domingo, 22 de julho de 2018

Este país não é para gente honesta



José Miguel Tavares - jornal Público

Enquanto esta mentalidade perdurar, não há nada a fazer. Teremos sempre Pedrógão. Como teremos sempre a PT.


Olhar para as capas das revistas Sábado e Visão na passada quinta-feira, bem juntinhas numa banca de jornais, era uma dor de alma. Na capa da Sábado tínhamos Ricardo Salgado, José Sócrates, Henrique Granadeiro e Zeinal Bava, e por cima o título “O assalto à PT – Saiba como eles destruíram a maior empresa portuguesa”. Lá dentro havia pormenores inéditos sobre a queda da PT e a informação – para que todos tenhamos uma boa noção do valor ali destruído – de que em 20 anos a empresa distribuiu “11,7 mil milhões de euros de dividendos” por “pequenos e grandes accionistas”. A capa da Visão, por seu lado, trazia a investigação sobre o chocante aproveitamento dos dinheiros de Pedrógão para a reconstrução irregular de casas: “O truque de alterar a morada fiscal, depois dos incêndios, funcionou: várias habitações foram reabilitadas, apesar de já estarem em ruínas antes do fogo ou de nem serem residência permanente dos proprietários.”
Aquelas duas capas, postas lado a lado, dizem mais sobre Portugal do que uma estante inteira de livros de Sociologia, História e Ciência Política. Elas explicam exemplarmente o fracasso do país, a sua incapacidade de convergir com os países mais avançados, a nossa eterna presença na cauda da Europa, esta sensação angustiante de estarmos sempre a perder o comboio do desenvolvimento. Sobre o escândalo da PT, do BES ou do governo Sócrates já muito foi dito e escrito. Não vale a pena repetir-me, ainda que todos os dias me continue a perguntar como foi possível. Mas a investigação sobre as casas de Pedrógão, onde é revelado um desvio de fundos na ordem do meio milhão de euros – valor significativo quando olhamos para o montante global da reconstrução (dez milhões), mas ridículo face à dimensão das grandes golpadas – na recuperação de habitações inelegíveis ou não-prioritárias, é tão relevante para a explicação dos constrangimentos do país quanto o desaparecimento da PT.
O esquema que está na base do desvio de dinheiro de Pedrógão – a alteração da morada fiscal, para fazer passar uma segunda morada por primeira – é comum a outras situações. Os deputados da nação fazem o mesmo para receber indevidamente subsídio de deslocação – e os serviços do Parlamento dizem que não é nada com eles. Tal como a recente mudança nas regras de acesso às escolas provocou uma corrida à alteração da morada fiscal no cartão de cidadão – parece que ainda ficou mais fácil do que antes aldrabar o local onde se vive.
Há mais. Perante todas as suspeitas, veja-se a postura do presidente da Câmara de Pedrógão Grande, Valdemar Alves. Primeiro, não respondeu às perguntas da Visão. Depois, disse à TV que era “uma afronta” e “uma perseguição”. Seguiram-se queixas de “denúncias de má-fé” e de ser um “trabalho jornalístico encomendado”. E concluiu dizendo que é “inveja do trabalho que foi feito”. É o método socrático da cabala aplicado na perfeição.
Eis a triste verdade: Portugal não é para gente honesta. Isto não significa que não existam pessoas honestas, mas que a relação dos portugueses com o Estado é em simultâneo de dependência e de desconfiança, o que se traduz numa cultura de arranjinhos, à qual só os parvos não aderem. Ninguém sente que o dinheiro do Estado é de todos – o dinheiro do Estado é de ninguém. Apropriarmo-nos dele através de golpes grandes ou pequenos demonstra inteligência, não falta de carácter. E enquanto esta mentalidade perdurar, não há nada a fazer. Teremos sempre Pedrógão. Como teremos sempre a PT.

