quarta-feira, 31 de julho de 2019

Por Terras de São Francisco (Califórnia)


(Continuação do anterior) Por Terras de São Francisco (Califórnia) – Ao passar a «Bay Bridge» e ao aproximar-me do túnel da ilha «Yerba Buena» vê-se uma grande tarja azul e branca a lembrar o «Genocídio Arménio de 1915», há um século dos sanguinários (agora dizimam os curdos) turcos, não reconhecendo o massacre de milhão e meio de arménios. Todos os crimes contra a Humanidade me revoltam, sendo-me este muito caro. Na travessia da baía vê-se o edifício mais alto o «Sailesforce Tower» com 326 metros de altura e na «Goldan Gate Bridge» há belos miradouros. Desce-se à direita para a baía e pequena cidade de Sausalito, aninhada na dobra costeira, aprecia-se a vista soberba de Alcatraz, da Baía e de São Francisco. A região tem a maioria dos nomes em espanhol, denotando o ter pertencido ao México. Visitei a imensa região californiana de quintas vinícolas de Napa Valley. Almoçámos num típico restaurante/quinta, fazendo lembrar os míticos «sallons» dos «cowboys» do Oeste americano. Até os wc informavam, para «cowgirls» e «cowboys». Na quinta vinícola do «Castello di Amorosa» (Sta. Helena – Calistoga), uma fortificação medieval trazida da toscana e lá montado pedra a pedra (muros, muralhas, ameias, torres de vigia, salas, passagens e abóbadas), em estilo românico, onde recebem os visitantes e acontecem as provas de vinho e as vendas. São hábeis máquinas de fazer dinheiro, com entradas a trinta dólares, provas de vinho, também, a trinta. A garrafa 0,75 do vinho «Fantasia». Esta curta narrativa, ficou-me por quatrocentos dólares, enquanto o diabo esfrega um olho. Com as visitas a bom ritmo foi um investimento inteligente. Nas provas de vinhos havia as tábuas de pontuação, com a minha mulher a avaliar tudo com dez, nota máxima, porque eram doces. Fui mais comedido nas pontuações. 
Os vinhos eram excelentes, bem diferentes dos vinhos californianos que apanho no mercado. Com o escanção de raízes açorianas, pudemos provar os que quisemos e repetir, já que a tabela eram quatro e o conteúdo total daria uma curta taça de vinho. No domingo de Páscoa almoçámos no buffet do restaurante típico brasileiro «Fogo no Chão» e deixei nota gorda por cinco refeições (o meu filho convidou o Luís, informático brasileiro). No geral a comida, para o meu gosto, é má e caríssima, até a mexicana, safou-se a de Pallo Alto, cidade da gigante Google que ocupa a área duma nossa cidade média. O Facebook era mais modesto. A Google tem tudo o que os seus cérebros queiram fazer, ginásios e bicicletas coloridas e comida. O Campus Universitário é imenso e com vegetação e grandes árvores. Em Pallo Alto, o Centro Comercial faz lembrar o Freeport, de Alcochete, lá num restaurante mexicano comi uma boa pizza. O regresso de São Francisco para Edmonton (Alberta – Canadá) foi uma boa viagem de três horas para toda a família e voltámos a mergulhar no frio.

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