I CONGRESSO de MEDICINA POPULAR EM VILAR de PERDIZES (1983): Doutor Barroso da Fonte, ladeado à direita pela sua mãe e à esquerda pelo seu pai. O Padre Fontes é o quarto elemento da mesa, com a cabeça inclinada para a direita.
Por BARROSO da FONTE
DECORREU EM VILAR DE PERDIZES ENTRE 9 E 12 DE JUNHO DE
1983
nscreveram-se como participantes ativos 116
congressistas portugueses e estrangeiros.
Desse I Congresso ficaram recortes de cerca de três
centenas de jornais e revistas nacionais e estrangeiras.
Sobre ele, a Delegação do Norte da Direção-Geral da
Comunicação Social elaborou, por essa altura, três volumes temáticos que distribuiu
às Bibliotecas mais representativas da região norte e também aos próprios
órgãos da imprensa.
Temos connosco o primeiro desses 3 volumes e, certamente,
outros investigadores, mais tarde munidos de equipamento informático,
conservarão material precioso que será útil a eventuais académicos que
pretendam elaborar estudos antropológicos, etnográficos e afins.
O Padre Fontes já, por várias vezes, me sensibilizou
para tal tarefa. Mas com esta idade seria estultícia excessiva. Endosso essa
incumbência a alguém que queira empreender tal feito, pois as 32 edições que
decorreram neste mesmo palco e, anualmente, no primeiro fim-de-semana de
Setembro de cada ano, mereciam ficar documentadas, sobretudo enquanto por cá ainda
se arrastam alguns daqueles que – como o pioneiro de tudo isto – estão vivos.
Não foi fácil a um Homem só, por maior empenho que
dedicou a esta vertente cultural, congregar meios e vontades para repetir, inovando.
Urge repensar o futuro do Congresso. Vilar de Perdizes, a Região de Barroso e,
sobretudo, os congressistas que tanta vida deram a tão louvável iniciativa.
Este Congresso, que se iniciou há 35 anos e que apenas
não se realizou em três dessas anuidades, não deve morrer, nem ser abandonado.
Como participante em todas as edições realizadas,
procurei reunir uma amostragem de recortes de órgãos de imprensa escrita, um
pouco daquilo que se escreveu em 1983. É uma ténue imagem. Mas no espólio das
restantes edições há muita matéria digna de registo.
B. F.
Vilar de Perdizes, 31 de Agosto de 2018
Nota: O Congresso deste ano (2018) abre hoje (31 de Agosto) e prolonga-se durante o fim-de-semana (2 e 3 de Setembro).
Um fim-de-semana
sossegado como já há muito não acontecia quando venho à capital do barro
leiriense. Com os habituais animadores da nossa estadia por estas paragens
ocupados noutras tarefas prioritárias, e já antecipadamente programadas,
tivemos que por nós próprios fazer a caminhada sem a acostumada companhia e a
fraterna amizade. E lá se fez com a deslocação aos 13, para na Isabel, tomar o
cafezinho da ordem, após o almoço e já com a Missa dominical que o sr. Padre
Davide celebrou às 09h00, tendo como seu ajudante o diácono João Paiva.
Entretanto a semana
começa a decorrer e cada um tem mais que fazer do que gozar férias. Resultado?!
Lá tenho que me desenvencilhar e com mais ou menos net arranjar forma de ocupar
o tempo o melhor possível. Hoje até já consegui ver um meu arrazoado que Tempo
Caminhado divulgou a fazer referência à Peregrinação de Nossa Senhora da Graça
que no próximo domingo, 02 de Setembro vai ter lugar no alto do Monte Farinha,
concelho de Mondim de Basto.
Já há muito que não tomo
parte nesta festa de que durante muitos anos fui fiel peregrino. Na última
ainda almocei com o saudoso bispo da diocese D. Joaquim Gonçalves. Que saudades
desse tempo, em que também o Padre Guedes, de saudosa memória, paroquiava Vilar
de Ferreiros. O tempo com sua enxó lá vai moldando as páginas da história que
os homens e a natureza deixam ao seu cuidado talhar. Pede-se também é que os
homens ajudem, como Deus quer.
