sábado, 2 de julho de 2022

Sonechka

 

Publicado em 1995 e amplamente traduzido e premiado, Sonechka é o primeiro romance de Ludmila Ulitskaya.  Uma história sobre o destino de uma mulher, tendo como pano de fundo a História da Rússia no século XX — o regime soviético e o seu desmoronamento.

 

Ludmila Ulitskaya nasceu em 1943 nos Urais, tendo crescido e estudado em Moscovo.
Bióloga de formação, trabalhou no Instituto de Genética de Moscovo antes de empreender a sua carreira literária.
Pouco antes da Perestroika, tornou-se diretora do repertório do Teatro Kármeni de Moscovo e guionista.
Aclamadas pela crítica, as suas obras estão traduzidas em mais de quarenta línguas e incluem romance, conto, literatura infantil e teatro. Sonechka (1995), o primeiro livro da autora a ser publicado pela Cavalo de Ferro, com tradução direta do russo, foi, à época, um acontecimento literário, coroado com a atribuição do Prémio Médicis Étranger para melhor novela estrangeira, do Russian Booker Prize e do Prémio Literário Giuseppe Acerbi.

Richard Branson encontrou-se com Zelensky em Kiev

O empresário britânico e fundador do Grupo Virgin esteve em Kiev e encontrou-se com o Presidente Zelensky. Richard Branson afirma que o principal objetivo desta viagem foi ouvir as preocupações do povo afetado pela guerra e aprender o que as empresas podem fazer para prestar mais apoio ao país.

O Presidente da Ucrânia afirma queforam discutidas perspetivas de cooperação na reconstruçãoda Ucrânia, assim como formas de manter a atenção do mundo sobre a guerra.


 

https://headtopics.com/pt/empres-rio-richard-branson-visita-kiev-e-encontra-se-com-zelensky-sic-not-cias-27663295

https://sicnoticias.pt/mundo/conflito-russia-ucrania/empresario-richard-branson-visita-kiev-e-encontra-se-com-zelensky/?utm_source=headtopics&utm_medium=news&utm_campaign=2022-06-30


https://www.rainews.it/video/2022/06/volodymyr-zelensky-incontra-richard-branson-patron-di-virgin-3e8cdc6f-00b2-4786-9722-885dfe9c748c.html

 

Cartas do Pai - cartas dos pais reclusos no Gulag aos filhos


Já as monstruosidades leninistas e, sobretudo estalinistas estavam consumadas, na Europa ninguém sabia de nada. Isto é reconhecido por Rymond Aron nas suas Memórias, enquanto os intelectuais de esquerda, sobretudo franceses, recitavam loas a Estaline. É bem conhecido o caso de Bertolt Brecht .

Entretanto vários escritores que sofreram na pele anos a fio nos campos soviéticos foram publicando testemunhos dessas monstruosidades. Que também não chegavam à Europa.

Vassili Grossman (1905-1964) nasceu na cidade de Berdítchev, a “capital judia” da Ucrânia, no ano de 1905. Filho de judeus, o pai era engenheiro e a mãe professora. Embora tenha estudado engenharia, Vassili acabou por se tornar jornalista e escritor.

Em Vida e Destino, além de denunciar as atrocidades nazis, manifesta um profundo desencantamento com as lideranças soviéticas desde a revolução de 1917, denunciando os pogrom. O Terror leninista/estalinista foi confirmado em obras literárias como Tudo Passa.

Varlam Chalamov (1907-1982) nasceu em Vologda Filho de um padre ortodoxo, viveu os seus primeiros 22 anos em liberdade e os quase 20 seguintes como prisioneiro político em Kolimá, uma imensa mina de ouro. Os seus Contos de kolimá são, talvez, o maior testemunho da barbárie soviética.

Aleksandr SoljenitsinAlexander Soljenitsyne (1918-2008) nasceu em Kislovodsk. A grande obra de denúncia sobre o terror soviético foi uma obra sua - Arquipélago Gulag. Os gulag eram campos de concentração e de trabalho forçado na antiga União Soviética.

Um Dia na Vida de Ivan Denisovich foi a sua primeira novela. E foi o primeiro testemunho publicado na antiga URSS, por um dos presos políticos a mando de Estaline.


 

A Relógio D’Agua acaba de publicar um livro magnifico, profusamente ilustrado, para nós um dos livros do ano, patrocinado pela extinta Sociedade Memorial Internacional. Reúne cartas de dezasseis pais - muitos deles pertencentes à intelligentsia soviética, desterrados no GULAG -. São cartas que estes pais dirigem aos filhos e às suas esposas. Um testemunho da barbárie soviética descrita nos livros supra. A maioria delas são ilustradas. Por vezes, substituídas por postais.


Irina Scherbakova introduz o tema, mas do prefácio de Liudmila Ulítskaia retira-se: «Uma grande parte dos pais que escreviam cartas aos seus filhos nunca mais os viram, poucos foram os que voltaram, quase todos eles foram fuzilados ou morreram de uma morte precoce, de fome e do trabalho extenuante. Presentemente, até muitos dos destinatários, seus filhos, já não existem neste mundo. Mas nos arquivos da organização Memorial conservam-se essas cartas preciosas — grande monumento ao amor.»




sexta-feira, 1 de julho de 2022

Paulo Bragança e o fado das canções de Adriano








Comunicação Social odeia os aniversários de Portugal

                       https://ensina.rtp.pt/artigo/batalha-de-s-mamede/


Por BARROSO da FONTE


A nação que formamos e nos identifica completou 894 anos em 24 de Junho.

