sexta-feira, 31 de julho de 2026

E o Rei Fundador não é especial? Bebés nascidos na Feira entre 28 de julho e 9 de Agosto são especiais

Na edição de 27 do corrente, do programa Praça da Alegria, da RTP, soube-se, e bem, que todos os bebés que nasçam no Hospital da Feira durante o período da Viagem Medieval são especiais e têm regalias. É pena que a televisão pública tenha esquecido, no passado sábado, 25 de Julho, o aniversário do Rei Fundador, duma nação que está prestes a completar 9 séculos e que deu novos mundos ao mundo, semeando a Lusofonia.

Voltando a Santa Maria da Feira, o hábito de distinguir bebés nasceu em 2016, numa ação especial para celebrar os 20 anos da Viagem Medieval em Terra de Santa Maria. Quando a organização atribuiu «um salvo-conduto simbólico a 67 bebés nascidos na maternidade do Hospital da Feira de S. Sebastião durante o evento». Todos os bebés nascidos no período dessa Feira Medieval, entre 28 julho e 9 agosto, passam a usufruir de um cartão que lhes confere a entrada gratuita», segundo a Rádio Clube da Feira. A iniciativa pretendeu ligar o nascimento dos bebés à história daquela Feira.

«O projeto intitulado Infantes da Terra de Santa Maria é fruto de uma parceria entre aquela Feira Medieval e o Hospital de S. Sebastião, que foi formalizada em 2016, com a entrega de um diploma aos nascidos na maternidade daquele hospital durante o evento e, a título excecional, a atribuição de salvo-conduto aos nascidos no ano em que a Viagem Medieval celebrou duas décadas de história, em pleno reinado de D. Dinis.

De forma simbólica, foi a Rainha Dona Isabel quem entregou em mãos, no Serviço de Obstetrícia, o título de Infante e o salvo-conduto ao primeiro bebé nascido há dez anos no período da Viagem Medieval. O gesto assumiu particular relevância tendo em conta as qualidades humanas de Dona Isabel, a sua passagem efetiva pela Terra de Santa Maria no reinado de D. Dinis e a sua devoção à Senhora do Ó, símbolo da gravidez da Virgem Maria.»

A dois anos da celebração dos 900 anos de existência da Portugalidade, pelo menos a RTP deveria dedicar tanto tempo de antena ao 915º aniversário do nascimento de Afonso Henriques, como a Praça dedicou àqueles bebés da Feira.

Entretanto, dia 25 de Julho, a Associação Grã Ordem Afonsina, fundada em 2019, voltou a celebrar o nascimento do Rei Fundador com um jantar festivo no centro histórico de Guimarães.

E como é possível saber o dia do seu nascimento? Porque está bem documentado que a famosa batalha de Ourique, travada em 1139 contra uma coligação de reis mouros, ocorreu no dia de aniversário de D. Afonso Henriques, dia de S. Tiago Maior: 25 de Julho.

Barroso da Fonte

PORTUGAL - "Estado vive de compadrio"

 

A ler este site:

https://eco.sapo.pt/2026/07/30/justica-em-90-dias-e-a-bala-de-prata-para-salvar-portugal-defende-nobel-da-economia/


O Dr. Neves tem o Dr. Neves em grande conta

aqui se publicaram opiniões favoráveis a Luís Neves. Mas como a verdadeira democracia é plural, hoje publica-se uma menos favorável. Ou seja, nada favorável.



 

Acerca da "invasão" marroquina...

 



quarta-feira, 29 de julho de 2026

A narrativa escondida no "caso" Luís Neves

Jorge Silva Carvalho X

@JMJSCarvalho X

15h

Voltemos ao “caso” Luís Neves, agora que alguns factos permitem ver o que a narrativa escondia.

A galera foi apresentada como a peça decisiva.

Precursores de droga no estaleiro do empreiteiro amigo do ministro. A insinuação era clara, ainda que nunca provada: corrupção, favores, uma relação privilegiada entre o ministro e quem lhe fazia obras.

Vejamos o que os factos revelaram. Um bem apreendido num processo entre milhares.

Uma ordem judicial de destruição de material químico que não foi cumprida, por uma razão prosaica: a PJ não tinha os cerca de 144 mil euros que a destruição custava, o parque estava sobrelotado, e a Marinha pressionava pela retirada urgente.

No meio dessa penúria logística, uma solução improvisada e menos boa. Nada disto é corrupção. É a debilidade material de um Estado que não tem meios para destruir o que apreende.

Ou seja: aquilo que foi vendido como escândalo indiciando compadrio e até corrupção parece ter sido, afinal, um expediente administrativo.

E aqui está o ponto que interessa reter.

Este processo da galera, em si mesmo, não tinha relevância nenhuma. Seria um entre milhares de idênticos casos administrativos que nunca veriam a luz do dia, porque não interessam a ninguém.

Só ganhou existência pública porque foi útil.

Não foi escolhido por importar. Foi escolhido por servir, como munição na narrativa contra um ministro.

Reparem no que sobrou depois de a investigação avançar.

Quando uma suspeita séria de corrupção se confirma, sobra corrupção.

Desta, o que sobrou foi uma discussão sobre se a PJ demorou a esclarecer. A montanha deu à luz um rato. E essa desproporção, entre o estrondo anunciado e o que resta, é o veredicto sobre a natureza da operação.

Mais revelador ainda é o que se passou quando a narrativa caiu.

Em vez de se reconhecer que a premissa era desproporcionada, hoje muitos deslocaram a culpa para a Polícia Judiciária, por não ter sabido, por ter demorado.

Mas exigir que a direcção de uma polícia conheça, em tempo real, o destino de cada bem apreendido entre milhares de processos não é escrutínio.

É censurá-la por ser uma instituição normal. É procurar um novo culpado para manter o ruído depois de a acusação original se ter desfeito.

Seja qual for a boa-fé de cada um, e admito que alguns tenham sido instrumentalizados pelas suas fontes, o padrão é o mesmo.

Lançou-se o estrondo. Os factos desmentiram-no. E, em vez de se admitir a desproporção, procurou-se outro alvo para não calar o barulho.

A isto não se chama jornalismo de investigação. Chama-se construção de uma narrativa. E uma narrativa que se desfaz ao primeiro contacto com os factos nunca teve por objectivo informar. Teve por objectivo ferir.

Posso estar equivocado, e ainda surgirem mais historietas como a da galera, mas creio que veremos por aí muitas ações para garantir uma saída airosa a muita gente envolvida na construção da narrativa.

E o Rei Fundador não é especial? Bebés nascidos na Feira entre 28 de julho e 9 de Agosto são especiais

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