João Miranda
Em 2017 o Jornal de Notícias, de 23/6/23, noticiou que
Barroso da Fonte ascendera a Decano dos Jornalistas Portugueses vivos, após
a morte, em 2017, de Eduardo Pinto Soares, do Jornal de Matosinhos.
Tal como Dias Vieira escreveu, na página 26 daquele livro, B.F. estreou-se,
como jornalista, na Voz de Trás-os-Montes, de 24 /1/1953, há por isso 72
anos.
O signatário tem vindo a preparar na sua Editora Cidade Berço,
o espólio jornalístico, literário e artístico de Barroso da Fonte, que passa
por: 62 livros publicados, em prosa e verso, 67 prefácios, cerca de uma centena
de separatas e artigos científicos. Como exemplo somou, nos anos em que foi
delegado do JN, em Chaves e depois Guimarães, 472 artigos de opinião. E
prepara uma publicação para contestar o volume das meias verdades comemorativo
dos 40 anos da Universidade do Minho.
Este filho das Terras de Barroso acabou de completar 86 anos de vida e prepara um substancial volume de outros livros temáticos, já em fase de ultimação, que podem ser consultados no seu espaço cultural/biblioteca, no centro da cidade onde vive.
Lamenta-se que o poder político das suas origens e da cidade
onde constituiu Família, teimem em fechar os olhos às lutas travadas, nos seus
58 anos de vida profissional ativa, quer como primeiro responsável da
Biblioteca Municipal Raul Brandão, onde o seu maior adversário assinou e
colocou a placa de inauguração; quer na defesa da metade vimaranense da
Universidade do Minho, quer na construção do Pavilhão Francisco de Holanda;
quer a vitória dos Jogos sem Fronteiras, na conquista e organização do
Campeonato do mundo de Andebol; quer as saudosas Quartas Feiras Culturais,
com o Saber é Giro; assim como a Feira do Entulho e a Euroarte,
que levou a Guimarães os melhores pintores de nove países da Europa. Foi nesse
seu mandato (1986-1990) como vereador da Cultura, da Educação, Saúde Desporto e
Turismo que nasceram as estruturas básicas em Guimarães. E, após deixar a
política, prosseguiu como Conservador e Diretor do Paço dos Duques de Bragança
e do Castelo da Fundação de Portugal. Barroso da Fonte fez ali renascer a
residência do Presidente da República, do norte do país. Ali pernoitou Mário
Soares e sua Esposa, na receção que o Pai da democracia Portuguesa ali
proporcionou ao então Presidente do Brasil, Collor de Melo. Quer Mário Soares,
quer o seu homólogo do País irmão, louvaram e atribuíram as insígnias das
correspondentes honrarias a Barroso da Fonte e seus colaboradores. Depois da
utilização nesse acto oficial, nunca mais a residência do Chefe de Estado no
norte País foi aberta, o que se lamenta por empobrecer a Colina Sagrada do
Altar da Pátria.
Coincidindo com a idade e estatuto de Barroso da Fonte, a
cronologia registada pela rubrica diária da Biblioteca Pública do Município
do Porto, para memória futura, anotou:
1) 20 de fevereiro de 1978 – 1ª reunião do GI – Gabinete de Imprensa de Guimarães, fundado em 3 de março de 1976, juntando diretores de jornais diários e de jornais locais. Criou cursos de jornalismo e acreditou jornalistas, antes do Governo ter criado o cartão profissional (Barroso da Fonte, “O Conquistador”, 14 out. 2016, última pág.). O jornal do G.I. pode ser consultado na BPMP na cota P-C-701. Jornalismo.
2) 13 de Fevereiro de 2019 - Fundação em Guimarães da Associação Grã Ordem Afonsina, com três objetivos: acertar a data da «primeira tarde Portuguesa», ocorrida na Batalha de S. Mamede, em 24 de Junho de 1128; o nascimento do Fundador de Portugal, em 25 julho de 1111 (não há certeza absoluta quanto ao ano) e o Dia Mundial da Lusofonia, em 5 de Maio, por decisão da UNESCO.
3) 9 de fevereiro de 1939 – Nasce em Montalegre Barroso da Fonte, mestrado em Filosofia, militar em Angola, diretor da antiga Direção-Geral da Comunicação Social do Porto, vereador da Câmara de Guimarães (1986-90), diretor dos Paços dos Duques de Bragança e Castelo da Fundação (1990-95), diretor do jornal “O Comércio de Guimarães” (1984-94) e de “Poetas & Trovadores”, “A Voz do Combatente” e da revista “Gil Vicente”; colaborador em vários jornais e autor de livros. Fundou o G.I. – Gabinete de Imprensa, em 3 de março de 1976, juntando diretores de jornais diários e de jornais locais. Criou cursos de jornalismo e acreditou jornalistas, antes do Governo ter criado o cartão profissional (Barroso da Fonte, “O Conquistador”, 14 out. 2016, última pág.). Os jornais do G.I. podem ser consultado na BPMP nas cotas P-C-678 e P-C-701.
As três efemérides nesta data mencionadas, que mereceram ser
registadas pela insuspeita organização da Biblioteca Pública Municipal do
Porto, afirmam e confirmam que o atual decano dos jornalistas vivos tem sido
descriminado por motivações endemoninhadas.
O Sal da História - Monumento aos Combatentes do Ultramar
No contexto do
que deixo dito sobre o imparável Jornalista Barrosão, remeto os leitores do Notícias
de Barroso para o livro «O sal da História», da autoria do Doutor Armando
Manuel Gomes Palavras que será lançado brevemente em Lisboa. Com chancela da
Editora Cidade Berço, este volume de 160 páginas conta toda a história do
processo de construção do Monumento aos Combatentes do Ultramar, erigido em
Lisboa, na zona de Belém, junto ao Forte do Bom Sucesso.
Fica aqui a
homenagem a Barroso da Fonte, barrosão dos 4 costados, decano dos jornalistas
portugueses e Comendador da Ordem do Rio Branco, quando acaba de completar 86
anos de vida activa e civicamente exemplar.
João
Miranda




Parabéns Sr.Doutor!! Ainda muitos anos e com saúde...
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