sábado, 24 de fevereiro de 2018

Câmara de Montalegre demitiu funcionário que desviou 61 mil euros




Por BARROSO da FONTE

Na reunião do executivo da Câmara de Montalegre e após dois processos disciplinares a um técnico superior que fora presidente da Comissão Política do PS,  foi demitido. A fraude foi consubstanciada com base num processo maquiavélico. Numa primeira fase o funcionário ainda foi suspenso por 90 dias. Mas o escândalo numa câmara e num meio pequenos, alastrou e, numa segunda votação, foi mesmo despedido. Mais este desvio e, por unanimidade, terá gerado mau ambiente entre os sete vereadores, cinco do PS e 2 da oposição que se viram compelidos a abandonar a reunião por linguagem imprópria do lugar, do cargo e de quem, usa e abusa, de gestos e palavrões como: «tinhosos, delatores, cobardes, vocês não prestam..»
Na sequência dessa exaltação provocada pelo presidente da Câmara que já no mandato anterior tinha provocado idêntico abandono, os dois representes da oposição distribuíram um comunicado através da redes sociais, acusando o chefe do executivo.«Parece que Orlando Alves ficou ressabiado com a decisão tomada, em relação ao amigo e companheiro de partido», lê-se nesse comunicado que acrescenta: «em 2014, também a vereadora da oposição, Elisa Minhava, tivera de sair da sala por palavrões do mesmo presidente».
É pena que, ainda sem conhecer, os resultados do «inquérito que o Ministério Público decidiu abrir, sobre o inédito imbróglio que ocorreu na véspera e no dia das últimas eleições autárquicas, não haja a prudência, a serenidade e a tolerância que se impunham para bem de Barroso e dos Barrosões. Para ser Barrosão no verdadeiro sentido cívico, não basta proclamar que «somos Barroso». Devemos pugnar, uns e outros, pela solidariedade, pelo altruísmo, pela verdade e pela transparência. Estas circunstâncias são consequências dogmáticas da democracia. A Câmara de Montalegre, pela volumetria dos seus ecos, vai tornar-se capital do banzé. Qualquer dia são os jornalistas ávidos de notícias bizarras que passam a ocupar os lugares do público durante as sessões do executivo. As sessões são públicas e os jornalistas encartados têm acesso livre.
 Orlando Alves ganhou as eleições mas não ganhou o direito de mandar calar aqueles que foram eleitos para lhe fazerem oposição. E, pior do que isso: nem ele nem ninguém pode impedir esses vereadores de exigirem transparência, lisura e fiscalização aos contratos e à execução das obras pagas pelo orçamento municipal. São eles que representam os cidadãos concelhios que votaram neles e ainda outros que não votaram, mas que se revêm na oposição. Esses dois vereadores foram tão eleitos para vigiar, como os outros cinco foram eleitos para gerir. Os direitos são proporcionais. É preciso que os sete camaristas, aprendam a interpretar as regras da democracia e aceitem conviver em sociedade.  

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

A Pascoa é festa mais importante da Igreja Católica


Por: Costa Pereira   Portugal, minha terra

Tempo de Quaresma, começou na 4ª-feira, dia 14 de Fevereiro, e acaba na 5ª-feira, dia 29 de Março de 2018.  É um tempo que a Igreja convida os seus fieis a orar com mais fervor, à pratica do jejum e à esmola, tendo em atenção os mais carenciados. O Papa Francisco diz mesmo: “A prática da esmola liberta-nos da ganância”.  Neste período de 40 dias a Liturgia da Igreja prepara-nos para a Páscoa do Senhor, como também ajuda a viver com mais intensidade este tempo litúrgico.
 Na sua mensagem, de 3ª-feira, 6 de Fev., o Santo Padre começa por dizer:
 “Amados irmãos e irmãs!
Mais uma vez vamos encontrar-nos com a Páscoa do Senhor! Todos os anos, com a finalidade de nos preparar para ela, Deus na sua providência oferece-nos a Quaresma, «sinal sacramental da nossa conversão»,[1] que anuncia e torna possível voltar ao Senhor de todo o coração e com toda a nossa vida. Com a presente mensagem desejo, este ano também, ajudar toda a Igreja a viver, neste tempo de graça, com alegria e verdade; faço-o deixando-me inspirar pela seguinte afirmação de Jesus, que aparece no evangelho de Mateus: «Porque se multiplicará a iniquidade, vai resfriar o amor de muitos» (24, 12). Esta frase situa-se no discurso que trata do fim dos tempos, pronunciado em Jerusalém, no Monte das Oliveiras, precisamente onde terá início a paixão do Senhor. Dando resposta a uma pergunta dos discípulos, Jesus anuncia uma grande tribulação e descreve a situação em que poderia encontrar-se a comunidade dos crentes: à vista de fenómenos espaventosos, alguns falsos profetas enganarão a muitos, a ponto de ameaçar apagar-se, nos corações, o amor que é o centro de todo o Evangelho. Quem  é cristão praticante e acompanha as orientações do santo padre ou do seu bispo diocesano sabe que o tempo de Quaresma entronca no tríduo pascal que começa na 5ª-feira Santa e termina no Sábado Santo, dia que culmina com as cerimónias da Vigília Pascal e da Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo. Mas também há quem não saiba e até quem já soube e se esqueceu. Importa relembrar….Como também que a Pascoa  é  a festa mais importante da Igreja Católica.

