domingo, 23 de abril de 2017

O Ocidente e o mundo muçulmano


Vasco Pulido Valente - OBSERVADOR

Dar um pontapé num formigueiro é uma estratégia? Em princípio, parece que não é. Mas que tem feito o Ocidente, senão isso? E, quando falo do Ocidente, falo da Inglaterra, da França e da América. Desde a primeira invasão do Iraque à chamada “Primavera Árabe” as velhas potências coloniais e a nova potência “global” não perdem uma oportunidade para influenciar, ou mesmo dirigir, o mundo islâmico. Ora esse mundo islâmico, de fora tão simples, está em guerra consigo próprio, para defender ou fortalecer as suas posições em África e no Médio Oriente e por razões religiosas que, às vezes, não se distinguem muito de razões políticas e militares. E por isso o Ocidente não sabe ao certo quem são as suas vítimas e menos quem a prazo vai beneficiar ou prejudicar. Não admira que quase todos os grupos de muçulmanos odeiem imparcialmente a Europa e a América e uma civilização inconciliável com a deles. Nós podemos ver alguma diferença entre Nova York e Paris, ou entre Paris, Dortmund e Estocolmo. Eles não vêem nenhuma; vêem só a rejeição das regras e preceitos estabelecidos pelo Corão e das tradições de catorze séculos. Quando Trump ataca a Síria com 59 mísseis Tomahawk ou os jihadistas do Afeganistão com a MOAB não inaugura um novo método para reagir às perturbações do Islão. Embora com mais brutalidade, segue o exemplo de dúzias de “estadistas” da Europa e da América.

A Direita segundo Cristas

A dra. Assunção Cristas declarou a semana passada ao Expresso que não queria, e não faria, uma aliança eleitoral com o PSD em 2019. Acha ela que não vale a pena contar com as vantagens que o sistema de Hondt dá às coligações; e que o CDS e o PSD crescendo separados terão mais votos do que juntos. De resto, a dra. Cristas já se candidatou à Câmara de Lisboa, sozinha contra mundum. O pior é se ninguém dá pela sua fascinante personalidade e pela sua notória competência para dirigir uma Câmara. Ou se, em geral, o CDS descer nas autárquicas. Ou até, por absurdo, considerando a sua vacuidade ideológica e doutrinal e principalmente a sua fraqueza, o CDS desaparecer em fumo à medida que as eleições se aproximarem. Sendo chefe de uma pequena patrulha (com novos dirigentes que Portas recrutou), a dra. Cristas devia perceber que, em última análise, a sobrevivência do seu partido depende da unidade da direita, porque só ela lhe dará força para um papel importante na política portuguesa. A afirmação da duvidosa personalidade do partido talvez lhe traga alguma popularidade interna. Nada mais. Cá fora, a esmagadora maioria dos portugueses não se interessa pelo que sucede ou deixa de suceder no Largo do Caldas. E ainda por cima Cristas não é e nunca será o dr. Paulo Portas.

17 - antologia CTMAD - Edite Estrela


 Edite de Fátima Santos Marreiros Estrela (Carrazeda de Ansiães, Belver, 28 de outubro de 1949) é  Licenciada em Filologia Clássica (1973) e Mestre em Comunicação Social (1987).
Foi professora de Literatura Portuguesa, entre 1973 e 1986, e vice-presidente da Associação Portuguesa de Escritores (1988-1994).
Dirigente do PS desde 1983, integrou o respectivo Secretariado Nacional (1988-2002) e foi eleita Deputada à Assembleia da República, pelo Círculo de Lisboa, em 1988 e 2002, tendo sido vice-presidente da Comissão Parlamentar de Obras Públicas, Transportes e Comunicações, presidente da Subcomissão de Cultura e presidente da Comissão Parlamentar para a Cooperação Portugal/Brasil.
Presidiu à Direcção da Fundação Antero de Quental (1995-2003), ligada ao PS.
Foi Presidente da Câmara Municipal de Sintra (1994-2002) e vice-presidente da Junta Metropolitana de Lisboa (1995-2002). Foi a primeira mulher a integrar o Comité das Regiões (1999-2002).
Foi feita Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique a 6 de Março de 1998. Actualmente é Deputada ao Parlamento Europeu, desde 2004, sendo presidente da Delegação Portuguesa do Partido Socialista Europeu.
Em 2013, apresentou uma lei controversa que torna obrigatória a educação sexual para crianças a partir de 4 anos, conhecida como Direitos Sexuais e Saúde Reprodutiva. No dia 22 de outubro, os membros do Parlamento Europeu enviaram a lei de volta ao comitê. Ela recusou-se a alterar a linguagem controversa, e a lei foi novamente votada e chumbada no Parlamento Europeu pela segunda vez no dia 26 de novembro.