Gostaria ainda de informar todos os meus estimados clientes e amigos que, como já é habitual, a Livraria Cólofon estará presente na Feira do Livro do Porto (de 7 a 23 de Setembro), partilhando do stand nº 100 com aLivraria Pinto dos Santos. Conto com a vossa visita!
Todas as obras podem ser enviadas à cobrança ou mediante transferência bancária para IBAN a indicar no acto da compra. O pagamento poderá ser feito através de Paypal para a conta colofon.pt@gmail.com.
O envio dos livros pode ser feito em total segurança para qualquer ponto do país e para o estrangeiro.
Todas os livros s podem ser consultados nas instalações da Cólofon. Sempre que solicitado poderá ser feita uma descrição mais detalhada das obras e poderão ser enviadas mais fotografias.
O mundo tem focos de instabilidade incomensuráveis. A
República do Centro Africana e a Síria são dois deles. Mas o caso da Venezuela
é outro, com mecanismos gravíssimos, porque sustentado num sistema
socialista/comunista, baseado no modelo soviético de 1917, que há muito deu
provas de, humanamente, ser insustentável. Recorra-se à obra de Orlando
Figes, apenas para se citar um dos inúmeros especialistas.
Foi a 1917 que Chavez foi buscar o seu modelo, um
modelo em declínio: a total intervenção do Estado,
que controla a economia, nacionaliza empresas, manipula os preços e intervém no
câmbio. O modelo tornou-se ainda mais rígido no governo de Nicolás Maduro.
A estatização dos principais sectores da
economia, como turismo, alimentação e energia, trouxe a redução da
produtividade que se agravou com a queda do preço do petróleo, principal
recurso para a compra de matéria-prima para as indústrias governamentais e para
a compra de produtos básicos. A isto acrescentem-se os aspectos políticos de perseguição, prisão e tortura à oposição e ao povo comum.
O resultado foi uma crise económica sem
precedentes. Em 2017, o Fundo Monetário
Nacional (FMI)estimou que a inflação chegaria a 720%. O agravamento
da crise económica fez disparar a escassez de alimentos, medicamentos e de
matéria-prima para a indústria local.
A população passou a não ter acesso a
produtos básicos, enfrentar longas filas para comprar produtos caros e, em muitos
casos, teve de recorrer ao mercado paralelo para obter artigos que deixaram de
ficar disponíveis para a venda, como alguns produtos de higiene pessoal.
Os altos níveis de miséria da população
contrastam com a corrupção vivida pelo país. Em 2017, a Venezuela foi eleita o
país mais corrupto da América Latina, de acordo com informações da ONG Transparência Internacional. O país ocupava nesse
ano a 166ª posição em um ranking de 176 países.
«A Teogonia trata das origens dos
deuses, desde os seres primordiais, passando por uma sucessão violenta dos
soberanos divinos, até que Zeus se torna o ordenador justo, e por isso
permanece. Trabalhos e Dias é um poema que se centra, todo ele, na justiça e no
trabalho - uma primeira parte dedicada mais à justiça e uma segunda aos
trabalhos agrícolas, a conselhos práticos de comportamento e aos dias propícios
e nefastos para diversas atividades. As duas únicas obras de Hesíodo que
chegaram até nós aparecem pela primeira vez traduzidas em Portugal, as duas em
conjunto. Dos Trabalhos e Dias existia, desde 1947, uma versão de Moses
Bensabat Amzalak, com um estudo no âmbito da agronomia a precedê-la, mas que
precisava de ser atualizada».
Esta tradução baseia-se no texto das
edições críticas e comentadas de M. L. West, publicadas na Oxford University
Press, Hesiod. Theogony (1966) e Hesiod. Works and Days (1978) e, no que
respeita ao Certame, no texto do mesmo helenista publicado pela Loeb Classical
Library, Homeric Hymns. Homeric Apocrypha. Lives of Homer (Cambridge, Mass.,
2003).
Hesíodo rivalizava com Homero em antiguidade e valor. Assim como Homero, os gregos antigos idolatravam Hesíodo.
