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| JORGE LAGE |
Os senhores de Mirandela decidiram fazer um
brilharete homenageando quatro instituições e três personalidades, em 25 de
Maio p.p., dia da cidade. A publicitação das homenagens, se as houve, foram
curtas ou nem haverá protocolo da Câmara, ou muitos foram riscados. Foram dadas
três medalhas da cidade: à Sta Casa da Misericórdia, aos Bombeiros da Torre e
de Mirandela. Os demais tiveram uma lembrança e diploma. Nos reconhecimentos, o
Notícias de Mirandela foi preterido, ignorando-se até a medalha que já lhe
tinha sido atribuída, em 28DEZ2008, pela Assembleia Municipal, sob proposta do
então Presidente e dum grupo de mirandelenses. Não é a Assembleia Municipal
soberana? Qual quê! Há quem não saiba o que é fazer um jornal regional
(sexagenário)! Que o diga o Jerónimo Pinto e colaboradores. Também se ficou
pelas palavras, e pouco mais, com as personalidades: Eurico Carrapatoso,
Coronel Jorge Golias e Nuno Nozelos. O Cor. Golias, já tinha sido homenageado
na Presidência de José Silvano. O maior contista (escritor/jornalista) da nossa
região, Nuno Nozelos, nem depois de morto mereceu a medalha. O Grémio Literário
Vila-Realense já o homenageou com grande dignidade, com uma publicação. Isto
envergonha quem não dá e incomoda quem não recebe Talvez algum viajante que
venha a Mirandela, ao engano, tenha o que se nega aos grandes filhos. Haja
gratidão!
Nova edição de “Gente
da Minha Terra”, de Nuno Nozelos
A Dona Celeste Nozelos, viúva do escritor
Nuno Nozelos, da Fradizela - Mirandela, fez nova edição (esta é a quarta e
reimpressão da terceira) da maior obra do marido, “Gente da Minha Terra”. A
edição é em formato de livro de bolso, com 290 páginas e a bela capa tem uma
fotografia de uma casa típica transmontana, do fotógrafo, Jorge Nozelos,
sobrinho do autor, e arranjo de Sérgio Vala. Nuno Nozelos é um dos melhores
contistas transmontanos e a obra, «Gente da Minha Terra» é o seu expoente
máximo. Só esta obra-prima, da nossa ruralidade e da nossa alma, devia merecer
do de Mirandela a medalha da cidade. Medalha que a vereação teve vergonha de
lhe atribuir a título póstumo, ficando-se pelo rectângulo de papel. «Gente da
Minha Terra» estava esgotadíssima e a Dona Celeste está de parabéns em saber
elevar a obra do marido e de lhe honrar a memória. São 23 contos da nossa
memória rural, com fino enredo, acção e até momentos dramáticos de que o conto
«Auga-e-Auga» é, para mim, a obra-prima. Nele e nos demais está um pouco de
todos nós e da vida das nossas aldeias em meados do século XX. Sinto-me
privilegiado em possuir um exemplar, tenho orgulho em exibi-lo. Nuno Nozelos
desde muito novo foi viver com os pais para a vila da Torre e o seu nome acabou
por se colar à terra que o criou. Esteve bem a Junta de Freguesia da Torre dona
Chama e o Município de Mirandela em instituírem o «Prémio Literário do Conto
Nuno Nozelos», que nos honra a todos. Os meus parabéns à Dona Celeste Nozelos,
por esta reedição do livro esgotadíssimo, «Gente da Minha Terra», e se o amigo
leitor adquirir esta pérola vai maravilhar-se.
Provérbios ou ditos de Julho:
Ø Do tempo da Maria Castanha.
Ø Em dia
de S. Lourenço, vai à vinha e enche o lenço.
Ø Agouros
nem crê-los, nem experimentá-los.


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