sexta-feira, 22 de maio de 2026

Aldeias do Xisto - Segundo Encontro Internacional de Tecelagem e Outras Artes de Aldeia das Dez

 

A propósito da medalha de Mérito Europeia atribuida ao Presidente Aníbal Cavaco Silva

 

Vista geral de IA

Entre 1985 e 1995, o período de governação de Cavaco Silva caracterizou-se por um forte ciclo de crescimento económico e por uma redução drástica da taxa de inflação. A economia convergiu significativamente com a média europeia, impulsionada pelo dinamismo do investimento e pela modernização estrutural.

Dados Económicos Principais

  • Evolução do PIB: O crescimento médio anual do Produto Interno Bruto (PIB) superou os \(4\%\). A economia passou de \(59\%\) do PIB per capita média das três principais economias europeias (Alemanha, França e Reino Unido) para cerca de \(70\%\) em 1995.
  • Baixa de Inflação: A taxa de inflação, que rondava os \(20\%\) em 1985, desceu para cerca de \(4,2\%\) em 1995.
  • Desemprego: Manteve-se relativamente baixo durante grande parte da década, rondando os \(4\%\), embora tenha subido no final do mandato devido à recessão global de 1992-1993.

Miri Regev - Ministra dos Transportes de Israel

dono da c🅾🅾️perativa ™ X

@donocooperativa

1h

☢️ Reflexão da Cooperativa:  dois médicos portugueses decidiram ir para Gaza numa flotilha. Não foram por falta de alternativas. Sendo médicos, podiam ter procurado corredores humanitários reconhecidos, organizações médicas internacionais, missões clínicas, etc

[Organizações médicas ocidentais e internacionais como a OMS, EMergency Medical Teams, UK-Med, Médicos Sem Fronteiras, Medical Aid for Palestinians, International Rescue Committee, Palestine Children’s Relief Fund, MedGlobal, FAJR Scientific e o Comité Internacional da Cruz Vermelha têm ou tiveram equipas médicas a operar em Gaza, por vias mais úteis e menos teatrais do que uma flotilha.]

Mas isso não lhes permitia sair do anonimato e, pouca cenografia, e claro, demasiado arriscado. E esta malta não quer apenas ajudar; quer que o mundo veja a pureza moral com que ajuda.

➡️➡️A flotilha não é bem uma missão humanitária. Nunca foi. É show off. Toda a gente sabe como acaba. Parte-se em direcção a Gaza, Israel intercepta, há gritaria, há comunicados, há indiganação, há selfies e no fim regressam todos moralmente promovidos, como quem fez uma espécie de Erasmus no sofrimento alheio. O risco é calculado ao milímetro camaradas. Israel não pode dar um passo em falso sem ter meio Ocidente a espumar na praça pública, e estes cruzeiros da virtude vivem precisamente desse teatro.

E da festa, muita, pelo caminho, que o soformento dos outros é para celebrar convenientemente.

Depois aparece o Ben-Gvir, ministro grotesco que mais parece ter sido desenhado por um caricaturista com uma piela do catano, e resolve fazer da coisa um número tabernóide. Troça, gozo, pose de valentão satisfeito, tudo aquilo que um Estado sério não devia oferecer de bandeja aos seus inimigos. É pouco recomendável, sim. É grotesco, sim. É politicamente estúpido, sim. Mas chamar a isto a grande humilhação civilizacional do século exige uma ginástica emocional que só a esquerda performativa consegue fazer sem partir uma vértebra.

⚠️Humilhação verdadeira é uma família ser arrancada de casa por terroristas. É uma rapariga ser levada como troféu. É um refém desaparecer meses dentro de um túnel enquanto o mundo discute se terrorismo é na realidade resistência!

Mas aí a indignação passa por abstenção violenta com facilidade. Quando foram assassinados, violados e sequestrados civis no dia 7 de Outubro, houve sempre uma nota de rodapé, uma contextualização, um "pois, mas", uma arqueologia moral para explicar que a barbárie, afinal, pode ter um contexto que explica. Já quando uns ativistas adultos, instruídos, voluntários, embarcam num cruzeiro político sabendo perfeitamente o que os espera, aí treme a humanidade, proclama-se que a dignidade humana foi atirada ao chão porque alguém foi tratado sem respeito pelos direitos humanos por um ministro israelita armado em chefe de claque.

