domingo, 31 de dezembro de 2017

Mais de 23.000 termos no Dicionário Transmontano e Alto-duriense de Língua Charra


JORGE LAGE
Há umas três semanas foi noticiado com grande ressonância na comunicação social que se editou, em Bragança, um dicionário com 10.000 termos. O dicionário até terá tido direito a apresentação na Academia das Ciências de Lisboa, o que é bom. Muito bom não me parece que a comunicação social tenha feito grande alarido do feito, como se fosse algo de inédito ou não houvesse, mais que um autor que já tivessem feito esse duro trabalho de casa. Assim, para que conste e em nome da verdade, refiro aqui alguns trabalhos anteriores de diversos autores. Em 2005, Adamir Dias, Manuela Tender e outros colaboradores editaram pela Associação Rotary Club de Chaves o «Dicionário de Transmontanismos» com cerca de 9.000 vocábulos de Trás-os-Montes e Alto Douro. Em 2002, iniciámos um trabalho hercúleo de recolher a memória cultural e a imaterial sobre a castanha, tendo vindo a lúmen: «Memórias da Maria Castanha» e «Maria Castanha Outras Memórias» ambos com imenso vocabulário sobre o mundo castanhícola. Também, com enorme sucesso e bem aceites pelo público vieram a público três livros sobre etnolinguística do concelho de Mirandela: «Mirandelês» (em co-autoria com Jorge Golias, João Rocha e Hélder Rodrigues), «Falares de Mirandela» e «Mirandela Outros Falares». A grande obra de termos transmontanos e alto-durienses, de todos os tempos, publicada em 2013, é a «Língua Charra», de A. M. Pires Cabral, com mais de 23.000 termos, cerca de 400 obras lidas e consultadas. Pires Cabral concretizou o Projecto mais ambicioso de toda uma vida e de grande rigor científico. Foram mais de 20 anos de muito trabalho. Contudo, não se ficou por aí e já prepara uma 2.ª edição revista e aumentada. A Língua Charra é um dicionário de regionalismos e que «bebe» em imensos autores, permitindo-me destacar, Miguel Torga, Aquilino Ribeiro, Camilo Castelo Branco, Guerra Junqueiro, António Cabral e tantos outros. É uma grande obra e uma obra grande que honra e eleva quem a possui ou a vier a adquirir.

Jorge Lage – jorgelage@portugalmail.com – 10NOV2017

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Nunca me nego a convites destes

  
Por: Costa Pereira Portugal, minha terra

 No dia 29 fui a Leiria com uns sobrinhos que fizeram o favor de me levar com eles. Uma deslocação marcada para esse dia no HSA esteve na origem desta deslocação. Enquanto demorou a consulta fiquei eu dentro do carro a ler um livro de Francisco Fernández-Carvajal autor espanhol cujas obras recomendo
Levava em mente logo que encerrada a razão que nos levou ao HSA propor à condutora irmos almoçar ao restaurante COURTESY MARGIN, ao lado da Livraria da Boa Leitura e da loja Lingerie Interioridades, convite que foi aceite e reforçado com outro seu para antes disso irmos à Marinha Grande visitar o Raul Afonso ali internado num Lar da Misericórdia local. Foi só passar pelo restaurante deixar o Paulinho a fazer companhia ao primo Miguel e aí vamos nós cumprir um dever de fraternidade cristã: visitar os doentes, neste caso um familiar.
Muito debilitado o Raul Afonso se deu pela nossa presença não se manifestou com palavras ou gestos fisiológicos. Para não o estar incomodar deixa-lo no seu sossego e  regressamos à “Princesa do Lis”, onde sabíamos além de nós íamos encontrar a D. Lúcia, a Sãozita e o Sr. Bruno Martinho. E um sorriso da Prazeres para a fotografia, entre a mana e a D. Lúcia.
Com mesa já marcada pelo Paulinho, e posta pela proprietária, sua tia Prazeres, foi só chegar e assentar para em boa companhia nos deliciarmos com um saboroso prato de borrego à moda da casa, e bem regado com uma pinga regional, café  e doce da casa. Um regalo de almoço à leiriense.
Depois foi o regressar à aldeia do Padre Jerónimo, personagem de uma obra de Joaquim Paço D´arcos, para participar numa Missa de Corpo Presente, às 15h30. E receber um convite para no dia seguinte, sábado, ir almoçar ao Casal dos Afonsos. Nunca me nego, a convites destes. 

