Tempo caminhado
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terça-feira, 8 de setembro de 2026
121 anos! - CTMAD - Lisboa
Estimada(o) Consócia(o),
Por ocasião da comemoração dos 121 Anos de Vida da CTMAD, vamos entregar no próximo dia 26 de setembro de 2026 os diplomas aos sócios com 25 e 50 anos de associativismo!
Ver Lista 25 anos
Ver Lista 50 anos
O aniversário da Nossa Casa vai ter lugar no local da obra da Nova Sede, na Rua Fernão Mendes Pinto, 54, que contorna a Rua Damião de Góis, 1-3, em Belém.
Programa
11h30 - Missa pela alma dos sócios já falecidos, familiares e amigos da CTMAD;
12h30 - Entrega da Distinção ao padrinho da Nova Sede e 5 prémios de mérito a 5 sócios da CTMAD;
13h00 - Almoço volante com entradas, caldo verde, porco no espeto, mesa de frutas da época, bolo de aniversário e bebidas. Custo 30,00 €;
14h30 - Entrega dos prémios aos sócios com 25 e 50 anos;
15h00 - Animação musical;
16h30 - Bolo de aniversário;
Além disso, informa-se que o programa oficial do Aniversário da Nossa Casa seguirá em breve!
Saudações Transmontanas e Alto Durienses
O Presidente da CTMAD,
-Hirondino Isaías-
Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro
Tel: 217939311 Tlm: 916824293
Campo Pequeno, 50 - 3º Esq.
1000-081 Lisboa
http://ctmad.pt/
segunda-feira, 7 de setembro de 2026
Pela capital da Beira Baixa
Este belo
texto sobre Castelo Branco é enviado a pensar no amigo e companheiro na
meninice e juventude, Manuel Daniel Martins. Também saúdo a douta Professora
Antonieta Garcia. Já agora sugiro que façamos um Encontro de ex-Maristas em
Castelo Branco. Acredito que até teríamos um momento cultural polifónico
proporcionado pelo grupo do Daniel. Fica o desafio. Leiam o texto anexo.
Saudações amigas.
Jorge Lage
O PEQUENO MUNDO DA NOSSA TABERNA
Por Leonel Dias
Por ocasião da passagem do meu 75º aniversário, o lagoaceiro Elmiro Barbeiro (O Miro, filho do António Cinco, da Rua da Rebola), em boa hora, ofereceu-me a obra “O PEQUENO MUNDO DA NOSSA TABERNA” – (histórias de vidas e comeres numa taberna transmontana), da autoria de FERNANDO CALADO, licenciado em Filosofia e Professor aposentado, natural de Milhão, Bragança.
Quero partilhar no Grupo de Amigos de Lagoaça o quanto achei importante esta Obra e exortar os Amigos da leitura, que não a conheçam, a lê-la e permitam-me que justifique a importância da mesma.
A ação desenrola-se numa taberna, de uma qualquer aldeia transmontana, considerando o autor que “a taberna é um lugar mágico onde há de tudo na promiscuidade da fartura que delicia os olhos, para desconsolo dos que nada têm.” Através da taberna, ponto de encontro da comunidade, centro da vida social e retrato da vida quotidiana da aldeia, local de convivência, de socialização e partilha de saberes e de fortalecimento de laços comunitários, FERNANDO CALADO, oferece-nos um belo romance de memórias e de defesa da verdadeira Cultura rural transmontana, onde marcam presença a solidariedade, o mundo do trabalho, os costumes, as tradições, as notícias, as experiências e os saberes.
Na Obra estão presentes os usos e costumes de um mundo rural, a valorização da gastronomia da região, funcionando como fatores culturais, ao mesmo tempo que reflete e destaca as dificuldades da vida antiga, os sacrifícios passados, a dureza do dia a dia, enaltecendo, como contrapartida, a solidariedade entre gentes e nunca negada. Numa mistura, extraordinariamente bem conseguida, de episódios bem interessantes das suas gentes (a chegada do circo, o professor que por desgosto de amor se dedicou ao vinho, a emigrante retornada à aldeia, o revisor da camioneta, o contrabando, a passagem de Humberto Delgado (?) pela taberna, etc.) e memórias que refletem a riqueza da génese humana, a cultura e a gastronomia, sempre presente, de uma aldeia de Trás-os-Montes.
É este mundo que, progressivamente, desaparece pela desertificação das aldeias e pelo envelhecimento da população que, mais uma vez, como sucede no “Canto do Cisne”, preocupa o Professor de Milhão.
FERNANDO CALADO, teimosamente, e bem haja por isso, preocupa-se com a preservação de um universo rural, marcadamente cultural, infelizmente, em vias de desaparecimento e expressa-o: “ O nosso soto, a nossa taberna, a nossa casa, o nosso forno… caíram… o pão é somente pão… nesta tristeza de quem assiste, paulatinamente, ao cair do nosso soto, da nossa taberna, da nossa casa… ao cair da vida… nesta noite quente… transmontana… não chores! … o fim é sempre um novo começo! … estamos a caminho!”
