quarta-feira, 24 de maio de 2017

Morreu o Santo


O ator britânico Roger Moore, intérprete de papéis como James Bond e O Santo, morreu esta terça-feira, na Suíça, aos 89 anos, na sequência de um cancro.
Além de actor foi o embaixador do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF, na sigla em inglês).
O nome de Moore fica para sempre ligado à personagem do agente secreto James Bond, também conhecido pelo nome de código 007, tendo sido o terceiro ator a levar Bond ao grande ecrã, depois de Sean Connery e George Lazenby.
Roger Moore foi James Bond ao longo de sete filmes, entre 1973 e 1985, tendo começado com "Vive e Deixa Morrer" (nomeado para o Óscar de melhor canção original, pelo tema composto por Paul e Linda McCartney) e terminado com "Alvo em Movimento", para ser sucedido no papel por Timothy Dalton.
Numa entrevista ao jornal The Guardian, em 2014, Moore disse que ser "eternamente conhecido como Bond não tem nenhuma desvantagem". "As pessoas chamam-me 'Sr. Bond' quando estou na rua e não me importo. Porque é que me importaria?"
Questionado pela Fox, em 2015, sobre em que lugar se posicionaria na lista de melhor James Bond da história, Moore disse acreditar que Daniel Craig e Sean Connery foram os melhores e que ele próprio talvez ficasse "um pouco atrás"  de George Lazenby.
Antes de assinar o contrato para encarnar Bond, Roger Moore foi Simon Templar, nos 118 episódios da série televisiva O Santo, que decorreu de 1962 a 1969, num papel que a revista The New Yorker classificou como um "ícone pop".
A mesma publicação recordou que quando o realizador Fred Zinnemann estava a preparar "Chacal", lançado em 1973, Moore quis interpretar o papel principal, mas foi rejeitado por ser demasiado popular e conhecido, antes de sequer se iniciar como 007.
Em 1971/1972, imediatamente antes do seu primeiro James Bond, Roger Moore protagonizou a série policial Os Persuasores, com o norte-americano Tony Curtis.
Ao falar com o Daily Telegraph, em 2013, Moore disse que, se tivesse 24 horas para viver, beberia um Martini seco, com gin Tanqueray e três azeitonas à parte.
O funeral de Moore vai realizar-se numa cerimónia privada no Mónaco.

(conteúdo retirado do jornal de Noticias)


Concurso TEATRO JOVEM | TEC 


O Teatro Experimental de Cascais volta a apostar nos novos talentos e desta vez na área da escrita para Teatro.
O Concurso TEATRO JOVEM | TEC pretende estimular a escrita dramatúrgica e o aparecimento de novos autores de Língua Portuguesa. Surge por ocasião da chegada da Capital Europeia da Juventude - Cascais | 2018 e irá premiar uma peça inédita de um autor jovem com tema livre sobre juventude.
O autor da obra vencedora irá ter o privilégio de ver a sua peça em cena numa nova produção do Teatro Experimental de Cascais em 2018.
Com idade limite para participação de 35 anos, os autores devem entregar os seus trabalhos via postal ou pessoalmente nas instalações do Teatro Experimental de Cascais até 30 de Setembro próximo.
O Júri a quem caberá a responsabilidade de avaliar os trabalhos a concurso, será constituído por figuras do Teatro Português, a divulgar muito brevemente.
O vencedor será anunciado a 13 de Novembro de 2017, data em o TEC completa 52 anos enquanto companhia de Teatro Profissional. A mais antiga da Europa ainda em actividade.
O regulamento do Concurso TEATRO JOVEM | TEC encontra-se disponível na nossa página de facebook: teatroexperimentaldecascais, assim como todos os contactos para quaisquer esclarecimentos adicionais.
O TEC deseja boa sorte com muito Teatro!

