sexta-feira, 24 de abril de 2026

Filhos dos sacanas do regime iraniano, vivem na Europa e nos Estados Unidos da América

 

" A Ucrânia será o alvo seguinte..." - Dudayev, líder da Chechénia há 30 anos.

 

Concurso para a concessão do bar, esplanada, restaurante e loja de produtos regionais, da nova sede da Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro - LISBOA

 

Estimada(o) Consócia(o),

Na sequência do que tinha sido anunciado na última Assembleia Geral da CTMAD e tendo em conta que as obras de construção da Nova Sede já começaram, torna-se urgente lançar o concurso para a concessão do bar, esplanada, restaurante e loja de produtos regionais, uma vez que há questões técnicas que, obrigatoriamente, devem ser tratadas no início da construção da Nova Sede, nomeadamente, a rede de gás, parte elétrica, rede de águas e esgotos, bem como, a localização de alguns equipamentos necessários para a cozinha regional!
Nesse sentido, a Direção da CTMAD, após ter analisado, discutido e aprovado os termos do concurso em questão, preparou o anúncio que segue em anexo e que deve ser divulgado, partilhado e distribuído pela vossa rede de contactos para que chegue ao maior número de empresários da restauração!
Quanto mais concorrentes houver neste concurso, mais transparência vai haver no processo de seleção!
Quantos mais empresários apresentarem propostas, mais possibilidades temos de encontrar aquele que melhor pode defender os interesses da CTMAD!
Quanto mais concorrentes houver mais possibilidade temos de conseguirmos um serviço de qualidade para os sócios, não sócios, turistas, visitantes e apoio às Câmaras Municipais que utilizarem os nossos espaços!
Além do anúncio em anexo,  os interessados podem solicitar o programa do concurso, bem como, o acesso aos projetos dos espaços para concessão!

                
Saudações Transmontanas e Alto Durienses                          

                                  A Direção da CTMAD

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Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro

Campo Pequeno, 50 - 3º Esq.

1000-081 Lisboa

http://ctmad.pt/




O que está em causa é mais importante do que Trump

 


Rui Ramos

Colunista do Observador

Quem preza o Ocidente e a democracia liberal deveria desejar uma vitória americana, independentemente do que pense de Donald Trump.

Observador, 10 Abril 2026, 00:25

https://observador.pt/opiniao/o-que-esta-em-causa-e-mais-importante-do-que-trump/

 

A ditadura iraniana esteve sujeita, durante mais de um mês, a uma campanha aérea que eliminou quase todos os seus líderes e uma grande parte dos seus recursos militares. Ficou sem defesa aérea, e os mísseis e drones com que atacou foram, de modo geral, anulados pela defesa dos países vizinhos. Sofreu mesmo a humilhação de nem ter conseguido impedir os EUA de resgatarem dois pilotos bem dentro do seu território. Mas a ditadura mantém-se, e criou insegurança suficiente no golfo Pérsico para interromper a circulação marítima. Agora, aproveita a pausa da guerra para simular vitória. Era de esperar. O que talvez seja de admirar mais é a precipitação com que uma parte das elites políticas ocidentais deu razão aos mullahs nessa reclamação espúria. Porquê?

Porque desde o início que, para essas elites, o que esteve em causa nesta guerra não foi a teocracia sanguinária e corrupta de Teerão, mas a presidência de Donald Trump. Por isso, embora não tivessem torcido pelos mullahs, torceram para que as coisas corressem mal e Trump, com os preços a subirem, tivesse de desistir. No New York Times, escrevia-se ontem que este tinha sido o “Suez” de Trump. Era uma alusão à operação militar que, em 1956, confirmou o eclipse do poder da Inglaterra e da França no Médio Oriente. Seria desejável isso acontecer aos EUA, só para Trump perder as legislativas de Novembro?

