(Continuação do
anterior) Por Terras de São Francisco (Califórnia) – Ao passar a «Bay
Bridge» e ao aproximar-me do túnel da ilha «Yerba Buena» vê-se uma grande tarja
azul e branca a lembrar o «Genocídio Arménio de 1915», há um século dos
sanguinários (agora dizimam os curdos) turcos, não reconhecendo o massacre de
milhão e meio de arménios. Todos os crimes contra a Humanidade me revoltam,
sendo-me este muito caro. Na travessia da baía vê-se o edifício mais alto o
«Sailesforce Tower» com 326 metros de altura e na «Goldan Gate Bridge» há belos
miradouros. Desce-se à direita para a baía e pequena cidade de Sausalito,
aninhada na dobra costeira, aprecia-se a vista soberba de Alcatraz, da Baía e
de São Francisco. A região tem a maioria dos nomes em espanhol, denotando o ter
pertencido ao México. Visitei a imensa região californiana de quintas vinícolas
de Napa Valley. Almoçámos num típico restaurante/quinta, fazendo lembrar os
míticos «sallons» dos «cowboys» do Oeste americano. Até os wc informavam, para
«cowgirls» e «cowboys». Na quinta vinícola do «Castello di Amorosa» (Sta.
Helena – Calistoga), uma fortificação medieval trazida da toscana e lá montado
pedra a pedra (muros, muralhas, ameias, torres de vigia, salas, passagens e
abóbadas), em estilo românico, onde recebem os visitantes e acontecem as provas
de vinho e as vendas. São hábeis máquinas de fazer dinheiro, com entradas a
trinta dólares, provas de vinho, também, a trinta. A garrafa 0,75 do vinho
«Fantasia». Esta curta narrativa, ficou-me por quatrocentos dólares, enquanto o
diabo esfrega um olho. Com as visitas a bom ritmo foi um investimento
inteligente. Nas provas de vinhos havia as tábuas de pontuação, com a minha
mulher a avaliar tudo com dez, nota máxima, porque eram doces. Fui mais
comedido nas pontuações.
Os vinhos eram excelentes, bem diferentes dos vinhos
californianos que apanho no mercado. Com o escanção de raízes açorianas,
pudemos provar os que quisemos e repetir, já que a tabela eram quatro e o
conteúdo total daria uma curta taça de vinho. No domingo de Páscoa almoçámos no
buffet do restaurante típico brasileiro «Fogo no Chão» e deixei nota gorda por
cinco refeições (o meu filho convidou o Luís, informático brasileiro). No geral
a comida, para o meu gosto, é má e caríssima, até a mexicana, safou-se a de
Pallo Alto, cidade da gigante Google que ocupa a área duma nossa cidade média.
O Facebook era mais modesto. A Google tem tudo o que os seus cérebros queiram
fazer, ginásios e bicicletas coloridas e comida. O Campus Universitário é
imenso e com vegetação e grandes árvores. Em Pallo Alto, o Centro Comercial faz
lembrar o Freeport, de Alcochete, lá num restaurante mexicano comi uma boa
pizza. O regresso de São Francisco para Edmonton (Alberta – Canadá) foi uma boa
viagem de três horas para toda a família e voltámos a mergulhar no frio.
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