sábado, 25 de abril de 2026

A ARTE DA TALHA EM TERRAS DE PENAGUIÃO SÉCULO XVIII - ARMANDO PALAVRAS

 Por Maria da Graça



INTRODUÇÃO 

 

1- ORIGENS MEDIEVAIS

 

Refere uma certa tradição que as terras de Penaguião foram conquistadas aos mouros, cerca do ano 1000, pelos irmãos Dom Tedo e Dom Gusendo *1.

A sua primitiva sede terá sido no lugar do Pousadoiro (Américo Costa). Só em finais de Setecentos o concelho se passou a chamar Santa Marta de Penaguião, tomando o nome do lugar que então existia - Santa Marta (Américo Costa, Carvalho da Costa, José Mendes Amado).

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Altar de Nossa Senhora dos Remédios

*1 Embora não sendo objecto deste estudo, entendemos, por uma questão de contextualização, determo-nos, ainda que muito breve, na origem toponímica do termo. Clássicos como Carvalho da Costa , na sua Corografia Portuguesa, apelam a uma tradição situada próximo do ano Mil, quando os irmãos Dom Tedo e Dom Gusendo conquistaram estas terras aos mouros. Mais tarde, autores como Américo Costa, fundamentados naquele e numa tradição oral em voga durante todo o século XIX, confirmaram a lenda. Quando os cristãos se viram senhores das terras teriam hasteado o guião dos referidos irmãos no cimo de uma penha. Daí o nome de Penaguião.  Deste modo, a palavra Penaguião teria derivado de Penha + Aguião. Onde Penha significaria penhasco ou elevação e aguião significaria estandarte; o estandarte dos irmãos.

Nossa Senhora dos Remédios
 A origem do termo não andará muito longe da verdade. De facto, em nosso entender, ela teria surgido desta maneira. Composta por estes dois radicais: Penha +Aguião ou Pena + Aguião.

Inclinamo-nos até para a segunda hipótese. Sendo que penha e pena têm significados idênticos. Ambas se referem a elevação de terreno, penhasco ou fraguedo.

Já em relação a aguião, discordamos dos autores acima. Em nosso entender aguião não se refere a um estandarte, mas sim a um acidente geomorfológico. Do latim, aquilõne pretende significar "vento Norte". Assim sendo, aguião pode significar uma de três: vento norte, lado norte, ou direcção norte.

Se bem que as três significações se enquadram perfeitamente na hipótese que defendemos. O Aguião é mencionado nos tombos das propriedades (pelo menos desde a Idade Média) como sendo a direcção norte, utilizado para as suas confrontações. Em documento datado de 1718, o traslado do tombo antigo da Igreja de São Miguel de Lobrigos e da sua anexa São João de Lobrigos, é notório o que acabamos de explicitar. Em apenas cinco fólios (frente e verso), os primeiros cinco do tombo, a palavra aguião surge numerosas vezes, como demarcação limítrofe do assento da igreja.

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Pertença da antiga diocese Suevo-visigótica do Porto, restaurada entre 1112 e 1114, cujo primeiro bispo, Dom Hugo, foi sagrado em 1113, a terra de Penaguião (à altura da Régua) e Baião, eclesiasticamente era um dos dez arcediagos do bispado do Porto que existiam antes da reforma de Dom Martinho Pires, bispo do Porto (eleito em 1185) que, seguindo o modelo de Braga, entendeu acabar com os arcediagos *2. Dos restantes, constavam: Santa Maria (terra da Feira), Maia, Refojos, Aguiar (de Sousa), Penafiel, (de Sousa), Meinedo (Lousada), Gouveia, (Amarante) e Benviver (Marco de Canavezes). ... ...

... ... continua ... ...

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*2 Guia do Arquivo, Arquivo Distrital do Porto, Porto, 1993, p. 44.

 

Hezbollah serve-se de ambulâncias como disfarce de transporte de terroristas.

 

O lodaçal em que as grandes instituições portuguesas mergulharam. Neste caso a Universidade de Coimbra!


 Consulte o site:

https://www.washingtontimes.com/news/2026/apr/19/university-coimbra-covered-antisemitism/


REGISTOS DE CASAMENTO EM GAZA DE 2025: "400 girls between 14 and 16 had become wives" .

 

Cafés de bairro: Pequenas chávenas de bem-estar comum

 


sexta-feira, 24 de abril de 2026

Filhos dos sacanas do regime iraniano, vivem na Europa e nos Estados Unidos da América

 

" A Ucrânia será o alvo seguinte..." - Dudayev, líder da Chechénia há 30 anos.

