quinta-feira, 18 de outubro de 2018

O sorteio do processo marquês e o estado podre da Nação!


O artigo de Cristina Miranda, publicado a 29 de Setembro no blogue Blasfémias, levanta questões preocupantes sobre o estado de corrupção da Nação Lusa.
Sabe-se, por um estudo feito em 2015 que Portugal é um dos países mais corruptos do mundo civilizado, ou seja, do mundo Ocidental (com alguns acréscimos de países asiáticos). As instituições estatais estão amplamente corrompidas, e os cidadãos, individualmente, estão manietados, perante as armadilhas “legais” que os não deixam agir. Neste caso concreto, só o próprio Estado pode intervir com LEIS adequadas para aniquilar a corrupção. E aqui, só o Presidente da República pode mudar os esquemas montados pelos do costume.
A dado passo, Cristina Miranda afirmava: “Agora, para a nomeação de um novo juiz, foi um sorteio electrónico para duas pessoas apenas, completamente viciado, onde só à quarta tentativa deixou de dar “erro”. 
É claro que o português comum e pouco informado não deu pela pirataria. Não sabe que basta colocar um algoritmo que rejeite o nome que não se pretende, sinalizando-o como “erro”, para assegurar o resultado pretendido. Não entende que não foram erros mas sim 4 tentativas para obter o que desejavam. O que eles não previram foi que por TRÊS VEZES o computador escolhesse o nome de Carlos Alexandre e por isso houve uma sucessão escandalosa de “erros” que não o foram e com os quais ficaram desmascarados. Este programa informático devia ser imediatamente investigado sem demoras! Ficou clarinho a movimentação tentacular que já vem de trás para safar o peixe graúdo entalado e bem, nas malhas da justiça”.
Munidos da prudência necessária que se impõe neste tipo de denúncia, deixámos a seguinte nota: Sobre o Juiz Ivo Rosa, não temos opinião formada. O que nos levou a publicar este escrito de Cristina Miranda foi o comentário que a autora fez sobre o sorteio electrónico (que sublinhámos a negrito e a vermelho). Se isso é verdade, é gravíssimo para o sistema democrático e para o quotidiano no cidadão comum! Iremos averiguar a veracidade da afirmação de Cristina Miranda, e se assim for, ainda esta semana faremos um comentário com alguma profundidade sobre a questão”.
Guilherme Leite gravou dias mais tarde um vídeo onde denunciava a questão levantada por Cristina Miranda. Já eram dois. Mas nada em absoluto.
Ontem, foi o próprio juiz Carlos Alexandre a levantar suspeitas de manipulação no sorteio. Surgiram notícias que estará sujeito a inquérito por isso, mas a associação dos magistrados, veio já dizer que, perante as afirmações do juiz Carlos Alexandre, tem, forçosamente, que se averiguar se o processo foi correcto!
Perante este andamento de factos, já é possível fazer um curto comentário sobre a questão.
Os sorteios para as magistraturas não são de hoje, são de ontem. Aliás, é ainda a melhor forma de conduzir um processo com Justiça, desde que não seja manipulado. Na Grécia Antiga utilizava-se este processo para eleger os magistrados de entre todos os cidadãos – do rico ao pobre. Mas era com um saco que continha pedras pretas e brancas. Não havia qualquer hipótese de manipular (melhor dizendo, corromper) o processo. E utilizava-se para vários magistrados, não apenas para dois!
Mas melhor do que nós, Aristóteles explica-o no seu livro Política, no Livro VI, no ponto sete das regras da democracia: “ sortear as magistraturas ou na totalidade, ou então só as que não exijam experiência ou habilitação; não estipular qualquer nível de riqueza para se aceder às magistraturas, ou então estipular um limiar muito baixo (…); atribuir a administração da justiça a todos os cidadãos escolhidos de entre todos, discernindo as questões em litígio ou a maioria delas, e entre essas as mais importantes e decisivas, como sejam, por exemplo, as relacionadas com a fiscalização de contas públicas, com a constituição”.
Tudo isto, com ricos e pobres em pé de igualdade, em termos éticos e numéricos.


Se houve manipulação no sorteio, a responsabilidade é de quem governa o país. E o Presidente da República (com o apoio da sociedade civil) deve, quanto antes, actuar com firmeza para que as instituições do Estada não sejam propriedade, não do Estado, mas de meia dúzia de amigalhaços que definem os interesses comuns (gerais), em função do seu próprio interesse, prejudicando cidadãos e comunidades! Em concreto a Nação!

