todos. As consequências selvagens daquilo que aconteceu, na sequência da derrota do Sporting na Madeira, com um ato terrorista em Alcochete, mostra a fragilidade da política, a desafiar o poder político, como o (ainda) Presidente do Sporting, veio a público, acusar os Presidentes da República e da Assembleia da República. Para incendiar a fogueira chegaram as denúncias sobre a compra de resultados, em jogos de duas modalidades desportivas que envolvem os mesmos e outros clubes. A facilidade com que estas «negociatas» se conseguem, quer na política quer no futebol, permitem concluir que urge redobrar os quadros da Polícia Judiciária, da GNR e da PSP porque, juntamente com o atual quadro do Ministério Público e com as denúncias das redes sociais, constituem a única forma de travar este terramoto.
«Há cerca de 11 anos a comunicação social começou a levantar suspeitas sobre a licenciatura de José Sócrates. Dia 11 do corrente a SIC Notícias convidou três jornalistas que em 2007 estiveram envolvidos nas reportagens que despoletaram a polémica que dividiu o país». De um lado os amigos do «mentiroso compulsivo», autor dessa primeira geringonça que nos atirou para a bancarrota financeira, moral e intelectual. Do outro lado aqueles que andam distraídos e que por hipocrisia ideológica tinham vergonha de abrir as hostilidades. Agora que já nada há a temer, porque são tais e tantos os sarilhos em que todos caímos, a crer nas investigações judiciais, que nos resta deitar as mãos à cabeça e concluir: - como foi possível, um homem só, «chegar ao poder e manter-se nele tantos anos, montado numa mentira», no dizer de Henrique Monteiro.
 Neste debate da SIC que o leitor encontra facilmente, online, no tema «José Sócrates na mira da Justiça», encontra o que atrás refiro e dá imagem e voz a esses três jornalistas que despoletaram no Público e no Expresso, esses sucessivos escândalos públicos: Ricardo Dias Felner, José Manuel Mendes e Henrique Monteiro. O primeiro dos três, esbarrou com algumas reações arriscadas  do assessor de imprensa  de Sócrates: Luís Bernardo. A falsa licenciatura prestou-se a embaraços que se estenderam à panóplia de casos que nos envergonham, visto que ele e alguns daqueles que teimam em estar com ele, não têm vergonha nenhuma.
 Como foi possível, desde 2007, até ao dia em que foi detido, iludir um país inteiro. Fintou a própria União Europeia, estendeu os tentáculos açambarcadores à Venezuela, ao Brasil, a Angola e enganou o Tribunal de Contas. Contratualizar adjudicações megalómanas, legitimou administrações bancárias, produziu e aprovou leis iníquas, seduziu procuradores e armadilhou toda a documentação que lhe permitiu acesso a tudo quanto era sigiloso. Nomeou e despediu gente séria, enfim, brincou com o Povo a quem prometeu fidelidade, deixando milhares na miséria e a nós todos na bancarrota.
Não se acusa aqui o partido político a que pertenceu. Infelizmente em todos eles há bons e maus militantes. Mas deplora-se que tenha havido políticos que foram, conscientemente, solidários com ele, dando cobertura a processos fraudulentos, a decisões erradas, a atitudes contra natura.
A esquerda radical teima em acusar a direita de ser autora da vinda da troika e de deixar o país na miséria. Como já deu para ver - afinal - foi a esquerda que, de braço dado com Ricardo Salgado, com as administrações da Caixa Geral de Depósitos e de outras instituições subservientes ao poder de Sócrates, ziguezaguearam, provocando a ruína por que passámos e ainda estamos a passar. Está provado que foi o BES, através de Ricardo Salgado que retirou aos clientes pobres, para dar à Fundação Mário Soares, a Sócrates, a Granadeiro, a Zeinal Bava, a Rui Horta e Costa e a tantos outros que estão a contas com a justiça.
Mas não foi apenas aquilo que Sócrates desviou. Foram também os «desvios» que alguns dos seus ministros: Mário Lino, António Mendonça e Paulo Campos, fizeram para auto-estradas e Parques Escolares. E também o seu ex-Secretário de Estado, João Vasconcelos, igualmente, já constituído arguido, com a agravante de ter atribuído fundos comunitários à empresa da própria mulher. E que dizer de Manuel Pinho, o tal ministro dos «corninhos», cuja dimensão fraudulenta ainda se desconhece?
Com a mudança do milénio, advieram para a sociedade portuguesa fenómenos estranhíssimos. 
Nos 890 anos que Portugal completa em 24 de Junho próximo, a História registou muitas e exóticas peripécias. D. João V, por exemplo, canalizou para o Vaticano, a maior parte do dinheiro da Coroa, «para que ele fosse absolvido dos pecados e pecadilhos» que o próprio cometia com as freiras do Convento de Odivelas. Mas roubar, pelo prazer de roubar, não se conhecem facécias tão descaradas. Que a democracia tem vindo a parir sósias, em grande escala, desse espécime político, todos sabemos. Mas esta mais recente praga é pior do que vespa asiática. Parabéns à PJ e à Justiça.

Comentário:
Por questões éticas não se comentam textos dos colaboradores. Mas, neste caso, porque se assina por baixo o texto do Doutor Barroso da Fonte, vêm mesmo a propósito os dados da organização não governamental Transparency Internationalpublicados a 21 de Fevereiro deste ano, (e que têm sido silenciados pela comunicação social).     
Dos 180 países e territórios avaliados de acordo com a percepção dos seus níveis de corrupção, Portugal fica em 29.º lugar, com a Nova Zelândia em 1.º e a Dinamarca em 2.º. Na Europa é o país que apresenta a Administração pública mais corrupta!