 

Concurso para a concessão do bar, esplanada, restaurante e loja de produtos regionais, da nova sede da Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro - LISBOA

 

Estimada(o) Consócia(o),

Na sequência do que tinha sido anunciado na última Assembleia Geral da CTMAD e tendo em conta que as obras de construção da Nova Sede já começaram, torna-se urgente lançar o concurso para a concessão do bar, esplanada, restaurante e loja de produtos regionais, uma vez que há questões técnicas que, obrigatoriamente, devem ser tratadas no início da construção da Nova Sede, nomeadamente, a rede de gás, parte elétrica, rede de águas e esgotos, bem como, a localização de alguns equipamentos necessários para a cozinha regional!
Nesse sentido, a Direção da CTMAD, após ter analisado, discutido e aprovado os termos do concurso em questão, preparou o anúncio que segue em anexo e que deve ser divulgado, partilhado e distribuído pela vossa rede de contactos para que chegue ao maior número de empresários da restauração!
Quanto mais concorrentes houver neste concurso, mais transparência vai haver no processo de seleção!
Quantos mais empresários apresentarem propostas, mais possibilidades temos de encontrar aquele que melhor pode defender os interesses da CTMAD!
Quanto mais concorrentes houver mais possibilidade temos de conseguirmos um serviço de qualidade para os sócios, não sócios, turistas, visitantes e apoio às Câmaras Municipais que utilizarem os nossos espaços!
Além do anúncio em anexo,  os interessados podem solicitar o programa do concurso, bem como, o acesso aos projetos dos espaços para concessão!

                
Saudações Transmontanas e Alto Durienses                          

                                  A Direção da CTMAD

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Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro

Campo Pequeno, 50 - 3º Esq.

1000-081 Lisboa

http://ctmad.pt/




O que está em causa é mais importante do que Trump

 


Rui Ramos

Colunista do Observador

Quem preza o Ocidente e a democracia liberal deveria desejar uma vitória americana, independentemente do que pense de Donald Trump.

Observador, 10 Abril 2026, 00:25

https://observador.pt/opiniao/o-que-esta-em-causa-e-mais-importante-do-que-trump/

 

A ditadura iraniana esteve sujeita, durante mais de um mês, a uma campanha aérea que eliminou quase todos os seus líderes e uma grande parte dos seus recursos militares. Ficou sem defesa aérea, e os mísseis e drones com que atacou foram, de modo geral, anulados pela defesa dos países vizinhos. Sofreu mesmo a humilhação de nem ter conseguido impedir os EUA de resgatarem dois pilotos bem dentro do seu território. Mas a ditadura mantém-se, e criou insegurança suficiente no golfo Pérsico para interromper a circulação marítima. Agora, aproveita a pausa da guerra para simular vitória. Era de esperar. O que talvez seja de admirar mais é a precipitação com que uma parte das elites políticas ocidentais deu razão aos mullahs nessa reclamação espúria. Porquê?

Porque desde o início que, para essas elites, o que esteve em causa nesta guerra não foi a teocracia sanguinária e corrupta de Teerão, mas a presidência de Donald Trump. Por isso, embora não tivessem torcido pelos mullahs, torceram para que as coisas corressem mal e Trump, com os preços a subirem, tivesse de desistir. No New York Times, escrevia-se ontem que este tinha sido o “Suez” de Trump. Era uma alusão à operação militar que, em 1956, confirmou o eclipse do poder da Inglaterra e da França no Médio Oriente. Seria desejável isso acontecer aos EUA, só para Trump perder as legislativas de Novembro?

Valerá a pena repetir que não é Trump que está em causa? Que é a ditadura clerical do Irão, um regime apocalíptico que matou em Janeiro milhares de iranianos, que prometeu destruir Israel, que tem atacado e subvertido a vizinhança, que é um aliado crucial de Putin, e que é o foco do radicalismo islâmico que inspira o terrorismo entre os muçulmanos? O Ocidente tentou lidar com a ditadura iraniana através de sanções. Inutilmente. Resta-lhe a força militar. Se agora se concluísse que também essa não é suficiente, por relutância dos EUA em suportar os custos da guerra, o problema não é só de Trump nem só para Trump. Não é só de Trump, porque se os EUA não podem ganhar esta guerra sob Trump, nunca a ganharão sob nenhum outro presidente, a quem, além de faltar os meios, faltaria também a vontade. O problema não é só para Trump, porque é a Europa quem já está ao alcance dos mísseis iranianos, uma Europa quase sem armas e com grandes populações muçulmanas, a quem os jihadistas não deixariam de tentar mobilizar com um insucesso americano. Talvez mais gente saiba isto do que parece. Talvez por isso não tenhamos tido as marchas contra a guerra de 2003.

Se nada correr bem, terá sido culpa de Trump por ter tentado desarmar agora os tiranos de Teerão? A guerra é uma opção terrível, mas a inacção teria sido apenas um caminho mais silencioso para a derrota. Os que dizem que só se deveria atacar o regime iraniano quando dispusesse comprovadamente de armas nucleares nem percebem que nesse momento já não seria possível atacá-lo sem arriscar uma guerra nuclear. O sucesso também não estaria garantido se o presidente dos EUA fosse menos bombástico. Nenhuma conversa mais gentil teria persuadido os governos europeus, paralisados pelo medo da imigração muçulmana e dos custos do rearmamento, a ajudar.

