quarta-feira, 31 de julho de 2019

Guimarães celebrou aniversário do Rei Fundador

A Ordem de Ourique apadrinha Grã Ordem Afonsina no aniversário de D. Afonso Henriques. A cerimónia decorreu dia 25 de Julho, na Capela de S. Miguel do Castelo em Guimarães, onde o Rei Fundador terá sido baptizado.


NOTA DE IMPRENSA

Guimarães celebrou aniversário do Rei Fundador
Efeméride passará a ser celebrada anualmente

Guimarães, que foi berço da nacionalidade, berço do seu fundador e símbolo da Portugalidade e da Lusofonia, saiu à rua no dia 25 de Julho, com as damas e cavaleiros das Ordens de Ourique e da recém criada Grã Ordem Afonsina, para que Portugal inteiro e as novas gerações passem a celebrar esta data.
O programa festivo incluiu, entre outros, um colóquio sobre a vida e obra de D. Afonso Henriques; a entronização dos fundadores da Grã Ordem na Capela de S. Miguel do Castelo, onde o rei fundador terá sido baptizado; e uma Ceia Afonsina com animação da época. A comemoração teve apoio do Município e da União das Freguesias da Cidade e foi organizada pela Associação Grã Ordem Afonsina, que vai passar a celebrar o nascimento do Rei fundador todos os anos no dia 25 de Julho.
A Grã Ordem Afonsina nasceu também com o objectivo de consagrar o dia 24 de Junho como o verdadeiro Dia de Portugal, em vez do 10 de Junho, dia que nenhum simbolismo tem, a não ser a presumível morte de Luís de Camões. Porque o dia nacional deve ser o dia do nascimento dos países, e Portugal nasceu na Batalha de S. Mamede, ocorrida em 24 de Junho de 1128. Para esse efeito, está a decorrer uma Petição Pública online para recolha das assinaturas legalmente necessárias para que a questão seja discutida e aprovada no Parlamento. Para assinar a Petição: https://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT92411.

CARTAS DO P.E LUÍS CASTELO BRANCO



                Foi apresentado no dia 18 de Julho de 2019, no Auditório da Biblioteca Municipal Dr. Júlio Teixeira, o número 21 da 4.ª Série dos Cadernos Culturais do Grémio Literário Vila-Realense, intitulado Cartas do Padre Luís Castelo Branco ao seu amigo Padre José Maria de Araújo Calheiros.
                Trata-se de uma compilação de dúzia e meia de correspondências enviadas pelo P.e Luís Castelo Branco (sobrinho-neto de Camilo), entre 31 de Janeiro de 1906 e 9 de Janeiro de 1965, a um seu antigo condiscípulo em Braga, o P.e Araújo Calheiros, de Quintão, Ponte de Lima. Para além da transcrição das cartas, algumas das quais reproduzidas em fac-símile, e de ilustração pertinente, o caderno inclui introdução e notas de João Cunha, familiar do P.e Calheiros, que procedeu à apresentação da obra.
                De salientar a presença interessada, na assistência, de D. António Augusto Azevedo, o novo bispo de Vila Real, a quem a Vereadora de Cultura, Dr.ª Eugénia Almeida, ofereceu pessoalmente um exemplar do caderno.

CÂMARA MUNICIPAL DE VILA REAL
Grémio Literário Vila-Realense

Homenagens e homenagens em Mirandela - Nova edição de “Gente da Minha Terra”, de Nuno Nozelos



JORGE LAGE
Os senhores de Mirandela decidiram fazer um brilharete homenageando quatro instituições e três personalidades, em 25 de Maio p.p., dia da cidade. A publicitação das homenagens, se as houve, foram curtas ou nem haverá protocolo da Câmara, ou muitos foram riscados. Foram dadas três medalhas da cidade: à Sta Casa da Misericórdia, aos Bombeiros da Torre e de Mirandela. Os demais tiveram uma lembrança e diploma. Nos reconhecimentos, o Notícias de Mirandela foi preterido, ignorando-se até a medalha que já lhe tinha sido atribuída, em 28DEZ2008, pela Assembleia Municipal, sob proposta do então Presidente e dum grupo de mirandelenses. Não é a Assembleia Municipal soberana? Qual quê! Há quem não saiba o que é fazer um jornal regional (sexagenário)! Que o diga o Jerónimo Pinto e colaboradores. Também se ficou pelas palavras, e pouco mais, com as personalidades: Eurico Carrapatoso, Coronel Jorge Golias e Nuno Nozelos. O Cor. Golias, já tinha sido homenageado na Presidência de José Silvano. O maior contista (escritor/jornalista) da nossa região, Nuno Nozelos, nem depois de morto mereceu a medalha. O Grémio Literário Vila-Realense já o homenageou com grande dignidade, com uma publicação. Isto envergonha quem não dá e incomoda quem não recebe Talvez algum viajante que venha a Mirandela, ao engano, tenha o que se nega aos grandes filhos. Haja gratidão!