Jornalista

Entrevista de Maria José Morgado ao jornal público



ENTREVISTA
“Parecia possível acabar com a pobreza e com a desigualdade. Não é possível!”
Maria José Morgado recusa autodefinir-se, mas afirma que é uma burocrata sonhadora. Aos 67 anos, a procuradora distrital da comarca de Lisboa lamenta não ter jeito para ser bon-vivant, dá graças pela “revolução” por que tanto lutou não ter acontecido e não esconde a emoção ao falar do marido, o fiscalista Saldanha Sanches: “De certa forma é pacificador estar ao lado de quem morre.”

ISABEL LUCAS (texto) e MIGUEL MANSO (fotos) 19 de Julho de 2018,

Não romanceia a sua vida e seria fácil fazê-lo. Por pudor, sentido crítico e do ridículo, autovigilância permanente. Vive para o trabalho, para o exercício físico; há os sábados de manhã com os dois netos, de sete e dois anos, os passeios com a mãe, de 95, as férias em Agosto sempre no mesmo sítio. É uma sedentária que odeia ter de partir, viciada na disciplina, e sempre em busca de uma adrenalina que lhe veio dos dias de militância da extrema...

Uma entrevista que se aconselha. A dado passo diz: " No país, perdeu o sentido ser-se de esquerda ou de direita. Tem mais sentido ser-se honesto".

sábado, 21 de julho de 2018

Dimash Kuaibergen, simplesmente Sublime!

Comentários
Armando Manuel Gomes Simplesmente sublime! De deuses! Na nossa adolescência ouvimos algo semelhante: Kate Bush -Wuthering Heights - https://www.youtube.com/watch?v=-1pMMIe4hb4Gerir



Conferência sobre a Santidade de D. Afonso Henriques

 ESPAÇO CULTURAL
Av. S. Gonçalo, 1180 r/c
4810-527 Guimarães
Telf: 253 412319
Telm: 91 9632633

Conferência sobre a Santidade de D. Afonso Henriques


Integrada na Comemoração dos 907 anos do nascimento do I Rei de Portugal, vai decorrer, pelas 21,30h do próximo dia 24 de Julho (terça-feira), no Espaço Cultural da Avenida de S. Gonçalo, número 1180, Rés-do-chão direito, em Guimarães (a 200 metros do Estádio D. Afonso Henriques), uma conferência sobre a «Saga da Santidade» do nosso rei Fundador.
Ali poderá ver um exemplar do «Aparato Histórico sobre a Santidade de D. Afonso Henriques», tese doutoral da autoria do Teólogo vimaranense José Pinto Pereira, que investigou e defendeu essa tese, em Roma, no ano de 1728. Nessa tese, escrita em latim, se demonstra, através de dez indícios ou sinais lendários que acompanharam a historiografia portuguesa, ter sido D. Afonso Henriques: Pio, Beato e Santo.
Em 24 de Junho 2014 essa obra foi apresentada em Guimarães, com a versão latina em simultâneo com a versão Portuguesa, graças ao grande profissionalismo do tradutor Doutor Américo Augusto Ferreira, que se espera esteja presente.
Em 6/12/2017 foi apresentado, na FNAC local, um novo livro que explica não só o aparecimento desse «Aparato Histórico» de José Pinto Pereira, como também a recente versão Portuguesa.
A entrada é livre e essa sessão cultural marcará o início das comemorações do nascimento do rei Fundador, que vão decorrer ao longo do dia 25 de Julho, com a deposição de uma coroa de flores junto à estátua de D. Afonso Henriques (às 18 horas). Depois terá lugar uma Ceia Afonsina num restaurante da emblemática Praça de S. Tiago.
Até 2011 nenhum historiador, academia ou Universidade conhecia este documento que confirma a tradição histórica em torno do nascimento de D. Afonso Henriques.
Os Vimaranenses têm direito a ser os primeiros a conhecer a vida e a obra do maior Vimaranense de todos os tempos. Daí que valerá a pena aproveitar aquilo que se vai dizer e mostrar neste Espaço Cultural da Avenida de S. Gonçalo.
Para qualquer informação complementar: Telm. 919632633 / Telf. 253412319.
Guimarães, 19 de Julho de 2018.