2017, ano saboroso


Alberto Gonçalves . OBSERVADOR

Na Autoeuropa já prometeram outras greves e é certo que não descansarão enquanto os direitos dos trabalhadores não forem devidamente acautelados e os trabalhadores acabarem na fila do desemprego.

Janeiro

Embora os pantomineiros do costume finjam ter visto o povo nas homenagens fúnebres a Mário Soares, a verdade é que as ditas suscitaram sobretudo indiferença. Os motivos serão diversos, mas é inegável que o dr. Soares da liberdade e da democracia fora vítima do dr. Soares antiocidental e “caudilhista” dos últimos anos, longos e humilhantes. O original falecera há muito, e ninguém o avisou. O povo, pelos vistos, estava avisado.

Fevereiro

Em países aborrecidos, as trapalhadas do governo em volta da CGD e do seu novo, e momentâneo, presidente levariam a demissões sumárias. Aqui, levaram o dr. Centeno a explicar-se nas televisões. “Explicar-se” é, claro, força de expressão, que os tremores do homem não deixaram perceber em pleno as frases sem nexo com que tentou brindar-nos. O prestígio internacional do dr. Centeno talvez tenha começado nesse instante. Por cá, a oligarquia reduziu a farsa da CGD a “tricas”, destinadas a esconder os “verdadeiros problemas dos portugueses”. Não há nada a esconder: por regra, os verdadeiros problemas dos portugueses são as criaturas que falam nos “verdadeiros problemas dos portugueses”.

O país oficial indignou-se com a fuga de 10 mil milhões para “off-shores”, uma notícia requentada do “Público” que, apesar de imaginária ou em última instância irrelevante, procurava mostrar a vileza do governo de Pedro Passos Coelho. Quase em simultâneo, o país oficial não se indignou com a Grande Fome ucraniana de 1932-33, cuja condenação no Parlamento foi rejeitada com a abstenção do PS e a rejeição dos dois partidos comunistas. Salva-se a coerência “colectivista”, que prefere ver 40 milhões de pessoas sofrerem às mãos do Estado do que permitir que meia dúzia se livre dele.

Abril

Uma avioneta caiu em Cascais e foi o pretexto (como se fosse preciso um) para o prof. Marcelo irromper no local da queda e em todas as reportagens alusivas. Para a TVI, o prof. Marcelo evitou o pânico. Para o prof. Marcelo, podia ter sido muito pior. Podia, sim senhor: caso o prof. Marcelo estivesse retido numa sessão de “selfies” em Valença do Minho, os cascalenses ficariam desorientados e propensos a lançar-se à Boca do Inferno em quantidades consideráveis. Assim, só houve cinco mortos, no mínimo motivo de celebrações colectivas. E imensos afectos.

Maio

Portugal, Portugal em peso, ganhou o festival da Eurovisão, “certame” de avassalador gabarito. Após décadas de tentativas, mostrámos enfim que somos os maiores ou, pelo menos, tão bons quanto os melhores, leia-se o Azerbaijão, a Sérvia, a Estónia, a Letónia, o Mónaco, o Luxemburgo, a Grécia, a Turquia, etc.

Junho

Incêndios florestais arrasaram Pedrógão Grande e parte dos concelhos vizinhos. Sempre oportuno, às primeiras notícias o prof. Marcelo assegurou que fora feito tudo o que era possível. O dr. Costa, uma ministra macambúzia e um secretário de Estado disseram coisas ainda mais tranquilizadoras. No final, contaram-se, pelos vistos por baixo, 64 mortos, o 16º pior evento do género na História e o terceiro neste século. Para os poderes públicos, foi igual a nada, ou uma dispensável chatice que os obrigou a trabalhos para apurar quem se queimava (sem trocadilho) menos com o assunto. Pouco dado a trabalhar, o dr. Costa partiu para a praia.

