segunda-feira, 25 de maio de 2026

Livro Novo - «A Arte da Talha em Terras de Penaguião – Século XVIII»

                                                     Retábulo mor da igreja de Sanhoane

JORGE  LAGE

Notas da minha agenda (28) - Notícias de Mirandela


1.         Livro Novo –– É com o título «A Arte da Talha em Terras de Penaguião – Século XVIII», que o Investigador e Professor, Armando Palavras, nos oferece mais uma obra, fruto da sua investigação em Terras Transmontanas e Alto-durienses. O livro saiu da chancela da editora «5 Livros» (info@5 livros.pt), vocacionada para pequenas quantidades de exemplares. A editora, 5 Livros, na nota técnica cita, «os livros são o espelho da alma», da escritora Virgínia Woolf (1882-1941), londrina, de Kensington. O bairro de Kensington era, nessa altura povoado, entre outros, de irlandeses miseráveis. Segundo Enric González, jornalista do «El País», no seu livro «Histórias de Londres», naquele bairro, a esperança média de vida eram 13 anos, apesar de ser a capital do maior império coevo. E ainda há quem se indigne com um Portugal pobre de há um século para trás, esquecendo um mundo com imensa pobreza, mesmo nos países mais ricos!... Voltando ao sulco do novo livro de Armando Palavras, que já vai no seu oitavo publicado, tem na capa um rico e belo retábulo-mor, da Capela de Nossa Senhora dos Remédios, de Santa Marta de Penaguião. 

A capa e contracapa têm um fundo em tom cor-de-vinho e, nesta última pode-se ler: «Dessa actividade construtora, interessa para este trabalho, apenas a que directamente está ligada à retabulística; à talha dourada. (…) o presente trabalho incide apenas na produção - mestres e oficinas. Muitos artesãos desconhecidos renascem». Em suma, o livro, de 200 páginas, «A arte da talha em terras de Penaguião – Séc. XVIII», dá-nos um estudo interessante das «Origens medievais» e «Organização Administrativa Local em Setecentos», das «Igrejas». Santa Marta de Penaguião que na «Introdução» refere que esta vila e sede de concelho com a organização das paróquias, poder religioso, a terem em paralelo ou grosso modo, aos municípios ou concelhos, se chamava de lugar do Pousadouro. No capítulo seguinte descreve as igrejas de Santa Marta de Penaguião das localidades que constituíam as Terras de Penaguião, e hoje se dividem com os concelhos de Mesão Frio e Peso da Régua: Sever, Medrões, Fontes, Lobrigos, Moura Morta, Sedielos, Fornelos, Louredo, Alvações do Corgo, Cumieira e Sanhoane. No terceiro capítulo, «Peso da Régua», trata da retabulística das igrejas de Peso da Régua, Canelas, Galafura e Godim. No quarto capítulo dedica-se às «Capelas»: de Medrões (Sr.ª dos Remédios), Medrões (S. Pedro), de Santa Marta de Penaguião (Sta. Marta), Sanhoane (S. Pio Mártir), Peso da Régua (Senhor do Cruzeiro), Vila Real (Capela da Timpeira). Tem oito páginas de bibliografia e «Referências a volumes anteriores», com textos fac-similados de Jorge Lage, Barroso da Fonte e Júlia Serra. Saúdo a grande melhoria e dimensionamento das muitas imagens fotográficas, comparativamente a obras suas anteriores, o que representa uma valorização e melhoria desta última obra. Mas é da retabulística, entalhamento e douramento que trata o autor nesta obra, aparecendo sempre em destaque os artífices. Por exemplo, para edificação de dois altares colaterais, na Igreja de Santo Adrião, de Sever, em 1731, a 25 de Março é feita a escritura pública, sendo o contrato assinado na presença do abade, Diogo Barbosa Machado, pelo mestre imaginário, Domingos Martins Fagundes, natural de Vilar, freguesia de Sampaio, concelho de Vieira do Minho e comarca de Guimarães (p. 17). E da parte da Igreja pelo juiz da Igreja de Sever, Caetano Manuel de Miranda Furtado. Era definido o orçamento e forma de pagamento faseado, bem como o material a empregar e até os pequenos acabamentos. Qualquer intervenção em pedra, talha, pintura ou douramento era sempre objecto de escritura pública feito pelo tabelião ou notário. Toda esta minúcia é um manancial para hoje se conhecer melhor a arte sacra de setecentos, dos mestres, dos párocos, dos juízes e dos materiais empregues. Ora tudo isto é como se um pequeno filme de curta-metragem tivesse sido gravado e arquivado e o ilustre autor Armando Palavras o exibisse na casa de cada um de nós, para nosso deleite e gozo e proveito cultural. É ainda um acto cultural promocional que nos enriquece a nós leitores, às localidades em que se fizeram as obras de arte sacra e à memória de quantos protagonistas nela tomaram parte: Abades, artistas e artífices, juízes, pintores e demais intervenientes. Hoje, os actores partidários das diversas fases do poder local deviam ser obrigados a prestar provas culturais, de organização e de estratégia de desenvolvimento para poderem ser incluídos nas listas candidatas. Isto, porque se assiste à tomada de poder por alguma gente que apenas quer o poder e não o desenvolvimento das localidades e o bem dos eleitores. Os meus parabéns a Armando Palavras por este aturado e rigoroso trabalho produtivo em prol de uma rica região empobrecida, em geral, pela manifesta falta de cultura e sensibilidade dos actores políticos de hoje.