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Quando a OCDE se presta a animar festas



Santana Castilho – jornal Público

Não é nova a acção do Governo para tomar a OCDE por fiadora das suas políticas.

O ciclo das loas à flexibilização curricular e ao perfil do aluno do século XXI, iniciado sob os auspícios de uma apresentadora televisiva e de um treinador de futebol, teve a festa de encerramento no passado dia 9. O animador convidado foi, agora, Andreas Schleicher. Profetizando como convinha aos organizadores, o homem previu, implicitamente, o fim dos exames do 12.º ano, tal como hoje são conhecidos. Atrevido, disse que o novo modelo da flexibilidade curricular é a forma como os professores gostariam de dar as suas aulas. Vidente, falou de uma tensão existente nas nossas salas de aula.
Que Tiago Brandão e João Costa lhe tenham dado procuração para dizer o que disse, não duvido. Mas um pouco de recato para não anunciar tensão dentro de salas em que não entrou e não falar por professores que não ouviu, era exigível pela tensão, essa sim bem exposta publicamente, entre a sua condição, permanente, de director para a Educação da OCDE e o seu papel, temporário, de animador de uma romaria de directores aderentes e investigadores recorrentes.
Na celebração foram exibidos despojos do desvario desta desconstrução curricular: num agrupamento modelo, os alunos do 1.º ano juntaram-se aos colegas do 10.º para recolher e analisar rótulos; os do básico estão empenhados em descobrir porque sobem os balões de S. João e porque foram proibidos este ano. E enquanto um director diligente incensava a audiência com a “desarrumação das salas de aula” do seu agrupamento, promissão certa de futuro inovador, uma colega mais excitada leu, do seu caderninho de notas, afirmações dos professores mais entusiasmados: “há uma apropriação das aprendizagens essenciais pelos alunos”; “a aprendizagem é mais significativa”. Admiráveis resultados!
Claro que o sacerdote e os fiéis desta liturgia cor-de-rosa, recuperadora imprudente dos nossos idos anos 90, manifestaram no fim, em uníssono, profunda preocupação com os exames. Não será difícil compreender porquê. Mais difícil é assistir à participação da OCDE num ataque concertado ao papel dos exames na relativização dos critérios classificativos das escolas, ainda que sob dissimulado pretexto de discutir o acesso ao ensino superior.
Só ingénuos não divisaram a encomenda do Governo, subjacente às banalidades proferidas por Andreas Schleicher, repetindo os mantras do perfil e da flexibilidade, de João Costa. Só que falam os dois de inovação e de século XXI desenterrando metodologias descritas por Kilpatrick (para citar um entre outros) nada mais nada menos que em... 1918. Leu bem, caro leitor, 1918. E se quiser confirmar que não deliro e encontrar descritas considerações pedagógicas sobre a transversalidade disciplinar em detrimento das disciplinas isoladas, sobre as virtudes do trabalho colaborativo e de projecto, sobre as vantagens do ensino centrado no aluno e não no currículo a ser ensinado (tudo paradigmas usados por Andreas Schleicher como modernos, numa entrevista que concedeu ao Observador) e ainda sobre o ensino assente na experiência e nos problemas diários (os rótulos e os balõezinhos de S. João acima referidos), leia o artigo The Project Method. The Use of the Purposeful Act in the Educative Process, publicado por Kilpatrick, em 12 de Outubro de 1918 (Teachers College Bulletin, 10th. Series, nº 3. New York: Teachers College, Columbia University).
Enquanto o Governo se apresta a passar para a opinião pública a existência de um apoio que lhe permita generalizar o desastre da chamada flexibilidade curricular e das denominadas aprendizagens essenciais, continuam vigentes as metas curriculares de Nuno Crato, num alarde de hipocrisia política e incoerência discursiva, que não mereceu, como convinha, nenhuma referência na análise da OCDE. Veja-se a este propósito o artigo publicado neste jornal em 16 do corrente, sob a colorida epígrafe “Educação para um mundo melhor: um debate em curso a uma escala global”. É um repositório de vacuidades e afirmações futuristas, redigidas no mais refinado “eduquês”, assinado, em co-autoria com outros, pelo secretário de Estado João Costa, mas na condição de (que havia de ser?)... consultor do projecto da OCDE Future of Education and Skills 2030.
Não é nova a acção do Governo para tomar a OCDE por fiadora das suas políticas, como não é de agora o meu repúdio pela promiscuidade, que se repete, entre governantes e uma organização que defende e depende de interesses económicos, que não educacionais, e se presta a favorecer e legitimar políticas que acabam impostas aos actores nacionais. Com efeito, já em Fevereiro de 2009, um grupo de peritos de relevantes currículos, da OCDE, veio a Lisboa validar as políticas educativas do PS. Principescamente pagos, produziram um relatório cujas fontes documentais eram todas do Ministério da Educação. Só falaram com quadros do Ministério da Educação ou apoiantes do Governo. Havendo milhares de páginas publicadas na altura, de oposição às políticas de Sócrates, nem uma só mereceu a atenção dos ilustres peritos. Nem mesmo textos dissonantes, com origem na Assembleia da República, no Conselho Nacional da Educação, em associações científicas ou profissionais lograram ser considerados. Se os protagonistas e a cultura não mudaram, porque mudariam as práticas?
A montante deste episódio está mais outro relatório preliminar da OCDE, que recomenda o alargamento do regime que torna as universidades e os politécnicos fundações públicas de direito privado e dá aos politécnicos a faculdade de conferirem doutoramentos. A retomada do modelo fundacional para gerir as instituições de ensino superior é um salto sobre a realidade da última década, bem demonstrativa de que o privado olha o público para lhe sacar dinheiro e não para, financiando-o, cumprir alguma parte das suas obrigações sociais. Sendo factual, só um frete ao Governo, desresponsabilizando-o das suas obrigações, explica a persistência da OCDE em esgrimir com a decantada flexibilidade de gestão e a ilusória atracção do capital privado.
Do mesmo passo, na senda bolonhesa que comprimiu em três as antigas licenciaturas de cinco anos, o Conselho de Ministros apressou-se a aprovar um novo tipo de mestrados, a fazer em anunciadas parcerias com empresas, com metade da duração actual, e a reduzir os cursos técnicos superiores dos politécnicos que, em vez de dois anos, passarão a um, para os estudantes que cheguem com experiência profissional. Eis um oportuno upgrade, em modo “simplex”, da experiência colhida com o “sucesso” das “Novas Oportunidades”. Tudo inovando, modernizando, flexibilizando, centrado no aluno, rumo ao século XXI.