Pel’A Comissão das Comemorações do 907.º Aniversário de D. Afonso Henriques

João Barroso da Fonte


Sete dias na selva




Alberto GonçalvesOBSERVADOR

“Os Maias” são demasiado explícitos na chacota do pardieiro em que vivemos, o que aborrece os donos do pardieiro e os leva a preferir “humanistas” como Alegre ou as senhoras da colecção “Uma Aventura".

1º dia
Tintim no Congo
Em Coimbra, um par de homossexuais foi espancado por um grupo aos gritos de “paneleiros” e “pedófilos”. Quando meio mundo se preparava para execrar o crime de ódio, escrever panfletos inflamados, organizar vigílias e exigir adendas à lei, descobriu-se nas entrelinhas da notícia que os agressores eram uma família de ciganos. O assunto, pelo menos na perspectiva inicial, morreu ali. E, com o cheiro a travões ainda no ar, as boas consciências transferiram a indignação face à homofobia para a indignação face ao racismo. De repente, o problema deixou de ser os dois infelizes agredidos e tornou-se o destaque, naturalmente desajustado, que os “media” deram à “etnia” dos agressores. Sou testemunha: em mais do que um jornal, a palavra “cigano” irrompia, abusiva e zombeteira, nos fundilhos do texto, prova cabal de que o incidente apenas serviu de pretexto à calúnia de uma “comunidade” a que tanto devemos. Não é mau jornalismo, é péssimo. Claro que a identificação só se justificava se se conhecesse, na longa, nobre e progressista tradição cigana, algum vestígio de intolerância para com os gays ou, já agora, qualquer forma de vida “alternativa”. Evidentemente, não é o caso. Com a eventual excepção dos militantes do Hamas, não existe cultura tão permissiva à liberdade sexual. O povo roma (assim é que é), modelo de abertura, não discrimina nada nem ninguém. Então porque é que a tal família bateu nos tais rapazes? Porque os ciganos batem democrática e impunemente em toda a gente, ora essa.

2º dia
O ministro da Defesa afirmou não saber que parte do material roubado em Tancos ainda não foi recuperado. Revelada em todos os momentos do processo, a coerência do homem impressiona. Começou por não saber a dimensão do roubo, prosseguiu a não saber se existira roubo e agora não sabe se o produto do roubo apareceu ou não. De caminho, é provável que também não saiba o que é Tancos, a função que ele próprio desempenha no governo e o nome de baptismo. O facto de o dr. Azeredo regressar a casa todos os dias sem se perder é, no mínimo, um milagre.

3º dia
A presidente do Infarmed garantiu que a “deslocalização” (sic) da instituição é uma ameaça à saúde pública em Portugal e no mundo. Talvez haja aqui exagero, mas no que toca à saúde mental na cidade do Porto os riscos são óbvios.

4º dia
Rebentou um pequeno escândalo porque “Os Maias” deixaram de ser leitura obrigatória no liceu. Meia dúzia de pontos. Primeiro, parece que a obra é facultativa desde 2002, prova de que a indignação, embora implacável, foi decidida com vagar. Segundo, é absurdo interromper a atenção das crianças em volta das novas tecnologias (publicar fotos no Instagram e assim) para maçá-las com formas de comunicação anacrónicas. Terceiro, ao que se vê por aí, a antiga obrigatoriedade de Eça não convenceu várias gerações de portugueses a escrever bom português, ou sequer a escrever português de todo. Quarto, se a criança for normalzinha, a conotação de um livro com a escola é suficiente para dedicar-lhe o tipo de afeição que se dedica à sarna, pelo que o currículo oficial deveria limitar-se a produtos oficiais, género Mia Couto e os novíssimos romancistas caseiros. Quinto, “Os Maias” são demasiado explícitos na chacota do pardieiro em que vivemos, o que naturalmente aborrece os donos do pardieiro e os leva a preferir autores “humanistas” como Manuel Alegre, as senhoras da colecção “Uma Aventura” e aquele mãe com minúscula. Sexto, a demonstração de que o liberalismo nacional vai longe está no facto de mesmo os liberais acharem que compete ao Estado escolher as leituras, os interesses e provavelmente os sapatos dos filhos. Sétimo, os indignados que vão chatear o Camões, fingindo que o lêem.

