quarta-feira, 29 de julho de 2026

A narrativa escondida no "caso" Luís Neves

Jorge Silva Carvalho X

@JMJSCarvalho X

15h

Voltemos ao “caso” Luís Neves, agora que alguns factos permitem ver o que a narrativa escondia.

A galera foi apresentada como a peça decisiva.

Precursores de droga no estaleiro do empreiteiro amigo do ministro. A insinuação era clara, ainda que nunca provada: corrupção, favores, uma relação privilegiada entre o ministro e quem lhe fazia obras.

Vejamos o que os factos revelaram. Um bem apreendido num processo entre milhares.

Uma ordem judicial de destruição de material químico que não foi cumprida, por uma razão prosaica: a PJ não tinha os cerca de 144 mil euros que a destruição custava, o parque estava sobrelotado, e a Marinha pressionava pela retirada urgente.

No meio dessa penúria logística, uma solução improvisada e menos boa. Nada disto é corrupção. É a debilidade material de um Estado que não tem meios para destruir o que apreende.

Ou seja: aquilo que foi vendido como escândalo indiciando compadrio e até corrupção parece ter sido, afinal, um expediente administrativo.

E aqui está o ponto que interessa reter.

Este processo da galera, em si mesmo, não tinha relevância nenhuma. Seria um entre milhares de idênticos casos administrativos que nunca veriam a luz do dia, porque não interessam a ninguém.

Só ganhou existência pública porque foi útil.

Não foi escolhido por importar. Foi escolhido por servir, como munição na narrativa contra um ministro.

Reparem no que sobrou depois de a investigação avançar.

Quando uma suspeita séria de corrupção se confirma, sobra corrupção.

Desta, o que sobrou foi uma discussão sobre se a PJ demorou a esclarecer. A montanha deu à luz um rato. E essa desproporção, entre o estrondo anunciado e o que resta, é o veredicto sobre a natureza da operação.

Mais revelador ainda é o que se passou quando a narrativa caiu.

Em vez de se reconhecer que a premissa era desproporcionada, hoje muitos deslocaram a culpa para a Polícia Judiciária, por não ter sabido, por ter demorado.

Mas exigir que a direcção de uma polícia conheça, em tempo real, o destino de cada bem apreendido entre milhares de processos não é escrutínio.

É censurá-la por ser uma instituição normal. É procurar um novo culpado para manter o ruído depois de a acusação original se ter desfeito.

Seja qual for a boa-fé de cada um, e admito que alguns tenham sido instrumentalizados pelas suas fontes, o padrão é o mesmo.

Lançou-se o estrondo. Os factos desmentiram-no. E, em vez de se admitir a desproporção, procurou-se outro alvo para não calar o barulho.

A isto não se chama jornalismo de investigação. Chama-se construção de uma narrativa. E uma narrativa que se desfaz ao primeiro contacto com os factos nunca teve por objectivo informar. Teve por objectivo ferir.

Posso estar equivocado, e ainda surgirem mais historietas como a da galera, mas creio que veremos por aí muitas ações para garantir uma saída airosa a muita gente envolvida na construção da narrativa.

Nova antologia de poesia da Oxalá Editora reúne 25 autores da diáspora

Já se encontra disponível a “6.ª Antologia de  Poesia – Poetas na Diáspora”, uma obra que volta a reunir vozes da lusofonia espalhadas pelo mundo, confirmando a vitalidade da criação literária em língua portuguesa além-fronteiras. A edição, coordenada pela colunista do BOM DIA São Gonçalves e publicada pela Oxalá Editora, apresenta  poemas de 25 autores residentes em vários continentes, num retrato da diversidade cultural e da riqueza da  poesia produzida pelas comunidades lusófonas emigradas. 

Entre os autores participantes destacam-se vários colunistas do jornal BOM DIA, reforçando a forte ligação do periódico à promoção da cultura e da literatura de expressão portuguesa na diáspora. Integram esta edição António Magalhães (Reino Unido), Eduarda Macedo (Luxemburgo), Luísa Semedo (França) e Rúben Castro Bélgica), colaboradores e colunistas regulares do BOM DIA.

FONTE:https://bomdia.eu/nova-antologia-de-poesia-da-oxala-editora-reune-25-autores-da-diaspora/


A imprensa portuguesa (salvo raras excepções) tem estado do lado dos terroristas...

 

Acerca do islamismo terrorista na Alemanha e na França



 



segunda-feira, 27 de julho de 2026

Os 900 anos de Portugal merecem esta ambição

Há datas que pertencem ao calendário. E há datas que pertencem à alma de um povo. Os 900 anos da fundação de Portugal inserem-se claramente na segunda categoria. Não estamos perante mais uma efeméride. Estamos perante um momento raro, daqueles que acontecem apenas uma vez em muitas gerações e que obrigam o país a olhar para a sua própria identidade.

É precisamente por isso que merece ser saudada a forma como a Câmara Municipal de Guimarães tem encarado esta celebração. Sendo o Berço da Nação, seria fácil limitar-se ao simbolismo do lugar. Em vez disso, optou por dar profundidade às comemorações, procurando transformá-las num espaço de reflexão sobre Portugal, a sua História e o seu futuro. 

FONTE:https://bomdia.eu/os-900-anos-de-portugal-merecem-esta-ambicao-2/

Sic transit gloria mundi

 

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