quarta-feira, 29 de abril de 2026

A ARTE DA TALHA EM SANTA MARTA DE PENAGUIÃO - SÉCULO XVIII

Por Maria da Graça


 INTTRODUÇÃO (continuação)

... /...

Na lista de 1320, as igrejas da diocese portuense aparecem divididas em nove terras: Baião, Penaguião, Gouveia e Benviver (juntas), Meinedo, Penafiel, Aguiar, Refojos, Maia e Santa Maria.

A lista das Rationes Decimarum de 1371 menciona Santa Maria, Maia, Refojos, Aguiar e Ferreira, Meinedo, Penafiel, Baião e Penaguião. Ou seja, Ferreira acrescentada a Aguiar de Sousa e Penaguião agrupada a Baião.

É com base nestas cartografias que Domingos Moreira elabora um inventário exaustivo das freguesias desta diocese para os séculos XIV e XV: Porto (civitas e termo), Santa Maria, Maia , Refojos, Aguiar de Sousa e Ferreira, Meinedo Penafiel, Gouveia e Benviver, Baião e Penaguião.

A terra de Baião e Penaguião, segundo Fortunato de Almeida , teria no Período Medievo um número aproximado de 35 freguesias, localizado nos concelhos de Baião (metade), Mesão Frio, Santa Marta de Penaguião, Peso da Régua (outra metade nestes três) e Marco de Canavezes (apenas uma). As fronteiras naturais com a arquidiocese de Braga seriam a Serra do Marão a norte e o rio Corgo a leste. O Mosteiro de Santo André de Ancede pertencia à terra de Baião e pertenciam ao padroado real as igrejas de Barqueiros, Fontes, Medim, Santo Adrão de Sever e, com algumas probabilidades, São Fráusto da Régua. *3

__________

*3 Desta lista consta São Fraústo de Sever. Segundo Fortunato de Almeida, Sever era o antigo nome da Régua. Quanto a Medim figura na lista de 1320. Sobre a questão eclesiástica medieval portuguesa do norte de Portugal consultem-se ainda Augusto Vieira da Silva, Miguel de Oliveira e as monografias pioneiras de Avelino de Jesus da Costa e José Matoso. Ainda sobre esta questão, consultar Bernardo de Sá Nogueira.

__________

O país fora definitivamente organizado em municípios. Contudo, o número de concelhos mostrava-se muito reduzido no Norte. Isso contribuiu para que, durante os séculos XII e XIII se concedessem forais à maior parte das cidades e grandes aldeias (Oliveira A. Marques). Todo este processo de povoamento onde sobressaiu a acção régia, quer através da outorga de cartas de povoamento, quer essencialmente, mediante a concessão de cartas de foral, foi o responsável pela implantação de uma vasta rede de municípios de características específicas que se espalharam por toda a região transmontana (José Marques). Concedidos a pequenos grupos de povoadores recompensando-os pela acção já desenvolvida, estes forais ou cartas de foral, elevaram as localidades rurais pouco populosas à dignidade de município, não dispondo de magistrados próprios, ficando por isso, na dependência administrativa do município em que as terras concedidas estavam integradas ou noutro que lhes tivesse sido designado. Foi o caso de Vilar de Lagoaça (1286), por exemplo, que obteve carta de foral, ficando integrado no concelho a que pertencia. O de Mogadouro. 

Além da acção régia, também a Igreja, em especial a de Braga, teve um papel importante como agente povoador em Trás-os-Montes, pois a esta Arquidiocese pertencia, desde o período suevo, todo este território, até à constituição da diocese de Miranda em 1545, mais tarde designada Miranda-Bragança. Para além da sua actividade normal e tradicional de acção povoadora, a Igreja foi responsável por algumas acções especificamente povoadoras. Uma das mais exemplares foi a conduzida pelo Arcebispo Dom Martinho Geraldes a 27 de Setembro de 1259 que outorga carta de foral de 20 povoadores do couto de Goiães (José Marques). Com as mesmas características foi também outorgada carta de foral ao couto da Régua em 1240 pelos bispos do Porto .*4  Este tipo de aforamentos ou emprazamentos, normalmente atribuídos ao clero e à nobreza pelo rei, eram depois doados em herdades maiores ou menores a vilãos .No termo de Penaguião existem várias dessas  doações (Armando Palavras). E deles surgiu a formação de muitos concelhos. ... ... ...

_____________

*4 - ADP, Pergaminho nº 4cx. 1867, Mitra do Porto (foral do couto da Régua). Este foral foi atribuído a vários povoadores como Miguel de Matos, Gomes Paes e Maria Gosendo. Pagavam de renda anual a sexta de pão e o quarto de vinho e do linho

... ...