Nova edição de “Gente da Minha Terra”, de Nuno Nozelos


 A Dona Celeste Nozelos, viúva do escritor Nuno Nozelos, da Fradizela - Mirandela, fez nova edição (esta é a quarta e reimpressão da terceira) da maior obra do marido, “Gente da Minha Terra”. A edição é em formato de livro de bolso, com 290 páginas e a bela capa tem uma fotografia de uma casa típica transmontana, do fotógrafo, Jorge Nozelos, sobrinho do autor, e arranjo de Sérgio Vala. Nuno Nozelos é um dos melhores contistas transmontanos e a obra, «Gente da Minha Terra» é o seu expoente máximo. Só esta obra-prima, da nossa ruralidade e da nossa alma, devia merecer do de Mirandela a medalha da cidade. Medalha que a vereação teve vergonha de lhe atribuir a título póstumo, ficando-se pelo rectângulo de papel. «Gente da Minha Terra» estava esgotadíssima e a Dona Celeste está de parabéns em saber elevar a obra do marido e de lhe honrar a memória. São 23 contos da nossa memória rural, com fino enredo, acção e até momentos dramáticos de que o conto «Auga-e-Auga» é, para mim, a obra-prima. Nele e nos demais está um pouco de todos nós e da vida das nossas aldeias em meados do século XX. Sinto-me privilegiado em possuir um exemplar, tenho orgulho em exibi-lo. Nuno Nozelos desde muito novo foi viver com os pais para a vila da Torre e o seu nome acabou por se colar à terra que o criou. Esteve bem a Junta de Freguesia da Torre dona Chama e o Município de Mirandela em instituírem o «Prémio Literário do Conto Nuno Nozelos», que nos honra a todos. Os meus parabéns à Dona Celeste Nozelos, por esta reedição do livro esgotadíssimo, «Gente da Minha Terra», e se o amigo leitor adquirir esta pérola vai maravilhar-se.


Provérbios ou ditos de Julho:
Ø    Do tempo da Maria Castanha.
Ø       Em dia de S. Lourenço, vai à vinha e enche o lenço.
Ø    Agouros nem crê-los, nem experimentá-los.

Jorge Lage – jorge.j.lage@gmail.com – 10JUN2019

Por Terras de São Francisco (Califórnia)


(Continuação do anterior) Por Terras de São Francisco (Califórnia) – Ao passar a «Bay Bridge» e ao aproximar-me do túnel da ilha «Yerba Buena» vê-se uma grande tarja azul e branca a lembrar o «Genocídio Arménio de 1915», há um século dos sanguinários (agora dizimam os curdos) turcos, não reconhecendo o massacre de milhão e meio de arménios. Todos os crimes contra a Humanidade me revoltam, sendo-me este muito caro. Na travessia da baía vê-se o edifício mais alto o «Sailesforce Tower» com 326 metros de altura e na «Goldan Gate Bridge» há belos miradouros. Desce-se à direita para a baía e pequena cidade de Sausalito, aninhada na dobra costeira, aprecia-se a vista soberba de Alcatraz, da Baía e de São Francisco. A região tem a maioria dos nomes em espanhol, denotando o ter pertencido ao México. Visitei a imensa região californiana de quintas vinícolas de Napa Valley. Almoçámos num típico restaurante/quinta, fazendo lembrar os míticos «sallons» dos «cowboys» do Oeste americano. Até os wc informavam, para «cowgirls» e «cowboys». Na quinta vinícola do «Castello di Amorosa» (Sta. Helena – Calistoga), uma fortificação medieval trazida da toscana e lá montado pedra a pedra (muros, muralhas, ameias, torres de vigia, salas, passagens e abóbadas), em estilo românico, onde recebem os visitantes e acontecem as provas de vinho e as vendas. São hábeis máquinas de fazer dinheiro, com entradas a trinta dólares, provas de vinho, também, a trinta. A garrafa 0,75 do vinho «Fantasia». Esta curta narrativa, ficou-me por quatrocentos dólares, enquanto o diabo esfrega um olho. Com as visitas a bom ritmo foi um investimento inteligente. Nas provas de vinhos havia as tábuas de pontuação, com a minha mulher a avaliar tudo com dez, nota máxima, porque eram doces. Fui mais comedido nas pontuações. 
Os vinhos eram excelentes, bem diferentes dos vinhos californianos que apanho no mercado. Com o escanção de raízes açorianas, pudemos provar os que quisemos e repetir, já que a tabela eram quatro e o conteúdo total daria uma curta taça de vinho. No domingo de Páscoa almoçámos no buffet do restaurante típico brasileiro «Fogo no Chão» e deixei nota gorda por cinco refeições (o meu filho convidou o Luís, informático brasileiro). No geral a comida, para o meu gosto, é má e caríssima, até a mexicana, safou-se a de Pallo Alto, cidade da gigante Google que ocupa a área duma nossa cidade média. O Facebook era mais modesto. A Google tem tudo o que os seus cérebros queiram fazer, ginásios e bicicletas coloridas e comida. O Campus Universitário é imenso e com vegetação e grandes árvores. Em Pallo Alto, o Centro Comercial faz lembrar o Freeport, de Alcochete, lá num restaurante mexicano comi uma boa pizza. O regresso de São Francisco para Edmonton (Alberta – Canadá) foi uma boa viagem de três horas para toda a família e voltámos a mergulhar no frio.