5º dia

Se descontar o assassínio de inocentes, as simpatias estalinistas, os surtos de anti-semitismo e a facilidade com que caipiras o elevaram a santo, consigo simpatizar com Nelson Mandela. A verdade é que, no poder, podia ter aberto a temporada de vingança e decretado o puro genocídio. Não só não o fez como, salvo percalços, ajudou a manter a harmonia possível em condições impossíveis. Dito isto, não percebo a que título se enxovalha a memória do homem através de um festival comemorativo dos 100 anos do seu nascimento. A coisa, parcialmente paga pela autarquia com dinheiro subtraído ao contribuinte, decorre em Matosinhos, literalmente a dois passos de minha casa, e pretendia ser um evento musical. Por azar, apenas arranjaram o moço dos Aerosmith, o sr. Geldof (juro) e mais uns nomes que desconheço. Não preciso conhecer: aqui na sala soa tudo ao mesmo, uma vibração maligna que se propaga pelas paredes e termina nos meus tímpanos. Pelo meio, deixa-me os cães em alvoroço. O estranho é que, apesar de tamanho suplício, não fiquei a detestar Nelson Mandela. Pelo contrário, passei a compreendê-lo melhor, sobretudo a parte em justifica o terrorismo com as situações extremas, e desumanas, que o fomentam.

6º dia
Como dizia o Ricardo Araújo Pereira, meter-se na droga é de homem. Infelizmente, em Portugal nem isso. Um festival de variedades a realizar em Idanha-a-Nova vai beneficiar de um serviço de controlo dos estupefacientes que os choninhas tencionam consumir. O serviço, gratuito, estará a cargo do Estado e o festival diz-se “alternativo”. Alternativo a quê?

7º dia
Enquanto se descobria que os donativos às vítimas de Pedrógão Grande terminaram em casas de borlistas, o governo ofereceu à Suécia ajuda para combater os incêndios locais. Fez bem: no meio da tragédia, os suecos precisavam de um alívio cómico.


Na Líbia, jovens africanos são flagelados, martirizados e comercializados como escravos em mercados de rua



Enquanto nós, do alto do nosso conforto, nos dividimos entre as fúteis escolhas do que comprar na black friday, o penalti não assinalado ou as críticas ao governo por não descongelar os tempos de serviço, aqui bem ao lado, a uma distância inferior da que nos separa da Alemanha, concretamente na Líbia, jovens africanos são flagelados, martirizados e comercializados como escravos em mercados de rua.
Não sei o que poderemos fazer para conter esta barbárie, mas um primeiro passo talvez seja denunciar publicamente e por todos os meios este inqualificável flagelo que, este sim, nos envergonha a todos nós, seres humanos.
As reacções internacionais têm-se sucedido, mas sem força para reverter a nefasta situação. Exige-se mais do que " o secretário-geral da ONU, António Guterres, se disse horrorizado, o presidente da União Africana (UA), Alpha Condé, indignado e a União Europeia, enojada.... Não chega, a violentação dos mais elementares direitos humanos continua!....

A Língua Portuguesa e o Acordo Ortográfico



JORGE LAGE

Em sequência da mensagem anterior em que brasileiros ridicularizam, e bem, o Desacordo  Ortográfico, envio-vos uma sábia opinião do Primeiro Doutorado em Terras Moçambicanas e Prof. Jubilado da UM.
Como dizia Mário Soares, «só os burros não mudam de opinião!».
Sua Excelência o Prof. Doutor Marcelo Rebelo de Sousa, nosso Presidente, devia ter a coragem de acabar com este escarro.
O texto que recebi sobre o Desacordo Ortográfico:




«Caro Jorge

Já por vária vezes me referi a este (Des)acordo ortográfico.
Nunca coube na cabeça de algum catedrático em Línguas de Cambridge ou de Oxford pretender que o Governo do UK pretendesse fazer um acordo ortográfico com os países de língua inglesa: EUA, Canadá, Índia, Nigéria e outros países africanos de língua inglesa, para que todos escrevessem e falassem o INGLÊS de Cambridge. Até em Londres as populações inglesas menos letradas falam outra língua, o cockney. Tive no Imperial College em Londres um professor natural da Escócia que falava um inglês que nem os colegas dele ingleses entendiam. 
Portanto, essa estúpida pretensão dos linguistas portugueses foi, e continua a ser, pura estupidez desses “catedráticos”. O que devia haver, isso sim, era um Dicionário Remissivo de Língua Portuguesa Falada no Mundo” que contivesse todas as palavras e expressões portuguesas faladas no Mundo. Assim, esse dicionário devia conter, por exº, a palavra “maning” dizendo:  maning=muito » Palavra usada em Moçambique. E a expressão “à beça”, dizendo: à beça=muito » expressão usada no Brasil. O dicionário devia conter, por exº, a palavra “açougue”, dizendo açougue=talho, palavra usada no Brasil e que ainda se usa nalgumas aldeias portuguesas.
Esse Dicionário Remissivo seria muito útil em Portugal como em todos os países de Língua Portuguesa. No Brasil foi editado um Dicionário de Língua Portuguesa de um tio do Chico Buarque de Holanda, que é professor de Letras, que contém as palavras e expressões usadas no Brasil e as suas equivalentes usadas em Lisboa. Por exemplo Dezesseis= Dezasseis. No Brasil só se usa Dezesseis.
No Brasil, por influência dos EUA, os termos técnicos usados para mutos produtos  não são os de Portugal, mas os dos EUA adaptados.
Assim, por exº. para o betão que se usa na Engenharia Civil, os brasileiro usam a palavra “concreto” proveniente do Inglês “concrete” e daí também usam ““concretagem” em vez de “betonagem”. Isso dá origem a muitos problemas, por exº. nas revistas técnicas portuguesas, nas quais autores brasileiros praticamente não podem escrever, e, vice-versa, nas revistas técnicas brasileiras, nas quais autores portugueses praticamente não podem escrever. Pelo que diz respeito à revista “Geotecnia” editada em Portugal e duas outras brasileiras “Geologia de Engenharia” e “Mecânica dos Solos” editada no Brasil, por mérito do colega que me substituiu na UMinho o problema desapareceu. Ele, quando foi Presidente da Sociedade Portuguesa de Geotecnia chegou a acordo com os colegas das “sociedades” brasileiras, donas das referidas revistas para os autores portugueses poderem escrever, nas revistas supracitadas, no Português usado em Lisboa e os autores brasileiros poderem escrever, na revista “Geotecnia”, no Português usado no Rio de Janeiro. Além disso, os sócios da Sociedade Portuguesa de Geotecnia são automaticamente sócios das “sociedades” brasileiras, donas das revistas brasileiras acima referidas.
Devo dizer que eu instei com outros colegas “donos” de revistas de outras especialidades de Engenharia para tentarem fazer o mesmo para revistas correspondentes brasileiras, mas não tive sucesso.
Image result for frango no churrascoNote que esse dicionário remissivo seria muito útil até para se poderem ler livros de certos autores tais como Graciliano Ramos, uma jóia da literatura brasileira, que vive e usa termos do Sertão brasileiro, palavras que não existem em Portugal e, se o seu significado não for esclarecido num dicionário remissivo, o leitor não consegue perceber bem o que está a ler. Assim, vê-se bem a “borrada” que fizeram os “catedráticos de Linguística portugueses. Não sei porque é que o Governo Português ainda não revogou a lei que impôs o uso desse (des)acordo, uma vez que a Vilma quando era “President(a)” do Brasil decretou que o Brasil não usaria esse (des)acordo. Aliás esse (des)acordo nunca poderia ser aplicado no Brail, pois usam-se lá, há muitas dezenas de anos, não só palavras mas frases úteis com significado próprio que não se usam em Portugal. Por exº: os vendedores de “frango assado na brasa” põem à vista uma placa com os dizeres “frango no churrasco pra viagem”, coisa que nunca vi escrito em Portugal.

