terça-feira, 12 de maio de 2026

Qual é a ex-colónia portuguesa menos conhecida?

https://pt.wikipedia.org/wiki/Imp%C3%A9rio_Portugu%C3%AAs

Na realidade, o que mais não falta são ex-colónias portuguesas desconhecidas dos portugueses – por vários motivos, importância histórica, reconhecimento formal e longevidade do domínio português, etc. 

Importa também lembrar que em muitos casos, Portugal detinha pequenas colónias / regiões de países atuais, e como tal a presença portuguesa acaba por ser lembrada pelos habitantes desses países / regiões de forma mais frequente do que os próprios portugueses. 

Dos territórios menos conhecidos, eu listaria: 

  Em África Em Marrocos, além de Ceuta, as cidades de Tânger (1415-1640), Casablanca (1515-1755), El Jadida (1502-1769), Agadir (1505-1541), Safi (1488-1541), Asilah (1471–1508 e 1577–1589) e a vila de Azemmour (1513-1541); No Senegal, a ilha de Gorée (1444-1536); Na Mauritânia, a ilha de Arguim (1445-1633); Na Gambia, a ilha de James e Albreda (1456-1458); Na Serra Leoa, o atual distrito de Port Loko (1462-1651); No Gana, dois fortes costeiros, Fortaleza de Elmina (1482-1637) e Forte de Santo António em Axim (1515-1642); No Benin, Ouidah (1721-1961); Na Guine Equatorial, as ilhas de Annobón e Bioko (desde os 1470s até 1778); Na Tanzânia, as ilhas de Zanzibar, Pemba e Mafia bem como a cidade de Kilwa (1505-1512); No Quenia, Mombasa (1593-1698); Em Madagascar, povoado costeiro de Matatana (1508-1613), inicialmente como colónia portuguesa e depois como missão jesuíta. 

 A juntar aos acima mencionados, apesar de nunca ter exercido controlo sobre, podemos também incluir os Reino do Benin (Nigeria) e do Kongo (República do Congo e Angola) sob o qual Portugal exercia bastante poder político e diplomático – influenciado e exercendo bastante poder sobre territórios como Lagos. 

 No Médio Oriente Em Omã, sobre as cidades de Muscat, Sohar e Khasab (1507-1650); No Irão, controlou as ilhas de Ormuz e Qeshm (1507-1622) e uma parte substancial do distrito de Bandar Abbas (1514-1622); Controlo sobre o Bahrein (1521-1602); Nos Emirados Arabes Unidos, as cidades de Khor Fakkan (1507-1623), Dibba (1620-1650) e Ras Al Khaimah (cerca 1570-1623); No Yemen, ilha de Socotra (1507-1511); Na Eritreia, a cidade de Massawa (1540-1541); 

 No Indico e no subcontinente Indiano Controlo total sobre o Sri Lanka (1505-1658); Controlo sobre as Maldivas (1558-1573); Na India, Chaul (1521-1740), Vasai (1534-1739), Mumbai (1534-1661) & Ilha de Salsette (1534-1737), Dadra & Nagar Haveli (1779-1954), Kochi (1503-1663), Kannur (1502-1663), Kollam (1502-1661), Kodungallur (1536-1662), Nagapattinam (1507-1658), Chennai (1523-1749), Hoogly (1579-1632); No Bangladesh, Chittagong (1528-1666). 

 A estas junta-se ainda as descobertas das Ilhas Seychelles, e a descoberta e exploração das ilhas Mauricias e de Reunião 

 Na Asia & Oceania Na Indonésia, as Ilhas de Ternate (1522-1575), Ambon (1512-1605), Solor (1520-1613) e Flores (1511-1859) Controlo sobre Malásia, incluindo Singapura (1511-1641); No Japão, semi-enclave portuário de Dejima, na cidade de Nagasaki (1580-1587); Na China, Ningbo (1542-1548), ilha de Tunmen (perto de Shenzhen) (1518-1521); Na Tailandia, um povoado semiautónomo Baan Portuget, em Ayutthaya (1516-1767). A juntar a estes, apesar de nunca ter formalmente exercido controlo sobre, podemos também incluir Tailândia (nas províncias de Patani e Phuket), Vietname (Hoi An), Camboja (onde Portugal chega mesmo a controlar indiretamente a corte deste pais). 