O texto e a imagem de Artur Ferreira

JORGE LAGE

Há mais de um ano o Artur Ferreira (Praia) fez uma Exposição em Paços de Ferreira com os seus diversos textos jornalísticos e imagens ilustrativas, do que foi publicando na «Tribuna Pacense». Como gosto de promover os nossos, pensei que seria de interesse, principalmente para os jovens, poderem inspirar-se na criatividade do Artur e algum poder voar alto. O Artur é um ilustre e recatado mirandelense que deixa falar o seu trabalho. Como engenheiro civil trabalhou com outro «Homem Bom» mirandelense, o Arquitecto Albino Mendo. Foi várias vezes candidato socialista ao município pacense e esteve nas obras de arte da A4 transmontana. Pensava eu que a autarquia receberia a Exposição do Artur como a recebeu Paços de Ferreira. 
Abordei o Artur via telefone e as respostas foram negativas. Pedi ajuda à mirandelense e amiga comum, Lurdes Seramota, que o convenceu. Isto depois de contactado o Município de Mirandela que anuiu, pondo-o ao corrente do rico currículo do Artur e estatura cívica. A data da Exposição foi agendada e veio sendo adiada até que, passado um ano, o Artur vem a Mirandela e levanta a Exposição que nunca saiu da caixa. A milhares de quilómetros, recebo a mensagem do Artur a dizendo-me que tinha passado por Mirandela e levantado o material da Exposição «que estava a secar». Calculem a minha indignação! Antes destas sentidas letras, passei pelo Museu Municipal e o Director recebeu-me com cortesia e atenção. Informou-me que o Museu tem um protocolo com o de Serralves e disse que tudo passa pela linha editorial deste (há quem fale em garrote da liberdade de expressão). Afinal, quem decide nas exposições em Mirandela são senhores do Porto? Estou incomodado pelos danos causados ao Artur e a amigas e peço-lhes desculpa. Imagino a sua mágoa, em dizerem-lhe primeiro sim à exposição e, depois, nada? A cultura da nossa terra parece colorida e mais do litoral. Ao querer o melhor para a nossa terra tenho de recordar o dito bíblico de Jesus Cristo, em Belém.