Termino aqui.
Grande abraço
JB».
Saudações amigas,
Jorge Lage

sexta-feira, 20 de julho de 2018

PAN 2018


                          http://www.renatoroque.com/umaespeciedeblog/index.htm

Francisco Sá Carneiro faria anos ontem






Se fosse vivo completava 84 anos!
Francisco Sá Carneiro, um humanista, um reformista, um visionário, um Estadista.
Muitas vezes lutou sozinho, mas nunca desistiu e ganhou Portugal e os portugueses.
Para que a memória não se apague.

Comentário
Lurdes Castro Ainda hoje me recordo dessa noticia tinha 7 anos na minha aldeia estacam a colocar os postes dd alta tensao e todos fizeram silencio uns tiraram o cheapeu e comecaram a chorar....

Rita Manso Fui ao funeral dele.Estavam milhares e milhares de pessoas. NUNCA TINHA VISTO NADA ASSIM
Carlos Frade merecia sem dúvida honras de panteão nacional
Jose Sequeira grande homem e sėrio .os corruptos e os ladroes de portugal mataram-no
Jose Lavrador Sintra estava a incomodar os curruptos

Belinha Lopes Eterna Saudade, jamais o esquecerei,!!!!
Jose Reis Porque é que esta cambada que tem acento parlamentar e com poderes governativos,não copiam o ser íntegro,exemplar o estadista que foi FRANCISCO SÁ CARNEIRO,se não o assassinassem,vivia-mos de certeza num jardim,que seria PORTUGAL. Por isso eu digo,VIVA SEMPRE O 25 DE ABRIL DE 1974, e morte aos traidores que roubaram e continuam a roubar este País e os Portugueses.

Pois! Há mais Marias na terra



Por: Costa Pereira Portugal, minha terra
                        Falar disto e daquilo

Pois! O problema é esse. Há mais Marias na terra, e como acontece com o peixe, que pela boca é que se pesca ou deixa pescar também com a história das terras acontece o mesmo e no caso de Mondim é preciso ter muita atenção ao que se diz e escreve para se não meter água. Como Ermelo, ou Ermelo do Marão, também entre a serra do Soajo e o rio Lima existe outro Ermelo consagrado a São Bento e com remoto mosteiro cisterciense datado do seculo XIII.
Não quero pôr em dúvida o que se tem dito e escrito sobre a história desta nossa distinta terra que D. Sancho I dotou com carta foralenga, mas nada de inventar ermidas que frades beneditinos nas arribas das Fisgas terão guiado quando nada há que garanta esse facto para se poder afirmar. Vem isto na sequência de um arrazoado que li e onde dá como seguro que D. Nuno Álvares Pereira ou São Nuno de Santa Maria, caçou em terras deste concelho, eu não vi, e por isso não posso garantir. Conta ainda que “D. Manuel I exilou em Atei as «Freiras» revoltosas do Convento de Santa Clara de Vila do Conde. Ainda hoje a povoação escolhida se chama «Freiras» (cerca de 1500). – E adianta muito a propósito que “Mondim fez o mesmo ainda há pouco tempo com as freiras que trabalhavam no Hospital da Misericórdia”. Somos assim, respeitamos as tradições…, nem sempre as melhores. Boa malhe e uma grande verdade esta, em tempo dito de democracia.
 Mas isto só para lembrar: há mais, Ermelos e Celoricos além dos de Basto. Também, é bom não esquecer que Santa Senhorinha que dizem terá nascido em Vilar de Cunhas, outros em Atei, como quem diga que fora em Vieira do Minho, seja onde tenha sido, o certo é que faleceu na freguesia a que deu seu nome no concelho de Cabeceiras de Basto. E com seu irmão São Gervásio e Santa Godinha ali juntos estão sepultados. Em tempos nunca ia à minha região sem visitar estes bem-aventurados, assim como Frei Bernardo de Vasconcelos, na igreja de São Romão do Corgo.