 Nas Américas No Uruguai, Cisplatina (1680-1820) - pouco conhecido para os Portugueses (e muito pelos Brasileiros), importa definir que a área controlada por Portugal mudou bastante sendo o seu pico em 1815; No Canadá, Newfoundland (1501-1583(?)) e Nova Scotia (1521-1583(?)) Controlo sob as ilhas Barbados (1500s-1620) No que toca as Américas importa mencionar que: As colónias no Canadá tinham um caráter sazonal, há exceção da da ilha de Cape Breton (1521-1525) - mas esta fracassou devido ao inverno e a dificuldade em recrutar colonos; Os Barbados eram usados como ponto de reabastecimento, não se conhecendo registos de colónias portuguesas. Contudo, é assumido como possível que um pequeno contingente militar e/ou mesmo uma aldeia existisse na ilha – uma vez que os barcos portugueses consistentemente paravam na Baia de Carlisle para reabastecer e levar a cabo reparações sem aparenta motivo maior. O esquecimento. A maioria destas colónias acabaram por cair no esquecimento por várias razoes, sendo que na maioria dos casos ficaram apenas uma a duas gerações sob domínio português. Vários destes territórios são também hoje relativamente conhecidos (exemplo, Ras Al Khaimah, Tangier, etc.) mas durante o período de domínio português não passavam de pequenas vilas / cidades junto à costa que vieram a perder a sua importância estratégica com o estabelecimento de novas rotas comerciais. 

 O modelo colonialista português – baseado no estabelecimento de colónias / entrepostos comerciais junto à costa – ajuda também a que muitas destas caiam no esquecimento – sendo a sua menção histórica eclipsada pelas colónias de maiores dimensões que todos aprendemos na escola. 

 

 Artigo interessante ... afinal também dominamos a Ilha de Ormuz e Qeshm (1507-1622).

https://historiadeportugal11.quora.com/https-pt-quora-com-Qual-%C3%A9-a-ex-col%C3%B3nia-portuguesa-menos-conhecida-answer-Jo%C3%A3o-Matias-27

Texto enviado por António Aresta


Conquistas no Oriente!

JORGE  LAGE


Muito pormenorizado e muitas desconhecia, contudo Ormuz foi conquistada pelos («Rumes», que quer dizer «terríveis»). Assim eram conhecidos os portugueses pelos Árabes.

Se dúvidas  houvesse bastava conhecer-se a «Batalha de Diu», de 3 de fevereiro de 1509, comandada pelo Vice-Rey, Dom Lourenço de Almeida, vingando a morte do filho, Lourenço de Almeida.

Mais de 100 embarcações e uma coligação de impérios contra 19 navios portugueses.

Efectivos portugueses: 800 soldados e 400 indianos. Contra: cerca de 5000 árabes e indianos.

Perdas humanas portuguesas: 32 mortos e 300 desaparecidos: Perdas contra: todos mortos e 22 vivos.

A partir daqui os árabes e indianos borravam-se todos e davam às de vila Diogo.

Fomos os Senhores do Oriente por um século, até à chegada dos ingleses.

A Batalha de Dio está entre as maiores mundiais, comparável à de Lepanto (1571) ou a de Trafalgar (1805).

As grandes conquistas de Afonso de Albuquerque no Oriente: Goa (1510), Malaca (1511) e Ormuz (1515).

As nossas vitórias e conquistas assentavam na bravura dos portugueses e no poder de fogo das naus e Caravelas.

REUNIÃO DE ANGARIAÇÃO DE FUNDOS - CTMAD - LISBOA


Estimada(o) Consócia(o),

Tendo em conta que se marcou a reunião de direção alargada a todos os sócios para dia 30 de Abril, antes do feriado do dia 1 de Maio, em vésperas de fim-de-semana prolongado, decidiu-se alterar a Reunião em questão para o dia 14 de Maio de 2026, a partir das 16h00 na Sede da Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro!
O objetivo desta reunião é que tenha o maior número possível de sócios presentes visto que a Obra da Nova Sede já começou e torna-se necessário lançar várias iniciativas para a angariação de fundos!
Contamos com todas e todos nesta Missão que se avizinha e que tem de trazer resultados significativos nos próximos 12 meses!

Saudações Transmontanas e Alto Durienses

                A Direção da CTMAD

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Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro

Campo Pequeno, 50 - 3º Esq.