Obras publicadas:


A Questão Ortográfica
Bem Escrever, Bem Dizer
Dúvidas do Falar Português (5 volumes)
Sintra: Nossa Gente, Nossa Terra
Saber Escrever, Saber Falar; co-autora com Maria José Leitão e Maria Almira Soares
Saber Escrever uma Tese e Outros Textos; co-autora com Maria José Leitão e Maria Almira Soares
Guia Essencial da Língua Portuguesa para a Comunicação Social; co-autora com J. David Pinto Correia

sábado, 22 de abril de 2017

E não passamos disto …


Parece que o dr. Júdice anda para aí a fazer o que sempre fez - comentário com o discurso dos do costume. Para este cavalheiro os políticos mais dotados das suas gerações são Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa. Para os parvos, o homem debita coisa. Porque os parvos, como é óbvio, já se não lembram que disse o mesmo de José Sócrates.
É claro que nessa afirmação do douto cavalheiro está o sub-reptício “achincalhamento” a Passos Coelho, como se nota de seguida. Para essa cabecinha pensadora, Passos Coelho não é tão dotado nas "subtilezas" e está morto politicamente. Só que ele não sabe, continua, porque ainda ninguém lho disse.
E alguém disse a este cavalheiro que o seu comentário é prosa inútil? Alguém disse a este cavalheiro que foram as "subtilizas" que levaram o país à bancarrota? Alguém disse a este cavalheiro que foi o “morto” (como ele diz) que livrou o país de uma situação idêntica à Grécia? Alguém disse a esse cavalheiro que foi o “morto” que permitiu que gente como ele pudesse continuar a desenvolver comentário inútil?
Porque é que esse cavalheiro se não preocupa em comentar coisa que interesse ao país? Como por exemplo o passo a que estamos, de novo, da BANCARROTA? Ou a questão da corrupção? Ou mesmo a reforma do sistema politico, premiando os vencedores?
Isso não interessa, porque essas questões levariam a reformas no ensino (escabroso), na justiça, e por aí adiante. Levaria a transformações que melhorariam as condições de vida da maioria, proporcionando a tal igualdade de oportunidades. Mas o que interessa isso ao sr. Júdice? Nada. Não mexendo nisso, continuam os do costume (uma minoria) a ser favorecidos. Um sistema assim, não é, com certeza, uma democracia. É qualquer coisa, mas não é uma democracia.
Não passamos disto ...

