JORGE LAGE
Depois, só alguém
distraído pode estar contra o muito trabalho levado a cabo pelo Presidente
Hirondino, que espero que não se canse e tenha sempre boa saúde.
Parece ter havido uma ou
outra dúvida sobre o que penso da nossa Casa. Não sou um indivíduo de ventadas,
mas pragmático na defesa do ambiente.
Falou-se ao longo da vida em prol do ambiente. Trabalhou-se, planeou-se, executou-se, formou-se e escreveu-se ao longo de mais de 20 anos, pro bono, com a Universidade de Coimbra. Deram-se, ao longo de mais de 20 anos, milhares de horas de trabalho, formaram-se muitas centenas de Professores e ensinaram-se milhares de Alunos na área da floresta, do ambiente e da cidadania. Foi um trabalho em que todos crescemos. Nos grandes Encontros Nacionais sempre aceitamos apoios/colaboração de empresas produtoras de papel.
Tivemos os maiores
defensores do ambiente e da floresta connosco, em acções de formação com
Professores. Sigo (sou amigo) e os seus ensinamentos são para nós como uma
bíblia do ambiente, do maior Botânico/Biólogo nacional de todos os tempos.
Pelo que aprendi,
preocupam-me muito mais as acácias invasoras em especial as mimosas que estão a
dizimar a biodiversidade em Portugal, do que algumas causas da moda.
O Professor, Jorge Paiva,
foi peremptório: Portugal vai, dentro de anos numa floresta de acácias, porque
os políticos não querem saber do que aflige a nossa biodiversidade.
O que eu penso é que as
mimosas são mais devastadoras do que os incêndios. A Natureza regenera-se com
os incêndios, mas com as mimosas não.
Estes vegetais emigrantes
e invasores vão destruir o nosso manto vegetal nacional. Ciente desta
fatalidade, procurei uma palavra que traduzisse esta negra realidade. Após
meses de busca incessante criei a palavra «fogo-verde» para classificar o
fenómeno e que as missionárias desta causa, as irmãs Professoras da
Universidade de Coimbra, Elizabete e Hélia Marchante adoptaram.
Mas, o importante para os agitadores são as causas da moda em vez de se tomarem compromissos que diminuam o impacto ambiental.
Nunca toleramos
extremismos porque é melhor haver cedências do que roturas. Dizem os causídicos
que «vale mais um ruim acordo do que uma boa sentença».
Depois, nos meus escritos
sempre fui pelas causas ambientais, em especial a arbórea.
Portanto, não defendo o
Doutor Hirondino por defender, mas por que vejo nele, e não noutros, a pessoa
capaz de conseguir levar a grande tarefa a bom porto.
A CTMAD de Lisboa poder
aceitar verbas de empresas do litium, celuloses ou outras não vejo mal nenhum.
O que eu veria mal era uma subserviência a estes ou aqueles interesses
mineiros. Era bem melhor, em vez de roturas, que em tribunais internacionais
pouco ou nada adiantam, que houvesse compromissos sérios e calendarizados para
que as boas intenções não se fiquem só pelo papel e os impactos negativos sejam
menorizados.
Então esta gente deixa
fazer galambadas e concessões e agora querem que uma agremiação
regionalista se arme em mítico gaulês contra os «romanos» do nosso tempo que
por cá temos?
O fim último da CTMAD de
Lisboa é congregar, apoiar e ajudar os associados e residentes na área
metropolitana de Lisboa, unindo-os e apoiando-os, onde todos caibam sejam
moderados, de direta ou de esquerda.
É meu entendimento que já
há vários partidos e associações ambientalistas onde essa gente fogosa de
momento se deve perfilar e aí fazer-se ouvir. Aos transmontanos com a
diversidade que nos diverge deve ser a nossa Casa que nos une e nos proporciona
momentos felizes de convívio. Quem não entender assim tem outras opções que não
as nossas.
Na Casa de Trás-os-Montes
temos de caber todos e respeitarmo-nos todos, uns aos outros, sem enveredarmos
por ruídos que só nos prejudicam e levam outros a mofar de nós.
Este momento
é porventura o mais delicado que a CTMAD de Lisboa vive e nunca teria
manifestado a minha opinião se não tivesse consciência pela experiência de
vida.
Seja quem for que escreva
o que quiser eu só lerei a primeira mensagem porque, a seguir, nem mais uma
abrirei.
Como dizia o meu Pai: quem
maldiz ou diz o que não deve sua boca suja. É este o conselho para o Doutor
Hirondino e para os restantes órgãos da nossa Casa.
Bom domingo,
Jorge Lage.
Em sáb., 18 de jul. de 2026 às 07:37, Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro de Lisboa <geral@ctmad.pt> escreveu:
Estimada(o)
Consócia(o),
A Direção do NTMAD vem por este meio divulgar a edição do mês de Julho de 2026.
Saudações Transmontanas e Alto Durienses
O Diretor do NTMAD,
-Hirondino Isaías-
**************************************************
Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro
Campo Pequeno, 50 - 3º Esq.
1000-081 Lisboa

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