Valerá a pena repetir que não é Trump que está em causa? Que é a ditadura clerical do Irão, um regime apocalíptico que matou em Janeiro milhares de iranianos, que prometeu destruir Israel, que tem atacado e subvertido a vizinhança, que é um aliado crucial de Putin, e que é o foco do radicalismo islâmico que inspira o terrorismo entre os muçulmanos? O Ocidente tentou lidar com a ditadura iraniana através de sanções. Inutilmente. Resta-lhe a força militar. Se agora se concluísse que também essa não é suficiente, por relutância dos EUA em suportar os custos da guerra, o problema não é só de Trump nem só para Trump. Não é só de Trump, porque se os EUA não podem ganhar esta guerra sob Trump, nunca a ganharão sob nenhum outro presidente, a quem, além de faltar os meios, faltaria também a vontade. O problema não é só para Trump, porque é a Europa quem já está ao alcance dos mísseis iranianos, uma Europa quase sem armas e com grandes populações muçulmanas, a quem os jihadistas não deixariam de tentar mobilizar com um insucesso americano. Talvez mais gente saiba isto do que parece. Talvez por isso não tenhamos tido as marchas contra a guerra de 2003.

Se nada correr bem, terá sido culpa de Trump por ter tentado desarmar agora os tiranos de Teerão? A guerra é uma opção terrível, mas a inacção teria sido apenas um caminho mais silencioso para a derrota. Os que dizem que só se deveria atacar o regime iraniano quando dispusesse comprovadamente de armas nucleares nem percebem que nesse momento já não seria possível atacá-lo sem arriscar uma guerra nuclear. O sucesso também não estaria garantido se o presidente dos EUA fosse menos bombástico. Nenhuma conversa mais gentil teria persuadido os governos europeus, paralisados pelo medo da imigração muçulmana e dos custos do rearmamento, a ajudar.

Repito: o nevoeiro da guerra ainda não se levantou. A ditadura iraniana certamente que não está mais forte. Trump pode ter alcançado, ou vir a alcançar, os seus objectivos (acima de todos, degradar a capacidade do Irão de projectar poder). Quem preza o Ocidente e a democracia liberal deveria desejar isso, independentemente do que pense de Donald Trump. O que está em jogo é muito mais importante do que o número de congressistas e senadores que o partido de Trump pode eleger em Novembro.


Restituições Seletivas: Onde Termina a Justiça e Começa a Fatura Política?

 

Nuno Nabais Freire

@Nuno_Nabais_ X

Restituições Seletivas: Onde Termina a Justiça e Começa a Fatura Política?

O recente apoio de Emmanuel Macron ao pagamento de reparações pela escravatura, sob a bandeira da "justiça restaurativa", é o mais recente capítulo de uma tendência perigosa: a transformação da História num tribunal de exceção, onde a sentença é ditada pela conveniência política do presente e não pela verdade dos factos.


O argumento, embora sedutor na sua capa de humanismo, esconde um simplismo que ignora a densidade da experiência humana.

A História raramente se escreve a preto e branco. Como defendi anteriormente em "A Escravatura não tem dono… tem História", https://observador.pt/opiniao/a-escravatura-nao-tem-dono-tem-historia/ .Este fenómeno não foi um exclusivo de uma raça, de um continente ou de uma religião. Foi uma chaga transversal. Ao insistir numa responsabilidade politicamente unilateral, ignora-se, deliberadamente, que o tráfico transatlântico só foi possível graças a uma infraestrutura de colaboração: impérios e elites africanas foram agentes ativos, lucrando com a venda dos seus pares. Se o crime é da Humanidade, por que razão a conta é apenas apresentada a uma parte? Uma justiça que escolhe os culpados com base na geografia atual não é justiça é sinalização de virtude.

Fala-se, com frequência, do que foi retirado, mas impõe-se um silêncio cúmplice sobre o que foi deixado. Tomemos o Brasil ou as antigas colónias: a riqueza produzida não fluiu apenas num sentido. Ela financiou a arquitetura das cidades, as instituições jurídicas, a língua que une continentes e os modelos de Estado que hoje permitem a estas nações reclamar reparações. Ignorar que os Estados modernos são os herdeiros diretos das estruturas que geriram e beneficiaram desse sistema, localmente, é uma forma de negação histórica. Estaremos dispostos a auditar não só as perdas, mas também os benefícios civilizacionais que estas nações hoje usufruem?

A lógica das reparações abre uma "caixa de Pandora" de consequências absurdas. Se aceitarmos a retroatividade da culpa sem limites temporais, onde paramos? Deverá a Itália indemnizar a Europa pelos escravos do Império Romano? Deverá a Turquia responder pelos séculos de escravidão sob o domínio Otomano? Ou deveremos processar os descendentes dos fenícios?

