sexta-feira, 23 de outubro de 2026

IV Colóquio Viário do Marão — Povoamento e vias de comunicação ao longo da História

Biblioteca de Vila Real

O IV Colóquio Viário do Marão — Povoamento e vias de comunicação ao longo da História vai decorrer nos próximos dias 24 e 25 de outubro, na Biblioteca Municipal de Vila Real, também com transmissão em linha via YouTube.

O principal objetivo deste encontro científico e cultural é promover o conhecimento, o estudo e a divulgação da história e das dinâmicas territoriais da região. O programa cruza o rigor histórico com o interesse cívico, procurando promover o diálogo entre investigadores, instituições culturais, autarquias e cidadãos, fomentando uma reflexão alargada sobre a identidade patrimonial do território.

Abaixo, destacamos as principais informações práticas para a participação:

·       Inscrições: A entrada é livre, mas sujeita a inscrição prévia até ao dia 18 de outubro, através do formulário. O número de inscrições presenciais é limitado pela capacidade do auditório.

·       Acreditação para Docentes: O programa de sábado, dia 24, está acreditado pelo Centro de Formação do Sindicato dos Professores do Norte (SPN) como Ação de Curta Duração (ACD) para os docentes que assistirem presencialmente.

·       Visita Guiada: A visita "De Vila Real à Campeã: visita a dois troços lajeados da antiga Via do Marão" (dia 25) tem partida de autocarro junto à Biblioteca Municipal de Vila Real. As inscrições são limitadas à lotação do autocarro. Aconselha-se o uso de roupa e calçado apropriados para caminhada (nível de dificuldade: de fácil a moderado).

A organização do Colóquio resulta de uma parceria entre a Biblioteca Municipal de Vila Real, a Universidade Politécnica de Bragança (UPB), o CITCEM - Centro de Investigação Transdisciplinar «Cultura, Espaço e Memória» (FLUP - Universidade do Porto) e a Junta de Freguesia da Campeã. 

A iniciativa congrega ainda um conjunto diversificado de entidades empenhadas na salvaguarda do património regional: Município de Vila Real, Super Bock Group, Dourogas, Centro de Formação do Sindicato dos Professores do Norte, Fundação da Casa de Mateus e associação cultural Batuta Fidalga.


QUEM VÊ O SEU POVO de AMADEU FERREIRA

LEONEL  DIAS

Quando da minha estadia, por oito deliciosos e inesquecíveis dias, no concelho de Freixo de Espada à Cinta, para assistir às Festas em honra de Santo António, em Lagoaça, desloquei-me, algumas vezes, ao Posto de Turismo da sede do concelho e aí, por querer compreender melhor a vida numa aldeia transmontana (sou até à medula citadino), adquiri o Livro “QUEM VÊ O SEU POVO…” de AMADEU (JOSÉ) FERREIRA, e em boa hora o fiz.

AMADEU (JOSÉ) FERREIRA, foi coronel piloto-aviador, nascido em Fornos - que com Lagoaça constitui uma das freguesias do concelho de Freixo - tendo exercido importantes funções militares, entre as quais, professor do Instituto de Altos Estudos Militares. A par da riquíssima carreira militar, tem vasta obra literária traduzida em contos, romances, monografias e múltiplas colaborações em jornais e revistas militares e civis.

QUEM VÊ O SEU POVO…” é um livro, publicado em 1999, marcadamente atual, que dá gosto ler e enriquece-nos culturalmente pela investigação histórica, pelo relato das tradições da região e, sobretudo, pela preservação da memória e do património etnográfico do concelho. A Obra reúne descrições, testemunhos e reflexões sobre as tradições, os costumes, crenças e o quotidiano das comunidades do concelho de Freixo. De fácil leitura, numa linguagem simples, o livro faz-nos viajar sobre festas populares, rituais religiosos e profanos, lendas, provérbios, superstições, crendices, trabalhos agrícolas, a gastronomia a par de diversas manifestações de cunho popular e da cultura tradicional, factos da maior importância para a compreensão da historiografia local.

Concluo, referindo que este meritório trabalho de AMADEU (JOSÉ) FERREIRA,  de recolha de memórias, das tradições, de histórias preservadas por via oral, dos costumes do concelho, baseado num brilhante trabalho de investigação histórica e da memória oral das populações, constitui um importante contributo para o estudo da etnografia local, facto que levou a edilidade de Freixo de Espada â Cinta a apoiar a edição da Obra, em 1999, e a mim a recomendar veementemente, ao Grupo dos “Amigos de Lagoaça”, a leitura desta exemplar e importante Obra.

 

Contos de Fadas Turcos

Os contos de fadas turcos (conhecidos localmente como Masalları) constituem uma tradição literária riquíssima que reflete um caldeirão cultural único. Estas histórias entrelaçam mitos xamânicos da Ásia Central, folclore islâmico, memórias bizantinas e influências multiculturais, criando um universo mágico completamente diferente do ocidental.

Se procura explorar este universo literário em português, a editora Guerra e Paz lançou recentemente uma antologia marcante intitulada Contos de Fadas Turcos. Esta edição é magnificamente ilustrada com miniaturas otomanas e persas históricas.

 

Elementos Marcantes dos Contos Turcos

 

Os contos tradicionais turcos foram transmitidos ao longo dos séculos por dervixes, viajantes e narradores nos cafés otomanos. Eles distinguem-se por elementos muito específicos:

• Criaturas Mágicas Únicas: Presença frequente de parī (fadas/génios da mitologia persa e islâmica), efrits (demónios poderosos), bruxas malvadas e génios.

• Simbolismo de Cores e Animais: Heróis guiados por pássaros cor de laranja, heróis que voam em escudos ou tapetes mágicos e o uso ritual de queimar pedaços de asas para invocar auxílio.

• Geografia Encantada: As narrativas cruzam montanhas encantadas, jardins paradisíacos onde as árvores brilham e descidas profundas até aos círculos do Inferno para salvar donzelas.

 

Grandes Histórias de Referência

 

Dentro do folclore turco, destacam-se contos clássicos que moldam o imaginário do país:

• «Sahmeran, A Rainha das Serpentes»: Uma criatura lendária metade mulher e metade serpente que guarda segredos de sabedoria e cura.

• «As Três Fadas das Laranjas»: Uma narrativa vibrante repleta de provações, feitiçaria e redenção.

• «O Príncipe Veado»: Um conto clássico de metamorfose, focado nos laços de lealdade e na superação da inveja.

 

Reflexão de Tânia Laranjo sobre as manifestações

 

Maricarmen, de vítima a especuladora

 


quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Resistir - Alberto Manguel

 

Resistir é um livro-manifesto do escritor e ensaísta Alberto Manguel, publicado em agosto de 2026 pela Tinta da China. A obra defende que a literatura e a linguagem são ferramentas essenciais para enfrentar a atual "idade das trevas", cruzando referências de Dante e Kafka a Greta Thunberg, Donald Trump e a Inteligência Artificial.

Principais Temas e Enfoque da Obra

• Papel da Literatura: Manguel argumenta que a escrita e a leitura não são apenas passatempos, mas atos vitais de resistência e de preservação da memória e da justiça.

• Cruzamento de Referências: O ensaio conecta grandes clássicos da literatura universal com figuras contemporâneas e dilemas modernos, como os labirintos tecnológicos da IA.

• Tradução e Edição: Com tradução de Rita Almeida Simões, o livro tem 160 a 170 páginas e preço de capa fixado em 16,90

 

IV Colóquio Viário do Marão — Povoamento e vias de comunicação ao longo da História

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