Netbila realizou um video sobre o trabalho de Jorge Lage



netbila realizou um video sobre o trabalho de  Jorge Lage. Pode ser visto nestes endereços: netbila.arteazul.netarteazul.net, ou em  https://youtu.be/DjdY3unStiA.

Pode ainda ver os textos:

Rezar e trabalhar

Congresso de Trás-os-Montes e Alto Douro

Painças de Montemuro

e no blogue tempo caminhado:

Os 50 anos literários de J. rentes de Carvalho



O escritor transmontano vai ser homenageado pelos seus 50 anos de vida literária. A homenagem começará com uma sessão de “Porto de Encontro” na Biblioteca Almeida Garrett a 24 de Março. Das restantes actividades por enquanto  só temos notícia de que a Câmara de Gaia o vai incluir em vários eventos da 3a  Edição de “Rosto das Letras” que se realizará em Gaia de 20 de Abril a 25 de Maio.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

A Máfia Lusa



Miguel Esteves Cardoso - jornal Público

Os habitantes de Londres precisam desesperadamente do jeitinho e do brio dos trabalhadores portugueses. Perdoam-lhes tudo menos voltar de vez para Portugal.
Os portugueses em Londres podem ser poucos mas são unidos. Todos os portugueses pertencem automaticamente à Máfia Lusa, uma organização fraterna que protege os seus.
Graças a um António arranjei um quarto óptimo num bom hotel por um preço quase português. Ele não só me explicou como se fazia – paga-se adiantadamente com antecedência, para fixar as tarifas mais baixas – como me deu dicas valiosas para entrar em contacto com outros membros da Máfia Lusa.
No Fortnum’s tivemos a sorte de conhecer um dos grandes padrinhos da Máfia Lusa: chama-se Miguel, está cá há 12 anos e ainda não descobri uma única coisa que ele não saiba. Sabe tudo sobre gastronomia inglesa, vinhos e a boa vida. É uma daquelas pessoas generosas que partilha o que aprendeu ao longo dos anos. Graças a ele a nossa estada cá tem sido uma festa permanente.
Para organizar um dia de São Valentim em condições tive de recorrer ao Octopus – o Famoso polvo da Máfia Lusa que tem contactos em todo o tecido social britânico.
Graças à Sónia, cabecilha duma célula armada de barbeiros e cabeleireiros, pudemos pôr em prática um sofisticado plano de celebrações românticas que dependeu duma vasta rede de cordelinhos, favores, descontos de amigo, recomendações irrecusáveis e outras portuguesíssimas especialidades.
A Máfia Lusa pode operar descaradamente em Londres porque os habitantes precisam desesperadamente do jeitinho e do brio dos trabalhadores portugueses. Perdoam-lhes tudo menos voltar de vez para Portugal. Para a Máfia Lusa nem o Brexit existe.

Os professores entre a frouxidão e a má-fé


Santana Castilho - jornal Público - 7 de Fevereiro

A nova proposta de “reposicionamento” na carreira é um ardil arbitrário e injusto para atacar os professores.
Quem tenha acompanhado o comportamento negocial do Ministério da Educação após a assinatura do compromisso estabelecido com os sindicatos, em 18 de Novembro de 2017, vê inflexibilidade e má-fé. Entre outras, duas questões são determinantes no conflito latente, sendo que a ordem para as resolver não é arbitrária: primeiro, o reposicionamento correcto na carreira (porque os professores recém-vinculados não podem ser alvo das interpretações delirantes da secretária de Estado Alexandra Leitão); depois (e só depois para não se amplificarem as injustiças de reposicionamentos incorrectos), a recuperação do tempo de serviço, como referido na declaração de compromisso e recomendado pela Resolução n.º 1/2018, da Assembleia da República.