Julho

O país viu-se informado de que desapareceu uma resma de armamento da base militar de Tancos. Mas o ministro da Defesa fez questão de acrescentar, primeiro, que o roubo não foi dos maiores de sempre na Europa. Depois, que o roubo se calhar nem aconteceu. Por fim, que o material roubado apareceu quase impecável. O mal destas notícias é chegarem a ser notícia. Felizmente, as chefias da Protecção Civil, rigorosamente escolhidas entre os melhores amigos do dr. Costa, proibiram os bombeiros de opinar sobre os incêndios. Ao esclarecer que “a informação devidamente organizada e estruturada é uma mais-valia para todos”, o dr. Costa exibiu relativa familiaridade com a “teoria da imprensa” de Lenine e maior familiaridade com o “Público”, o “DN”, a RTP, a TVI e a SIC. Essa história da liberdade é uma falácia burguesa.

Agosto

A xenofobia é má? Depende. Se for dedicada àqueles que, nem sei bem porquê, passeiam em férias por este abençoado país, é altamente recomendada. Em Agosto, os portugueses que, a julgar pelo Instagram, fazem turismo em praias exóticas ou outros lugares paradisíacos, não deixam de se sentar ao computador, a lastimar os estrangeiros que fazem turismo no Porto e em Lisboa, no Douro e nos Algarves. É uma actividade como qualquer outra, com a vantagem de despertar a atenção dos poderes centrais, locais e adicionais, todos empenhados em dificultar a entrada de incautos em Portugal ou, no mínimo, infernizar-lhes a estadia. Sujeito a incontáveis taxas e taxinhas, para não falar das greves dos transportes, do preço dos combustíveis e das restantes alegrias da vida lusitana, o turista fica a perceber o que os guias apenas prometem: a realidade indígena. Fica também vacinado.

Setembro

Os avanços civilizacionais continuam. Após o respectivo sindicato ser tomado pelo PCP, os funcionários da Autoeuropa entraram em greve, coisa nunca vista por ali. Entretanto, já prometeram outras greves e é certo que não descansarão enquanto os direitos dos trabalhadores não forem devidamente acautelados e os trabalhadores acabarem na fila do desemprego. O socialismo não se constrói sem umas dorzinhas pelo meio – e um sofrimento lancinante no fim. Parece absurdo, mas é absurdo.


Outubro

Por inúmeras causas, que inúmeros especialistas descrevem na televisão, metade do país voltou a arder. Desta vez, a quantidade de mortos não passou dos 45, insignificância que, somada aos 64 de Junho, serviu para demitir uma ministra. Por este irresponsável andar, não tarda que 200 cidadãos carbonizados demitam dois ministros, 300 baixas casuais demitam três ministros, 500 ocorrências a lamentar demitam um terço do governo e 1000 infelicidades provoquem – o diabo seja cego, surdo e mudo – a demissão do próprio dr. Costa. Não admira que Nádia Piazza, a mulher que perdeu o filho em Pedrógão Grande e, estranhamente, não ficou radiante, seja insultada com regularidade por certo PS: os danos colaterais não podem comprometer a felicidade da pátria.

Novembro

A saída de Pedro Passos Coelho foi uma alegria e um alívio para a frente de esquerda, para os comentadores de “direita” que votam no PS e, aparentemente, para a “direita” propriamente dita. Num ápice, o PSD arranjou dois candidatos à sucessão. Por coincidência, ambos parecem mais empenhados em demarcar-se do antecessor do que do dr. Costa. Ninguém quer carregar a fama de “neoliberal”. Mas não seria mau que, um dia, nos tocasse um bocadinho do proveito.

Dezembro

Em competição renhida com um luxemburguês, um eslovaco e uma letã, o importantíssimo dr. Centeno alcançou a importantíssima chefia do importantíssimo Eurogrupo. Numa notícia não relacionada, a dívida pública manteve-se em níveis impecáveis. Noutra notícia não relacionada, todos os partidos, excepto o CDS, aprovaram a isenção do IVA para os seus negócios. Numa terceira notícia igualmente solta, a autarquia da capital investiu 57 mil euros em cartolinhas para o Ano Novo. Uma última notícia avulsa: o Ano Novo tresanda a velho.

sábado, 30 de dezembro de 2017

A fogueira do galo em Lagoaça

 
A antiguidade de certas tradições, há muito que apagaram da memória dos povos, os significados de certos rituais. Deles resta uma fagulha viva das memórias ancestrais. A Fogueira do Galo é ainda celebrada em muitas aldeias transmontanas, como em Lagoaça, como o demonstra esta bela fotografia retirada da página Amigos de Lagoaça.
O simbolismo do fogo é rico, como foi demonstrado por vários autores, associando-o à imagem de Deus – de purificação e iluminação: G. Durand, Bachelard, E. Burnouf, Pseudo- Dionisio Areopagita, Jean Chevalier, Alain Cheerbrant, ou Mircea Eliade.