Época de Incêndios


Por: Costa PereiraPortugal, minha terra
Não há forma de evitar os fogos florestais. Mal o tempo aqueça aí temos as matas em labareda. Uns por desleixe, outros por ignorância e muitos por mão criminosa, o certo é que todos os anos a cena se repete, e ninguém resolve pôr termo definitivo começando pela área da criminologia….Esta se for exemplar, logo os desleixados e os ignorantes aproveitam algo da lição…Terra de gente pacata, não deve ser difícil a quem atento ao comportamento de um ou outro habitante apontar o dedo a alguém que goste de se armar em bombeiro….
São fogos a mais, e sobretudo numa altura que o Verão ainda está longe e as matas muito viçosas. Certamente é por isso que os incendiários começam já por se treinar para o pino da época que há-de chegar. É estranho que no caso de Vila Chã um fogo florestal se dê por volta da 01h00 da madrugada, tratando-se de uma aldeia que nem tão-pouco é muito movimentada, visto não ser servida por estrada principal. Mas a verdade é que o incendio se deu e repetiu, como li em noticia de 7 de Abril e dizia “ Este é o segundo incendio em dois dias no concelho de Mondim de Basto”. Como combater os fogos também os incendiários tem de ser combatidos, se queremos um país apostado no turismo natural, e no caso de Mondim com o rio Tâmega, o Monte Farinha e as Fisgas de Ermelo como baluartes. São muitos os que se empregam, por conta própria ou de
outros, nesta criminosa atividade que em nome da democracia se facilita alastramento.
O fogo que no Marão se deu depois, e obrigou ao corte IP4 é prova desse alastramento e da vontade em queimar o resto deste país que carece de quem ponha travão na carreta descontrolada. Como os incendiários também os “brincalhões” que se entretêm a telefonar para PSP e a colocar objetos estranhos, com aspeto de explosivos, como aconteceu junto a um prédio no Bonfim-Porto, mereciam passar uns tempos a recuperar da doença nas matas florestais, sob  regência ….de cavalo-marinho.

16 - antologia CTMAD - Ernesto Rodrigues



 Ernesto Rodrigues (Torre de Dona Chama, 1956), poeta, ficcionista, crítico, ensaísta e tradutor de húngaro, é professor na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e presidente de direcção da Academia de Letras de Trás-os-Montes.




Principais obras: Várias Bulhas e Algumas Vítimas, novela, 1980; A Flor e a Morte, contos e novelas, 1983; Sobre o Danúbio, poesia, 1985; A Serpente de Bronze, romance, 1989; Torre de Dona Chama, romance, 1994; Histórias para Acordar, contos para a infância, 1996; Sobre o Danúbio / A Duna Partján, poesia e ficção, 1996; Pátria Breve, miscelânea, 2001; Antologia da Poesia Húngara, 2002. Na crítica e ensaio, seleccionamos: Mágico Folhetim. Literatura e Jornalismo em Portugal, 1998; Cultura Literária Oitocentista, 1999; Verso e Prosa de Novecentos, 2000; Visão dos Tempos. Os Óculos na Cultura Portuguesa, 2000; Crónica Jornalística. Século XIX, 2004; «O Século» de Lopes de Mendonça. O Primeiro Jornal Socialista, 2008; A Corte Luso-Brasileira no Jornalismo Português (1807-1821), 2008; 5 de Outubro ­- Uma Reconstituição, 2010. Responsável pelos 3 volumes de Actualização (Literatura Portuguesa e Estilística Literária) do Dicionário de Literatura dirigido por Jacinto do Prado Coelho (2002-2003), editou, entre outros, Padre António Vieira, Alexandre Herculano, Camilo Castelo Branco, Júlio Dinis, Ramalho Ortigão, Trindade Coelho, José Marmelo e Silva, António José Saraiva.

15 - antologia CTMAD - Ernesto Areias

Quinta Dona Antónia - VALPAÇOS

 Ernesto Areias
Nasceu em Lebução - Valpaços residindo em Chaves.
Foi professor dos Ensinos Básico e Secundário, sendo advogado desde há trinta anos.
Sócio da AREIAS ADVOGADOS com escritório em Chaves e Lisboa.
Fez o curso de professor do Ensino Básico em Chaves 1977-80 e o de Direito na Universidade Clássica de Lisboa em 1980-85.
Colaborador da imprensa e da rádio tem mantido intensa atividade no associativismo cultural e formação de adultos.
É sócio da Academia de Letras Transmontana.
Director desde a Fundação, em 1999, da Universidade Sénior de Rotary de Chaves;
Membro fundador do Centro de Estudos Judaicos do Alto Tâmega;
Membro fundador do Clube dos Amigos do Livro de Chaves;
Colaborador da revista Palavra comum.com da Galiza.