Partiu a andorinha



JORGE LAGE
Estava eu a milhares de quilómetros do continente europeu, quando sou apanhado, em conversa cruzada, por amigos da Tertúlia Transmontana de Lisboa, sobre as andorinhas. Um (Jorge Golias) queixava-se que as andorinhas este ano não tinham vindo e outro (João de Deus), com o coração de poeta, descrevia a azáfama das andorinhas para a Caparica a limparem o ninho para mais um sublime acto criador. Pelo meio o Eduardo Botelho botou um poema e o Carlos Cordeiro mostrou-se cauteloso. Assim, na conversa cruzada que eu apanho e em que mergulho, ficou a promessa de eu falar das andorinhas da minha aldeia e da minha que partiu. Como criança lembro-me da azáfama de fazerem o ninho em locais inacessíveis à garotada. Nos entardeceres infernais a dizimarem a mosquitada e nos voos rasteiros quando se adivinhava a tormenta. Lá continua a imagem especada do Tonho Fena, no jogo da esquina do curral da Tia Rosaira, com os dentes da forcada afiados, para apanhar as andorinhas em voo rasante. Elas, moradoras de arribação, conheciam bem o trajecto da sua caçada insectívora: rua de Cima, fundo da Igreja, rua de Baixo, Terreiro do Capitão e aí estavam elas, como setas, na esquina do curral. O Tonho Fena distraía-se a pensar na andorinha da Taberna da Tia Cristina e só dava por elas depois de passarem e o movimento de as caçar, com a forquilha, era digno de um filme do Charlot. Passaram-se muitas décadas e as andorinhas tornaram-se mais dóceis, fazendo o ninho na nossa varanda, à altura de uma cabeça e na garagem e já eu me tinha assumido ecologista. Perguntei ao meu irmão Manuel se os mosquitos o mordiam como antigamente e a resposta foi negativa. Expliquei-lhe que era a empreitada das andorinhas que os dizimavam. A partir daqui as andorinhas passaram a fazer parte da família. Falou-me da nuvem de andorinhas que num fim de tarde outonal se apinhavam nos fios da electricidade em frente ao Terreiro do Tanque, junto a nossa casa. Esta despedida em cacho teria a ver com a protecção que o Manel lhe dava. Este ano as andorinhas não verão o protector porque a tarde invernal chegou quando a Primavera ainda não desabrochava. A minha aldeia é agora uma sombra mortiça, sem a luz e a vida do meu segundo pai e do primo António. Somos andorinhas de ruínas que chegamos e vamos partindo.

terça-feira, 30 de julho de 2019

As golas de Pedro Nuno Santos e o turismo de natureza do PS




CM de hoje:



A história das golas deste PS é assunto nado-morto em termos criminais. Repare-se: houve um concurso público para adjudicação de 15 mil kits de protecção para incêndios. Uma empresa de Fafe, Foxtrote Aventure ganhou o concurso.
Quem é a Foxtrote Aventure? Diz aquipertence a Ricardo Nuno Peixoto Fernandes, residente em Longos, Guimarães e casado “em comunhão de adquiridos” com a presidente da junta de freguesia de Longos, Isilda Silva, eleita com o apoio do PS.

Logo que apareceram as notícias rasgaram-se vestes no lado do PS, como habitualmente:

Em declarações à rádio Observador, Ricardo Fernandes defendeu-se e afirmou: “Quem conhece a minha esposa e a minha empresa sabe que isso é impensável. Se soubesse que isto ia ter implicações para ela jamais ia concorrer a este concurso”. Relativamente ao material inflamável, o empresário diz que apenas seguiu o caderno de encargos. “Foi nos pedido um tipo de material e a gente tratou de o vender”, dizendo que não se pronunciou quanto à eficácia para um fim de proteção para incêndios.

Portanto, houve um concurso público e uma adjudicação a uma empresa de alguém ligado intimamente ao PS, a um certo PS que afinal é o PS todo.

Senão, repare-se nisto:

A autarca recandidatou-se em 2017 à presidência da junta de freguesia vimaranense “pelo Partido Socialista”, como referia o site Mais Guimarães a 17 de março desse ano. Cerca de nove meses depois do seu anúncio de recandidatura — e, segundo a TVI24, dois meses depois da criação do programa da Proteção Civil “Aldeia Segura” (criado pelo Governo em Conselho de Ministros) — era constituída a empresa do marido, que operaria no setor de “turismo de natureza”, como relata a Sábado, citando informação oficial. A empresa teria como áreas de negócio “exploração de parque de campismo e caravanismo, exploração de estabelecimentos de restauração e de bebidas, nomeadamente bares e restaurantes, exploração de mini mercado, comércio, importação e exportação de produtos alimentares, bebidas e tabaco”.

Meio ano depois de ser constituída, já em junho de 2018, a Foxtrot — Aventura, Unipessoal, Lda celebrou dois contratos com a Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), vendendo as golas (que caso sejam utilizadas durante um incêndio representam risco acrescido para os cidadãos) e outro material de “auto-proteção” por um valor total de 328.356 euros.

"Turismo de Natureza" diz tudo sobre este esquema de corrupção perfeitamente legal.

Em termos criminais tudo está em saber como é que esta empresa ganhou o concurso. Seria preciso ter escutado o telefone do empresário, vigiar os seus encontros e conhecer a realidade desse concurso público. Nada disto se fez nem agora se poderá fazer. O inquérito criminal será para arquivar, naturalmente e por natureza.

