segunda-feira, 10 de agosto de 2026

A quem interessa propagar mentiras e travar o desenvolvimento da Borralha e de Portugal?

 


Avelino Arantes Pinheiro*

Diário de Trás-os-Montes


Há mentiras que circulam com aparência de causa nobre. Uma delas procura propagar a ideia de que todo o  projeto mineiro é, por definição, uma ameaça ao território. É uma narrativa fácil de espalhar, porque se alimenta do medo. Usa palavras fortes, imagens de destruição e ameaças à água, à saúde, aos animais, às aldeias e ao futuro. Mas raramente aceita discutir factos, distinguir passado de presente ou separar uma exploração antiga, feita noutros tempos e com outros padrões, de um projeto moderno, acompanhado, fiscalizado e sujeito ao cumprimento rigoroso de regras ambientais muito exigentes.

As regiões do interior conhecem bem o preço da falta de oportunidades. Conhecem a perda de população, a saída dos jovens e a dependência de decisões tomadas longe do território. Por isso, quando surge um projeto capaz de promover emprego, formação, investimento e dinamização económica, ele não pode ser condenado com base em distorções e alarmismo. 

A questão da água é um bom exemplo de como a desinformação pode contaminar o debate público. Não é correto apresentar o projeto da Mina da Borralha como uma ameaça inevitável aos rios e à saúde pública quando a água a utilizar no processo virá das zonas inundadas da antiga mina e será reutilizada em circuito fechado, com tratamento, controlo e monitorização contínua, sem descargas de água industrial no ambiente.

Importa ainda sublinhar que a Borralha tem um passivo ambiental herdado da antiga exploração mineira, encerrada há 40 anos. Esse passivo existe e não foi criado pelo projeto atual. Pelo contrário, a nova fase prevê a recuperação de áreas degradadas, devolvendo ao território uma relação mais responsável com a sua própria história mineira.

Também é enganador reduzir o tungsténio a uma imagem sombria e parcial. Trata-se de uma matéria-prima crítica para a indústria moderna, utilizada em ferramentas de corte, equipamentos de elevada resistência, componentes eletrónicos, tecnologias industriais, energéticas, digitais, aeroespaciais e também em sistemas de defesa. Escolher apenas uma utilização, ignorando todas as outras, não é informar. É tentar manipular.

A Europa fala frequentemente de autonomia estratégica, transição energética, indústria tecnológica e redução da dependência externa. Mas esses objetivos exigem matériasprimas, produção e responsabilidade sobre a origem dos materiais que sustentam a vida moderna.

A verdadeira sustentabilidade não consiste em fingir que a economia não precisa de materiais, mas em produzir melhor. A população tem o direito de exigir garantias, acompanhar cada etapa e exigir o cumprimento dos compromissos assumidos. O que não contribui para proteger o território é criar cenários catastróficos com falsas certezas. É por isso que a participação da comunidade é essencial. A Mina da Borralha conta com uma Comissão de Acompanhamento, uma entidade autónoma e independente, criada para permitir que representantes locais acompanhem o projeto, coloquem questões, transmitam preocupações e tenham acesso a informação ao longo do processo. Conta também com um Centro de Informação, pensado para aproximar o projeto da população, esclarecer dúvidas e garantir que o debate se faça com dados, não com rumores.

Os canais de transparência e diálogo estão abertos. Ainda assim, há quem prefira alimentar o medo em vez de contribuir para uma discussão séria sobre o futuro da região. As riquezas do solo português não devem ser vistas como uma condenação, mas como uma possibilidade concreta de valorizar o território e criar melhores condições para as comunidades que durante demasiado tempo foram esquecidas. 

A quem interessa que a Borralha continue prisioneira de narrativas que tratam o interior como cenário de ameaça, e não como lugar de futuro? Portugal precisa de debater os seus recursos com seriedade. E a Borralha tem o direito de discutir o seu futuro com base na verdade.

 

*Avelino Arantes Pinheiro
Geólogo, Professor e diretor do projeto da Mina da Borralha.

 FONTE: https://www.diariodetrasosmontes.com/cronica/a-quem-interessa-propagar-mentiras-e-travar-o-desenvolvimento-da-borralha-e-de-portugal


Na Suíça trabalha-se.

 

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Das fragas ao mar

 

domingo, 9 de agosto de 2026

Gravuras do Côa e as suas gentes




 

Roças já são Património da Humanidade.

 

Faleceu a Drª Elsa Moreira

 Estimada(o) Consócia(o),


Apesar da luta que travava há mais de 3 anos, a Dra. Elsa Moreira partiu para o eterno descanso na manhã deste sábado!
A Dra. Elsa Vera Moreira tinha 76 anos, era Natural de Mogadouro, e era Licenciada em Filologia Germânica. Poliglota. Foi vice-presidente da CTMAD e integrou várias direções. Fazia parte da Tertúlia Transmontana e era colaboradora da Rede Refood!
A direção da CTMAD lamenta esta perda e reconhece a dedicação, o empenho e o amor que tinha pela Nossa Casa, onde se entregava de corpo e alma nas atividades que se envolvia procurando dar sempre o seu melhor, principalmente na área da cultura!



Quando se demitiu da direção, há cerca de 3 anos, algo já não estava bem com a Dra. Elsa! Andava mais nervosa do que era costume, algo a preocupava e havia alguma coisa que não estava bem com ela! E de facto 3 meses depois da sua demissão descobriu que tinha um cancro em estado bastante avançado!
Apesar das diversas cirurgias e tratamentos, a doença foi mais forte que esta transmontana dos sete costados, visto que era uma mulher de luta e não torcia em nenhuma situação!
Mulher de convicções fortes e que deixa um legado na Nossa Casa que deverá ser reconhecido por todos aqueles e aquelas que trabalharam com ela de perto!
O corpo da Dra. Elsa Moreira irá estar na Igreja de Benfica, na segunda-feira, entre as 15h00 e as 19h00! A morada da igreja segue em anexo! [
Estrada de Benfica, nº 662, Lisboa, portugal, 1500-267 ]
Depois segue o cortejo fúnebre para a sua terra natal que é Mogadouro!
O funeral será em Mogadouro na terça-feira, pelas 10h00, onde será sepultada na campa dos seus pais!
Que descanse em Paz e que a Terra lhe seja leve!


Saudações Transmontanas e Alto Durienses

          A Direção da CTMAD

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Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro

Campo Pequeno, 50 - 3º Esq.

1000-081 Lisboa

http://ctmad.pt/

 

E se as férias não forem sempre felizes?

 

O Asilo Duque de Bragança, actual Lar de S. Francisco

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