14- antologia CTMAD - Donzília Martins

MURÇA

Donzília Martins
, natural de Murça, nasceu em 1942. Licenciada em Histórico-Filosóficas, 
é uma autora cuja produção literária foi dada a público quase na totalidade na primeira década do séc. XXI. Apenas o primeiro livro, em poesia, com o título Lágrimas e Sorrisos em Sonhos de Vida, é de 1991. Os dois seguintes, Lírios Do Campo e Quando o teu Olhar, também em poesia, já são respectivamente de 2004 e de 2006.



Em 2007 publicou a sua primeira obra em prosa, com o título Um país na Janela do meu Nome, com a qual, através das histórias que conta relacionadas com momentos da sua infância passada na área geográfica de Murça, contribui para a preservação da memória cultural de Trás-os-Montes dos anos cinquenta e sessenta do século XX. Um país na Janela do meu Nome é um livro que resulta de uma memória que se vai construindo. É como uma caixinha de música que, ao abrir-se nos delicia com sons da nossa infância, só que esta caixinha é mágica e, em vez de nos dar apenas sons, dá-nos também imagens, cheiros, sabores de um tempo e de um espaço trasmontano. Nele o leitor encontra vivências que a Autora pretende fazer crer “sem utopias nem ficção”, considerando-o “um livro de memórias, de vivências”, “um livro branco onde abriu e estendeu a alma” (Martins 2007: 14), como há já algum tempo escrevemos (Monteiro 2008: 101-108).

Os estouvados do costume


Durante este ano e meio, os portugueses foram brindados com puro entretenimento politico. Tanto da parte do governo, como da presidência da república. E os jornalistazinhos e os/as comentadorezinhos (as), actores/actrizes do mesmo palco, não deixaram de bombardear as casas das famílias com uma décima aqui, outra ali; inquéritozinho daqui e dali. O défice foi 2,1%, dizem. O mais baixo de sempre. Claro! Sabe-se como foi conseguido e sabe-se de há dois meses a esta parte, que as algibeiras dos portugueses estão como em 2011 (austeridade manipulada)! Também se sabe que o país está a níveis desse ano e, mais dia, menos dia, estaremos com uma mão atrás e outra à frente.
O país não cresce economicamente vai para década e meia. Os quatro anos de governação PSD/CDS entendem-se. Estávamos em posição de resgate, causado por uma politica estouvada, congeminada por socialistas e alguma gente do PSD. Nesta década e meia o país recebeu cerca de 235 mil milhões da Europa a fundo perdido. Onde estão? É uma quantia que dava para pagar quase três resgates e meio como o de 2011!

A corrupção é o que toda a gente vê. Mas há cerca de meia dúzia de anos ninguém se atrevia a dizer que Portugal era um país de corruptos! Quando a OCDE considerou esta velha nação, em 2015, como a quarta mais corrupta da Europa, porque as outras três pertenciam ao antigo bloco de Leste, ninguém tugiu nem mugiu. E hoje, do presidente ao mais cândido (a) politico (a), sobre este aspecto, ninguém pia.
Mas maltratar juízes na comunicação social como o Dr. Carlos Alexandre, é prática corrente. Própria de um país de terceiro mundo.
Entretanto, a dona Catarina e as suas coleguinhas do Bloco, vão ludibriando (os parvos) aqui e ali, com aquele arzinho de actrizes; o sr. Costa, com o beneplácito do PR, lá vai cantando e rindo, atirando umas aldrabices acolá e além; o sr. Nogueira usa a técnica da dona Catarina, movimentando o grupo de professores do costume. Porque está feito com esta governança. O sr. Jerónimo, raposa velha, vai dando uma no cravo, outra na ferradura.
EVGUENI  ZAMIATINE
No seguimento, impõem escabrosamente, numa atitude FASCISTA, o congelamento das carreiras de professores com as mais elevadas qualificações, bem como dos funcionários públicos. Para pouparem uma centésima daquilo que a ladroagem surripiou!
Para estas esquerdas que não conhecem a liberdade, o poder é tudo.
Enquanto isso, a agência canadiana, por interesses vários, sabendo que o país está na BANCARROTA (ou quase) vai mantendo a ilusão dos parvos e os interesses dos do costume. Vamos esperar pelo dia em que o BCE deixe de comprar a divida portuguesa, nessa altura … solta-se o diabo. E se for o da lenda de Salomão, temos o mar próximo, talvez um navio nos leve para o outro lado do oceano.
E os comentadorezinhos e os jornalistazinhos entram nesta galhofa (como no tempo de Sócrates), fazendo dos portugueses papalvos. Para uns (camaleões) afinal havia alternativa. Para quem? Para eles que têm as algibeiras a abarrotar, sem fazerem nenhum!