Obrigado, Professor FERNANDO CALADO, por esta partilha de saberes, pelo grito de alerta deixado aos Homens de hoje e, apesar de tudo, pela réstia de esperança ainda mantida. Julgo ter justificado, Caros membros deste Grupo, a razão, ou as razões, pela qual este Livro é imprescindível.
domingo, 6 de setembro de 2026
Livro Novo - «História Moderna do Sport Clube de Mirandela »
Livro Novo - «História Moderna do Sport
Clube de Mirandela » –
Em terras do Interior Transmontano não é fácil o trabalho na área do desporto
dar muitos e bons frutos. Tem que se trabalhar muito mais do que no litoral.
Até o Grupo Desportivo de Chaves, clube que nos representa a todos, já teve
melhor dias.
O SCM no ano do seu Centenário baixou de
divisão, indo parar ao futebol regional. Foi um centenário modesto, segundo
alguns associados que tomaram parte.
Diz-se que até para a atribuição de sócio número um, que estava vacante,
não se teve em consideração o associado mais antigo como sócio e ter-se-á
inventado um critério que não dignificará ninguém. As assembleias-gerais apenas
têm de cumprir o correcto ou ratificá-lo.
Ainda há quem espere para que a legalidade seja reposta. Mas são apenas reparos que se ouvem e que apenas damos eco, por querermos o bom entendimento e dignidade de todos os mirandelenses.
Voltando ao livro, no «Epígolo» a
terminar refere os sócios mais antigos de SCM: Armando Figueiredo Sarmento,
José Sales Golias, José Gonçalves, Alberto Pereira, Mário Machado, Rogério
Romão, Rui Barreira, Martinho Pires e Fernando Cunha. Quanto a mim, é uma
chamada de atenção, porque um deles, o mais antigo deste bom naipe, deveria ser
o sócio n.º um. Um desconforto.
Mas na nota do livro, «História Moderna
do Sport Clube de Mirandela (Contributos) 1926-2026 Centenário», com uma
edição limitada a 25 (vinte e cinco) exemplares, de Maio 2026, editora 5
Livros, sendo autores os mirandelenses, Jorge Sales Golias e João Lima Rocha.
Este livro raro tem 220 páginas, bem documentadas onde se privilegiou a
fotografia, em especial das várias equipas, dos escalões de futebol. Na «Nota
de abertura», informa-se que em 2019, foi lançado o volume da «História Antiga»
(abrangendo a vida do SCM de 1926 até 1976), e, neste novo volume, baliza o
período de 1977 até 2026. Como as dificuldades em obter documentação foram
imensas e algumas incompreensíveis, este volume faz referência a «Contributos»,
não pretendendo ser uma «História» acabada. Ficamos a saber que o SCM é o mais
antigo clube do Distrito de Bragança e que ante já havia três clubes de futebol
em Mirandela, continuando os mesmos a proliferar até aos doze clubes e se lhes
somarmos mais um de Golfeiras e dois da Vila da Torre Dona Chama, terá havido
no concelho 15 (quinze) clubes de futebol. Contudo, acrescente-se que quase
todas as aldeias, grandes e pequenas, tiveram o seu clube de futebol (lembro-me
bem do clube da minha aldeia, Chelas), terá havido no concelho de Mirandela,
dezenas de equipas, até para o futebol da areia se formaram grupos de futebol,
dinamizado pelo popular Arquitecto Albino Mendo. Um pormenor, o Clube que se
criou a seguir no distrito foi o Grupo Desportivo de Bragança, mas 17 anos
depois. Nas fotografias, desta obra, destaca-se a arrojada e bela sede do SCM,
no Parque Império, alguns futebolistas marcantes e dirigentes. Cada fotografia,
cada legenda, cada equipa são belas páginas de livros memoriais dentro deste
livro documental que os autores foram tecendo e oferecendo aos leitores
interessados. Também, a compilação e reprodução de recortes de jornais dão uma
perspectiva mais abrangente e completada e roles de nomes de jogadores. Fica-se
com a ideia que o SCM viveu os seus momentos de glória, principalmente quando
as camadas jovens eram campeãs distritais e os séniores quando militaram na
segunda divisão, no final do século XX e primeiros anos do século XXI,
coincidindo com a presidência do Município de José Silvano. O guarda-redes,
Eduardo Carvalho, terá sido a estrela maior do SCM de todos os tempos pelos
feitos chegando à selecção nacional de futebol. Ainda no «Epílogo» do livro
destacamos: «Por aqui (SCM) passaram as mais ilustres gerações de
mirandelenses que amavam a sua terra (…)». Referiam-se os autores as várias
instituições que sempre quiseram o melhor para Mirandela e os Mirandelenses. O
livro pode ser solicitado à editora «5 Livros»: info@5livros.pt
ou 919455444. Parabéns aos autores, Jorge Sales Golias e João Lima Rocha, por
mais esta bela obra e os maiores êxitos para Sport Clube de Mirandela e seus
Dirigentes.
Jorge Lage
06SET2026


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