Em 1981, Francisco de Sá Carneiro acabou
com o conhecido “papel azul” ou de “25 linhas”. E não acabou por acaso.
Percebeu que quanto mais burocrático era um país, mais corrupto se tornava. E
para qualquer situação, o “papel de 25 linhas” era o tal. Requerimento para
aqui, requerimento para ali. Quem tem memória pode verificar que esta simples
operação tomada pelo governo da então Aliança Democrática, levou o país,
durante duas décadas, a um desenvolvimento moral e ético, até então nunca
vistos.
Mas para sustentar esta questão,
basta-nos a descrição de uns momentos do Diário Russo de Steinbeck, acerca do
funcionamento de um restaurante na antiga União Soviética, em 1947 (p.22):
“ Dado que na União Soviética tudo, toda e qualquer transacção, está sob a
alçada do Estado, o sistema de contabilidade é gigantesco. Assim, o empregado
de mesa, quando recebe um pedido, regista-o com muito cuidado num livro. Mas a
seguir não vai transmitir o pedido. Vai ter com o guarda-livros, que faz um
novo registo relativo à comida que foi pedida, e emite um talão que vai para a
cozinha. Aí é feito um novo registo e pedido um determinado prato. Quando o
prato está pronto, é feito um novo registo do prato noutro talão, que é
entregue ao empregado de mesa. Mas este não leva o prato para a mesa. Pega no
talão e vai entregá-lo ao guarda-livros, que faz uma nova anotação de que o
prato foi preparado de acordo com o pedido, e dá outro talão ao empregado de
mesa, que então volta à cozinha, e leva o prato para a mesa, anotando no seu
livro que o prato que foi pedido, que foi registado e que foi entregue, está
agora, finalmente na mesa”.
O tempo que se perde com isto! E as patifarias
que daí advêm.
Ora este sistema que Sá Carneiro
triturou e que deu prosperidade ao país durante duas décadas foi, em 2005, de
novo, implantado em Portugal, por um bando que patrulhou o país como quis. Com
José Sócrates e Maria de Lurdes Rodrigues (e os seus dois macabros secretários de estado) no comando. E ficou implantado até
hoje.
Maria de Lurdes Rodrigues, Pedreira, Walter Lemos e José Sócrates
O Senhor Presidente da República sabe
muito bem do que se fala, a gente decente que ainda existe neste torrão
peninsular, também.
Portanto, se querem que o país avance,
deixem-se de merdas!…
Em 1947, em pleno período da Guerra Fria, John Steinbeck (Prémio Nobel
da Literatura) e o célebre fotografo Robert Capa, visitaram a Rússia. Como nos
diz Steinbeck, o objectivo era fazer um retrato real da então União Soviética
(sem aspectos políticos): o retrato, sobretudo, do seu povo, da forma como os
russos viviam o seu quotidiano.
Na verdade, foi o que fizeram, e o
relato, ilustrado com várias fotografias de Capa, é, ainda hoje, digno de ser
lembrado.
Há aspectos burocráticos (causas da
grande corrupção, como hoje em Portugal) descritos que merecem leitura atenta. Repare-se
como é descrito todo o sistema de funcionamento de um restaurante (p.22). E poderíamos
ir por aí adiante.
A descrição da Ucrânia é fantástica.
Só agora foi publicado em Portugal
(Abril de 2018). Aproveitem.
Em 1947 ingressou no Seminário de Vila Real. Foi o ano em
que com ele entraram mais 58 alunos. Depois, só em 1964/65, entraram 81. Com
ele mais três botiquenses: Fernando Gonçalves Rei, José Joaquim Gomes Lopes
Pereira e Mário Rua Rua Dias (juiz conselheiro).