O Estatuto da Carreira dos Educadores de Infância e dos Professores dos Ensinos Básico e Secundário diz, no número 3 do seu artigo 36.º, que o ingresso na carreira se faz “no escalão correspondente ao tempo de serviço prestado em funções docentes e classificado com a menção qualitativa mínima de Bom, independentemente do título jurídico da relação de trabalho subordinado, de acordo com os critérios gerais de progressão”. Parece-me um texto claro, à luz da semântica linguística. Mas conhecendo a apetência da secretária de Estado Alexandra Leitão para apresentar como girafas gatos a quem simplesmente puxou pelo pescoço, percebo que queira colocar em escalões mais baratos os professores recentemente integrados na carreira, depois de décadas de trabalho escravo em funções docentes. O que não percebo é que sindicalistas experientes tenham caído na armadilha de “delegar” no Conselho Consultivo da Procuradoria-Geral da República a decisão sobre se o tempo de serviço antes da profissionalização pode ser considerado para reposicionamento na carreira. Desconhecem, acaso, que quando ouvimos dois juristas esperam-nos, pelo menos, três opiniões? Para quê correr o risco de substituir factos por fictos?
A história da aplicação do estatuto é a história da consideração de todo o serviço docente, incluso o cumprido antes da profissionalização. Somar esse facto à clareza do supracitado artigo teria sido evidência suficiente para uma posição de força, negocial e ética, que não para a frouxidão das guerras de alecrim e manjerona em que os sindicatos sistematicamente se envolvem e que terminam, também invariavelmente, com a desistência no momento da ruptura clarificadora. Foi assim com o “memorando de entendimento” de 2008, foi assim com o “acordo de princípios” de 2010, foi assim com a greve à avaliação do 12.º ano no tempo de Nuno Crato, está a ser assim com o compromisso de 18 de Novembro último. Trata-se de efemérides com traços comuns; num primeiro momento, provisório, os sindicatos parecem ganhar e o ministério consegue acalmar os ânimos das massas; num segundo momento, definitivo, o ministério, com má-fé, impõe por lei o que, anteriormente, tinha “acordado” ou “entendido” ser para negociar.
Findo o encantamento nupcial com Tiago Brandão Rodrigues, finda a coreografia negocial, traduzida em reuniões sem resultados, que se prolongam para além do que o senso comum faria supor, perde a força da razão e ganha a razão da força. Soçobra a coesão e substitui-se firmeza por frouxidão. A nova proposta de “reposicionamento” na carreira é um ardil arbitrário e injusto para atacar os professores. Mas a confusão que já introduziu serve bem a estratégia do Governo para arrastar o processo e multiplicar os conflitos dentro da classe docente. A resposta dilatada no tempo (12 a 16 de Março) e o instrumento escolhido no plenário de 2 de Fevereiro (greve pingada por regiões, de duvidoso impacto) pode prejudicar uma mobilização expressiva dos professores, num momento particularmente grave.
Não, não é discurso anti-sindicatos, que sem eles seria bem pior. É simples reconhecimento do que tem sido e receio que volte a ser.

