terça-feira, 14 de abril de 2026

Iniciou a construção da nova sede da Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro de LISBOA


Iniciou a construção da nova sededa Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro de LISBOA


Campanha de angariação de fundos para a construção da nova sede da Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro de LISBOA













O debate de André Ventura e Pacheco Pereira

André Ventura, no Parlamento, ao que dizem, disse uma verdade que tem andado escondida há cerca de 50anos: Havia mais presos políticos no dia 24 de Abril, do que os que havia dois anos depois, promovidos por aquele período escabroso – o PREC!

Sem considerar os que existiam nas ex colónias (onde muitos não eram presos políticos) é verdade. Há mais de 30 anos que conhecemos os números.

A propósito desta afirmação, Pacheco Pereira (um privilegiado que tem difundido a informação enviesada que bem entende através de televisões e jornais manipulados), para armar ao pingarelho resolveu desafiar André Ventura para esclarecer as afirmações fascistas do líder do Chega (que representa mais de um milhão de eleitores).

André Ventura aceitou o repto. E além de ter provado a afirmação que havia feito no Parlamento, citou uma enormidade de factos produzidos pela esquerda no tempo do PREC. Assinalou o esquema terrorista das organizações de esquerda e, inclusive, adiantou uma série de nomes do Bloco de Esquerda que foram condenados como terroristas! E acusou PP de ser maoísta e ter defendido estas organizações

Estes factos são escondidos há mais de 30 anos. A comunicação social portuguesa nunca foi séria sobre este assunto. Desafiamo-la a ser séria, pegando nos dados da entrevista e a fazer um trabalho sério. O Povo Português merece-o.


                  Melo Antunes, como o general, disse o mesmo pouco tempo antes de falecer...

À Descolonização foi dado pouquíssimo tempo. Mas serviu para se observarem as atoardas de Pacheco Pereira quando reconheceu os crimes da UPA, mas logo sinalizando uma mentira: que a tropa portuguesa fez pior no seguimento.

Aconselhamos PP a ler Dalila Cabrita Mateus e o seu marido Álvaro Mateus – já falecidos e que eram do Partido Comunista Português!

Neste debate PP levou uma sova de quem não é historiador. Mas os komentadeiros que têm escondido estas verdades, dizem o contrário!

Enfim, é a CS que temos…

Num próximo debate Pacheco Pereira deve despir o fato de politico e assumir o de historiador.

Deixem os velhos em paz

 

O diplomata e o ditador: frente a frente com Hitler

 

segunda-feira, 13 de abril de 2026

Demónios


 


Inspirado num assassinato real, "Demónios" (1872), de Fiódor Dostoiévski, retrata o niilismo e os grupos revolucionários na Rússia do século XIX. O romance critica o ateísmo e o radicalismo político. Mas também aborda o impacto das ideologias ocidentais. Não deixa, contudo, de ser uma obra profética contra as ditaduras e o terrorismo. E profetiza bem. A origem do terrorismo moderno tem as suas raízes nos bolcheviques, nos comunistas, com a influência do socialismo utópico.


Deixem os velhos em paz

 

domingo, 12 de abril de 2026

Religiosidade nordestina à luz dos 900 anos de Portugal

 

Numa espécie de amêndoas de Páscoa, entre padrinhos e afilhados, recebi mais um doce livro da autoria do historiador Armando Palavras, que nasceu em Angola, em 17 de janeiro de 1960. Com um ano de idade, veio para Trás-os-Montes, mais propriamente para Lagoaça, no concelho de Freixo de Espada à Cinta.

Por receio de que - já nessa altura - surgisse alguma insurreição política, a família entendeu deixar os Dembos e regressar às origens da família, em Lagoaça. Os primeiros passos deu-os nessa fronteiriça ruralidade, onde experimentou a dureza dos tempos luso-galaicos que eram fases difíceis para ele, como para com quase todos os jovens da nossa geração. Nesses verdes anos frequentou as primeiras classes. E a família entendeu que Angola era um futuro longínquo, mas propício para aqueles que tivessem espírito de aventura. Por isso regressou a Luanda, capital desse império luso-africano, onde fez a 4ª classe enquanto se agravaram os acontecimentos políticos, principalmente na zona norte, onde a família se fixara e assumira sonhos de paz, de trabalho, de solidariedade e de justiça. Mas tudo correu mal. Os sonhos de paz e os auspícios que seduziam as comunidades da lusofonia, tiveram de suportar a mais dramática calamidade luso-africana.

Armando Palavras - e muitos milhares de cidadãos que se limitavam a comer o pão com o suor dos seus rostos, pelas razões nacionais e internacionais - viu-se bloqueado contra natura e, definitivamente, regressou às origens da Portugalidade.

Apesar da sua curta idade, o futuro Historiador profissional começou a prender-se às terras nortenhas que lhe deram matéria-prima e, a partir de Lagoaça, assumiu formas de inspiração para explorar os mistérios da natureza e da humanidade. Primeiramente buscou e rebuscou aquilo que o meio ambiente lhe propiciou e lhe garantiu, através da formação científica, qual seja o conhecimento da vida e das suas leis. Essa aprendizagem adveio-lhe pelo conhecimento dos usos e costumes para se integrar na sociedade. A essa exigência adicionou todos os saberes, regras e compromissos com a realidade. O instinto humano encontrou-o na filosofia, primeira ciência que os seres pensantes catalogaram como «mãe de todas as ciências».