Desde que ordenado passou por Boticas e Minas da
Borralha, como professor. Em 1964 foi convidado pelo então Cardeal Cerejeira,
para apoio à Paróquia de S. Jorge de Arroios, em Lisboa. Como escrevi no
prefácio da Beleza Serrana «foi um primeiro sinal da bonomia, de relacionamento
social e de apetência para a convivência urbana em que brilhou no resto da sua
vida». Mais tarde e apoiado pela sua privilegiada forma de ser e de estar, foi
capelão nos três Ramos das Forças Armadas que deixou para voltar à vida
Académica. Licenciou-se em Ciências Pedagógicas na faculdade de Letras de
Lisboa e fez o 2º ano de Direito. Entretanto exerceu o jornalismo. Mormente no
Ecos de Boticas e em A Voz de Chaves (este semanário) que noticiou a sua morte,
em Lisboa, em 26 de Novembro de 2017. Nos jornais e outros centros de cultura,
sempre apregoou a sua freguesia de Sapiãos de que fez o centro do mundo. Para ela
carreou a sua influência, o progresso que estava ao seu alcance e a
hospitalidade que viajava na bagagem da sua viatura. Sua Mulher, D. Maria
Hortense P. Santos Monteiro do Couto, não descansou, enquanto não viu
concretizado um sonho do seu bem Amado Artur. Incumbiu, conforme o gosto dele
de encontrar espaço para instalar a Biblioteca «Pe. Dr. Artur Couto». O
Presidente da Junta assumiu, de imediato, a cedência do melhor espaço para aí
instalar esse acervo pessoal e dos amigos que desde logo quiseram associar-se.
E de quem pelos tempos fora, gostem de engrossar esse espólio.
Carlos Couto, um dos vários sobrinhos que mais convivera
com o Tio, soube acolher ideias e logo sugeriu a recolha, em livro próprio, de
312 páginas, com centenas de anotações diarísticas do Blog «Beleza Serrana» do
saudoso filho de Sapiãos, onde anotara, instantes, situações felizes ou
momentos dignos de registo. Não houve a preocupação de transformar essas
reflexões casuísticas, em telas literárias, visto que os blogues se escrevem, na
maior parte das vezes, com palavras abreviadas e sem pontuação. O que
prevaleceu foi a preocupação de registar os pensamentos, o saber e o sabor do
linguarejar desse Barrosão que inseriu esse berço nas «origens dos Barrosos de
Portugal que radicam em Sapiãos».
O presidente da Câmara afirmou que «é para o Município de
Boticas e para mim particularmente, que tive oportunidade de trabalhar de perto
com ele em diversas ocasiões, um motivo de grande satisfação associar-me à
publicação deste livro, que de certa forma homenageia, a título póstumo, o Dr.
Artur Monteiro do Couto, um ilustre botiquense, nascido em Sapiãos, que foi
durante toda a sua vida um grande embaixador do Concelho de Boticas, mantendo
uma forte ligação às suas raízes e à terra que o viu nascer e contribuindo de
uma forma bem vincada para a divulgação do património, usos, costumes e
tradições do nosso povo e das nossas gentes, para quem sempre olhou com muito
orgulho e carinho.
Homem de Cultura e a ela sempre dedicado, deixou-nos uma
obra vasta e diversificada, espalhada por livros, revistas e jornais e mais
recentemente pela internet, onde “alimentou”, com a sua habitual perspicácia e
visão crítica, o “blog” Beleza Serrana, transformado em local de visita
obrigatória muito graças ao seu carácter despretensioso e descomprometido.
Da sua autoria é também, entre outras obras, o Livro
“Património Histórico de uma Aldeia Transmontana – Sapiãos”, publicado em 1998,
uma Monografia onde descreve o património cultural, arquitetónico e humano da
“querida terra” onde nasceu, e que continua a ser a obra mais completa até
agora publicada sobre Sapiãos.
Fernando Queiroga e toda a sua vereação marcaram presença
e dezenas de antigos alunos, padres e leigos, vieram de todo o país para
testemunharem essa solidariedade que constituiu um primeiro sinal distintivo
entre gerações, desde tempos difíceis. Estiveram presentes a Presidente da
Academia de Letras de Trás-os-Montes, Assunção Anes Morais, a Presidente da
Direção e da Revista Aquae Flaviae,
Maria Isabel Viçoso, Joaquim de Sousa Fernandes, antigo Presidente da Câmara e
da Assembleia Municipal de Boticas, o Pintor Eurico Borges que é hoje uma
figura de projeção mundial, o mediático Padre Fontes e o também Presidente da
Câmara de Montalegre, Prof. Carvalho de Moura, além de uma numerosa
representação da Casa de Trás-os- Montes e Alto-Duro de Lisboa.