O país está neste estado deplorável, porque entre 2005/2011 teve o azar de ter um primeiro ministro estouvado (e um conjunto de ministros/as e secretários /as de estado idênticos/as). Que foi para o cargo conduzido através da dissolução da Assembleia (legitima) pelo então presidente da república, Jorge Sampaio, e pela conivência de alguma gente do PSD. Com alguns pirilampos do CDS.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

13 - antologia CTMAD - Carlos Carvalheira

TRANCOSO
Nasceu em Trancoso.
Possui a licenciatura em Direito (Coimbra), a Pós-graduação em Direito Europeu e o Diploma Superior de Estudos Franceses (Nancy - França).
Fez estágios profissionais no Tribunal de Justiça da União Europeia, na Comissão da União Europeia e no Parlamento Europeu.
No MF e no MNE coordenou, durante vários anos, as posições sectoriais com vista à negociação, no quadro da União Europeia, de vários dossiers e de diversos elementos de Direito Derivado.
Coordenou todo o processo de notificação do Direito Nacional Adaptado. Integrou o Grupo «Ad Hoc» Imigração, assim como as delegações nas reuniões dos Grupos do Conselho de Ministros da UE.
No Instituto da Juventude, chefiou a Divisão de Relações Internacionais e integrou e chefiou as delegações para negociação de programas com diversos países.
Exerceu, durante vários anos, as funções de Secretário do Governo Civil da Guarda.
Foi conferencista e formador em colóquios, conferências, ações de formação e seminários essencialmente em matéria de Direito Comunitário e de integração de Portugal na União Europeia.
Escreveu para jornais de âmbito nacional e local. Tem participado na elaboração da Coleção «Fios da Memória».
Lecionou, durante vários anos, a cadeira de Direito Europeu e Cidadania, na Universidade Sénior da Guarda.

12 - antologia CTMAD - Cristina Torrão



Cristina Torrão nasceu a 16 de Julho de 1965, em Castelo de Paiva. Licenciou-se em Línguas e Literaturas Modernas (Estudos Ingleses e Alemães) pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Exerceu funções na Delegação do Norte da Radiodifusão Portuguesa antes de emigrar para a Alemanha, onde vive atualmente. Foi professora de Português em várias escolas de Hamburgo.


Em Julho de 2007 venceu a 2ª edição do Concurso Literário "O meu 1º Best-Seller", levado a cabo pela Modelo/Continente em parceria com as Edições Asa e a revista Visão, com o livro A Moura e o Cruzado.
No ano seguinte publicou, com a editora Ésquilo, o seu segundo romance histórico, Afonso Henriques - o Homem, a par com uma reedição melhorada da sua primeira obra, que recebeu o título de A Cruz de Esmeraldas. Em 2010, seguiu-se D. Dinis - A quem Chamaram o Lavrador, igualmente sob a chancela da Ésquilo.