domingo, 23 de fevereiro de 2025

É Barrosão o Jornalista Português que mais anos dedicou à escrita

 

João Miranda


Tem carteira profissional válida até Fevereiro de 2026. Já em 2013, o Coronel Dias Vieira e o também jornalista profissional João Pedro Miranda, publicaram o livro: 60 anos de Jornalismo de Causas e Casos, com 254 páginas e que já teve três edições.

Em 2017 o Jornal de Notícias, de 23/6/23, noticiou que Barroso da Fonte ascendera a Decano dos Jornalistas Portugueses vivos, após a morte, em 2017, de Eduardo Pinto Soares, do Jornal de Matosinhos. Tal como Dias Vieira escreveu, na página 26 daquele livro, B.F. estreou-se, como jornalista, na Voz de Trás-os-Montes, de 24 /1/1953, há por isso 72 anos.

O signatário tem vindo a preparar na sua Editora Cidade Berço, o espólio jornalístico, literário e artístico de Barroso da Fonte, que passa por: 62 livros publicados, em prosa e verso, 67 prefácios, cerca de uma centena de separatas e artigos científicos. Como exemplo somou, nos anos em que foi delegado do JN, em Chaves e depois Guimarães, 472 artigos de opinião. E prepara uma publicação para contestar o volume das meias verdades comemorativo dos 40 anos da Universidade do Minho.

Este filho das Terras de Barroso acabou de completar 86 anos de vida e prepara um substancial volume de outros livros temáticos, já em fase de ultimação, que podem ser consultados no seu espaço cultural/biblioteca, no centro da cidade onde vive.


Lamenta-se que o poder político das suas origens e da cidade onde constituiu Família, teimem em fechar os olhos às lutas travadas, nos seus 58 anos de vida profissional ativa, quer como primeiro responsável da Biblioteca Municipal Raul Brandão, onde o seu maior adversário assinou e colocou a placa de inauguração; quer na defesa da metade vimaranense da Universidade do Minho, quer na construção do Pavilhão Francisco de Holanda; quer a vitória dos Jogos sem Fronteiras, na conquista e organização do Campeonato do mundo de Andebol; quer as saudosas Quartas Feiras Culturais, com o Saber é Giro; assim como a Feira do Entulho e a Euroarte, que levou a Guimarães os melhores pintores de nove países da Europa. Foi nesse seu mandato (1986-1990) como vereador da Cultura, da Educação, Saúde Desporto e Turismo que nasceram as estruturas básicas em Guimarães. E, após deixar a política, prosseguiu como Conservador e Diretor do Paço dos Duques de Bragança e do Castelo da Fundação de Portugal. Barroso da Fonte fez ali renascer a residência do Presidente da República, do norte do país. Ali pernoitou Mário Soares e sua Esposa, na receção que o Pai da democracia Portuguesa ali proporcionou ao então Presidente do Brasil, Collor de Melo. Quer Mário Soares, quer o seu homólogo do País irmão, louvaram e atribuíram as insígnias das correspondentes honrarias a Barroso da Fonte e seus colaboradores. Depois da utilização nesse acto oficial, nunca mais a residência do Chefe de Estado no norte País foi aberta, o que se lamenta por empobrecer a Colina Sagrada do Altar da Pátria.

 

Coincidindo com a idade e estatuto de Barroso da Fonte, a cronologia registada pela rubrica diária da Biblioteca Pública do Município do Porto, para memória futura, anotou:

1) 20 de fevereiro de 1978 1ª reunião do GI – Gabinete de Imprensa de Guimarães, fundado em 3 de março de 1976, juntando diretores de jornais diários e de jornais locais. Criou cursos de jornalismo e acreditou jornalistas, antes do Governo ter criado o cartão profissional (Barroso da Fonte, “O Conquistador”, 14 out. 2016, última pág.). O jornal do G.I. pode ser consultado na BPMP na cota P-C-701. Jornalismo.

 2) 13 de Fevereiro de 2019 - Fundação em Guimarães da Associação Grã Ordem Afonsina, com três objetivos: acertar a data da «primeira tarde Portuguesa», ocorrida na Batalha de S. Mamede, em 24 de Junho de 1128; o nascimento do Fundador de Portugal, em 25 julho de 1111 (não há certeza absoluta quanto ao ano) e o Dia Mundial da Lusofonia, em 5 de Maio, por decisão da UNESCO.

3) 9 de fevereiro de 1939 – Nasce em Montalegre Barroso da Fonte, mestrado em Filosofia, militar em Angola, diretor da antiga Direção-Geral da Comunicação Social do Porto, vereador da Câmara de Guimarães (1986-90), diretor dos Paços dos Duques de Bragança e Castelo da Fundação (1990-95), diretor do jornal “O Comércio de Guimarães” (1984-94) e de “Poetas & Trovadores”, “A Voz do Combatente” e da revista “Gil Vicente”; colaborador em vários jornais e autor de livros. Fundou o G.I. – Gabinete de Imprensa, em 3 de março de 1976, juntando diretores de jornais diários e de jornais locais. Criou cursos de jornalismo e acreditou jornalistas, antes do Governo ter criado o cartão profissional (Barroso da Fonte, “O Conquistador”, 14 out. 2016, última pág.). Os jornais do G.I. podem ser consultado na BPMP nas cotas P-C-678 e P-C-701.

As três efemérides nesta data mencionadas, que mereceram ser registadas pela insuspeita organização da Biblioteca Pública Municipal do Porto, afirmam e confirmam que o atual decano dos jornalistas vivos tem sido descriminado por motivações endemoninhadas.

 

O Sal da História - Monumento aos Combatentes do Ultramar

No contexto do que deixo dito sobre o imparável Jornalista Barrosão, remeto os leitores do Notícias de Barroso para o livro «O sal da História», da autoria do Doutor Armando Manuel Gomes Palavras que será lançado brevemente em Lisboa. Com chancela da Editora Cidade Berço, este volume de 160 páginas conta toda a história do processo de construção do Monumento aos Combatentes do Ultramar, erigido em Lisboa, na zona de Belém, junto ao Forte do Bom Sucesso.

Fica aqui a homenagem a Barroso da Fonte, barrosão dos 4 costados, decano dos jornalistas portugueses e Comendador da Ordem do Rio Branco, quando acaba de completar 86 anos de vida activa e civicamente exemplar.

 

João Miranda

 

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