domingo, 28 de agosto de 2016

António Costa é também Técnico Oficial de Contas Certificado


Pelas Declarações que António Costa fez  relativamente ao OE Rectificativo consequência  da Recapitalização da CGD,  este para além de ter formação académica em Direito também é Técnico Oficial de Contas Certificado.
Questionado sobre o Orçamento Rectificativo de 2016, António Costa respondeu o seguinte:
   " Este Orçamento Rectificativo não é um verdadeiro OE Rectificativo, é uma operação Técnico-Contabilística necessária para reforçar um capítulo do Orçamento que nos permitirá a recapitalização da Caixa Geral de Depósitos "
Com esta afirmação O Primeiro-Ministro, revelou ser um discípulo  de " Domingos Azevedo (Socialista e Bastonário da Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas).
E assim vai o País............................!
João Ferreira

sábado, 27 de agosto de 2016

Cristianismo e Jogos Olímpicos


P. Gonçalo Portocarrero de Almada – in: OBSERVADOR

Se é à revolução francesa que se deve a restauração do olimpismo, como explicar que os Jogos Olímpicos só tenham recomeçado “moderna e definitivamente em 1896”, ou seja … mais de cem anos depois?!


No Público de 19 de Agosto passado, o historiador Rui Tavares, que também é fundador do Livre, escreveu: “o que acabou com os Jogos Olímpicos antigos foi a chegada ao poder do cristianismo. Teodósio, o primeiro imperador cristão a governar sobre o Império Romano (Constantino foi o primeiro a converter-se ao cristianismo, mas já perto da sua morte), emitiu uma série de decretos abolindo todo o tipo de cultos aos deuses pagãos, e foi assim que os Jogos Olímpicos, que eram tanto uma festa religiosa quanto desportiva, se extinguiram por mais de mil e quatrocentos anos. Teodósio era orgulhosamente intolerante contra os rituais, as imagens e a sensualidade do paganismo”.
É curioso que este historiador, embora reconheça que Constantino foi o primeiro imperador romano cristão, não o considere como tal, para efeitos dos Jogos Olímpicos. Porquê? Porque morreu cedo, o homem. A verdadeira razão, contudo, parece ser outra: como dava jeito que o primeiro imperador cristão pudesse ser apresentado como um fundamentalista inimigo do olimpismo, o fundador do Livre achou por bem suprimir Constantino para, falseando a história, apresentar Teodósio como “o primeiro imperador cristão a governar sobre o Império Romano”. Esclarecedor, não é?
Também omite – esquecimento, ignorância ou simples má-fé? – que Teodósio, na fase inicial do seu reinado, foi tolerante com os pagãos e favorável à conservação dos seus templos e estátuas, embora tenha reiterado, em 381, a proibição de Constantino em relação aos sacrifícios, interditando, dez anos mais tarde, os sacrifícios de sangue. Apesar de o fundador do Livre afirmar que o cristão Teodósio era “orgulhosamente intolerante”, a verdade é que, por exemplo, quando em 388 alguns cristãos incendiaram a sinagoga de Calínico, na Mesopotâmia, Teodósio ordenou ao bispo local que reconstruísse a sinagoga, disponibilizando os necessários recursos, e que punisse os incendiários. Para “intolerante”, convenhamos que não está nada mal!
Mas, Teodósio seria de facto orgulhoso? No ano 390, Santo Ambrósio de Milão excomungou este imperador, por ele ter ordenado o massacre de Salónica, como represália pelo assassinato do governador militar dessa cidade. Só depois de Teodósio ter humildemente manifestado o seu arrependimento e feito, durante vários meses, penitência pública, foi levantada a excomunhão e o imperador, que os ortodoxos veneram como santo, foi readmitido na Igreja. A este propósito, Teodósio diria mais tarde: “Sem dúvida, Ambrósio fez-me compreender pela primeira vez o que deve ser um bispo”. Um todo-poderoso imperador romano que se humilha a este ponto, ante um indefeso bispo católico, seria assim tão orgulhoso?!
Mais surpreendente é, contudo, a originalíssima tese deste historiador em relação ao renascimento da prática olímpica: “Após Teodósio, só se voltou a falar do restabelecimento dos Jogos Olímpicos com a Revolução Francesa” (com maiúsculas no seu texto, ao contrário de Cristianismo, que escreve sempre com minúscula, vá-se lá saber porquê …). Portanto, segundo este cronista, durante um milénio ninguém sequer falou dos Jogos Olímpicos!
Mas, se é à revolução francesa que se deve a restauração do olimpismo, como explicar que, como o dito historiador reconhece, os Jogos Olímpicos só tenham recomeçado “moderna e definitivamente em 1896”, ou seja … mais de cem anos depois?!
Aliás, é curioso que se omita a obrigatória referência a Pierre de Frédy, que foi, de facto, o restaurador das Olimpíadas e que, por sinal, não só não tinha nada a ver com a revolução francesa, como era, pelo contrário, um aristocrata, que foi baptizado na Igreja católica, estudou num colégio jesuíta, pediu e obteve, para o olimpismo moderno, a bênção do Papa São Pio X e era amigo do padre dominicano Henri Didon, que foi o autor do lema olímpico. Se o dito fosse revolucionário e ateu, decerto que teria tido direito, por parte deste historiador, a uma menção honrosa, mas sendo barão de Coubertin e, ainda pior, cristão, nada feito!
Também não se referem os Jogos Olímpicos de Berlim, quando Hitler aproveitou esse acontecimento desportivo mundial para exaltar a raça ariana e fazer propaganda do regime nazi. Se um chefe de Estado então recusasse a participação do seu país nesses Jogos, o fundador do Livre também o condenaria por ser “orgulhosamente intolerante”?! Não é verdade que, se algum estadista o tivesse feito, para não colaborar com o nazismo, teria merecido o respeito e a admiração de todos os verdadeiros humanistas e democratas?
Igualmente se omitem outras diversões da antiguidade greco-romana a que os imperadores romanos cristãos também puseram termo, como os combates circenses, em que tantos cristãos foram barbaramente assassinados. É verdade que a revolução francesa não restaurou esses degradantes espectáculos pagãos, mas retomou as perseguições de morte aos cristãos, a que o comunismo, por sua vez, tem dado, desde 1917 até à actualidade (China, Coreia do Norte, etc.), generosa continuidade.
Ese cronista do «Público», para além de historiador, foi também fundador do Livre. É, de facto – honra lhe seja feita! – um historiador livre, não dos antiquíssimos preconceitos marxistas e anticristãos, mas da realidade dos factos. Afinal de contas, quem é que é “orgulhosamente intolerante”?!