No entanto há outros aspectos a considerar e provavelmente haverá milhentos casos como este das golas, por esse país fora e abrangendo esquemas idênticos, de cumplicidades partidárias, de compadrios notórios, de concursos falsificados e de corrupção perfeita e impune.

O "adjunto" do Secretário de Estado é um apaniguado do PS de um tal Pedro Nuno Santos, o futuro líder prognosticado deste PS. Tem 30 anos, foi padeiro de profissão e "líder do PS" local de Arouca. Em função dessa liderança "saltou" para adjunto do Secretário de Estado. Foi o primeiro sacrificado neste escândalo, claro. E um dos dispensáveis porque não deixa de ser outro pindérico, com vocação para "recomendar" empresas como a Foxtrote, para compras com dinheiros públicos. Sempre dinheiros públicos nestas moscambilhices partidárias.  

O Secretário de Estado de que era adjunto e que agora está na berlinda  pelos vistos nem se apercebeu da gravidade da situação, porque é esta normalidade a corrente, esta banalidade do mal que está já entranhada no PS, até à medula do directório partidário de topo.

Para percebermos melhor este PS talvez valha a pena lembrar quem é Pedro Nuno Santos e de onde vem, já que se desconfia para onde quer ir. 





O socialista Pedro Nuno Santos é um enigma democrático. É da região de Aveiro e enquanto político do PS é considerado um dos braços direitos do Costa que aliás tem vários, numa espécie de deusa vishnu da terra de onde a ascendência é natural.

Este Nuno Santos aqui há uns meses e o ano passado pela mesma ocasião, foi à Festa do Avante  ( imagem acima, junto com o comunista Tiago que não é o Oliveira e que não sendo da Figueira  também vende a ideologia a pataco) e declarou urbi et orbi que "o PCP é um grande partido da democracia portuguesa, esta é uma grande festa e é com um prazer muito grande que posso vir aqui, a título pessoal, não em representação de ninguém, nem do Governo" .

É considerado um dos mentores da Geringonça e agora saiu esta notícia curiosa, no mínimo. É do Correio da Manhã de hoje e aposto que vai ficar por aqui e ninguém vai querer saber como é que este figurão que elogia tanto o "partido dos trabalhadores portugueses" e se comporta como um burguês de alto coturno sendo filho de outro ainda maior, tem tanto dinheiro num partido de pindéricos que para justificar pertences e rendimentos se vêem sempre à rasca  e só arranjam explicações patéticas.




O perfil biográfico deste Nuno Santos é muito parco em elementos sobre quem é e de onde veio...o que aguça a curiosidade.

Foi este finório formado em Economia (?) que um dia disse que tínhamos uma bomba atómica que era do tempo do "não pagamos, não pagamos" e que se a usássemos como tal,  os banqueiros alemães até  ficariam com as pernas a tremer. Esta qualidade intelectual do indivíduo qualificou-o para o governo que está...o que diz quase tudo do que é.

O pai tem um Maseratti? E que faz na vida um pai assim rico que tem um filho tão prendado? "Sinais errados"?
Nada como uma pequena averiguação do Correio da Manhã para descobrir a careca a estes hipócritas.

ADITAMENTO:

Este socialista que convive com comunistas e esquerdistas inimigos da iniciativa privada, é filho do administrador da Tecmacal, de S. João da Madeira, Américo Santos, por sua vez também muito PS e que vive muito de "contratos públicos", como este.

Mas há mais e muito e muito mais. Centenas e centenas de milhar de euros de adjudicações a instituições públicas, como Institutos Politécnicos por todo o país e a GNR, curiosamente, ou não.  Uma vergonha e assim se percebem os Porsches e os Maserattis...

 Para além dos seus armazéns de venda directos (em S. João da Madeira, Felgueiras e Benedita), o mercado conta ainda com uma rede alargada de revendedores da Tecmacal e ainda com várias empresas, onde directa e/ou indirectamente, participa no respectivo capital social, que complementam a oferta de produtos de que os seus sectores de actividade necessitam.