Quando se tenta punir cidadãos contemporâneos por crimes cometidos por antepassados que eles não escolheram, contra vítimas que já não existem, a justiça perde o seu objeto e torna-se um instrumento de poder. Estamos a criar um "Paradoxo Kafkiano" um mundo que tenta saldar dívidas impagáveis através de mecanismos que já não conseguem identificar, com rigor, nem o credor nem o devedor.

Uma civilização que transforma a sua História numa narrativa de conveniência abdica da procura da verdade para se concentrar na organização de culpas. A História deve ser lição, não arma de arremesso. Como nos ensinou Cícero em De Oratore

Historia vero testis temporum, lux veritatis, vita memoriae, magistra vitae nuntia vetustatis. ( A história é, em verdade, a testemunha dos tempos, a luz da verdade, a vida da memória, a mestra da vida, a mensageira da antiguidade )

Se apagarmos a "luz da verdade" em favor do brilho da demagogia, ficaremos cegos perante o futuro.

P.S.:Se o critério de Macron para a "justiça restaurativa" é o ressarcimento por danos históricos, Portugal deveria ser o primeiro na fila para apresentar a fatura à França. Durante as Invasões Napoleónicas, o nosso país foi alvo de um esbulho sistemático, de um roubo de património artístico e de uma destruição infraestrutural que atrasou o nosso desenvolvimento em décadas. Se a moda é a retroatividade indemnizatória, que comece a França por dar o exemplo e pagar a Portugal o que Napoleão saqueou. Ou será que a "justiça" de Macron só se aplica quando a fatura é para os outros pagarem?

quinta-feira, 23 de abril de 2026

Carta a um Amigo

 

JORGE  GOLIAS


Carta a um Amigo

Meu caro Carlos Alberto,

Conheço-te desde sempre e tu a mim desde que te conheces! Fazendo tu hoje 80 anos está explicado o tempo do meu conhecimento. A certa altura cada um seguiu o seu caminho. Com um cruzamento no velhinho e sempre novo IST, onde ambos andávamos nas engenharias. Depois voltámos a andar longe vários anos, mas, nas voltas que a vida dá, um dia, cruzámo-nos na zona do Marquês de Pombal. Creio que foi desde esse dia que nos voltámos a juntar, agora em sede da Casa de TMAD, por onde entrei pela tua mão. Estavas nos órgãos directivos, onde, aliás, sempre estiveste até hoje. Perguntaste-me o que fazer para animar a Casa. Sugeri-te os Dias DD, ou seja, Dia de Mirandela, etc. E fizemos logo vários dias DD, com sucesso e com destaque para a nossa terra que veio cá em força duas vezes. Depois lembrámo-nos de instalar a Tertúlia Transmontana, muito animada por dois actores amadores do Grupo PT, tu e a Elsa, que viria a ser a minha dizedora preferida. Já vos tinha visto em algumas peças e gostei. Tu representavas bem e bem cantavas, sobretudo o emblemático Marião. Ah, e tocavas cavaquinho. Tal como o João Rocha, que também tocava e cantava bem. Depois ganhámos a Ana Maria Calado, a magnífica voz da rádio, que nos encantou e entrevistou a todos para todas as rádios transmontanas. Que foi um vulcão que apareceu e desapareceu dramaticamente. O João Vicente surge então entre nós com a sua boa presença que foi um belo reforço do grupo. Outros amigos se nos juntaram, Eduardo Botelho, que com a sua presença era sempre o narrador, Elsa Vera, João de Deus e, assim, animámos a Casa durante uns 12 anos.

Curiosamente, com tantos distanciamentos da vida, vivíamos todos os reencontros como se nunca tivéssemos deixado de nos ver!

E pronto, aqui chegados, a Tertúlia foi-se esgotando, mas a nossa amizade continua firme. Ter Amigos é o melhor que a vida nos pode dar. Sou Teu Amigo e aqui estou a dar-te os Parabéns por teres chegado à marca de Octogenário. Estás agora mais perto de mim.

Que passes um Dia Feliz junto da tua Família.

Abraço fraterno,

JG85

 

22/04/2026

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