Banksters - Marc Roche


Por que é tão difícil a reforma do sistema financeiro? É esta a questão central deste livro.
O mundo mudou a 15 de setembro de 2008, com o colapso do banco Lehman Brothers. Desde esse momento, os governos, os reguladores, bem como os meios financeiros, repetem como um mantra: «Nunca mais». As autoridades dispõem agora de mecanismos para descobrir e punir os abusos. Pelo menos do exterior. Porque no fundo, muito poucas coisas mudaram. Continuamos a caminhar sobre um vulcão que pode entrar de novo em erupção apesar das medidas para o impedir.

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

"Romanceiro da Castanha" brevemente nas livrarias



O volume só estará disponível depois do dia 25NOV2018.

O pedido deve ser feito para; Tipografia – Oficinas de S. José,geral@oficinasaojose.pt, 253693554, Rua de S. Brás, n.º 1, 4710-073 BRAGA.

“ Do Amor e da Guerra" , da autoria de Manuel Veiga na CTMAD


Cara/o Associada/o,

A Direção da  Casa de Trás-os-Montes e Alto-Douro,  tem o  prazer de  a/o convidar para a assistir à sessão  de  apresentação  do  livro : “ Do Amor e da Guerra" , da autoria do Dr. Manuel Veigaa realizar no próximo dia 25 de Outubro, quinta-feira, pelas 18.00 horas , na sua Sede, Campo Pequeno, N.º 50, 3º Esq.,em Lisboa.
A apresentação do citado  livro que recria a realidade vivida por toda uma geração de portugueses , na guerra colonial , será feita  pelo escritor,  Modesto Navarro.
Modesto Navarro
No final será servido um " Douro de Honra".
Contamos com a sua presença,

A Direção
Saudações Transmontanas e Durienses
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Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro

Campo Pequeno, 50 - 3º Esq.
1000-081 Lisboa

Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro de Lisboa, homenageou Comandante Carvalho Araújo, herói da I Grande Guerra

Familiar do Comandante Carvalho Araújo, Presidente da Direcção da Agremiação (Dr. Hirondino Isaías), Presidente da Assembleia (Dr. Jorge dos Santos).

Por ocasião do Centenário da Morte do Comandante Carvalho Araújo, a Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro realizou ontem, terça-feira, pelas 18h00, uma Sessão na sua sede em LISBOA, onde foi descerrada uma placa evocativa ao Herói Transmontano. Foram proferidas várias intervenções sobre o que aconteceu em 14 de Outubro de 1918, perto da Ilha de São Miguel, Açores.
Nesta Sessão estiveram presentes alguns familiares directos do Comandante Carvalho Araújo. E a seguir foi servido um jantar com um custo de 10,00 € para todos aqueles que quiseram confraternizar com a família do Comandante Carvalho Araújo, oriundos de Vila Real.







terça-feira, 16 de outubro de 2018

Novo Secretário de Estado!


Cara(o) Consócia(o),
É com natural satisfação que tivemos conhecimento de que o Professor Doutor Sobrinho Teixeira, Ex. Presidente do IPB Bragança, foi nomeado para Secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.
Além do Primeiro - ministro de Portugal reconhecer todo o trabalho que o Professor Doutor Sobrinho Teixeira fez pelo Instituto Politécnico de Bragança, reconhece que em Trás-os-Montes e Alto Douro existem pessoas com muito valor!
O Professor Doutor Sobrinho Teixeira esteve no IV Congresso de Trás-os-Montes e Alto Douro e fez uma das melhores intervenções na área que ele agora vai ser responsável em termos de Secretaria de Estado! A sua intervenção ficou registada no Relatório que foi feito por ocasião do IV Congresso de TMAD que neste momento se encontra na posse do Primeiro-ministro!
Por tudo isto, a Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro fica satisfeita pelo reconhecimento público que foi feito a este Transmontano!
Saudações Transmontanas e Durienses

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Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro
Campo Pequeno, 50 - 3º Esq.
1000-081 Lisboa

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Agustina

Agustina

por Pedro Correia - Delito de Opinião
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Agustina Bessa-Luís, romancista maior da língua portuguesa, nasceu faz hoje 96 anos. Será motivo para celebração na intimidade familiar a que se recolheu e é seguramente motivo para todos nós, seus leitores, lhe desejarmos votos de felicidade pessoal, certos como estamos de se tratar de alguém que ainda em vida já cruzou o portal da perenidade – algo que muitos ambicionam mas raros alcançam.