Grémio Literário Vila-Realense


terça-feira, 23 de maio de 2017

A gula de Catarina


Parece que o país atingiu o paraíso. O défice menor de sempre, os 2,8% do crescimento da economia, o desemprego a crescer, e por aí adiante. António Costa anda outra vez sorridente e o presidente Marcelo lá continua pela Croácia ou pelo Mónaco como o vendedor de ilusões.
É claro que há todo o interesse por parte dos do costume (incluindo muitos das instituições europeias) insistirem nesta manipulação das mentes vulgares, ou seja, nesta “vigarice” – apesar de haver ainda muito gatuno á solta!
Quem sabe a tabuada, sabe que este défice se deveu à grande carga de impostos e sabe ainda que os 2,8% se devem exclusivamente ao turismo! Aconteceu! Devido às circunstâncias exteriores que desviaram o turismo dos destinos habituais devido ao terrorismo. Porque a governança nada fez em termos de reformas para que tal acontecesse com consistência.
Mas o mais caricato deste foguetório, são sempre as declarações da artista de teatro, a dona Catarina. Disse: O país mudou!
De facto, mudou para continuar na mesma. O governo é composto por 50% dos elementos que nos levaram à BANCARROTA em 2011, e o bolso dos portugueses está certamente igual (nalguns casos pior) a 2011!

Prémio Literário 'António Cabral'

                O Grémio Literário Vila-Realense acaba de anunciar a abertura da edição de 2017 do Prémio Literário 'António Cabral'.
                Ver, anexo, o Regulamento respectivo.

 

Grémio Literário Vila-Realense
Câmara Municipal de Vila Real

Prémio Literário ‘António Cabral’
Regulamento

            1. O Município de Vila Real, por proposta da Assembleia Municipal, aprovada por unanimidade e aclamação na sessão de 26 de Fevereiro de 2010, cria o Prémio Literário ‘António Cabral’, que se rege pelo seguinte articulado.
            2. O Prémio Literário ‘António Cabral’ tem uma periodicidade bienal, com início em 2011.
3. A modalidade a concurso é a Poesia.
            4. São admitidos unicamente originais em língua portuguesa.
            5. Os trabalhos serão obrigatoriamente inéditos, devendo os respectivos Autores enviar, juntamente com a documentação referida no ponto 9, uma declaração atestando que nenhum dos poemas que apresenta foi algum dia publicado sob qualquer forma (livro, jornal, revista, internet, etc.).
            6. Os originais terão um mínimo de 400 versos, distribuídos por qualquer número de poemas.
            7. Cada concorrente não poderá apresentar-se a concurso com mais do que um original.
            8. Os originais devem ser enviados até ao dia 1 de Agosto de 2017 para:

Grémio Literário Vila-Realense
Rua Madame Brouillard
5000-573  Vila Real

            9. Os originais devem ser apresentados sob pseudónimo e enviados em triplicado, acompanhados de um sobrescrito fechado, em cujo exterior conste unicamente o pseudónimo e que contenha no interior as seguintes indicações: pseudónimo, identificação do autor, morada e telefone, bem como a declaração constante do ponto 5.
            10. Os originais serão apreciados por um júri constituído por três pessoas devidamente qualificadas, uma das quais representando o Grémio Literário Vila-Realense.
11. O júri, de cujas decisões não cabe recurso e que decidirá sobre os casos omissos no presente Regulamento, dará o seu veredicto dentro de 60 dias sobre o prazo referido no ponto 8.
            12. Será atribuído um único prémio, no valor de 5.000 €, estando excluída a atribuição ex aequo por mais de um vencedor.
            13. Os concorrentes obrigam-se a aceitar o presente regulamento.
            14. O Município de Vila Real, através do Grémio Literário Vila-Realense, divulgará amplamente a abertura do Prémio Literário ‘António Cabral’ através da Comunicação Social.
            15. O prémio será entregue ao vencedor em sessão promovida para o efeito pelo Grémio Literário Vila-Realense.
16. O Prémio Literário ‘António Cabral’ poderá ser declarado deserto se o Júri entender que nenhum dos originais reúne qualidade suficiente.
17. Os originais não premiados não serão devolvidos, sendo destruídos uma semana após o anúncio do trabalho vencedor.

