Nestes dias de greve
viemos a saber muitas coisas:
1-Que o PCP e o Bloco
de Esquerda só aceitam greves organizadas pelas suas estruturas sindicais;
2-Que os motoristas
fazem trabalho escravo de 14 a 15 horas diárias;
3-Que os recibos que
foram colocados a circular na internet com 1800 euros correspondiam a uma
enormidade de horas extraordinárias de trabalho que a maioria não queria por
serem humanamente irrealizáveis;
4-Que a Sociedade
Portuguesa de Autores em vez de desenvolver acções para os seus autores, veio
tomar posição, neste conflito, a favor do nepotismo!
5-Que todos os
fascistas/leninistas, estalinistas e trotskistas querem afastar o advogado dos
motoristas, o Dr. Pedro Pardal Henriques, ridicularizando-o.
6-Que temos uma
imprensa corrupta (ressalvem-se as excepções de jornalistas verdadeiramente
livres – que todos conhecemos), que se não pronuncia sobre a violação da
Constituição, defendendo o nepotismo que grassa pelo país!
Ora o governo em vez
de tomar nota do trabalho escravo dos motoristas, ao qual se dedicaram no século
XIX intelectuais como Émile Zola em Germinal, não. Opta por tomar
atitudes fascistas, ameaçando e perseguindo.
Ainda ontem no
telejornal do CM vimos o ministro da Administração Interna insistir: “Não posso
garantir que não haverá motoristas detidos”. E passou a perseguir 14
profissionais que não apareceram aos serviços mínimos. Procurou saber das
razões? Não! Tratou logo de mandar os homens da GNR atrás deles.
O que interessa a
esta gente é a perseguição a uma classe trabalhadora e o trabalho escravo como
se fazia em Novecentos!

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