Um artigo


Alfredo Barroso escreveu no jornal Público (26/08/2016), um artigo de página com titulo pomposo:” A fixação obsessiva de Passos Coelho”. No qual desfere um ataque fulminante à politica económica de Milton Friedman, um gigante da economia do século XX, prémio Nobel, e respeitado por economistas como Paul Krugman, embora discordando de alguns dos seus métodos económicos.
Para isso recua a uma polémica que o tempo já demonstrou ser incorrecta – a ligação de Friedeman ao Chile de Pinochet. Sendo certo que no Chile de Pinochet se experimentaram as ideias liberais de Friedman, não é correcto associá-lo à politica e, sobretudo, à ditadura chilena implantada por Pinochet. Isso foi vastamente desmentido, não só pelo próprio Friedman, como por gente decente que o acompanhou nos programas de Roosevelt, Nixon, Ford ou de Reagan. E, embora tenha acompanhado três presidentes, nunca exerceu cargos políticos (sempre os recusou), nem mesmo de Secretário de Estado. Foi sempre conselheiro. E já agora, convém lembrar que foi dos primeiros a sair em defesa dos pobres, ao propor um sistema de imposto progressivo em que os pobres receberiam um salário básico do governo. Porque apesar de considerar que as forças de mercado produziam coisas maravilhosas (sic), não podem garantir uma distribuição de renda que permita a garantia de necessidades económicas básicas a todos os cidadãos.
Mas o sr. Barroso, com o curriculum que apresenta (onde nada consta de trabalho em relação à sua formação académica – advocacia), com os laços familiares (sobrinho do dr. Soares), e o rol de medalhas (Grã-Cruz disto, Comenda daquilo) que possui, que encheriam um alforge, pode dizer o que quiser.
É claro que esta associação de Friedman a Pinochet é propositada. Porque, no fundo, o que o sr. Barroso pretende é atingir Pedro Passos Coelho e a sua antiga ministra das finanças.
O dr. Barroso pode discordar das politicas liberais, pode até discordar (como discorda) da politica seguida pelo governo liderado pelo dr. Passos Coelho, mas não pode continuar (como continua, ele e muitos) a manipular o povo português.
O que empobreceu Portugal (como agora o tempo começa a mostrar) não foram as politicas desse governo, foram as politicas dos “governos” do seu correligionário José Sócrates, que levaram o país à bancarrota!

a-escola-publica-antro-de-corrupcao.html
Mas isso é assunto que já está demonstrado, não se irá aqui perder mais tempo com ele.
Para terminar, aconselha-se o sr. Barroso a estar mais atento em relação ao Chile. É que embora a sua governação actual seja de esquerda, nunca abandonou os princípios indicados por Friedman.