O relatório que não o chegou a ser ... Uma vergonha


OBSERVADOR



A jornalista da Sábado contactou a Comissão Europeia contra o Racismo e a Intolerância. Queria saber que manuais portugueses tinham sido consultados por aquela comissão. A resposta foi: nenhum. 
Não houve jornal, rádio ou televisão que imediata e prontamente não desse conta desse enviesamento dos manuais de História. Lendo por esses jornais fora os excertos do dito relatório europeu  quase se era levado a acreditar que os manuais escolares portugueses omitiam o papel de Portugal no tráfico de escravos.
Os ingredientes do caso eram os do costume: um relatório produzido por uma das muitas instâncias europeias cuja assertividade é inversamente proporcional ao conhecimento que se tem dela vem fazer uma recomendação de imediato tida como um dogma. A instituição em causa é a ECRI – Comissão Europeia contra o Racismo e a Intolerância, um órgão de monitorização do Conselho da Europa. Na verdade não se trata de uma recomendação mas de inúmeras recomendações. Mas vamos em primeiro lugar à recomendação sobre os manuais de História que, segundo a ECRI, deverão mudar a “narrativa da História” que continua a ser transmitida aos alunos.”
À partida instala-se de imediato um desconcerto ao ler estas notícias pois folheando os manuais em causa constata-se que eles tratam de facto desses contributos e das consequências da escravatura. E tratam de uma forma equilibrada. Foi esta evidência que levou o professor Paulo Guinote (autor dos blogues Educação do Meu Umbigo e O Meu Quintal)a afirmar sobre os membros da ECRI: “Parece-me que não devem ter visto os manuais em causa.”
A hipótese de Paulo Guinote pode parecer inicialmente disparatada: é lá possível que uma instituição cujos membros dizem possuir uma “elevada autoridade moral e reconhecida competência para tratar dos problemas do racismo, discriminação, xenofobia, anti-semitismo e intolerância” produzisse um relatório sem ter efectuado uma pesquisa vasta e profunda sobre os manuais escolares em vigor em Portugal? Mas admitindo que não tenham visto todos os manuais talvez tenha sido mal seleccionada a amostra que lhes forneceram…
Com estas ou outras perguntas na agenda a jornalista da Sábado, Maria Henrique Espada, contactou a ECRI. Queria saber que manuais tinham sido consultados por aquela comissão. A resposta foi: nenhum.
Custa a acreditar mas é mesmo assim: a fazer fé na revista Sábado a ECRI não consultou manual algum. O relatório e as recomendações da ECRI resultaram das informações recolhidas pelos membros daquela comissão nas reuniões que mantiveram com ONG durante uma visita a Portugal. Nova pergunta da Sábado: quem integrava a delegação da ECRI nesta visita a Portugal e com quais ONG se reuniram? Resposta da ECRI “regras de confidencialidade” impedem que se identifiquem as ONG contactadas e quem integrava a delegação.
Portanto uma delegação constituída não se sabe por quem veio a Portugal reunir com quem não podemos saber e o resultado foi um relatório que entre outras coisas concluiu que os manuais de História têm de ser corrigidos. Também com base em tais extraordinárias fontes conclui a delegação da ECRI que a PSP está infiltrada pela extrema-direita e que o ex-líder do PSD, Passos Coelho, teve uma atitude racista quando a propósito das alterações à lei da emigração declarou que não queria “qualquer um a viver em Portugal.
Inicialmente o relatório da ECRI (vale a pena ler para perceber  admirável mundo novo que nos espera) foi visto como um documento cheio de lapsos (recomenda-se este Conversas à Quinta) e acusando ignorância a cada linha: é óbvio que o tráfico de escravos já existia muito antes de os portugueses chegarem a Àfrica, que os portugueses compraram e venderam escravos e foram eles mesmos escravizados – “treze vezes cativo, dezassete vendido” escreve sobre si mesmo Fernão Mendes Pinto – que não se percebe o comércio de escravos sobretudo na sua fase final de enfrentamento com a Inglaterra se não se tiver em conta a existência de personalidades negras e mestiças como a poderosa comerciante de escravos angolana dona Ana Joaquina, que o comércio de escravos não se restringe a África…
Mas afinal o caso era muito mais grave: a ECRI apresentou como um relatório um documento em que simplesmente transcreve o que ouviu de algumas ONG em Portugal. A isto que já de si é extraordinário junta-se a escolha das ONG (as tais que não podem ser identificadas). Como foram escolhidas essas ONG? Convenhamos que deve ter sido um processo sui generis porque, por exemplo, as ditas ONG que em tudo e mais alguma coisa viram racismo e homofobia em Portugal não parecem ter ouvido falar das agressões de carácter homofóbico na Festa do Avante nem denunciaram “rei mago escurinho” usada por Arménio Carlos  para referir o representante do FMI na troika.
No meio de tudo isto é mais que tempo de se exigirem esclarecimentos à ECRI nomeadamente à representante portuguesa independente na ECRI, Inês Ferreira Leite.  Esta advogada e professora terá sido nomeada para o cargo já o relatório estava aprovado mas isso não impede que seja chamada a explicar o como e o porquê deste alegado relatório. Um documento que fala sem conhecimento de causa e cujas propostas de criminalização e controlo do nosso quotidiano levarão a uma ditadura do pensamento único.