Professor do ensino superior

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

"Guiné-Bolama, História e Memórias" em LISBOA

Caras e Caros Consócios
Bom dia

Para conhecimento!


Saudações Transmontanas e Durienses


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Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro
Campo Pequeno, 50 - 3º Esq.
1000-081 Lisboa


Lançamento do livro
Guiné-Bolama, História e Memórias,
de Fernando Tabanez Ribeiro.
26 de Fevereiro15:00 horas, no Salão Nobre do Palácio da Independência, Lisboa.
obra será apresentada pelo General Alexandre de Sousa Pinto.


«Considero muitíssimo interessante e em conformidade com o que se acaba de dizer a abordagem histórica feita sobre a escravatura na área do Golfo da Guiné... [...] Igualmente interessantes são as abordagens históricas das cidades fortificadas e da Liga Guineense, a «Pacificação» de Teixeira Pinto ou a do desenvolvimento da África Ocidental Francesa em contraponto com o da Guiné Portuguesa. [...] É completamente inédito o capítulo que se dedica às autoridades, funcionalismo e serviços com indicação expressa de nomes e actividades, origens académicas, raciais e religiosas, correlacionando até elementos de então com os que hoje estão presentes em diversos locais e funções. O mesmo tratamento é feito para o comércio e os comerciantes e outros moradores indiferenciados. São dados de uma enorme valia para a história política, económica e social da Guiné naquele período e que até agora não vi publicados por ninguém, entrando naquele conceito do próprio Autor de que “há sempre alguém que se interessa pelas histórias que os outros livros não contam”.»
Alexandre de Sousa Pinto,
do Prefácio



Fernando Tabanez Ribeiro nasceu em Coimbra a 11 de Junho de 1946. Viajou para a Guiné Portuguesa ainda na primeira infância, onde fez a escola primária e o antigo primeiro ciclo dos Liceus na modalidade de ensino particular, em Teixeira Pinto (Canchungo) e Bolama. Voltou à Metrópole para concluir o ensino secundário em Coimbra e seguidamente, o curso de Engenharia Química (1971) do Instituto Superior Técnico em Lisboa. Cumpriu o serviço militar na Armada entre 1971 e 1973, tendo sido mobilizado para a Guiné como oficial imediato de uma Lancha de Fiscalização Grande (LFG), navio patrulha das águas territoriais e dos principais rios da Província, durante a guerra colonial. O conhecimento da sociedade na Guiné e particularmente em Bolama, nestes dois períodos marcantes da sua vida, em criança e na fase adulta, analisado à luz da nossa histórica presença naquele território, está na origem deste livro. Regressado à Metrópole em 1973, desempenhou a sua actividade profissional na área da indústria alimentar como engenheiro, consultor e gestor, em Portugal e na R. P. Angola, encontrando-se hoje aposentado.

Na expectativa de podermos contar com a sua presença, enviamos o respectivo convite.