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Passeios e terras em postal


Com um título colorido, “Passeios e terras em postal”, Costa Pereira maravilhou, quem este blogue visualizou, através de 31 belos artigos ilustrados com 130 imagens, uma pequena colecção de postais, alguns com mais de meio século!
Iniciou este belo conjunto de escritos com “ Só visto porque contado não se percebe”, terminando com  “Para já, passeio suspenso”.

Segue a lista:
I - Só visto porque contado não se percebe
II - O Vinho de Douro e o Porto
III O Minho em postal
IV - Vila Real em postal
V - Bragança
VI - Chaves
VII - Imagens antigas
VIII - Celorico de Basto
IX - Lamego
X - Terras e pontes que já atravessei
XI - De burro até ao galo de Barcelos 
XII - Do Caramulo a terras de Basto
XIII - Madeira que já visitei e relatei
XIV - Memórias....  
XV - Mirando terras de Espanha
XVI - Coisas da nossa história      
XVII - Os anos fazem-nos destas partidas 
XVIII - Do Corgo até ao Cavado
XIX - Gozar férias em tempo de Verão 
XX - Gozar férias em tempo de Verão 
XXI - Rainha dos Apóstolos
XXII - Do Ebro ao Guadalquivir
XXIII - Encantos e recantos de Portugal
XXIV - Um dos adornos arquitectónicos de Sintra 
XXV - Santuários marianos  
XXVI - De São Sebastião a Pádua
XXVII - Vamos repousar em Roma
XXVIII - Roma Imperial  
XXIX - Só visto, contado não diz nada
XXX - Jardim à beira mar plantado.
XXXI - Para já, passeio suspenso