A Tecmacal conta com mais de 35 anos de existência e nasceu fundamentalmente orientada para o sector do calçado. Sendo também por esta razão que optou por se localizar em São João da Madeira, área reconhecida no país e no estrangeiro pela tradição laboral no sector do calçado. Centrando as suas competências na oferta de um leque alargado de maquinaria, aliada a uma assistência pós venda qualificada, com o objectivo de abranger todo o mercado nacional, a organização da Tecmacal, rapidamente constitui filiais nas cidades de Benedita (Sul) e em Felgueiras (Norte), regiões também fortemente associadas ao sector do calçado.
O crescimento de competências da Tecmacal permitiu que esta se afirmasse no mercado como uma organização especializada na montagem de unidades de fabrico completas, oferecendo uma vasta gama de maquinaria, que abrangem operações de pré-produção, produção, acabamento, ar comprimido, design e modelação do produto.
O decrescimento do sector e a respectiva realidade inegável da futura continuada diminuição, levaram a que a Tecmacal reorientasse a sua actividade produtiva e comercial. Neste sentido apetrechou-se de meios técnicos e humanos para produzir e vender bens de equipamento para a indústria em geral.
Actualmente a Tecmacal conta já com um vasto número de máquinas instaladas em múltiplos sectores de actividade para além do sector do calçado. Conseguiu-se assim alcançar o objectivo de permanecer no sector do calçado como empresa líder e ao mesmo tempo entrar e conquistar quota de mercado noutros sectores de actividade industrial.
A Tecmacal oferece uma carteira de produtos que lhe permite manter a liderança no sector do calçado, satisfazer necessidades industriais de qualquer sector de actividade, designadamente através da linha de compressores e sistemas de aspiração que fornece e ainda assumir uma posição destacada na oferta de bens de equipamento para a execução de operações de corte, fresagem e gravação (equipamentos CNC) em sectores de actividade como mobiliário, metalomecânica, publicidade, moldes, sinalética, serralharia e automóvel.

A Tecmacal nasceu em 1975. Seria interessante saber como começou. Muito interessante e como é que o seu administrador é socialista com um filho amigo de comunistas que são inimigos de classe, segundo a sua própria ideologia.

É fácil de entender: tudo indica que este Pedro Nuno Santos será um farsante. Mais um.

Como aqui se escreve é um parasita, segundo a terminologia daqueles a quem deu guarida no governo e na Geringonça. Mais um:

 
Diz a sabedoria popular que ‘Pelo andar da carruagem se vê quem vai dentro dela’. Analisemos, portanto, a biografia do senhor deputado Pedro Nuno Santos, vice-presidente do grupo parlamentar do PS, escrita pelo próprio.

Pela mão amiga de José Sócrates, entrou para a Assembleia da República aos 27 anos.
Listou entre os cargos até aí exercidos o ter sido presidente da assembleia de freguesia de S. João da Madeira e presidente da mesa da reunião geral de alunos de um instituto de ensino superior.
Lista como cargo que desempenha vereador da Câmara Municipal de S. João da Madeira. Esqueceu-se de acrescentar ‘sem pelouro’ e substituído quando veio para o parlamento. Ajuda a engrossar o currículo.
Pelos vistos, o senhor deputado é mais um mau produto da escola pública das últimas três décadas. Não lhe ensinaram a trabalhar, o emprego na Tecmacal foi-lhe concedido pelo seu pai, o empresário Américo Augusto dos Santos. Agora procura subir na política pela vereda fácil da demagogia.


 Como parasita, segundo a terminologia dos partidos a que deu guarida, pode andar de Maseratti do papá e ter um Porsche com o dinheiro do papá. Em Setembro do ano que vem pode voltar à festa do Avante e repetir que o partido que lhe nacionalizaria a empresa se fosse poder, é um partido essencial à democracia que ninguém lhe pergunta o sentido da contradição.

Mas respeito político, por si e pelo que representa não merece nenhum.Lembra-me demasiado o rapaz Penedos que também andava de Lamborghini ou coisa que o valha porque o pai assim permitia e depois lhe chamou nome feio...

O PS é isto, agora. E depois da maioria absoluta será ainda pior. O PSD já foi assim e aliás nunca deixou de ser, só que agora tem menos oportunidades...
E outra coisa que me parece: nenhum caso destes retira 500 votos ao PS. Talvez nem cem...embora o bruá à volta do assunto e o escândalo de demissões e outro folclore possa tirar alguns. Poucos. O que importa, neste caso é a imagem mediática e o PS digere casos destes ao pequeno almoço, como se viu no caso de Tancos ou do Marquês. 


Semíramis e os últimos sobreviventes da Divisão Azul


Segundo Heródoto, Semíramis foi rainha da Assíria, casada com Ninos. Sobre ela existem muitas lendas gregas e persas. Aliás, terá sido uma rainha mitológica.