Adiante camaradas.

Voltamos aos nossos 2 médicos. Ironia amarga. Porque um médico, por definição, devia saber distinguir cura de espectáculo. Devia saber que o sofrimento humano não é palco, que a ajuda não precisa de plateia e que a medicina, quando é mesmo medicina, não se mede às milhas náuticas nem em espetáculo. Se queriam ajudar Gaza, havia caminhos duros, discretos, burocráticos e mais eficazes, talvez menos românticos, ok, mas mais úteis. Escolheram a flotilha. Escolheram o simbolismo, o embate previsível. Escolheram entrar numa peça cujo guião já vinha escrito. Demasiado fácil, até.

Paara vossa eventual reflexão.

o dono da cooperativa

 


quinta-feira, 21 de maio de 2026

Pedaços da História em busca das origens - Romance de Elmiro Barbeiro

Não conheço, pessoalmente, este jovem de Lagoaça, do concelho de Freixo de Espada à Cinta. Contudo revejo-me na sua vinda a este destino em que chegámos na mesma geração. Trás-os-Montes e Alto Douro é a última Província lusófona. Calhou ter por berço o chão que nos embala, em tempos destas muitas guerras, cuja idade nunca foi, cientificamente, fixada. A história de Portugal diz-nos que nunca saberemos quando, e como, nasceu o espaço. E, não obstante os progressos planetários, a ciência já tem dado alguns passos para chegarmos à Lua. Já por aqui andaram muitas raças, muitos «bicharocos», gentes semelhantes, animais selvagens, com físicos mais valentes, mais robustecidos e mais agigantados. Possivelmente menos sabedores, de feições incríveis e de histórias nunca descobertas.

Estamos às porta dos 900 anos da «primeira tarde Portuguesa». Em 1071 deu-se a Batalha do Pedroso, travada em 18 de janeiro de 1071. Nesse combate morreu o conde Nuno Mendes, que provocou a extinção da linhagem condal galega que administrava o então Condado Portucalense. Essa linhagem tinha começado em 868, quando Vímara Peres recebeu, como prémio da expulsão dos muçulmanos, o Condado Portus Cale. Houve nove condes entre Vímara Peres e Nuno Mendes. O condado Portucalense renasceria em 1096, como dote matrimonial, aquando do casamento de D. Teresa com o borgonhês Conde D. Henrique, de cuja união nasceria o rei fundador da portugalidade: D. Afonso Henriques.

Voltando ao livro de Elmiro Barbeiro e os «Pedaços da História», confesso, na qualidade de decano dos jornalistas Portugueses vivos, que devo elogiar o autor deste documento bibliográfico, meu companheiro de quase tudo aquilo que leio «em busca das origens». Começo por lhe agradecer a dedicatória, ao me tratar por «brilhante escritor transmontano com elevada estima e consideração». Agradeço-lhe tão sonantes adjetivos, que não mereço, mas que me permitem felicitá-lo, por sua coragem, persistência e lição de vida. A minha resistência, tal como a sua, apenas divergem nos 11 anos de vida. Transmontano, escola primária, seminário, saída após 10 anos, serviço militar obrigatório, em Angola, oficial miliciano ranger, licenciatura aos 42 anos, mestrado e doutoramento, com teses publicadas, docente do ensino superior, entre 1998-2008.

Pelo meio de tão arriscadas ocupações, ambos tivemos de ir à guerra (e eu com mais quatro irmãos); o Elmiro Barbeiro como sargento miliciano, na Guiné; eu em Mafra, Lamego, Abrantes, Dembos, de onde alguns heróis fugiram e alguns ficaram.

Paralelamente, as nossas vidas prestaram-se ao fadário que a sociedade mostra e que o oportunismo social esconde. Aparecemos numa geração diabolizada, faminta de tudo e cruel para quem remasse contra a maré.