Repito: o nevoeiro da guerra ainda não se levantou. A ditadura iraniana certamente que não está mais forte. Trump pode ter alcançado, ou vir a alcançar, os seus objectivos (acima de todos, degradar a capacidade do Irão de projectar poder). Quem preza o Ocidente e a democracia liberal deveria desejar isso, independentemente do que pense de Donald Trump. O que está em jogo é muito mais importante do que o número de congressistas e senadores que o partido de Trump pode eleger em Novembro.


Restituições Seletivas: Onde Termina a Justiça e Começa a Fatura Política?

 

Nuno Nabais Freire

@Nuno_Nabais_ X

Restituições Seletivas: Onde Termina a Justiça e Começa a Fatura Política?

O recente apoio de Emmanuel Macron ao pagamento de reparações pela escravatura, sob a bandeira da "justiça restaurativa", é o mais recente capítulo de uma tendência perigosa: a transformação da História num tribunal de exceção, onde a sentença é ditada pela conveniência política do presente e não pela verdade dos factos.


O argumento, embora sedutor na sua capa de humanismo, esconde um simplismo que ignora a densidade da experiência humana.

A História raramente se escreve a preto e branco. Como defendi anteriormente em "A Escravatura não tem dono… tem História", https://observador.pt/opiniao/a-escravatura-nao-tem-dono-tem-historia/ .Este fenómeno não foi um exclusivo de uma raça, de um continente ou de uma religião. Foi uma chaga transversal. Ao insistir numa responsabilidade politicamente unilateral, ignora-se, deliberadamente, que o tráfico transatlântico só foi possível graças a uma infraestrutura de colaboração: impérios e elites africanas foram agentes ativos, lucrando com a venda dos seus pares. Se o crime é da Humanidade, por que razão a conta é apenas apresentada a uma parte? Uma justiça que escolhe os culpados com base na geografia atual não é justiça é sinalização de virtude.

Fala-se, com frequência, do que foi retirado, mas impõe-se um silêncio cúmplice sobre o que foi deixado. Tomemos o Brasil ou as antigas colónias: a riqueza produzida não fluiu apenas num sentido. Ela financiou a arquitetura das cidades, as instituições jurídicas, a língua que une continentes e os modelos de Estado que hoje permitem a estas nações reclamar reparações. Ignorar que os Estados modernos são os herdeiros diretos das estruturas que geriram e beneficiaram desse sistema, localmente, é uma forma de negação histórica. Estaremos dispostos a auditar não só as perdas, mas também os benefícios civilizacionais que estas nações hoje usufruem?

A lógica das reparações abre uma "caixa de Pandora" de consequências absurdas. Se aceitarmos a retroatividade da culpa sem limites temporais, onde paramos? Deverá a Itália indemnizar a Europa pelos escravos do Império Romano? Deverá a Turquia responder pelos séculos de escravidão sob o domínio Otomano? Ou deveremos processar os descendentes dos fenícios?

Quando se tenta punir cidadãos contemporâneos por crimes cometidos por antepassados que eles não escolheram, contra vítimas que já não existem, a justiça perde o seu objeto e torna-se um instrumento de poder. Estamos a criar um "Paradoxo Kafkiano" um mundo que tenta saldar dívidas impagáveis através de mecanismos que já não conseguem identificar, com rigor, nem o credor nem o devedor.

Uma civilização que transforma a sua História numa narrativa de conveniência abdica da procura da verdade para se concentrar na organização de culpas. A História deve ser lição, não arma de arremesso. Como nos ensinou Cícero em De Oratore

Historia vero testis temporum, lux veritatis, vita memoriae, magistra vitae nuntia vetustatis. ( A história é, em verdade, a testemunha dos tempos, a luz da verdade, a vida da memória, a mestra da vida, a mensageira da antiguidade )

Se apagarmos a "luz da verdade" em favor do brilho da demagogia, ficaremos cegos perante o futuro.

P.S.:Se o critério de Macron para a "justiça restaurativa" é o ressarcimento por danos históricos, Portugal deveria ser o primeiro na fila para apresentar a fatura à França. Durante as Invasões Napoleónicas, o nosso país foi alvo de um esbulho sistemático, de um roubo de património artístico e de uma destruição infraestrutural que atrasou o nosso desenvolvimento em décadas. Se a moda é a retroatividade indemnizatória, que comece a França por dar o exemplo e pagar a Portugal o que Napoleão saqueou. Ou será que a "justiça" de Macron só se aplica quando a fatura é para os outros pagarem?

A ARTE DA TALHA EM TERRAS DE PENAGUIÃO SÉCULO XVIII - ARMANDO PALAVRAS

  Por Maria da Graça INTRODUÇÃO     1- ORIGENS MEDIEVAIS   Refere uma certa tradição que as terras de Penaguião foram conquistadas...

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