Como é tradição o bispo
diocesano é quem preside à grande peregrinação de Nossa Senhora da Graça, que
no alto do Monte Farinha anualmente se realiza no primeiro domingo de Setembro,
e que este ano calha do dia 02. Vamos por isso ter connosco, o bispo D.
Amândio, ilustre prelado da diocese de Vila Real, e nosso co-provinciano,
natural de Chaves.
A Peregrinação começa às
08h00 com confissões no santuário, e com o início da procissão que às 10h15 sai
do Largo de Santiago com destino ao 2º adro. No decorrer da qual será recitado
e rezado o terço desse dia, por certos os Mistérios Gloriosos. Às 11h00 terá
inicio a Missa Solene e campal, presidida por D. Amândio.
O padre João Paulo,
pároco de Vilar de Ferreiros e por aderência presidente da Irmandade de Nossa
Senhora da Graça, como anfitrião e encarregado de bem servir os visitantes e em
especial os peregrinos que são quem dão vida a este famoso santuário mariano de
Trás-os-Montes e miradouro inconfundível do norte de Portugal.
Agora é que merece a pena
subir ao Monte Farinha, não para ver ciclistas, mas para nos encontrarmos com a
Mãe de Jesus, e com ela, e por sua interseção, pedir a graça de Deus para ver o
mundo mais harmonioso e justo, onde as desigualdades não sejam tão evidentes e
escandalosas. Como de costume a Radio Basto faz cobertura da missa solene e a
GNR de Mondim de Basto se encarrega da orientação do trânsito e manutenção da
ordem.
A teoria do aquecimento global se baseia na queima de combustíveis fósseis como petróleo e carvão, além das atividades industriais. Com isso, aumenta a concentração de gás carbono (CO2) ou dióxido de carbono na atmosfera, causando o tão temido efeito-estufa. Aumentando gradativamente a temperatura média do planeta.
Desde o século passado a teoria acima ganhou muito espaço, principalmente em toda a mídia.
Por outro lado, surgiram cientistas céticos quanto à teoria do aquecimento global, como por exemplo: o Professor Doutor da USP Ricardo Augusto Felício.
Em seu artigo “Mudanças Climáticas” e “Aquecimento Global” – Nova Formatação e Paradigma para o Pensamento Contemporâneo?(2014), Felício destacou alguns tópicos interessantes, que merecem atenção.
Segundo Ricardo Augusto é quase impossível o aquecimento global ocorrer devido a ação do homem. Pois as proporções de (CO2) produzidas pelo seres humanos são ínfimas.
“Ninguém está destruindo o planeta, primeiro porque 72% dele é mar. 28% são continentes, mas destes, cerca de 49% são terras áridas, semi-áridas e desertos. Então, o que será que os humanos usam de fato? Menos de 9% da superfície dos continentes e as cidades representam uma fração ridícula de 0,05%, enquanto que as habitações, menos ainda, cerca de 0,005%.” (FELICIO, R.A. 2014)
A composição da atmosfera do planeta Terra é constituída basicamente de: 78% Nitrogênio, 21% Oxigênio, 0,7% Argônio e todos os outros gases são chamados traços. O (CO2) possui a participação de 0,033% de todos eles, aqui inclusos os humanos. Pode-se observar que o CO2 é infinitamente inferior aos demais gases.
Os defensores do aquecimento global afirmam que o gás carbônico é o gás do fim do mundo, ou que ele se tornou poluente. Tal afirmação não é fidedigna, pois o CO2 é o gás da vida. Sem ele, nenhuma forma de vida baseada em carbono existiria na Terra. Quanto mais se eleva a sua concentração na atmosfera, maior é a produção vegetal, ou seja, maior produção de alimentos. Em outras palavras, os oceanos liberaram o CO2 e as plantas se beneficiaram disto.