Triste e vergonhosamente nenhum canal televisivo Português, nenhuma rádio de interesse público e nem sequer a Lusa, agência nacional, paga pelos contribuintes, escreveram uma simples frase que dissesse: Portugal faz hoje 894 anos.

Este desprezo crónico, este anti-nacionalismo sabujo e esta desprezível ingratidão social que levaram, em 1913, João de Meira a proferir: «há trinta anos que em Guimarães se luta para que nem sejamos chamados bárbaros, por ignorarmos a nossa História, nem sejamos objeto de mofa, por apresentá-la entretecida de lendas inaceitáveis».

A História de Portugal «anda mais remendada do que capa de pedinte», como diria Francisco Rodrigues Lobo se fosse vivo. O meu mestre Alfredo Pimenta, que foi «sócio de número» da Academia Portuguesa de História, chamou-lhe «caverna de bandoleiros».

E ele, que foi o historiador mais polémico da sua geração, se ainda por cá andasse, ter-se-ia batido, em duelo convencional, contra quem, tendo raízes em Guimarães e representando a República Portuguesa, «não podia ter sido pior». Quando já todas as forças políticas locais, entre 1975 e 1990, tinham acordado «unanimidade» na elaboração da Causa supra-partidária, da troca do dez pelo 24 de Junho, como feriado nacional, colocou toda a sua arrogância, na expressão maléfica: «Feriado nacional não! As datas e símbolos nacionais não devem ser revistos».

Com esta bomba atómica, foram frustradas as expectativas dos vimaranenses; e os portugueses em geral, que, desde tempos antigos, anseiam, ver reconhecida a Batalha de S. Mamede, como ato inequívoco do nascimento da Pátria Portuguesa. Desse modo, gostariam ver considerado o 24 de Junho como feriado Nacional.

Foi escrito na manchete do Semanário o Comércio de Guimarães, nº 7935, de 26/06/1997, ano 114. A mesma fonte sublinhou, de imediato, que a opinião do PR Jorge Sampaio «foi sublinhada com uma incompreensível salva de palmas!». Mas para confirmar o semanário o Povo de Guimarães, da mesma data e ano, lamentou idêntica deceção. Reproduz-se da manchete: «24 de Junho: Sampaio diverge de Freitas (do Amaral) e trava feriado nacional».


O presidente deixou um recado explícito à pretensão de alterar a letra do Hino Nacional. «Em Guimarães, Sampaio, afirmou-se definitivamente contrário à revisão dos símbolos e datas nacionais, por melhor que aparentem ser os argumentos intelectuais invocados para o fazer». Eis o cumulo da demagogia de um chefe de Estado que mandou às malvas a hipótese do diálogo pacífico, tolerante e, porventura, mais consentâneo, com a verdade histórica.

Recordo que, desde a revolução dos cravos, logo que se realizaram eleições livres e democráticas, entre as diversas forças políticas do concelho de Guimarães, houve, sempre, entendimento para que a questão de Guimarães, relativamente ao acerto do calendário histórico, fosse reconhecido. Ficou a dever-se a esse Vimaranense de raiz.

A partir de 1990 passou a haver, localmente, maioria absoluta de um só partido. E o consenso que houve durante 15 anos, não mais foi respeitado, mantendo-se o feriado municipal, não para pressionar aquilo que motivara o consenso, mas para inaugurações concelhias. Os dois primeiros Chefes de Estado, nesses 15 anos, sempre marcaram presença nas celebrações programadas pela autarquia. Quer Ramalho Eanes, quer Mário Soares, sempre aceitaram o convite ou a representação, no 24 de Junho. Ambos reconheceram o simbolismo da data e o direito da nossa reivindicação histórica.

Jorge Sampaio, para além de outros deslizes para com Guimarães, por alturas da Capital Europeia da Cultura 2012, foi ele que menosprezou «a Residência Presidencial do Paço dos Duques de Bragança», rejeitando esse estatuto, até essa tão desprezível decisão de ir dormir fora de Casa.

Até hoje nunca mais foi utilizada essa «Residência oficial da Presidência da República». E nem Cavaco Silva, nem o atual titular, fizeram uso desse privilégio no Norte do País. Parecendo irrelevante, essa rejeição fez com que os guias turísticos deixassem de informar que o Paço dos Duques de Bragança, para além do mais visitado museu do norte do País, era também um espaço nobre e privado para receber o mais alto magistrado no Berço da Nacionalidade. Essa circunstância deixou de seduzir visitantes que viam nessa situação uma mais valia para entrar no Museu do Paço dos Duques de Bragança, situada aos pés do Castelo da Fundação, em Guimarães.

Foi um vimaranense (o pai de Jorge Sampaio era natural de Guimarães) que fez, do cargo a que ascendeu, estragos consideráveis, no tocante ao simbolismo histórico. Nem falando da Capital Europeia da Cultura, cujos salários e mordomias chegaram a ser contestados, na Assembleia da República, a ponto de serem escandalosos, foi esse PR “vimaranense” que esteve na origem do desmembramento do concelho de Vizela, com prejuízos irreparáveis para Guimarães.

Como jornalista, como cidadão e, enquanto doutorando em «Filosofia em Portugal e Cultura Portuguesa», acuso os diretores de programas de todos os órgãos de Informação nacionais pelo sistemático silenciamento sobre o aniversário de Portugal.

Barroso da Fonte 


Terras sem médicos ...