Este seu terceiro livro, em prosa e verso, denuncia os seus 78 anos de vida real. Não se escondeu do pior, não reclamou o melhor, mas conformou-se com aquilo que o destino lhe impôs. Já li alguns dos seus poemas, revoltantes aqui e ali. E, não podendo dizer tudo, enuncia, nestas 318 páginas, os seus sucessos, os amargo de boca e as injustiças que sentiu, na sua vida ativa.

Desde o prefácio, ao prólogo, passando pelo epílogo, «procurou, por todos os meios, levar uma informação fidedigna que lhe indicasse o caminho certo na procura dos seus descendentes. É sério, humano e liberal. E dedica este exemplar livro aos seus antepassados, emigrantes, e a quantos, de forma forçada, se viram na necessidade de procurar lá fora meios de subsistência para si e para os seus.

Armando Palavras e Elmiro Barbeiro são dois transmontanos que vivem no centro do país, mas que convivem quando visitam as origens, na mais distante Província de Trás-os-Montes. Um e outro e muitos mais, com idêntica itinerância, se reúnem por bons motivos. A cultura, a sociabilidade e o fraquinho pelo berço são fatores de aproximação. Estes dois quase conterrâneos ombreiam pela positiva. Revejo-me neles e fazem falta na Academia de Letras de Trás-os-Montes. Reúnem todos os requisitos. E eu, na qualidade de quarto outorgante da fundação da Academia, em 2010, em Bragança, na Biblioteca Municipal, tenho o maior gosto em propô-los como associados. Fica o desafio.

Pedaços da História – Em busca das origens é uma edição do Autor, executado na Tipografia Rápida de Setúbal, em Abril último.

Suspensão parcial do acordo com Israel ? Berlim opõe-se.


O Primeiro-Ministro português, Luís Montenegro, a brandir a espada da justiça internacional contra Israel, exigindo a suspensão parcial do acordo comercial UE-Israel porque uns ‘activistas’ da Flotilha Global Sumud, na verdade apoiantes e financiados pelo Hamas, foram ‘humilhados’.

Aquele tipo de humilhação que acontece quando se tenta furar um bloqueio naval para entregar ‘ajuda humanitária’ inexistente a uma zona controlada pelo Hamas, uma organização terrorista, e o ministro da Segurança Nacional israelita tem o desplante de os filmar de joelhos, algemados e a ouvir verdades incómodas.

Portugal, essa potência global que move montanhas na cena internacional (quando não está a debater se o pastel de nata é ou não património da humanidade), resolveu dar lições de moral a um país que sobrevive há mais de dois anos e meio numa guerra em várias frontes. Brillante.

Mas enfim, em vez de sancionar, talvez o governo português devesse comprar um bilhete só de ida para Telavive e tirar notas. Porque, enquanto Portugal se especializa em turismo, vinho e lamúrias, Israel transformou-se na Startup Nation mesmo em tempo de guerra.

Olhemos os números, sem filtro ideológico – Israel, com o PIB per capita a rondar os 60-69 mil dólares (dependendo da métrica IMF/World Bank 2025-2026), continuou a crescer 2,8-3,8% em 2025 e projeta 4-5% em 2026, apesar de ter os reservistas a combater, mísseis iranianos e sete frentes de conflito.

A economia não colapsou – explodiu em inovação. É o 2.º país mais avançado tecnologicamente do mundo (logo atrás dos EUA, segundo CEOWORLD 2025), líder mundial em unicórnios per capita (11 por cada 100 mil milhões de PIB) e com um ecossistema de startups que atrai mais venture capital per capita do que qualquer outro lugar do planeta.

As universidades? Technion, Universidade Hebraica, Tel Aviv University – no top mundial em engenharia, cibersegurança, IA e ciências da vida.

Enquanto isso, Portugal patina no 31.º lugar do Global Innovation Index 2025 (com míseros 43,9 pontos), tem um PIB per capita que mal chega aos 35 mil dólares nominais, e as suas “universidades empreendedoras” celebram rankings nacionais onde ninguém fora da Península Ibérica ouve falar.

Israel exporta ciber-defesa, chips, água dessalinizada e medicamentos que salvam vidas. Portugal exporta… sardinha em lata e a esperança de que o turismo não acabe.