Nos EUA, por exemplo, a cada ano morrem mais de quarenta mil pessoas em acidentes de trânsito. Mas nem uma única pessoa já morreu em decorrência do aquecimento global. O número de espécies já extintas por causa do aquecimento global é exatamente zero. Tanto as calotas glaciais da Antártica quanto as da Groelândia permanecem estáveis.
Outro ponto a ser destacado é que as temperaturas do nosso planeta já estiveram bem mais altas que as atuais. Há cinco mil anos, quase seis graus Celsius. Toda a calota ártica já derreteu e os ursos polares continuam entre nós. Assim, não serão as temperaturas e o derretimento de gelo que impedirão a existência destes belos animais. Também precisa-se ressaltar que as temperaturas na Idade Média já estiveram dois graus maiores que as atuais. Os últimos dez anos não são os mais quentes da história, pois os anos de 1930 foram bem mais que estes, com registros específicos na Groenlândia, como as estações de Reykjavik e Godthab Nuuk (GODDARD, 2010).
Para piorar a situação, tanto as estações meteorológicas de superfície, que estão dentro dos padrões da Organização Meteorológica Mundial – OMM, bem como os satélites meteorológicos, registraram queda nas temperaturas desde 1998. Cientistas já falam em uma nova era glacial.
À medida que os anos vão passando e os dados vão se acumulando, torna-se cada vez mais evidente que o aquecimento global é uma fraude. A mudança climática é algo natural e permanente, mas a Terra não se aqueceu significantemente ao longo dos últimos trinta anos. Tampouco houve algum efeito único e negativo, de qualquer tipo, que possa ser inequivocamente atribuído ao aquecimento global.
No presente momento, dados de satélite mostram que a temperatura média global é a mesma do ano de 1979. A extensão do gelo marítimo global também segue imutável desde 1979, (É claro que desde então as geleiras se contraíram e na mesma proporção se expandiram).
A partir do final da última Era do Gelo, o nível do oceano já subiu mais de cem metros. Mas nos últimos três anos, não houve qualquer aumento no nível do mar. Se as calotas polares estão derretendo, por que o nível dos oceanos não está subindo?
O fato é que durante os últimos 11 anos, a Terra, ao contrário do que dizem, tem esfriado, e não esquentado — apesar do aumento das emissões de dióxido de carbono. E embora a Terra esteja mais quente do que há cem anos, estamos falando de aproximadamente 0,7 graus Celsius. As temperaturas ainda estão abaixo daquelas observadas durante o quente período medieval, e ainda muito menores do que aquelas ocorridas durantes vários outros períodos de temperaturas altas, como por exemplo durante a Idade do Bronze (antes da época do ferro, época da história do homem primata) — períodos durante os quais não havia emissões de carbono significativas (essencialmente não havia outras emissões que não o dióxido de carbono que naturalmente exalamos).
Mas por que as pessoas pensam que o planeta está se aquecendo?
O principal motivo é por causa da infiltração na ciência por fanáticos ideológicos que colocam a política acima da verdade.
Em outras palavras, os produtos verdes, “sustentabilidade”, certificações ambientais, nada mais são que vendas de novos produtos. Se nos anos de 1970 o movimento ambiental combatia o capitalismo, aliado aos movimentos das esquerdas, após a queda do muro de Berlim, com o desbaratar de diversos movimentos esquerdistas, tivemos algo inusitado: o sistema capitalista foi agregando, vagarosamente, o movimento ambiental para dentro de suas fileiras (DURKIN, 2005). Ao mesmo tempo, muitos dos movimentos esquerdistas viram no movimento ambiental, uma forma de combater o capitalismo. É paradoxal, mas diversos esquerdistas do passado estão nos movimentos ambientais de hoje. Em outras palavras, vermelhos se tornaram verdes. Os exemplos estão no mundo inteiro, desde o parlamento europeu, até mesmo no Brasil.
As “mudanças climáticas”, o “aquecimento global” e o “caos ambiental” sustentam toda esta trama. Mas, para resolver tudo isto, basta fazermos compras, com produtos verdes e ecologicamente corretos, que salvaremos o planeta. Simples assim. Salve o planeta fazendo compras. Substitua o eficiente pelo inepto. Troque seus hábitos de vida e assim por diante.