Poemas simples

"Não é possível sair deste livro indiferente a um universo poético feito de raízes num solo de afetos fecundo, muito produtivo e muito belo , (bem patente em poemas como “Farol” (p.48), “Mãos pequenas” (55), “Poema simples para o meu filho” (p.56). 
Impossível ser indiferente a uma ideia de fé que oscila no espaço do poema entre a luz e a sombra. Veja-se (a fechar o livro, não por acaso, certamente, a fechar o livro, o poema “Oração”, que procura uma aproximação ao divino que é também um apelo ao próprio aperfeiçoamento e crescimento humanos. 

Impossível sair deste livro indiferente à imensidão magistralmente condensada nas cartas aos filhos:
«1. Carta ao meu filho que está longe:
Entre nós existe um silêncio tão florido
Que choro pétalas.»
«2. Carta ao meu filho que está perto:
Com as pétalas que me caem dos olhos
Desenhas os caminhos mais bonitos.»
Deixei propositadamente para o final uma impressão sobre os desenhos do Bernardo, a ilustrar este "Poemas simples para corações inteiros". Deles direi que, muito para além da forma que o traço lhes imprime, (já com muita precisão), o que os torna mais bonitos e comoventes é a cumplicidade adivinhada entre pétalas que caem de uns olhos de mãe e os caminhos, como promessa, que só uma criança é capaz de vislumbrar, sejam quais forem as circunstâncias."

Lídia Borges
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Virgínia do Carmo nasceu em França, em 1973, mas o seu sangue é transmontano. É licenciada em Comunicação Social, tendo exercido jornalismo no início da sua vida profissional. Nos últimos anos o seu trabalho vem-se concentrando no mundo dos livros, primeiro como livreira e agora como editora no projecto Poética Edições.
Antes de “Poemas simples para corações inteiros” publicou as obras “Tempos Cruzados” (poesia, Pé de Página Editores, Coimbra, 2004), “Sou, e Sinto” (poesia, Temas Originais, Coimbra, 2010), “Uma luz que nos nasce por dentro” (contos, Lua de Marfim Editora, Lisboa, 2011) e “Relevos” (poesia, Poética Edições, Setembro de 2014).

Parceria do espaço Miguel Torga



 CÂMARA MUNICIPAL DE VILA REAL
Grémio Literário Vila-Realense

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Festa da Ascensão do Senhor, no Monte Farinha

 
Por: Costa Pereira Portugal, minha terra
 

É certamente a festa mais antiga que se celebra no Monte Farinha, embora a romaria de São Tiago também seja antiga e sempre mais animada, até por que  “pelo São Tiago apinta o bago”.  Ainda conheci muito bem a celebração da festa, em 5ª-feira de Ascensão, e do ditado nunca mais me esqueci: “Da Páscoa à Ascensão 40 dias vão”. Deixou de se festejar no dia, por não ser feriado passando a festa para o domingo seguinte, era regra festejar-se na decima-quarta  quinta-feira da Páscoa.  Em Portugal essa dia tornou-se popular e também conhecido como “Festa da Espiga”. 
Mas como festa cristã é designada por Festa da Ascensão, pois comemora a Ascensão de Jesus ao Céu. Tratasse de uma das festas ecumênicas, das que são comemoradas em todas as igrejas cristãs, a par da Semana da Paixão, a Páscoa e o Pentecostes. Agora com sua data fixada a 25 de Maio, a Quinta-feira da Ascensão do Senhor, este ano vai ser celebrada no Monte Farinha precisamente no domingo em que tem vindo a festejar-se ali esta festividade: ultimo domingo de Maio. Foi uma graça em ano do centenário das Aparições em Fátima. E aí temos nós as duas imagens.