"O ENTERRO DO VELHO"


                                       Foto de José Veríssimo - Picotino, Lagoaça

Jose Verissimo
‎ para Amigos de Lagoaça

Desde a ancestralidade tradições mítico-religiosas celebraram o solstício de inverno e, tendo em conta a sua popularidade, novos credos as aproveitaram para atingir outros fins. Em alguns casos esses rituais chegaram aos nossos dias.
O ritual do "enterro do velho" em Lagoaça celebrou-se até à década de 80 e penso que faço parte da ultima geração que nele participou.
Típica manifestação do planalto mirandês, celebra a morte do que é velho e exalta o renascimento da vida. A germinação da natureza adormecida.
O ritual era levado a cabo por adolescentes no ultimo dia do ano e a azafama era grande. O velho e todo o envolvente tinham que estar preparados para o enterro a realizar durante a tarde de 31 de dezembro.
Enquanto uma parte do grupo ficava num "palheiro" pré definido a encher com palha umas roupas velhas para dar forma ao defunto, outros íamos à "cruzinha" procurar umas caveiras de animais mortos, ali lançados para as "abetardas", que espetávamos na ponta de paus e serviam de alanternas durante o enterro.
O mais habilidoso, esculpira um falo avantajado com um furo transversal na extremidade inferior, por onde passava um arame que o fixaria discretamente entre as pernas do velho; daí partia um fio até à sua cabeça, que, puxando-o, proporcionava simulações de ereções durante as (exéquias) fúnebres.
Tradição igualmente mantida no Equador
O velho era transportado numa padiola por alguns de nós, quatro ou seis, mascarados, mais um padre e dois alanternas.
Percorríamos as principais ruas da aldeia em cortejo, acompanhado de enorme algazarra. Tocávamos chocalhos, transportávamos algumas bexigas das matanças na ponta de canas e aos gritos de "Morra o velho e viva o novo" lá íamos nós. Durante o percurso existiam paragens estratégicas, locais onde se concentrava mais gente (largo do olmo, largo eiró, cimo da costa, santa cruz e praça) onde era lido um discurso, que exaltava os defeitos e as virtudes do defunto, esporadicamente interrompido por gritos de "viva o novo e morra o velho", picarescas ereções acompanhadas de chocalhadas e umas boas pingas de vinho bebido por uma bota.
Já noite, chegados à praça, o velho era erguido na vertical e, num ultimo adeus, aos gritos de "morra o velho e viva o novo", era incendiado com um "fachoqueiro" ante a contemplação geral.
O enterro do entrudo era em muito semelhante, futuramente falaremos dele.
J.V.