Hoje, licenciado em Belas Artes (Pintura) e Doutorado em História da Arte, é investigador integrado do CITAD (Centro de Investigação em Território, Arquitectura e Design), financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT). Ao longo da sua carreira tem publicado artigos e ensaios, sobre arte setecentista, iconografia mariana, românico rural e a talha de igrejas periféricas, combinando investigação histórica e análise artística. Com recurso a documentação arquivística, iconográfica e iconológica, Armando Palavras examina, não apenas a estética da arte em talha, mas também o contexto social, cultural e económico em que os artífices setecentistas operavam. O seu trabalho de investigação tem sido fundamental para a compreensão da arte periférica do século XVIII em Portugal, revelando a interligação entre artistas itinerantes e comunidades locais, bem como a riqueza e diversidade da talha setecentista nas igrejas do norte do país.

O seu livro mais recente chama-se «A Arte da Talha em Terras de Penaguião - Século XVIII». Publicado em Março, com chancela  da editora 5Livros, nas suas 200 páginas aborda: Origens medievais; a Organização Administrativa Local em Setecentos; analisa os casos de 16 Igrejas de Santa Marta de Penaguião e Peso da Régua, e ainda 6 Capelas da região de Trás-os-Montes e Alto Douro.

A Arte da talha em terras de Penaguião


Armando Palavras enriquece este seu mais recente estudo com a qualidade e quantidade da ilustração física, desde a capa à contracapa. A crítica literária Júlia Serra, citada na página 199, escreveu que «Armando Palavras conjuga, através da escrita, a sua formação académica em Belas Artes e em História, dando ao leitor uma perspetiva tão profunda e credível que o transporta para o local, analisado e escalpelizado pelo especialista, fazendo-o reviver o ambiente temporal e despertando-lhe a contemplação mística do cenário».

«São conhecidos os intervenientes: os mestres, do oficiais, os magistrados, as testemunhas, os abonadores, os fiadores, as instituições contratantes, etc. Muitos artesãos desconhecidos renascem», lê-se na contracapa. As ruas setecentistas, os locais, tudo revive neste livro que prende o leitor do princípio ao fim.

Estes contributos científicos da religiosidade obscura e acumulada na região norte do país tem cada vez mais relevância, à medida em que nos aproximamos dos nove séculos do nascimento de Portugal.



                                                                                                             Barroso da Fonte


Angariação de fundos para a construção da nova sede da CTMAD - LISBOA

 


VI Encontro Internacional de Rituais Ancestrais - 18ABR2026 - Bemposta | Mogadouro


Exmos. Senhores e Senhoras,
Caros transmontanos e transmontanas,

Há lugares que nunca deixamos verdadeiramente. Lugares que nos habitam, onde quer que estejamos.

Bemposta, em Mogadouro, é um desses lugares.

De 17 a 19 de abril, esta aldeia raiana volta a ser palco do VI Encontro Internacional de Rituais Ancestrais, um dos eventos mais surpreendentes e marcantes da Península Ibérica, reunindo cerca de 70 grupos de mascaradas e rituais ancestrais de Portugal, Espanha, Itália e Bulgária, num encontro único de culturas, tradições e identidades.

Durante três dias, o território transforma-se num verdadeiro espaço de partilha e celebração, com destaque para o grande desfile internacional, mercado de produtos tradicionais, animação cultural, exposições e momentos de encontro entre comunidades.

Este ano, nas Jornadas contaremos com o conhecimento e as partilhas do ator  e colecionador de máscaras André Gago, da antropóloga Paula Godinho, do geógrafo e artesão mirandês Carlos Ferreira, do antropólogo Luís Vale e ainda do jornalista de Castilla y León, Javier Pérez Andrés. Serão conversas extraordinárias!

É um evento que abre portas ao mundo — mas que nasce da nossa identidade.
Da força das nossas tradições.
E da forma única como sabemos receber.

Por isso, dirigimo-nos a todos os transmontanos espalhados pelo mundo, e a todos os que, em Portugal, mantêm uma ligação a esta terra: ajudem-nos a divulgar este encontro, a levá-lo mais longe, a fazer com que mais pessoas descubram este território e a sua autenticidade.

Aqui, no também Reino Maravilhoso, para lá do Marão...todos são bem-vindos.

 Mais informação: https://chocalheiro.pt/
 Vídeo: 
https://www.youtube.com/watch?v=nR2navPCJfs
 Facebook: 
https://www.facebook.com/photo?fbid=2126327244826823

Contamos convosco para fazer crescer este encontro e continuar a afirmar Trás-os-Montes como um território vivo, de cultura, memória e futuro.

Até breve, em Bemposta.

Muito obrigada!

Com os melhores cumprimentos,
Amélia Folgado
Maschocalheiro - Associação de Bemposta
VI Encontro Internacional de Rituais Ancestrais
Bemposta | Mogadouro


 

Artemis...

 


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