1000-081 Lisboa

http://ctmad.pt/

 

20 das maiores organiozações terroristas do Mundo...


 Todas, sem excepção, pertencem ao Islão!


Censura chinesa...


 

segunda-feira, 11 de maio de 2026

A «Crónica Lisboeta» do Jorge Golias

 

JORGE  LAGE


Desculpem a informalidade, mas, na escrita gosto dela e poucas são as vezes que cumpro com a formal civilidade, mesmo com os desconhecidos.

Duma assentada li duas crónicas do Jorge, cada qual a mais interessante, a primeira açoriana, por força da deslocação militar, ao que penso, lá foi o Jorge para os Açores uns tempos, onde se tornou pescador e gastrónomo quanto baste.

A crónica do Chiado tinha que ser mais intelectual e magistral, porque os figurões e criadores literários eternizaram-se pelo seu gigantesco talento. Logo, o Coronel Jorge Golias tinha que subir a parada e fundamentar toda a elevação.

Assim, nesta crónica, o Pessoa da Mensagem não esteve com meias medidas e contratou, não sei se inspirou no José Malhoa ou outro artista, apresentando 3 figurões para guarda-costas. Assim, enquanto o público se distraía com Alberto Caeiro, Ricardo Reis e Álvaro Campos, Fernando Pessoa podia ir até ao Martinho da Arcada e, na mesa habitual, pode ser apanhado por algum citadino bisbilhoteiro, «em flagrante delitro» do néctar de colares ou alentejano, pelos quais o Baco se roeria de inveja.

O Luís de Camões, como flaviense (sim, o único local em que a tradição oral popular indica a casa em que o épico nasceu, Nantes), de sangue galego, encarna a máxima que assenta, em muitas situações aos portugueses e que ele fez jus à exaustão: «putas e vinho verde». Estourava o pouco que tinha e que não tinha. Foi a moralidade de seiscentos que nos privou de a sua vida desde o nascimento até à ida para Ceuta.

Talvez uma das mulheres da vida dele o terá levado a Ceuta. Pouco depois, numa festa do Corpo de Deus uma rixa atirou-o para a Cadeia do Tronco e de seguida para as naus da carreira marítima do Oriente. Desconfio que foi para justificar os gastos à tripa forra, dele e doutros, em três anos de abundância em Macau, sem assentamentos e contas prestadas, que o barco de regresso que o trouxe de novo a Goa terá naufragado. Onde perdeu a sua querida chinesa Di Na Mem e talvez a filha de muita tenra idade.

Aliás, alguns dos grandes escritores tiveram uma vida muito precária e foi o facto de viverem momentos dificílimos, que se lhes «aguçou o engenho», como diz o povo. Por exemplo, Miguel Cervantes, Honoré de Balzac, Camilo Castelo Branco e o próprio Luís de Camões não teriam subido tão alto na criatividade literária.

Por fim, vou decifrar a interessante sigla, «CNX02MAI2026JG85» que o Jorge deixa sempre no final das crónicas para que leitores futuros não tenham dores de cabeça ou dúvidas: CNX, é a abreviatura de Carnaxide, onde vive; 02MAI2026 a data da escrita; JG as iniciais do nome (Jorge Sales Golias); 85 a provecta idade do autor. Esta todos os anos vai aumentando e rijo como uma rocha transmontana.

Parabéns, Jorge! Por tanta fluência da pena, tanto saber e tanta elevação na escrita!

https://tempocaminhado.blogspot.com/2026/05/cronica-lisboeta.html

 

" A BABA DO LOBO" - Teatro Taborda

 

" A BABA DO LOBO" - Teatro Taborda | 29 e 30 Maio

 

                                                              Cara(o) Consócia(o),  

A Direção da CTMAD vem dar conhecimento aos seus associados, e a pedido do Sr Roberto Fernandes, convite e  informação sobre o espetáculo  a apresentar no "TEATRO TABORDA" em Lisboanos dias 29 e 30 de maio às 21 horas com o acolhimento do Teatro Garagem.