Esteja a par dos nossos eventos em: https://www.facebook.com/ancoraeditora/events

Com os melhores cumprimentos,

Paula Teller

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Av. Infante Santo, 52 – 3.º Esq.
1350-179 Lisboa
Tel. 213 951 221 | 963 054 215
Fax 213 951 222

O morgadio e vínculo da Capela de S.to António de Arroios em Vila Real, de Luís Miguel Pulido Garcia Cardoso de Menezes


presentação do Caderno Cultural n.º 19, IV Série, do Grémio Literário Vila-Realense (O morgadio e vínculo da Capela de S.to António de Arroios em Vila Real, de Luís Miguel Pulido Garcia Cardoso de Menezes), pelo Autor.
CÂMARA MUNICIPAL DE VILA REAL

Grémio Literário Vila-Realense

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Quarto Congresso Transmontano será em Maio e em Lisboa


Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro
Campo Pequeno, 50 - 3º Esq.
1000-081 Lisboa

HIRONDINO   ISAÍAS
Por BARROSO da FONTE
98 anos depois do primeiro, terá lugar em Lisboa, o IV Congresso Transmontano. Tal como aconteceu em 1920, também a ideia nasceu na Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro que tem sede em Lisboa na penúltima semana de Maio. O segundo Congresso decorreu em Trás-os-Montes, em 1941 e foi aí que Miguel Torga batizou essa Província como Reino Maravilhoso. O III começou a ser falado em 2 de Agosto de 1984, no semanário o Transmontano. Mas somente se realizou, em Bragança, em 2003. Não conheço pessoalmente o Dr. Hirondino Isaías que atualmente preside à centenária Casa de Trás-os-Montes de Lisboa, a Mãe de todas aquelas que têm o mesmo nome. Dentro e fora da Província de Trás-os-Montes, para acolherem o mesmo tipo de Gente que nasce norte do Rio Douro a partir das suas margens. Nenhuma outra Gente, nenhum outro Povo, nenhuma outra Raça revelou na Diáspora, hoje mais conhecida pela Lusofonia, a ancestralidade lusa. Basta contar as associações, os clubes e as Casas que registaram  como suas. Nelas «põem o ovo», como as galinhas, para fecundarem «pintos caseiros», já que os de aviário não têm pátria, nem eira, nem beira. Só nós temos esse timbre, aposto no umbigo de quem nos traz ao mundo. Inconfundivelmente! Em 1920 foram os seus associados que vieram à Província que os identificava, para ensinarem aos poderosos de Lisboa e arredores, os caminhos da interioridade. Muitos ali nascem, crescem e morrem, sem se aperceberem de que muito do que comem, vai de cá de cima lá para baixo. Vão os melhores vinhos, a melhor batata, o melhor presunto. Vai a energia elétrica dos Rios Cávado, Rabagão, Tâmega e Douro. Vai a inteligência que por lá fica e que gera progresso em quase tudo o que faz. Vão: o vinho do Porto, o néctar do Douro, o Moscatel de Favaios! O mel do Larouco.
Essa viagem organizada, começou em 1920. Voltou em 1941. Nela apresentou Miguel Torga o texto que se proverbiou «o Reino Maravilhoso». A III Jornada, deveria ter sido em 1960, Mas houve fatores exógenos que o foram adiando, até 2002. Em dez páginas do III Volume do dicionário dos mais ilustres Transmontanos (58/68) diz-se tudo de quem, do que e para que lá estiveram cerca 1.200 congressistas. Escrito e assinado por quem fez parte dessa nunca igualada manifestação de Transmontanismo. Estão vivos: o autarca que mais fez pelo Congresso, quem mais o divulgou desde aos anos oitenta, os dirigentes das diversas (sete) Casas Regionais. Das várias conclusões algumas cumpriram-se. Outras ficaram engavetadas. Uma delas era o IV congresso que ficara marcado, de cinco em cinco anos. Já passaram 16. Vai acontecer em Maio próximo. Será a 98 anos do primeiro. O programa ainda não está concluído. A última edição decorreu em Bragança e envolveu 1.200 inscritos. Foram três dias. Aí se anunciaram as conclusões, a primeira das quais era a de realizar o congresso de 5 em 5 anos. Já lá vão 16 anos. Quem desta vez lançou o repto foi mais pragmático: dá-se sequência ao evento e, faz-se fora do espaço geográfico, porque as técnicas online permitem hoje, o que, em 2002, ainda era uma espécie de miragem. A Casa-Mãe permite cumprir a parábola: se Lisboa não vai a Montanha, vai a Montanha a Lisboa. Continuará Lisboa a parasitar da Província e a Província a manter a capital. Mas este é o destino de uma sociedade anquilosada, submissa, serviçal.
Assim se cumpra e se repita em 2020 quando se completar o século. Mesmo que seja organizado a nível restrito para evitar verbas de que tanto se fala para megalomanias, mas que vão parar a eventos de que se perde o rasto. Nunca doam as mãos à Casa Mãe de Lisboa e aos seus atuais corpos diretivos.