terça-feira, 25 de janeiro de 2022

De quem é a culpa?

 

De vez em quando ouvimos aquele programa da TSF, que agora se chama “Principio da incerteza”. Como bons latinos, mudaram o nome ao programa. Manias…

Lobo Xavier continua a ser, talvez, o melhor comentador do rectângulo desde que deixou o politicamente correcto e Pacheco Pereira começa a ser mais assertivo. Quanto a Catarina Mendes está lá apenas para propagandear os xuxas!

Ontem, por acaso, ouvimo-lo. E, para nosso espanto, em vez da dona Mendes estava o dr. Basílio Horta. Porque a dona Mendes anda atarefada na ajuda ao dr. Costa. Ela, a Rosa Mota e outros tantos, como os sindicalistas disto e daquilo.

Esse programa, o de ontem, merecia um bom comentário, mas o nosso tempo não é o deles. Contudo, há um momento do mesmo que é divinal. A dado passo o dr. Basílio Horta vira-se para o jornalista e para os companheiros de rota e diz que em Sintra estão a produzir um programa de habitação social com cerca (se ouvimos bem) 2000 mil habitações. De louvar, se, de facto, é verdade. Louvado o programa, centremo-nos naquilo que nos parece relevante. Depois de anunciar o programa, o articulista acrescentou que cerca de 40% das pessoas que concorriam, auferiam uma pensão de cento e tal euros e que as restantes (60%) auferiam pensões de 200 e tal euros. Após este acrescento, com tom grave e sério, virou-se para todos e rematou: “É este o país que temos”!

Nenhum dos interlocutores o questionou. Talvez por educação e solidariedade com o “colega” de comentário. Ora se lá estivesse alguém que conhecemos, a pergunta ao autarca de Sintra não se fazia esperar: “E de quem é a culpa?. Não sei se sabe, mas vivemos há 47 anos em democracia”!

Talvez o dr. Basílio respondesse que a culpa é do Doutor Salazar ou do Doutor Passos Coelho …


Sondagens


No Sábado passado, a pitagórica mandou cá para fora uma sondagem. A Pitagórica está com a TVI e, pelo que é dado a conhecer, alguns dos seus donos (da Pitagórica e por aí adiante) foram gente no tempo de José Sócrates. Apesar de tudo, lá fizemos referência á dita. Porque ia ao encontro do que indicara a sondagem da Católica e áquilo que sabemos.

A Pitagórica faz sondagens diárias, o que é um absurdo para um país com as dimensões anãs de Portugal! Mas, enfim … Sempre se viveu de modas e por essa razão, estamos a mais de 290 anos para igualarmos, em termos de produtividade, a Europa!

Parece, porém, que aquela sondagem de Sábado foi jogada. No Domingo e Segunda, o PS já estava á frente, e hoje, Terça, já está quase com 5 pontos de avanço! Ora precisamente hoje saiu uma sondagem no DN que aponta as tendências da sondagem da Católica, com o PSD á frente, embora com uma diferença que se pode considerar empate técnico.

Ou seja, estamos no ping pong dos oligarcas e nepotistas que apostam tudo para o PS ganhar.

Claro que esta gente julga que todos os portugueses são laparotos, mas o cidadão médio sabe que nestes últimos seis anos lhe foram ao bolso, e todos os meses lhe subtraem cerca de 40% ao vencimento para pagar a roubalheira, os compinchas e os indigentes. E no dia 30 lá estará para mostrar o desagravo!

Concluindo: Foi a sondagem da Católica que repôs a transparência da coisa. E, como tal, esperamos pela próxima!

 

Uma sondagem, hoje

 Hoje no DN



https://www.dn.pt/politica/rio-com-vantagem-sobre-costa-a-uma-semana-das-eleicoes-14523302.html

segunda-feira, 24 de janeiro de 2022

Fragmentos de vida no Bom Dia

 

Artigo de António Magalhães

BOM DIA

FONTE: https://bomdia.eu/fragmentos-de-vida/?utm_source=dlvr.it&utm_medium=twitter&utm_campaign=fragmentos-de-vida


Ninguém trava a aldrabice?


Há uns dias que José Sócrates emite juízos sobre o juiz Carlos Alexandre e o processo Marquês. E a imprensa dá voz a estas aldrabices. Não nos vamos alongar no comentário, porque está tudo dito aqui. Claro que num país a sério este juiz já teria sido condecorado pelo Presidente da República. Neste portugalinho, em vez disso, dá-se voz á aldrabice. Por essa razão, como diz Teixeira dos Santos, para atingirmos os níveis de produtividade da Europa, levaremos mais de 290 anos!

 

Jerusalém - a biografia


 

https://www.wook.pt/livro/jerusalem-simon-sebag-montefiore/25538577


domingo, 23 de janeiro de 2022

Guerra, paz ... e fuzilamentos

 



Comentário de Barroso da Fonte

http://tempocaminhado.blogspot.com/2022/01/guine-1970-1980-guerra-paz-e.html



Mudam-se os tempos, mantêm-se os desafios

 

https://www.wook.pt/livro/mudam-se-os-tempos-mantem-se-os-desafios-fernando-teixeira-dos-santos/25554817


"A correlação entre o nosso rendimento real e a produtividade é da ordem dos 98%/99%. Uma coisa anda a par da outra. Se o país quer melhorar o seu bem-estar, o seu nível de vida tem que melhorar a produtividade. Isto é um grande desafio a todos nós: ao Estado, às famílias, aos trabalhadores, aos empresários, a todos nós. É este o desafio que o país tem de enfrentar e, no meu entender, dar-lhe uma grande prioridade", sublinhou.

Numa simulação integrada no livro que será lançado, respetivamente, em Lisboa e no Porto, em 19 e 20 de janeiro, Teixeira dos Santos calcula que, se se mantiverem as taxas de crescimento da produtividade em Portugal e na zona euro, serão necessários 45 anos para que o país atinja 60% da produtividade média dos países da moeda única e 154 anos para atingir os 75%. E 290 anos a igualar.

"Temos de facto de fazer alguma coisa de muito significativo no progresso da nossa produtividade, porque senão continuaremos atrás da média europeia", defendeu.

Os cálculos têm como níveis de partida a média do nível de produtividade observada entre 2015 e 2019, recordando que a produtividade do trabalho em Portugal representa cerca de 54% da média da zona euro e o seu crescimento médio anual entre 1999 e 2019 foi de 0,93%, superior ao valor médio registado nos países da moeda única, de 0,72% ao ano.

Teixeira dos Santos assinalou à Lusa que as taxas de crescimento da produtividade na última década são "muito baixas", argumentando que "a crescer a esta média o progresso da produtividade é muito lento".

Só daqui a 290 anos Portugal abandona a cauda da Europa!





Armando Manuel Gomes