... continua 

 

“o Maio é doudo” .


Amanhã é o dia de colocar Maias ou Maios nas portas e janelas das casas e até nos carros e bens.
Também é dia de comer “Castanhas Maias” na manhã do Primeiro de Maio, antes de nascer o Sol para o diabo não entrar no corpo.
No Município da Sertã ainda encontrei pessoas que, de 30 de Abril para um de Maio, dormiam com uma castanha pilada (picada, eirada, seca, ….) na boca. Porque dia um de Maio todos deviam ter uma castanha na boca antes de nascer o sol e comê-la. Também podem fazer seiva… E aí entraria o amigo António Mosca, com o seu belíssimo livro “Quem me dera para lá daqueles Montes”.
Assim, mesmo não citando o meu livro “As Maias entre Mitos e Crenças”, envio-vos, em anexo, um bom texto de Luísa Teixeira, tirado o jornal “Ecos de Basto”.
Se virem o meu texto num alfarrabista ou livraria, porque está esgotado, tem lá também das melhores receitas de doces algarvios e outras, para o primeiro de Maio.
Então raminhos de Maias ou giestas Maias à porta, na varanda ou janela, porque “o Maio é doudo” e acredito como o grande Miguel Cervantes pela voz do Sancho Pança: io não crei em bruxas, pêro que las ai, las ai”.
Desde as Terras Raianas da Serra de Monforte de Rio Livre ( livre do rio Tâmega e do Rabaçal ou Mente/Mendo).

Jorge Lage 




Prescrições ...

 

Sim, sou pró-Israel

Não haja dúvidas, Israel é, de certo modo, um pretexto. Para a Europa, a grande ameaça às nossas democracias é a coligação entre os islamistas radicais e as extremas esquerdas

 

João Marques de Almeida - Jornal OBSERVADOR

27 abr. 2026, 00:25

Há três razões que explicam a minha posição a favor de Israel. A primeira resulta, obviamente, do Holocausto. Desde os meus tempos de universidade, o Holocausto foi o acontecimento que mais me impressionou na história do século XX (e foi um século com uma história impressionantes). Li muitos livros e vi muitos filmes sobre o Holocausto. Retirei duas conclusões. Uma, apesar da política nazi sistemática para acabar com os judeus, a Alemanha recebeu a colaboração de vários outros países europeus. O Holocausto teve uma dimensão pan-europeia. A segunda conclusão não me deixa qualquer dúvida. O estado de Israel foi o resultado dos judeus não conseguirem viver em segurança na Europa a partir de 1939. Se hoje muitos no Médio Oriente não aceitam a existência do estado de Israel, parte da responsabilidade é da Europa. Foi o Holocausto que expulsou os judeus da Europa para o Médio Oriente.

A segunda razão do meu apoio a Israel resulta do meu estudo da história de Israel e do Médio Oriente desde 1948. Se hoje não existe um estado da Palestina, a responsabilidade é inteiramente dos palestinianos e de países árabes. Em 1948, uma Resolução das Nações Unidas criou os estados de Israel e da Palestina. Os israelitas aceitaram, mas os palestinianos atacaram militarmente os judeus, não aceitando o estado de Israel. Quando a chamada guerra da independência de Israel terminou, em 1949, os territórios da Palestina ficaram sob a soberania do Egipto (Gaza) e da Jordânia (Cisjordânia). Por que razão o Egipto e a Jordânia não criaram então o estado da Palestina em 1949? Por uma razão muito simples: teriam que reconhecer o estado de Israel e recusaram fazê-lo em 1949. Em vez do estado da Palestina, o Egipto e a Jordânia anexaram, respectivamente, Gaza e a Cisjordânia. Em 1967, o Egipto, a Jordânia, a Síria e o Iraque atacaram Israel. Perderam a guerra e foi então que se iniciou a ocupação israelita dos territórios palestinianos.

O processo de Oslo, que levou à criação da Autoridade Palestiniana, foi a terceira oportunidade para se criar o estado da Palestina. Fracassou sobretudo por causa do Hamas e do Irão. O Hamas começou a dominar Gaza durante a primeira Intifada, em 2000. O maior apoio externo do Hamas foi, desde o início, o Irão. O regime islâmico iraniano nunca aceitou o estado de Israel, até hoje, e considera que essa posição reforça a sua legitimidade política (interna no mundo muçulmano). Tal como o seu financiador e patrono militar, o Hamas também nunca reconheceu o estado de Israel (até hoje). Depois do fim da guerra contra o Iraque, o principal objectivo estratégico do Irão, desde a década de 1990 até hoje, foi impedir a solução dos dois estados.