Mas o cúmulo da ironia vem agora: alguém se lembra de Portugal, ou da UE, ou de qualquer um destes activistas de sofá, a exigirem boicotes comerciais ao Irão quando o regime massacrou cerca de 43 mil civis nas ruas durante os protestos de 2025-2026? Manifestantes a pedir liberdade, fuzilados, executados sumariamente, internet cortada para esconder o mar de sangue.

Milhares de mortos confirmados por Amnistia Internacional e organizações de direitos humanos. Silêncio sepulcral. Nem uma suspensão parcial de acordo comercial, nem uma conferência de imprensa indignada de Montenegro. Afinal, matar manifestantes a tiro na cabeça é um 'assunto interno', mas um ministro israelita chamar terroristas a quem tenta furar o bloqueio naval para ajudar o Hamas é um crime contra a humanidade que exige sanções urgentes.

A resposta de Ben-Gvir aos activistas? Pesada e completamente desnecessária neste momento crítico.  Mas quando 'activistas humanitários' viajam em flotilhas patrocinadas por redes que glorificam o 7 de Outubro, gritam slogans jihadistas e 'ignoram' que o Hamas usa a 'ajuda' para construir túneis e mísseis, talvez a humilhação pública seja o menor dos males.

Portugal podia aprender com isso também – em vez de se armar em falso moralista enquanto a economia encolhe e a sua influência global é nula, talvez devesse estudar como uma nação sitiada, rodeada de inimigos que querem a sua destruição, consegue ser mais inovadora, mais próspera e mais resiliente do que meia Europa junta.

Mas não. É mais fácil sancionar Israel. Afinal, é sempre mais confortável dar lições do sofá do que sujar as mãos e enfrentar a realidade e os factos incómodos.



7 factos sobre a flotilha da provocação

 

quarta-feira, 20 de maio de 2026

Nacos de um arquivo de família- Eça, Junqueiro e Júlio Dantas

 Diário do Minho

...a superioridade filosófica de um gato deitado ao sol.

 

Regularização de Quotas - CTMAD - LISBOA

 Estimada(o) Consócia(o),


A Direção da CTMAD mantém a decisão de perdoar quotas a quem tiver 2 ou mais anos de quotas em atraso!

Para tanto, basta transferir para o IBAN PT50 0035 0001 0001 3051 53056, o valor de 50,00 € e ficará com a situação resolvida até 31 de Dezembro de 2026!

Obs: A quota anual são de € 25,00

Por outro lado, informam-se todos aqueles associados que têm a sua situação regularizada até 31 de Dezembro de 2025, que o pagamento da quota de 20256 poderá ser feita para o,

 IBAN: PT50 0035 0001 0001 3051 53056.

Para terminar, a Direção da CTMAD agradece a todos aqueles que já têm a sua situação regularizada até 2025!

 Saudações Transmontanas e Alto Durienses,
 
       A Direção da CTMAD


**************************************************
Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro
Campo Pequeno, 50 - 3º Esq.
1000-081 Lisboa

terça-feira, 19 de maio de 2026

Presidente Aníbal Cavaco Silva, foi distinguido com a nova Ordem Europeia do Mérito pelo Parlamento Europeu

 

O antigo Presidente da República e Primeiro-Ministro, Aníbal Cavaco Silva, foi distinguido com a nova Ordem Europeia do Mérito pelo Parlamento Europeu. É o primeiro português a receber esta prestigiada condecoração.

O galardão foi entregue em Estrasburgo, numa cerimónia oficial liderada pela presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola.

  • O motivo da distinção: O prémio visa reconhecer personalidades que contribuíram significativamente para a integração europeia e para a promoção dos valores da União Europeia.
  • O papel de Cavaco Silva: O comité destacou o seu papel crucial na adesão de Portugal à União Europeia (na altura, CEE), o seu percurso de décadas na defesa dos interesses nacionais e europeus, e o seu contributo para o desenvolvimento económico e social do país.

Pode ler mais sobre o anúncio e os objetivos desta distinção oficial no comunicado oficial do Parlamento Europeu.

 

Os mais lidos