Os três milagres de Fátima: Religião, música e futebol


BARROSO da FONTE
«O 13 de maio ainda é o que era. Se calhar, nunca foi tão avassalador como este. O centenário das aparições em Fátima na presença do Papa? Benfica a caminho de um inédito tetra? Salvador Sobral na iminência de mais um brilharete no Festival da Eurovisão? Tudo a 13 de maio? Os três F (futebol, fado e Fátima) de outros tempos reganham força em 2017, só com uma pequena substituição musical. Os portugueses vão voltar a estar bem entretidos neste sábado, com vários tipos de emoções ao rubro, de manhã, ao final da tarde ou à noite. Assim não se perde pitada».
Esta questão foi colocada por Gonçalo Palma, ao meio dia de 12 do corrente, no seu blogue. Na noite do dia 13,  tudo se tinha cumprido: Fátima foi o palco mundial, dignamente programado, os dois mais jovens Santos da Igreja Católica, foram canonizados na terra em que nasceram, o Papa regressou, sem qualquer incidente; e os dois feitos naturais que se seguiram nesse mesmo dia - : a vitória do «tetra» para o Benfica e o triunfo de Salvador Sobral, no festival da Eurovisão, foram tão surpreendentes que levaram muita gente a interrogar-se sobre se tão invulgares sucessos, na mesma data, ato contínuo à despedida do Papa Francisco, ainda naquele clima emocional do Santuário Mariano, não seriam sinais (ou hierofanias = manifestações) do divino.
Não sou teólogo, não sou exemplo para ninguém sobre a minha religiosidade, sou crente, a religião que professo dá resposta às minhas dúvidas e, depois de tantos fracassos pessoais e comunitários, sempre esperei que um dia fosse surpreendido por qualquer sinal, vindo do alto.
 Mais me convenci deste sortilégio pela paz interior que as imagens de Fátima me tocaram: a felicidade de ver tanta gente, irmanada, vinda de tão longe e em condições tão adversas, que nenhum conselheiro humano, por mais convincente que fosse, seria capaz de exercer em mim ou noutros como eu, influências tão fortes e tão generosas. O fato de ver e ouvir o Bispo de Fátima, António Marto, anfitrião dessa moldura humana, sendo ele um Transmontano (de Tronco, Chaves), que foi meu condiscípulo seis anos (entre 1957 e 1962) reconfortou-me tanto, esse orgulho telúrico e humano que eu próprio partilhei essa gratidão interior que terá sido extensiva aos antigos alunos do Seminário de Vila Real.
 Recordo aquilo que essa minha geração viveu. Por sermos oriundos de famílias numerosas e sem rendimentos, não podíamos optar pelos liceus e escolas públicas. A alternativa eram os seminários. Essa diferença social refletia-se pela vida fora. A classe livre e a classe pobre. Aquela refugiava-se na liberdade de nada lhe faltar para «cultivar» o sinal distintivo que os superiorizava no estatuto académico e profissional. Esta sujeitava-se à seleção natural: uns «marravam», eram zelosos e impunham-se pelo saber e pelo cumprimento rigoroso da disciplina interna. Outros transigiam e, aqui ou ali, davam sinais de insegurança pelo que iam abandonando.
Pertenci a este número. Mas nunca me arrependi, antes mantive pela Instituição, pelos professores e, sobretudo pelos meus condiscípulos, total solidariedade, admiração e respeito.
Gilberto Canavarro Reis,(1951), Amândio Tomás (1955) e António Marto (1957) prosseguiram estudos e ascenderam, por mérito próprio, a Bispos. Ainda estão todos vivos e, felizmente, com saúde. São o nosso orgulho, como tantos outros que ocuparam altos cargos na Jurisprudência, nas cátedras universitárias, na administração de empresas, no funcionalismo e até na política ativa. Nenhum de nós tem complexos de inferioridade. Antes prestigiaram sempre, a Instituição que nos preparou para a vida e à qual anualmente regressamos, no 3º Sábado de Maio. Sempre que um antigo aluno aparece em público e o localizamos, logo torcemos por ele, para o bem ou para o mal. Felizmente, como agora aconteceu, com o Doutor António Marto, ao vê-lo a abraçar o Papa Francisco e a falar para cerca de um milhão de presentes e a muitos milhões de católicos de todo mundo. Aquele sotaque e aquele sorriso que as televisões mostraram, é como se aquele fortíssimo abraço ao Papa e ao mundo também fosse nosso. Eles nos representam. Nós deles nos orgulhamos!
 Mas não devemos confundir a religião com o clubismo. A festa do Benfica é trivial. Venceu, justamente, mais um campeonato. E ainda há-de vencer mais. Mas, embora as televisões tenham ofuscado a grandiosidade do 13 de Maio, com o Tetra do «Benfiquismo», nada de comparável com a universalidade de Fátima. E nem sequer com a Vitória, mais que merecida de Salvador  Sobral, no Festival de Eurovisão. Este feito foi enorme, já tardava e tudo o que se possa confundir com mais um milagre de N. Senhora de Fátima é pura fantasia. Aceita-se enquanto modelo de grandeza e de pioneirismo. Entre 1956 e 2017 já houve 61 festivais da canção. Este que ocorreu dia 13 de Maio, foi pura coincidência. Mas para Portugal valeu – isso sim – por termos andado mais de meio século a brincar aos festivais da canção. Salvador Sobral e a irmã Luísa, venceram pela sua simplicidade, pela certeza de que fizeram o melhor que sabiam e, perante 18 países a atribuírem a classificação máxima a Portugal, foi feito que nunca qualquer outra canção ou outro qualquer país concorrente havia conseguido. E por isso valeu a pena.
   Trago este tema à praça pública para glorificar as consciências que andam empedernidas, açaimadas e raivosas, na tentativa de branquearem o que foram, o que são e o que valem. Em qualquer parte do planeta como em Terras de Barroso.