PS. Ainda a propósito de manuais escolares quando se acaba com a falácia dos “manuais gratuitos” no ensino público? Os manuais não são gratuitos: são pagos pelos contribuintes e custam milhões de euros. A  fantasia da gratuitidade acarreta ainda o desinteresse pela reutilização/empréstimo de manuais escolares. O gratuito vai custar-nos caríssimo. 

domingo, 14 de outubro de 2018

Cinza duma esperança




Por JORGE LAGE








Cinza duma esperança

Passa o tempo eternamente,
Mas passa tão apressado,
Que o futuro é já presente,
E o presente é já passado

Neste vaivém inseguro,
Vai vivendo toda a gente,
À espera do futuro,
Para morrer no presente.

Não sou moço nem criança,
Já vou tocando no fim,
Sou cinza duma esperança,
Que morreu dentro de mim.

Em homenagem aos nossos emigrantes - John Teixeira de Medeiros, poeta e escritor emigrante açoriano, em Fall River Heritage State Park, Massachusetts, in Comunidades Portuguesas nos USA.

Jorge Lage – jorgelage@portugalmail.com –25AGO2018

Provérbios ou ditados de Julho:
       Tirar a castanha do fogo com a mão do gato.
       Quem planta no Outono leva um ano de abono.
       Elogio que nos é dado, quanto menos merecido, mais apreciado.
Jorge Lage – jorgelage@portugalmail.com – 25AGO2018

Fotos de Antóno Brito, no jardim interior do Hospital da Luz


Por: Costa Pereira Portugal, minha terra

No jardim interior do Hospital da Luz, em Lisboa, pode ser apreciada uma exposição de fotografias intitulada “Em Busca da Harmonia e da Beleza na Decomposição” de 1 a 19 do corrente mês de Outubro, que tem por autor António Brito. Ao que soube a exposição surge graças a uma selecção de fotos de sua autoria já publicados nas redes sociais e nos grupos internacionais “RUST ART”, “RUSTED ART”, “RUST AVANT GARDE”, “DECADANT AVANT-GARDE ARTITALIA” e “RUSTI-ROUILLE-RUGGINE, MIMIMAL”.
Fui lá esta 6ª-feira, dia 12, e gostei de ver. Embora não seja conhecedor deste ramo de saber, sei apreciar a arte daqueles que a sabem executar.Trata-se de um trabalho de pesquisa muito interessante, onde o autor vai ao pormenor e realça em tipo macro pequenas superfícies metálicas em processo de alteração provocados por corrosão e oxidação. É digna de ser visitada pois também nos dá ocasião de ver fotos de texturas em madeira em que o tempo deixou a sua marca. Como diz António Brito trata-se também de um trabalho “poético no de ser transgressor no momento da criação. As fotografias resultam de uma objectividade do “mundo visível” e a possibilidade de criar abstracções a partir dele”. Façam como eu, passem por lá porque além da excelente Exposição Fotográfica, o passeio é convidativo e muito cultural.