Além das duas razões históricas, a terceira razão do mau apoio a Israel tem uma dimensão ideológica. O radicalismo islâmico, na sua versão xiita (o Irão) ou na sua versão sunita (Irmandade Muçulmana e Al Qaeda), constitui uma das maiores ameaças à segurança europeia (apesar dos conflitos entre os radicalismos xiita e sunita, são aliados contra o Ocidente). A ameaça à segurança dos países europeus, transformou-se num desafio ideológico aos valores ocidentais quando as extremas-esquerdas se uniram ao radicalismo islâmico (xiita e sunita). A democracia israelita constitui a primeira frente na luta civilizacional contra a aliança dos totalitarismos do século XXI, o radicalismo islâmico e as extremas esquerdas. Tal como, em grande medida, esta coligação totalitária combate Israel porque é o símbolo dos valores ocidentais no Médio Oriente. A luta contra Israel é a continuação do combate à democracia liberal e à economia de mercado na Europa e nos Estados Unidos.

Como pró-israelita, preocupo-me muito com o crescimento do radicalismo religioso em Israel. Constitui neste momento a principal ameaça à democracia israelita. O expansionismo violento na Cisjordânia, com o patrocínio do governo israelita, é inaceitável e afecta a legitimidade de Israel. As ameaças de Netanyahu ao estado de direito também são muito preocupantes. Sei, igualmente, que muitas críticas a Israel, em Portugal e na Europa, resultam das imagens quase diárias do uso da violência israelita em Gaza. Muitas dessas imagens são manipuladas e falsas, mas o uso da violência por parte de Israel é, muitas vezes, chocante. No entanto, é fácil criticar Israel no sossego dos lares europeus. Ninguém sabe como reagiriam os governos europeus se enfrentassem ataques terroristas por parte de um vizinho.

Não haja dúvidas, Israel é, de certo modo, um pretexto. Para a Europa, a grande ameaça às nossas democracias é a coligação entre os islamistas radicais e as extremas esquerdas. É esta coligação que combate os nossos valores e o modo de vida ocidental.

 


Amílcar Falcão e o Humanismo de Fachada

Emanuel Almeida

@VemDeMansinho X

A academia está podre, infiltrada e dominada por comunistas, islamistas, abusadores e anti-semitas.

Texto de Né Ladeiras sobre o sinistro reitor anti-semita da Universidade de Coimbra, Amílcar Falcão.

@camalees

————————————-

Amílcar Falcão E O Humanismo de Fachada

A gestão de Amílcar Falcão à frente da Universidade de Coimbra ficará marcada por uma contradição insuportável. De um lado, temos o Reitor que cultiva uma imagem de vanguarda ética, proibindo carne de vaca nas cantinas pelo bem do planeta. Do outro, temos o administrador que, perante um relatório de centenas de provas de ódio antissemita e ameaças de morte a um aluno, escolheu o silêncio, a negação e a ameaça jurídica.

É difícil reconciliar o discurso de Tolerância Zero da UC com o tratamento dado a Bar Harel. Quando o estudante de doutoramento denunciou pichagens que clamavam por um "segundo Holocausto", a máquina institucional de Amílcar Falcão não activou protocolos de protecção. Em vez disso, assistimos ao que Bar Harel descreveu no The Washington Times como um "encobrimento sistemático".

A rapidez com que a Reitoria adopta causas mediáticas e politicamente correctas contrasta violentamente com a passividade perante a perseguição de um aluno israelita. O cenário tornou-se tão extremo que as embaixadas de Israel, Estados Unidos, Alemanha e França tiveram de intervir directamente, aconselhando o estudante a abandonar a cidade de Coimbra e o país pela sua própria segurança.

Em Coimbra, sob a guarda de Falcão, a pegada de carbono de um bife parece ser mais urgente do que a integridade física de um estudante perseguido.

O ponto mais baixo desta gestão foi a resposta do Provedor do Estudante, uma figura que opera sob a égide da Reitoria. Sugerir apoio médico a quem apresenta provas fotográficas de discurso de eliminação humana como as frases "Hitler estava certo" ou "Zionistas deveriam andar com um certificado para provar que são humanos" não é apenas uma falha de gestão, é puro gaslighting institucional. É a tentativa de transformar a vítima no problema para evitar enfrentar os agressores.

