domingo, 19 de abril de 2026

Papa Leão visita Angola

 


O enorme erro de Pacheco Pereira

 


João Marques de Almeida ( Jornal Nascer do Sol)


SEGUNDA

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O enorme erro de Pacheco Pereira

 

Incapaz de resistir à sua vaidade e ânsia de popularidade e audiências, Pacheco Pereira cometeu um enorme erro com o desafio a André Ventura para discutir questões centrais da história portuguesa recente. Antes de mais, estava convencido que seria um debate intelectual entre um ‘historiador’ conhecedor e um populista ignorante (chegar ao estúdio com mais de dez livros é de um ridículo atroz, uma espécie de novo-riquismo intelectual). Enganou-se completamente. Com Ventura, os debates são políticos. No fundo, Pacheco Pereira desconfiava que o debate poderia tornar-se político. Mas a sua vaidade também o levou a acreditar que iria mostrar a todos como é que se debate com Ventura.

Mas o maior erro de Pacheco Pereira foi ter contribuído para abrir o debate sobre as interpretações políticas da história recente de Portugal. Aliás, Pacheco Pereira prestou um serviço à Direita. A interpretação do período histórico pós-25 de Abril, em Portugal e nas antigas colónias, foi construída pelas esquerdas e imposto às direitas, que a aceitaram passivamente durante meio século. Essa interpretação foi confrontada e reaberta por André Ventura. Politicamente, é muito relevante. Normalmente, quem domina as interpretações do passado, controla os debates políticos e culturais do presente. Só a Direita partidária nacional não entende isto.

A Direita só se emancipa do domínio cultural das esquerdas quando perceber que a interpretação do período pós-25 de Abril foi imposta ao país. Foi isso que, de um modo por vezes atabalhoado e pouco rigoroso, Ventura mostrou no debate com Pacheco Pereira.



Relatório da Comissão de Averiguação de Violências sobre Presos Sujeitos às Autoridades Militares, vulgo Relatório das Sevícias

https://www.arquivo.presidencia.pt/viewer?id=989&FileID=302741&recordType=Description


A história recente de Portugal também é a história dos presos políticos de 1974 e de 1975, presos sem qualquer razão, apenas por delito de opinião ou por pertencerem à classe social errada. Também é feita de expropriações ilegais, de ocupações da propriedade privada, do exílio forçado de centenas de milhares de portugueses, os quais deixaram de poder viver no seu país. Também é feita de ‘retornados’ que nasceram ou foram pobres para as antigas colónias, onde criaram riqueza e construíram as suas vidas, e foram forçados a regressar ou, em muitos casos, a vir para Portugal sem nada, e eram tratados como «fascistas» e «colonialistas».

Pacheco Pereira tentou aldrabar os portugueses dizendo que teriam sido apenas exageros do período revolucionário e uma forma de libertação dos «50 anos de ditadura». Pacheco Pereira sabe muito bem que é mentira. Os exageros foram resultado da ideologia das extremas esquerdas, especialmente do comunismo soviético seguido pelo PCP de Álvaro Cunhal. Pacheco Pereira também sabe que se os comunistas tomassem o poder, a ditadura seria muito mais sangrenta e dura do que o Estado Novo. Tudo o que se passou em 1975 mostra a importância do 25 de Novembro e a razão por que a Direita democrática celebra essa data.

Há quem diga que não é o tempo para criar novas divisões. Eu prefiro divisões onde se possa discutir as verdades do que imposições mentirosas. Devemos palavras de agradecimento a Pacheco Pereira. Foi para o debate para aldrabar, sob a capa de uma suposta superioridade intelectual, e acabou a contribuir para a verdade. Foi para o debate como um homem de Esquerda para derrotar um populista de direita e acabou a ajudar a Direita, contribuindo para o fim dos mitos das esquerdas sobre o pós-25 de Abril.

 

FONTE: https://sol.iol.pt/opiniao/noticias/joao-marques-de-almeida-com-ventura-os-debates-sao-politicos/20260417/69e243ea0cf27cac6fcf21fd

Os crimes do PREC a nu


O período do Processo Revolucionário em Curso (PREC) ainda é, estupidamente, tema tabu. Factos são factos.