 

Segue Link para mais informações e imagens em anexo

https://cempalcos.com/trabalhos/a-baba-do-lobo/

            A Direção da CTMAD

Saudações Transmontanas e Durienses

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Histórias da música mecânica coleccionadas por Joaquim Teixeira


 

domingo, 10 de maio de 2026

O discurso de Putin na Praça Vermelha



 Jorge Silva Carvalho

 @JMJSCarvalho

May 9

O discurso de Putin na Praça Vermelha hoje foi exatamente o que se esperava de um homem que passou a vida a construir narrativas de poder.

Tecnicamente irrepreensível. Emocionalmente calibrado. Politicamente vazio e sem aderência à realidade.

Invocou os valores mais profundos da alma russa: o sacrifício da Grande Guerra Patriótica, a espiritualidade ortodoxa, a comunidade e a missão histórica. São valores reais. Calam fundo numa população que perdeu 27 a 30 milhões de pessoas e guarda esse trauma como ferida coletiva. O problema não são os valores. O problema é o homem que os usa.

Produto do KGB, uma instituição que ensina acima de tudo a usar a linguagem como ferramenta de poder, não como expressão de verdade. Putin acumulou uma das maiores fortunas pessoais da história (estimada entre 70 e 200 mil milhões de dólares) através de um sistema de captura do Estado que enriqueceu um círculo restrito de oligarcas em troca de lealdade. Os valores que invoca hoje (sacrifício, espiritualidade, verdade histórica) são o oposto exato do que praticou em 25 anos de poder. Clássico populismo autoritário: o líder que fala em nome do povo enquanto o saqueia.

A Igreja Ortodoxa é o exemplo mais puro desta instrumentalização. O Patriarca Kirill (ele próprio suspeito de ter sido agente do KGB) tornou-se o braço espiritual do regime, abençoando a guerra na Ucrânia como missão sagrada. O Kremlin dá à Igreja prestígio e financiamento. A Igreja dá ao Kremlin legitimidade transcendente. O povo recebe a mensagem de que a guerra é uma cruzada e não a aventura imperial de um homem que quer entrar para a história.

O perfil narcisístico de Putin é clinicamente relevante: a convicção de ter uma missão histórica especial, de ser insubstituível, de que as regras normais não se aplicam. Explica a invasão da Ucrânia muito melhor do que qualquer análise geopolítica racional.

Putin não calculou mal os custos. É que os custos para os outros simplesmente não entram na equação.

O desfile de hoje foi a manifestação mais clara desta dinâmica: com cadetes das principais escolas militares ausentes pela primeira vez em anos, pedido de cessar-fogo para proteger o evento, o general de Bucha nomeado para comandar a força aérea – e ainda assim o discurso de vitória.

Enquanto Zyuganov – líder histórico do Partido Comunista e voz de dentro do próprio sistema – evocava no parlamento o espectro de 1917, o ano em que a Rússia imperial colapsou sob o peso da guerra e do descontentamento popular, a aprovação de Putin caía 12 pontos desde janeiro. Não é um aviso que vem de fora. É um aviso que vem de dentro.

O narcisismo exige a performance, mesmo quando a realidade a contradiz.

A eficácia do discurso não se mede pela autenticidade, mas pela receção. E aqui é preciso ser justo com a complexidade russa. Os valores que Putin instrumentaliza são genuínos. Mas a memória da humilhação dos anos 90 e o sentimento de que o Ocidente não respeita a Rússia foram em grande medida uma construção sua, não uma realidade vivida pelo povo comum. O Ocidente não rejeita a Rússia: tentou repetidamente lidar com ela como parceiro. O que o Ocidente não aceita é esta Rússia corrupta, abusiva e sem respeito pelos direitos humanos que Putin construiu.

O que o discurso faz é criar uma ponte entre esses sentimentos nacionais reais e uma guerra que a maioria dos russos não escolheria se tivesse informação completa.

A analogia com a Grande Guerra Patriótica é historicamente absurda, mas emocionalmente poderosa para quem perdeu avós em Estalinegrado.

A questão não é se Putin acredita nos valores que invoca (provavelmente não).

A questão é se o povo russo ainda acredita quando o homem que os invoca pede cessar-fogo para proteger um desfile sem tanques, com um general de Bucha à frente da força aérea, enquanto a economia contrai e os filhos não voltam.

Os valores são reais.

O homem que os usa é outra coisa.

#Putin #VictoryDay2026 #Ucrânia #Geopolitica #Russia #9deMaio

National Syndicalism

 

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Qual é a ex-colónia portuguesa menos conhecida?

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