                                                                           

A Hora da Partida - ANGOLA (1974 / 1975)

PONTE AÈREA EM 1974 / 75
 
 

A Hora da Partida
ISBN: 9789898816566
Edição ou reimpressão: 04-2017
Editor: Verso de Kapa
Idioma: Português
Dimensões: 166 x 233 x 15 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 192


Sinopse - WOOK


Este livro relata o maior êxodo de portugueses e uma das mais impressionantes fugas da história mundial. Entre 1974 e 1975, mais de meio milhão de pessoas que viviam nas ex colónias portuguesas deixaram tudo para fugir à guerra. Para trás ficaram as casas, os bens, os empregos, os animais, os sonhos e, para muitos, até a família. A maioria veio de Angola, na ponte aérea criada para esse efeito, uma das maiores de sempre. Muitos outros fizeram-se ao mar, de traineira, até Portugal ou ao Brasil, ou, em caravanas automóveis, desafiaram o calor e o pó do deserto da atual Namíbia.
Alguns atravessaram um dos locais mais inóspitos de África, a Costa dos Esqueletos. Há mais de 40 anos, a esta hora, muitos portugueses, já com o rótulo de «retornados», lutavam pela sobrevivência e pela reconstrução de uma nova vida em Portugal. São os intensos relatos de todas estas vivências, contados na primeira pessoa, que foram resgatados para este livro.


Catarina Canelas  nasceu em Lamego, em 1979. Estudou Comunicação Social na Universidade do Minho e iniciou-se no jornalismo em 2003, na TVI. Em 2005, a curiosidade pelo Oriente levou-a até Macau, onde foi jornalista na TDM - Rádio Macau durante quase três anos. Durante esta estada pela Ásia fez também reportagem na Malásia e viajou pela China, Birmânia, Tailândia, Singapura, Índia e Japão. De regresso a Portugal, voltou a trabalhar para a TVI, sobretudo em temas de relevância social e tem-se dedicado também à grande reportagem. É autora de «Um Lar Debaixo da Ponte», premiado com menção honrosa pela AMI, «A Senhora Dança?» e, recentemente, «O Lugar Onde Eu Fiquei», o trabalho que inspirou este livro.