Tempo caminhado
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sexta-feira, 16 de outubro de 2026
DEBATE SOBRE A EXPLORAÇÃO DO LÍTIO NA REGIÃO
Estimada(o) Consócia(o),
O debate decorreu com bastante elevação e moderação entre
os defensores e opositores sobre a questão da exploração do lítio na Região
onde, infelizmente, existem mais pessoas interessadas em difundir informação
enganosa do que propriamente tentarem perceber a origem dos problemas que ainda
existem entre as partes!
A sessão decorreu durante 2 horas e meia, onde todos
tiveram a oportunidade de expressar as suas opiniões sobre o assunto!
No entanto, lamento que os sócios da CTMAD que, de
diferentes formas, defenderam as Gentes de Covas de Barroso, não tenham
aparecido no debate para se informarem melhor do que se está efetivamente a
passar no Barroso, isto porque os sócios da CTMAD que estiveram presentes no
debate, ficaram certamente muito mais esclarecidos sobre o que se está a passar
do que estavam antes!
Por outro lado, foi muito estranho constatar que a Equipa
de Reportagem, pertencente ao Canal NOW, que pediu para assistir ao Debate, ao
fim de duas horas e meio de debate, em vez de colocarem questões sobre o tema
em debate, como seria expectável, tivessem colocado questões sobre a vida
interna da Associação e sobre um “não assunto” que aconteceu há 3 meses atrás!
Percebeu-se que levavam a lição estudada e que seguiram o guião à risca!
Não sei quem poderá estar por trás de tal iniciativa nem
com que intenções, mas depois de um dos períodos mais negros da história, que a
Nossa Casa já viveu, nos últimos meses, é estranho que queiram continuar a
alimentar um não assunto, a não ser que pretendam assim tanto mal à CTMAD?
Vamos esperar pelas próximas horas, vamos estar atentos
ao referido canal, visto que depois do debate ainda fomos confrontados com uma
manifestação de rua, mesmo em frente à Sede da CTMAD contra o lítio, com a
cobertura do Canal NOW, onde eram exibidos cartazes e proferidas palavras de
ordem!
Para terminar, até posso compreender que ainda existam pessoas que precisem de atenção, de preencher as suas vidas vazias, de arranjarem formas de ocupar o seu tempo inútil, da necessidade de se colocarem em bicos de pés ou até de fazerem prova de vida perante carreiras vazias, sem qualquer mérito ou reconhecimento público, como forma de alimentar egos inflamados muito para além das suas reais capacidades, apesar de escreverem uns artigos de opinião ou até de terem alguns contactos na comunicação social, mas como Presidente da Direção não poderei permitir que continuem a prejudicar a Nossa Casa através da maledicência, maquiavelismo ou manipulação doentia!
Saudações Transmontanas e Alto Durienses,
O Presidente da Direção,
-Hirondino Isaías-
quinta-feira, 15 de outubro de 2026
quarta-feira, 14 de outubro de 2026
A Verdadeira História da Escravatura (título original: Unbroken Chains:
A 5,000-Year History of African Enslavement) é uma obra do conceituado
jornalista e investigador Martin Plaut, antigo editor para África do World
Service da BBC. Publicada em Portugal pela editora Clube do Autor, a
obra oferece uma perspetiva ampla e rigorosa sobre os sistemas de servidão que
moldaram o continente africano ao longo de cinco milénios.
O
objetivo central de Martin Plaut é expandir o debate para além do tráfico
transatlântico de escravos (frequentemente o único foco abordado). O autor
demonstra como a escravatura devastou as sociedades africanas desde pelo menos
o ano 2500 a.C., estendendo-se por diversas rotas e geografias:
Eixos Principais do Livro
A
Escravatura no Oceano Índico e Transariana: Plaut detalha o tráfico de escravos em direção ao Médio
Oriente, ao Império Otomano e à Ásia. Esta rota teve dimensões comparáveis à do
Atlântico, mas com uma longevidade significativamente superior.
Práticas
Esclavagistas Internas:
O livro expõe como reinos e impérios dentro da própria África (como os reinos
etíopes ou o Califado de Socoto no século XIX) capturavam e escravizavam
populações locais a uma escala massiva, por vezes equiparável às plantações dos
EUA.
Os
Corsários Barbarescos:
Uma perspetiva menos conhecida abordada na obra é o aprisionamento de mais de
um milhão de europeus brancos por piratas do Norte de África (na costa do
Mediterrâneo e até em incursões mais distantes) para serem vendidos como
escravos.
A
Escravatura Moderna: O
autor encerra com uma análise crítica sobre a atualidade, alertando que a
escravatura sob formas modernas persiste em várias regiões de África,
frequentemente negligenciada por organizações internacionais como a ONU ou a
União Africana devido a constrangimentos políticos.
O
livro gerou debate por contextualizar as atrocidades do comércio atlântico num
panorama global e milenar, revelando a complexidade de parcerias comerciais e
rivalidades históricas que alimentaram este mercado ao longo de gerações.
Pode ainda consultar este site:
https://www.dn.pt/cultura/cinco-mil-anos-de-escravatura
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