Conheci o PS antes de ser virgem

Santana Castilho  - jornal Público

A análise das políticas propostas e a análise do discurso dos que comunicam em representação dos partidos permite estabelecer padrões previsíveis de comportamento político. Aí temos o PS, fazendo-se de virgem, a patentear, agora que se inicia o primeiro ano-lectivo sob sua inteira responsabilidade, o que fui antecipando e criticando, ainda a presente legislatura não tinha arrancado: a vacuidade de soluções para os verdadeiros problemas da Educação.
À míngua de preparação e de estudo dos problemas durante os últimos quatro anos em que foi Oposição, o PS recorreu ao baú dos adquiridos ideológicos de sempre para repetir os erros, que nunca reconheceu, dos últimos quatro anos em que foi Governo.
A 22 de Março de 2015, antes das eleições que viria a perder, no auditório do Museu de História Natural e da Ciência, após um debate sobre “qualificações”, António Costa anunciou que a educação de adultos, particularmente a recuperação do programa “Novas Oportunidades”, era uma das suas quatro prioridades para a Educação e um “dever de cidadania”. De novo em Março, agora de 2016, após um Conselho de Ministros dedicado à Educação, Tiago Rodrigues revelou que o rumo para a legislatura tinha, não quatro, mas cinco prioridades. Recordemo-las, como foram apresentadas: “orçamento participativo”, que consistirá em atribuir às escolas uma verba adicional para os estudantes gastarem como entenderem; “animação turística” das ruas das nossas cidades; “educação inclusiva”, metáfora para criar um grupo de trabalho que estudará a forma de juntar aos diplomas um descritivo do que os alunos fizeram em contexto extra-curricular; “sucesso escolar”, com o anúncio de um programa nacional de formação massiva de professores; e “formação de adultos”, recuperando, com rasgados elogios, as Novas Oportunidades, de má memória. A pavorosa semântica do ministro da Educação explicou-nos, na altura, o que seriam as novas “Novas Oportunidades”:
“Este programa deverá assentar numa maior integração das respostas na perspetiva de quem se dirige ao sistema, tornando, na ótica do formando, coerente e unificada a rede e o portefólio dos percursos formativos, que no percurso individual devem ser passíveis de combinação personalizada”.
Entenderam? É tudo o que sabemos, para além de que pretendem começar com 50 milhões de euros.
A educação de adultos é importante? Obviamente que sim. Todas as iniciativas que visem a qualificação dos cidadãos são importantes. Mas será uma prioridade num país que não consegue matar a fome a todas as crianças do ensino obrigatório, que tem escolas sem dinheiro para pagar a electricidade que consomem, que exporta médicos, engenheiros e enfermeiros (só no Reino Unido estão 12.000), e que desperdiça no desemprego dezenas de milhares de licenciados, que custaram dezenas de milhares de milhões a serem formados?
Quanto ao programa Nacional de Promoção do Sucesso Escolar e ao seu primeiro ideólogo, José Verdasca, procuram atribuir às escolas e aos professores a culpa do insucesso dos alunos. Fazem-no por referência ao passado (a insidiosa “cultura de retenção”, que glosam recorrentemente) e voltam a fazê-lo quanto ao futuro, quando coube às escolas a responsabilidade de conceber planos de acção para um quadro conceptual que lhes foi imposto. Em recente entrevista ao PÚBLICO, José Verdasca foi cristalino ao acusar os professores de não quererem mudar as práticas e ao afirmar que “a retenção não tem valor pedagógico e que um aluno que reprova provavelmente, no ano seguinte, terá níveis mais baixos de proficiência“. Sendo óbvio, dada a centralidade do plano na acção do Governo, que esta doutrina não é só de José Verdasca mas também do Governo, não seria menos pérfido e menos cobarde declararem por decreto o fim das reprovações?
Enquanto isto, a economia patenteia resultados miseráveis, completamente opostos aos prometidos pelo plano macroeconómico que António Costa sacralizou. As finanças estão ligadas ao suporte mínimo de vida do BCE. O colapso bancário é refém periclitante da generosidade da DBRS. A decisão do BCE sobre a CGD vexou Portugal e alguns cidadãos, arrastados num vórtice de vergonhosa incompetência e inaceitável desleixo. O investimento público de 2016 é inferior ao de 2015. O PIB cresceu um terço do previsto. A dívida pública aumentou. A “limpeza” de 120 dirigentes técnicos do IEFP passou de fininho, excepto para os 10 que recorreram aos tribunais. O caso Lacerda Machado, o melhor amigo de António Costa, que por isso mediou informalmente negócios de Estado, já lá vai. Outros três amigos, secretários de Estado protagonistas do escândalo Galp, foram aninhados no limbo do esquecimento a Carlos Martins, quinto amigo, secretário de Estado do Ambiente, com residência habitual em Cascais, que recebia um subsídio só devido a quem residisse a mais de 150 quilómetros de Lisboa.
Apesar de tudo isto, há quem bata palmas e eu não? Porquê? Porque, como diria Woody Allen, conheci o PS antes de ser virgem!

Professor do ensino superior

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Os cinco anéis


Alberto Gonçalves – Revista Sábado

Primeiro anel. Além de parecer bom moço, Michael Phelps é, de certeza e de longe, o maior atleta da história do desporto. A carreira que agora encerrou só não é inacreditável porque está minuciosamente registada. Fosse português e arranjaria uma hérnia discal graças a tantas comendas.

Segundo anel. Os resumos diários da "prestação" portuguesa dizem imenso sobre a nossa célebre "identidade". Durante 10 ou 15 minutos, inventaria -se o desempenho dos atletas indígenas de modo a parecer que estiveram quase, quase, quase a conseguir grandes proezas. O "quase" é aqui fundamental, já que as proezas nunca acontecem. É um rol interminável de desistências, vitórias morais, brilhantes sétimos lugares, desculpas esfarrapadas, desculpas impecáveis, favoritos que se ficam pelos fundilhos da classificação e desastres tão espalhafatosos que nem o "jornalismo" patriótico consegue encontrar atenuante. Para quem levar estas coisas a sério, é deprimente. Para os outros, entre os quais me incluo, é uma galhofa.

Terceiro anel. Consta que o problema português é a popular "falta de condições". Do alto dos seus luxos, o Quénia e a Etiópia discordam: o problema é a falta de jeito. Em 120 anos de olimpíadas, não há maneira de admitir simplesmente que, tirando meia dúzia de indivíduos excepcionais, não nascemos para isto. Tudo somado, Portugal juntou 24 medalhas em 29 JO (4 de ouro), o que nos eleva um bocadinho acima do Taipé Chinês e um bocadinho abaixo de Michael Phelps. É grave? Absolutamente nada. É só absurdo perpetuar o equívoco. E é ridículo fingir que um "bronze" ou dois, celebrados como se fossem o Segundo Advento, o desfazem.

