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| Virgílio Gomes |
O “calço” é um doce que habitualmente se fazia no período pascal. Também se
faz para a festa de Santa Bárbara. Agora encontramos durante todo o ano em
Macedo de Cavaleiros, local onde a tradição nos diz que terá nascido, tem
vários estabelecimentos que o vende. Para mim é mais um exemplo da imaginação
popular de na Páscoa se fazerem pães doces com base numa massa de pão que é
enriquecida com ovos e açúcar. Nesta linha de produtos nascidos com o mesmo
propósito de celebrar a Páscoa podemos citar os “dormidos” de Bragança, a “bola doce mirandesa”, a “bola doce” de
Carrazeda de Ansiães, o “bolo-podre de Santa Maria” de Valpaços e muitos mais.
Se quisermos atravessar o Atlântico também encontramos um pão especial do Ceará
para o período da Páscoa que é o “pão de coco”, neste caso enriquecido com um
produto local que é o coco.

Como é que os bolos «dormidos» são de Bragança e não são de Trás-os-Montes? É que a padaria mais tradicional de Mirandela, faz os «dormidos» e em casas particulares também se fazem os «dormidos». Aliás, encontro grande afinidade entre os «dormidos» de Mirandela, o «bolo podre» de Sta M.ª de Émeres (patenteado pela família Alcoforado, e a «boleima» doa Alto Alentejo». Um pormenor, os «dormidos» de Mirandela só se fazem em quatro fins-de-semana do ano. Jorge Lage
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