Enquanto Amílcar Falcão vende a UC como um farol do conhecimento e Património da UNESCO, a realidade documental mostra uma administração que ameaçou o aluno com processos de difamação por este ter exposto a verdade. Hoje, o caso não é apenas uma queixa local, é um processo que envolve o Parlamento Europeu e o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, com o material do ódio recolhido na UC a caminho de ser exposto no museu Yad Vashem.

Uma liderança não se mede por medidas de marketing ambiental, mas pela coragem moral em proteger os seus elementos mais vulneráveis. Ao permitir que Bar Harel fosse empurrado para fora de Portugal sob ameaça, enquanto a Reitoria se refugia em burocracia e falsidades, Amílcar Falcão manchou a história da Universidade de Coimbra.

O mundo já não está a olhar para as pedras históricas da UC, está a olhar para a cobardia institucional de quem a dirige. O humanismo não se proclama em comunicados, pratica-se protegendo quem é perseguido. Em Coimbra, o humanismo morreu por conivência.


https://www.washingtontimes.com/news/2026/apr/19/university-coimbra-covered-antisemitism/


terça-feira, 28 de abril de 2026

Pedaços da História


 

Dois comentários retirados do Facebook sobre o último romance de Elmiro Barbeiro, ilustrado com c. de meia centena de imagens a cores:

         "Uma leitura marcante e cheia de alma, obrigado ao autor por partilhar esta viagem tão rica em história, memória e identidade.

Entre Trás-os-Montes, Angola, Setúbal e Arrábida.

O livro é um romance de carácter autobiográfico em que o autor explora as suas origens e identidade através de vários lugares marcantes da sua vida. A narrativa cruza Trás-os-Montes (raízes familiares), Angola (ligada ao período colonial e à descolonização) e Setúbal/Arrábida (espaços de vivência e ligação afetiva).
Ao longo da obra, misturam-se memórias com enquadramento histórico, abordando temas como o regresso dos portugueses das ex-colónias, o desenraizamento e a história.
Destaca-se pela forma como combina os elementos reais, numa narrativa sensível e bem documentada sobre identidade, memória e pertença, sendo, por todas estas razões, um livro que merece ser lido."

---------------------------------------------------------

"Hoje tirei uma parte da manhã e da tarde para ler e absorver o romance Pedaços de Histórias - Em Busca das Origens, do meu amigo Elmiro Barbeiro.

Adorei o livro - desde as passagens por Setúbal, à emocionante procura das suas origens judaicas, até às marcantes histórias de vida de Ezequiel Pereira e Manuel Bugalho, com as suas vidas vividas em Malange, Angola.
É um livro que me deixou agarrado do princípio ao fim.
Uma obra envolvente, rica em memórias, identidade e humanidade, que me prendeu em cada página.
Os meus parabéns, amigo Elmiro Barbeiro, por este belíssimo romance.
Recomendo vivamente a sua leitura."

                                                         


Taprobana e mais Além ...Presenças de Portugal na Ásia

 

ANGOLA: Uma ida ao Sambizanga, bairro de Nagrelha, Mantorras e de William Carvalho

 

ALTERAÇÃO DA REUNIÃO DE ANGARIAÇÃO DE FUNDOS - CTMAD - LISBOA

 

ATENÇÃO: ALTERAÇÃO DA REUNIÃO DE ANGARIAÇÃO DE FUNDOS

 

Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro - LISBOA

 

Estimada(o) Consócia(o),

Tendo em conta que se marcou a reunião de direção alargada a todos os sócios para dia 30 de Abril, antes do feriado do dia 1 de Maio, em vésperas de fim-de-semana prolongado, decidiu-se alterar a Reunião em questão para o dia 14 de Maio de 2026, a partir das 16h00 na Sede da Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro!
O objetivo desta reunião é que tenha o maior número possível de sócios presentes visto que a Obra da Nova Sede já começou e torna-se necessário lançar várias iniciativas para a angariação de fundos!
Contamos com todas e todos nesta Missão que se avizinha e que tem de trazer resultados significativos nos próximos 12 meses!

Saudações Transmontanas e Alto Durienses

                A Direção da CTMAD

**************************************************

Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro

Campo Pequeno, 50 - 3º Esq.

1000-081 Lisboa

http://ctmad.pt/

A ARTE DA TALHA EM SANTA MARTA DE PENAGUIÃO - SÉCULO XVIII

Por Maria da Graça  INTTRODUÇÃO (continuação) ... /... Na lista de 1320, as igrejas da diocese portuense aparecem divididas em nove ...

Os mais lidos