Terminada a campanha da França, Hitler surpreendeu todos os seus próximos ao propor a invasão e a destruição da Rússia. A operação tomou o nome do imperador do Sacro Império Romano-Germânico do século XII, Frederico I, o Barba Ruiva.
Esta operação não surpreendeu o Exército Vermelho, pois essas probabilidades eram já esperadas pela Stavka.
Na tarde do penúltimo Domingo do mês de Junho de 1941, a notícia da invasão da URSS, alastrou pela Europa como rastilho de pólvora. A Espanha cujas feridas da Guerra Civil (1936-39) ainda estavam por sarar, foi a mais entusiasta de todas as nações ao saber da notícia. Uma oportunidade para combater o comunismo. Foi assim que a propaganda de Goebbels funcionou. E foi assim que a Cruzada se pôs em marcha. Para aqueles que se identificavam com o regime franquista, a Alemanha que enviara a Legião Condor para ajudar na luta contra os republicanos, estava a atacar aquele que era considerado o inimigo número um – a Rússia bolchevique. Comunista, portanto.
Porto de Barcelona
A Alemanha com a sua aparente invencibilidade atraiu, não só os espanhóis, mas todos os anti-comunistas europeus, muitos deles vinculados a movimentos fascistas.
Praticamente todas as nacionalidades europeias, desde a sueca à albanesa, forneceram voluntários para a frente russa.  Incluindo as que estavam sob domínio soviético, de estirpe asiática como tártaros, ubeques e quirguizes, ou do Cáucaso – arménios, argeris e georgianos. Houve mesmo voluntários russos, em grande número (Centenas de milhares), que se juntaram aos alemães para combater Estaline. Foram apelidados de Hilfswillige ou Hiwis.



Os espanhóis, contudo, destacaram-se de todos estes voluntários, formando a celebérrima Divisão Azul, formada por legionários espanhóis, voluntários daqui e dali, e cerca de duas centenas de portugueses.
Estação de Elda
O primeiro contingente era constituído por 18.000 homens. Mas durante os anos de guerra chegaram a estar na frente russa cerca de 48.000 homens. A divisão sofreu muitas baixas. Cerca 50%, ou um pouco mais, da divisão, era constituída por mortos feridos ou doentes, quando em 1943 retirou da frente para ser repatriada.
Porém, cerca de meio milhar foi aprisionado. E ficou cativo nos campos de concentração soviéticos, sem lhes reconhecerem os direitos de prisioneiros de guerra, durante cerca de 12 anos. Acabaram por ser dados como mortos. Com a morte de Estaline em 1953 deu-se o milagre. Foram libertados.  Sob custódia da França, a dois de Abril de 1954, a bordo do navio Semíramis, 248 (outras fontes indicam 229, 286 ou 300) voluntários sobreviventes embarcaram em Odessa para desembarcarem no porto de Barcelona. A quatro de Abril chegam à estação ferroviária de Elda.

segunda-feira, 29 de julho de 2019

O Museu SALAZAR e a polémica à laia da chafarica lusa!


António Oliveira Salazar
Obras do Centro Interpretativo do Estado Novo estarão iminentes. Ideia do museu foi alvo de fortes críticas nas últimas décadas. Mas Santa Comba Dão quer abrir museu do Estado Novo e Salazar no fim do Verão.

O Centro Interpretativo do Estado Novo, ao mesmo tempo museu Salazar, deverá abrir dentro de três meses no Vimieiro, em Santa Comba Dão, terra onde nasceu António de Oliveira Salazar. A notícia é avançada este sábado pelo semanário Expresso.


A polémica lusa à laia de chafarica:

1 - A ideia de um museu dedicado a Salazar em Santa Comba foi alvo de um inquérito em 2016 em que a maioria das vítimas do Estado Novo era contra o projecto. O inquérito Memória da Oposição e Resistência ao Estado Novo questionou 131 pessoas que foram detidas, exiladas, afastadas das suas profissões ou obrigadas a recorrer à clandestinidade e à deserção pelo regime do Estado Novo, que vigorou em Portugal entre 1933 e 1974.  Sobre a eventual construção de um museu dedicado a Oliveira Salazar em Santa Comba Dão, 51% dizem que não devia ser permitida e 23% são a favor. Vinte e seis por cento não tomaram qualquer posição.

Comentário: A esses cavalheiros deve perguntar-se como estarão as centenas de milhares de vítimas desta “democracia”.