Quarto anel. Os relatos televisivos das participações portuguesas são um delicioso wishful thinking. Numa prova de natação, à entrada da última piscina, o excitado comentador garantia que a nossa compatriota ia "muito bem". Ia em penúltimo, e em penúltimo permaneceu. É uma das vantagens do patriotismo: confunde-se facilmente com a inocência das crianças. Já o patriotismo emprestado é uma completa idiotia. Noutra prova aquática, exigia-se que "todos torcêssemos" pelo concorrente brasileiro. Preferia torcer o pescoço ao comentador: a que propósito me interessaria especialmente a vitória de um brasileiro por oposição, digamos, à vitória de um peruano, belga ou senegalês? A língua comum? Sob esse belo "argumento" eu seria "irmão" da dona Dilma, dos "comediantes" da Porta dos Fundos e de Ivete Sangalo. Antes ser mudo, e, como abençoadamente acontece, filho único. Já é castigo suficiente partilhar a Pátria com as gémeas Mortágua.

Quinto anel. De Berlim, 1936, a Munique, 1972, os JO possuem um belo historial de anti-semitismo. Rio, 2016, honra a tradição através dos assobios à delegação israelita na cerimónia de inauguração, do judoca egípcio que recusou cumprimentar o adversário (israelita, escusado dizer), do judoca saudita que fingiu uma lesão para não defrontar um possível adversário (israelita, claro) e da delegação libanesa que impediu a congénere (israelita, imaginem) de partilhar o autocarro. Em tempos tão atentos ao "racismo", o racismo sem aspas passeia alegremente.

O BOM
Ninguém segura esse país
As boas notícias não param. Agora é a revelação de que há cinco universidades portuguesas entre as 500 melhores do mundo. Em breve, será divulgado que temos seis laboratórios científicos entre os 800 mais modernos, sete cidades entre as 1.400 mais bonitas, oito restaurantes entre os 3.150 mais categorizados, nove aviões entre os 24.000 mais eficazes no combate aos fogos, um Governo entre os 200 mais espectaculares e 10 milhões de pessoas entre os sete mil milhões mais fascinantes.

O MAU
Cantando e rindo
Segundo especialistas e politólogos – "especialistas" e "politólogos" são sujeitos que acham o dr. Costa, homem talvez alfabetizado, um portento de inteligência –, o discurso de Pedro Passos Coelho no Pontal peca por falta de entusiasmo face ao radioso futuro que nos espera. Pelo contrário, PPC exibiu um pessimismo que faz dele o maior desmancha-prazeres em actividade. E, fora e dentro do PSD, das raríssimas vozes lúcidas num País definitivamente convertido ao lema da Mocidade Portuguesa. Lá vamos. Mas não vamos longe.

O VILÃO
Estupidez sem fronteiras
Em cooperação com o Turismo de Portugal, com o apoio da GNR e sob protecção de uma inacreditável lei, o INE anda a interceptar automobilistas (e a perturbar o trânsito) junto à fronteira para responder a um inquérito sobre turismo internacional. A coisa, que além da identificação dos passageiros, inclui perguntas sobre escolaridade, gastos no destino e o que calha, é obrigatória. Cada cidadão que responda com sinceridade e empenho a tamanho abuso merece ser enxovalhado pelo Estado todos os restantes dias da sua tristíssima vida.

Ribeira de Pena - I Congresso Internacional Camilo, o homem, o génio e o tempo




Grémio Literário Vila-Realense

Alfândega da Fé, destino de escritores transmontanos






Realiza-se no dia 27 de Agosto, a partir das 10h00, em Alfândega da Fé, o VI Encontro de Escritores Trasmontanos, organizado por Poética Edições. Raquel Serejo Martins, António Sá Gué e António Afonso apresentarão as suas obras mais recentes. 


Grémio Literário Vila-Realense

Portugal pode ser o próximo desastre económico?

                 Por que Portugal pode ser o próximo desastre económico?


Desde há uma semana que Portugal voltou a estar sob os radares dos investidores internacionais. O portal norte-americano MarketWatch, que está associado ao Wall Street Journal, publicou esta quarta-feira um texto que reúne os avisos de algumas entidades sobre a economia portuguesa e coloca este título: “Porque Portugal pode ser o próximo desastre económico da Europa?”.

Livros para a primeira quinzena de Setembro