Vítor Rainho ( Jornal Nascer do Sol )

18 de abril 2026


Já passaram 50 anos do 25 de Abril e os traumas deixados pelo Estado Novo e pelo período do PREC ainda estão bem frescos. Quer num período, como no outro houve quem sofresse às mãos dos seus carrascos, leia-se PIDE e revolucionários. Uns cederam à tortura, outros não. Como os traumas ainda estão bem vivos é natural que ao falar-se do assunto logo se levantem vozes contra, de acordo com o lado da barricada em que cada um está. O que se passou no tempo da ditadura está mais do que documentado e ninguém coloca em causa as atrocidades que foram cometidas. Mas falar do período do PREC, onde centenas, ou milhares, sofreram às mãos dos revolucionários, ainda é quase proibido. Que se está a desvalorizar o que se passou na ditadura, onde muitos pagaram com a vida por lutarem por democracia e liberdade, dizem. Como estou fora dos dois lados, isto é, tinha oito anos no 25 de Abril, gosto de ler e falar dos dois períodos livremente, pois um dos grandes objetivos do 25 de Abril era precisamente esse: o da liberdade.

Ao ler o livro No Terramoto de 1975, de Tomás Moreira, que recomendo vivamente, para fazer a Entrevista Imprevista, da página 2,  interroguei-me sobre as razões de se querer ‘esconder’ factos que se passaram no Verão Quente. O autor – filho de Ruy Moreira, o empresário que criou a famosa marca Molaflex, e esteve oito meses preso sem culpa formada – fala da extrema-esquerda como da extrema-direita de uma forma desempoeirada.

Relatório

https://www.arquivo.presidencia.pt/viewer?id=989&FileID=302741&recordType=Description


Há quem argumente que o período do PREC foi devidamente analisado pelo Relatório da Comissão de Averiguação de Violências sobre Presos Sujeitos às Autoridades Militares, vulgo Relatório das Sevícias, e que o mesmo demonstra que se vivia em liberdade em 1976. Têm toda a razão, mas esquecem-se de dizer que se não tivesse existido o 25 de Novembro teria sido impossível fazer tal relatório.

Depois há a questão de se saber se havia mais presos políticos no dia 25 de Abril de 1974 do que durante o PREC. Parece óbvio que em Portugal continental havia menos presos políticos do que durante o PREC. Também é óbvio que se juntarmos os presos nas ex-colónias, a balança inverte-se. Esta comparação, como é óbvio, não inclui os numerosos presos políticos durante os 48 anos anteriores a 74.

Mas também me parece óbvio que se a PIDE prendia todos aqueles que achava que eram subversivos e os torturava – principalmente operários e estudantes, pois os advogados e ‘doutores’ tiveram melhor sorte – também o mesmo se passou durante o período do PREC, onde a extrema-esquerda, com o PCP com papel principal, fizeram aos outros o que lhes tinham feito a si. Prenderam, com mandados em branco, assinados por Otelo Saraiva de Carvalho, centenas de pessoas sem qualquer culpa formada, muitas delas apenas por serem empresários de sucesso, como era o caso de Ruy Moreira.

Digamos que se muitos informadores da PIDE, depois do 25 de Abril, procuraram vestir a camisola do PCP ou de outros partidos de extrema-esquerda, dizendo-se os maiores democratas, também os comunistas e outros companheiros de luta, durante o PREC, vestiram a pele de pides, prendendo e torturando pessoas que foram detidas por pensarem de forma diferente.

Tomás Moreira lembra no livro que Balsemão e Sá Carneiro chegaram a ir visitar presos políticos antes do 25 de Abril, mas que, durante o PREC,não quiseram fazer ‘ondas’ sobre as prisões arbitrárias assinadas por Otelo. O tema era escaldante, mas 50 anos depois ainda fará algum sentido ser tema tabu? 