Jorge Lage

 

Por que (quase) extinguiram o "novo Pentecostes"?

 

O meu S. João da Ponte

 

Diário do Minho

= Público ... e a política da habitação.

 

domingo, 24 de maio de 2026

Os flotilheiros ...


 



A energia osmótica, produzida pelo Japão


Tocha 🔷             https://www.linkedin.com/in/therealtocha/

 


Helping humans to build and fund businesses

23 h •

A energia osmótica, produzida pelo Japão

O Japão acaba de ligar uma central elétrica diferente de tudo o que foi construído antes. Sem painéis solares. Sem turbinas eólicas. Sem combustíveis fósseis. Funciona com a pressão criada quando a água do mar encontra água doce. 24 horas por dia. Todos os dias. Independentemente do tempo.

A tecnologia chama-se energia osmótica. Quando a água doce e a salgada se encontram numa membrana semipermeável, a diferença de concentração de sal cria pressão. Essa pressão move turbinas e gera eletricidade.

O oceano cria esta pressão em cada linha costeira há milhões de anos. O Japão descobriu como capturá-la. A central de Fukuoka gera 880 mil quilowatt-hora por ano. Suficiente para abastecer 220 casas japonesas de forma contínua.

O mesmo sistema faz dessalinização ao mesmo tempo que gera energia. Dois problemas críticos. Uma única instalação. A funcionar apenas com gradientes de sal. É aqui que isto muda tudo. O solar depende do sol. A eólica depende do vento. Logo, as duas produzem energia de forma inconsistente. Mas como o oceano nunca para de ser salgado, a energia osmótica produz de forma estável, a cada hora de cada dia.

O Japão não fica por aqui. Os investigadores estão a desenvolver sistemas que convertem CO₂ em combustível sintético através de fotossíntese artificial. O plano do governo japonês de 2025 aponta para implementação parcial até 2030. A central osmótica já está a funcionar. A fotossíntese artificial é o próximo passo. Energia osmótica e fotossíntese artificial não se enquadram em nenhuma categoria conhecida. Estável, escalável e construída com recursos disponíveis em praticamente qualquer costa do mundo. Portugal tem cerca de 1860 quilómetros de costa. O que nos falta para fazer o mesmo?

Envia isto a alguém que ainda acredita que as renováveis não são fiáveis.


O calor das casas cheias e barulhentas

 

O banquete dos percevejos


 

Livro Novo - «A Arte da Talha em Terras de Penaguião – Século XVIII»

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