Quando o blog vale mais que o jornal


BARROSO da FONTE
Rendo-me ao mérito dos blogues que vieram preencher o vazio das revistas cor-de-rosa e dos jornais que vendem o crime como se fosse o erotismo dos antropófagos. O universo entrou em erupção a começar pelos seres humanos que se julgam donos de quanto a vista alcança e o sonho ficciona.  A informática agigantou-se perante o que o poder da mente atingira como explicável. Na viragem do século XX para o XXI, o progresso científico marcou o fim do ciclo empírico para o qualitativo, cujos sortilégios ofuscam os homens que se consideravam deuses. A estação espacial das novas gerações, ainda não foi localizada porque a mente humana, cedeu à ambição dos mais ousados.
O blog é hoje a ferramenta mais usada para cruzar o globo e para incendiar o planeta que nos foi colocado debaixo dos pés, como palco de todas as veleidades científicas.
Desde que troquei o cajado de pastor pela lapiseira, viciei-me na arte de formar e de informar. É esta a definição do jornalismo com o qual noivei aos catorze anos. Foi em 1953 que contraí esse vício. Faz 65 anos no próximo dia 24 (de Janeiro). O calendário informa que o ano tem: 365,242199 dias. Se multiplicar estes 365,242199 (dias) por 65 anos, sendo certo que todos os dias escrevi, em média, um artigo, confirmará que fui autor de, pelo menos: 23.9740 742. É óbvio que, simultaneamente, colaborei em diversos jornais, regionais e nacionais, diários, semanários, quinzenários e mensários. De uns fui mero colaborador, de outros, chefe de redação, de mais alguns fundador e diretor.
Se menciono estas minúcias no intróito do blog tempocaminhado@gmail.com é para lembrar aos mais novos que nestes meus 65 anos de «cabouqueiro» da imprensa regional (e não só), é porque o jornalismo atravessou diversas fases até chegar ao estado em que o vemos perder o impacto que teve entre os séculos XX e o XXI.
 Nos últimos 50 anos do século passado era o tempo do chumbo. Existiam as muitas tipografias que tinham os tipos (daí o nome de tipografia) no tabuleiro. Os tipógrafos, encostados às mesas com esses tabuleiros, com o texto manuscrito ou dactilografado à sua frente, por ordem alfabética das letras de cada palavra, compunham as colunas e as páginas, pesadas e inamovíveis. A seguir vieram as grandes rotativas que através de elevadas temperaturas transformavam o chumbo, em linhas uniformes que depois de arrefecidas em água, alinhavam nas colunas e com estas páginas. As fotografias tinham que ser fundidas em zinco-gravuras. No Porto havia, pelo menos, uma casa especializada no tratamento dessas chapas que vinham coladas num soco de madeira, com a altura da página.
A quarta fase trouxe-nos a geração do offset que aboliu a zinco-gravura e evitou as viagens apressadas ao Porto. A geração mais recente é a edição digital em que tudo se faz com um computador, equipado com programas para realizar todas as tarefas inerentes às publicações. Deixaram de ser precisas ferramentas, como: o estêncil, o telex e o fax.
A internet simplificou centenas de anos, porque a era da informática e da internet revolucionaram tudo quanto se usara no mundo da informação.
 Aquilo que por muitos anos se chamava jornalismo, passou a chamar-se comunicação audiovisual no sentido lato do termo. O vocábulo jornalismo era restrito à imprensa escrita. É um francesismo que se usava para divulgar as notícias do dia.
Podemos hoje, tratar por tu: a comunicação escrita, falada e vista. Ou aquilo que se escreve, se fala ou se vê: jornal, rádio e televisão. Outros chamam ao trio: os audiovisuais.
A generalização destas ferramentas, dividiram a sociedade em duas metades: antes e depois da internet.
Pessoalmente resisti ao salto para o uso da nomenclatura informática. Uso-a pela certeza de que é irreversível. Veio para ficar. Da minha geração para trás quem não se integrar ficará isolado. Na linguagem falada, na utilização dos meios tecnológicos, no acesso aos sortilégios do desenvolvimento, na equidade aos meios sociais, na fruição dos bens da natureza. Na era do áudio não sou exemplo para ninguém. Mas dá para reconhecer que o defeito é meu e não da complexidade tecnológica em que todos estamos envolvidos.

Tradicional "Jantar de Reis" com lançamento de " Mosteiro(Pedrógão Grande) As Cinzas e a Esperança”

 Cara/o Associada/o,
  A Direção da Casa de Trás-os-Montes e Alto-Douro tem o prazer de a/o convidar para a assistir à apresentação do Livro:
" Mosteiro(Pedrógão Grande) As Cinzas e a Esperança”,da autoria de João de Deus Rodrigues, a realizar  no próximo dia 5 de Janeiro, sexta-feira, pelas 18.00horas , na sua Sede, Campo Pequeno, N.º 50, 3º Esq.,em Lisboa.
A apresentação do livro será feita pelo Cor.Eng.Jorge Golias, com a leitura de textos pelos vários elementos da "Tertúlia Transmontana" e seguida do tradicional jantar de Reis da "Família Transmontana e Duriense".
 
Contamos com a sua presença,
 
A Direção

  
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Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro
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Telef. 21 7939311/ 916824293

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