Francisco Sousa Tavares, que tinha defendido presos políticos durante a ditadura, foi depois advogado de Ruy Moreira e escreveu o seguinte sobre esse período: «Regressámos, por isso, às prisões arbitrárias, às acusações falsas, ao domínio da comunicação social pela mentira do governo e pela mentira partidária. Regressámos às coordenadas fascistas de não respeito pelas pessoas, de desprezo pelos direitos individuais, de repúdio da verdade e de destruição da simples liberdade». É assim tão difícil reconhecer o que se passou durante o Processo Revolucionário em Curso?

vitor.rainho@nascerdosol.pt


Caminhos ... para Braga.

 

Cardeal Dom Américo Aguiar, Bispo de Setúbal

 

Hoje, 19/04/2026, assisti à Missa Dominical em minha casa e fiquei virado ao contrário.

Em tempos tinham-me fascinado as Missas, na Paróquia de S, Victor - Braga, rezadas pelo saudoso Padre Franciscano, Fonseca, de Montariol - Braga e natural de Celorico de Basto (irmão do Delegado Escolar, Professor Fonseca). 

Eram Missas de sermões pedagógicos, onde a nossa base cristã se alargava e acaboucava, de que hoje tenho saudade. Ainda o desafiei a escrever os seus sermões, ao que me respondeu que tinha receio que o considerassem herege.

Ora bem, eu tinha a ideia contrária do que é o Excelentíssimo Cardeal Américo Aguiar. Um Bispo Vermelho que metia política e ideologia em tudo. Depois de assistir pela TVI à missa dominical de hoje, transmitida desde a Igreja Matriz (?) da Cova da Piedade - Almada.

Foi um bispo pedagogo e humano que me comoveu imenso e os que assistiram à sua homilia penso que não serão os mesmos quando abandonaram a Igreja.

Curiosamente, focou-se muito na má língua, na solidariedade com os diminuídos mentais, com os que estão ao nosso lado, dizendo que devemos praticar o Evangelho com quem está ao nosso lado e gostaria de o ver a rezar mais Missas no pequeno écrã.

Foi muito humano e até disse um ditado de Sta. Maria da Feira: Deus nos livre da peste, da fome e da guerra e visita do bispo na terra.

Mudei a ideia que tinha de D. Américo. Posso não concordar com tudo o que diz, mas encheu-me a alma e rebentaram-me as duas fontes, de emoção claro.

Todos precisamos de encher a alma do melhor que há porque a vida de velhos não está fácil, porque cada vez está bem mais abaixo da de um cão.

Alguém se preocupa com cerca de 8.000 (oito mil) velhos a viverem abandonados nos distritos de Bragança e Vila Real? E os do resto do país?

Sempre que puder vou ouvir as homilias do Dom Américo Aguiar.

Na Cova da Piedade vi uma Igreja colorida e participativa, com gente feliz, de todas as cores.


Jorge Lage.

 

sábado, 18 de abril de 2026

Portugal Adiado - As Causas do Atraso Português

 


Catálogo Abril 2026 - Colofon

 

O  mais recente catálogo da livraria já está disponível e pode ser consultado aqui: 


https://livrariacolofon.com/catalogo-de-abril-2026-2/

As obras são reservadas por ordem de chegada dos pedidos. Os livros reservados e vendidos vão sendo assinalados no catálogo ao longo do dia (ainda assim não deixe de nos contactar caso tenha interesse em alguma dessas obras, o seu pedido será devidamente  registado). Os pedidos podem ser feitos respondendo a este email ou para colofon.pt@gmail.com

Todas as obras podem ser enviadas à cobrança ou mediante transferência bancária para IBAN a indicar no acto da compra. O pagamento poderá ser feito através de Paypal  ou MBWAY (após a confirmação da disponibilidade do livro). O envio dos livros pode ser feito em total segurança para qualquer ponto do país e para o estrangeiro. Sempre que solicitado poderá ser feita uma descrição mais detalhada das obras e poderão ser enviadas mais fotografias. 



Melhores cumprimentos e votos de uma feliz Páscoa, 


Francisco Brito 


www.livrariacolofon.pt
colofon.pt@gmail.com | colofon@colofon.pt

+351 919 565 452
Francisco Pinto dos Santos Brito, ENI - NIF 238939103
Rua de Santo António nº 137 R/C. 
4800-162 Guimarães.
Portugal

Os Vassalos não estão no PS por acaso.

 

Papa Leão visita Angola

 

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