2 - O historiador Fernando Rosas, especialista na História do Estado Novo, diz ao Expresso ter sido contactado por Leonel Gouveia sobre o tema e rejeitar qualquer colaboração com “esse pseudo-centro interpretativo” que considera ser um mero “chamariz de turismo político”, aponta, “mesmo que seja feito com as melhores intenções”.

Comentário: O Doutor Rosas tem uma forma especial de ver a História. Tudo o que não pertence à ideologia da seita, não merece ser preservado. Antiga técnica estalinista.  Pelo contrário, para os democratas, tudo deve ser preservado a favor da verdade histórica. Quais terão sido os mestres do Doutor Rosas? Marc Bloch, embora de esquerda,  não foi com certeza.

3 - A historiadora Irene Flunser Pimentel, também no semanário, não se opõe à criação de um museu sobre o tema, mas frisa a importância da equipa científica e das intenções da sua criação.

Comentário: E mesmo que se opusesse, que diferença faria? A equipa científica será constituída pelos do costume. Ou será que a Doutora Irene não o sabe?


Comentário: Claro, como é normal na chafarica lusa. O autarca de Santa Comba Dão, embora socialista, vai-se ver grego para arranjar uns tostões…


Ternura ...

Fernando Serrano para Antigos combatentes da Guiné

~~~ Ternura II ~~~

Não tem mais de três aninhos,
Corre para mim estendo a mão.
No rosto brilham uns olhinhos
Que aos meus pedem pão.
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Cabelo negro em carapinha,
Colorido com terra amarela.
A sua mãozinha toca na minha,
Entra-me o sol pela janela!
-----------------------------------
Eu dou...
Ela olha-me e sorri.
A guerra tem agora outra matiz,
E um cariz menos violento
Graças a esta rosa negra que a floriu aqui.
Esqueço tudo por um momento,
Sigo em frente e vou feliz,
Como um petiz.

(do livro «Ventos de Guerra»)

Mais uma pérola antirracista



Um destes dias chegou-nos esta pérola. Alguém que a colheu na página dos Luandenses, no Facebook. Mais um documento a contradizer a tese do racismo na Antiga África Portuguesa, muito menos o Apatheid Angolano defendido pelo Doutor Rosas e a seita de discípulos.
Nos anos 60 do século XX, a política foi de integração, de harmonizar as populações negras e brancas. Pretos e brancos conviviam normalmente. Quem lá esteve sabe disso.
Mas houve casos, dirão. Pois houve, como houve (e haverá) em todo o mundo. Nessa altura, havia mais racismo ( e exploração) em Portugal, entre classes: pobres e ricos.

domingo, 28 de julho de 2019

Prémio de Direitos Humanos 2019 (Fundação Calouste Gulbenkian) foi atribuido a Amin Maalouf

https://www.youtube.com/watch?v=DWmuOO9yGfk
O jornalista e escritor líbano-francês Amin Maalouf foi o vencedor do Prémio Calouste Gulbenkian 2019, no valor de 100 mil euros.
O Prémio Calouste Gulbenkian 2019 foi entregue a Maalouf, “reconhecido como um dos nomes mais influentes e respeitados do mundo árabe”.
Amin Maalouf “tem sido um incansável construtor de pontes, procurando mostrar o caminho das reformas necessárias para construir um mundo em paz, de acordo com um modo de vida mais justo e sustentável”, lê-se no comunicado da Gulbenkian.
“Na sua mais recente obra [Le Naufrage des Civilizations] Amin Maalouf, que prossegue a sua análise sobre a crise do vivre ensemble, analisa as derivas e as feridas que se podem abrir nas civilizações modernas e apresenta pistas para que europeus e árabes possam cooperar na construção de um mundo melhor, no respeito pelo Estado de Direito e os Direitos Humanos”,

Parece que andam por aí golas inflamáveis e outras coisas.

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Parece que a Proteção Civil entregou milhares de golas anti-fumo, fabricadas com material inflamável e sem tratamento anti-carbonização, às "Aldeias Seguras".
Parece também que as mesmas custaram o dobro daquilo que seria normal. 
Parece ainda que o concurso para a fabricação das mesmas não foi transparente e, além destes “pareces” todos, parece ainda que existe neste processo, uma relação familiar (famyligate) entre um dos donos da empresa e um determinado autarca.
Tudo isto, parece que é supervisionado pelo “governo” do dr. Costa. Julgamos que existem “pareces” a mais.
Não será por acaso que uma pequena multidão e um certo comentariado, andarão exaltados com determinada maioria absoluta. Isto é o que parece.