O que observamos é que toda vez que algo fica ecológico, toma uma pintura de verde, o lucro sempre aparece embutido em três etapas: elevação de preços, recebimento de subsídios, redução de impostos. Assim, quem paga a conta sempre é o cidadão, diretamente, quando compra o produto, ou indiretamente, pela ação do Estado benevolente ao empreendedor “verde”. Sim, ser sustentável tornou-se muito lucrativo e a legitimidade desta não é sequer colocada em questionamento, muito menos discutida (SCOTTO et al., 2007).
Aqui está a transformação da Terra durante um ano. Na junção de 12 fotos, cada qual representando um mês. Pode se formar este GIF animado. Percebe-se que no polo norte as geleiras aumentam e diminuem na mesta intensidade no decorrer do ano. Imagem retiradas de satélites da NASA. Créditos: John Nelson.
Créditos: John Nelson.
Créditos: John Nelson.
Em resumo, não há qualquer tipo de evidência de que estamos entrando em uma era de significativa alteração climática, e que essa alteração irá causar a deterioração do meio ambiente ou dos padrões de vida humano.
DURKIN, M., 2005. The Great Global Warming Swindle. BBC, Londres. Inglaterra. Documentário de 2h, 2005.
FELICIO, R.A., 2014. “Mudanças Climáticas” e “Aquecimento Global” – Nova Formatação e Paradigma para o Pensamento Contemporâneo?Ciência e Natura, Santa Maria, v. 36 Ed. Especial, 2014, p. 257–266 Revista do Centro de Ciências Naturais e Exatas – UFSM
GODDARD, S., 2010. To a geologist, “the past is key to the future”. SPPI Institute, 20p. 2010.
Centenas de milhares de venezuelanos na fronteira da Colômbia, fugindo do regime miserável marxista/trotskista venezuelano
João Marques de Almeida – OBSERVADOR
Como todas as outras experiências
socialistas do século XX, o socialismo na Venezuela acabou numa ditadura, na
pobreza, na miséria e com refugiados a fugirem para países capitalistas.
1. O Bloco de Esquerda e muitos dos seus
camaradas das ruínas socialistas, sobretudo os que trabalham no Centro de
Estudos Sociais na Universidade de Coimbra, passaram anos a defender e a
elogiar o regime chavista na Venezuela. A Venezuela de Chávez simbolizava a
resistência ao “imperialismo” norte-americano. Lembro-me muito bem como as
nossas esquerdas, durante a primeira década deste século, não perdiam uma
oportunidade para elogiar Chávez e atacar George W. Bush.
UNIVERSIDADE de COIMBRA
O “chavismo” também era visto como um
modelo para países europeus como Espanha e Portugal. Era o socialismo do século
XXI. E a verdade é que há mesmo socialismo na Venezuela. Chávez começou por
partidarizar as Forças Armadas. Depois controlou a comunicação social.
Nacionalizou as grandes empresas dos sectores económicos mais importantes do
país. Por fim, o seu sucessor, Nicolas Maduro, violou direitos humanos de uma
forma sistemática, colocou adversários nas prisões, apenas por razões políticas
e ideológicas, e executou golpes constitucionais.
Centenas de milhares de venezuelanos na fronteira da Colômbia, fugindo do regime miserável marxista/trotskista venezuelano
Qual foi o resultado do socialismo na
Venezuela? Fim do Estado de direito, presos políticos, poder quase absoluto do
Estado, conflitos e pilhagens nas ruas, pobreza extrema, fome e agora milhares
de refugiados. Vale a pena comparar o regime socialista da Venezuela com os
governos capitalistas da vizinha Colômbia, governada há mais de uma década por
presidentes de centro-direita. Enquanto na Venezuela o regime agravou os
confrontos internos, os governos burgueses da Colômbia estão a construir a paz.
Na Venezuela, o regime impôs uma ditadura; na Colômbia a democracia
consolidou-se. A pobreza aumenta na Venezuela. A Colômbia está a caminho de se
tornar na segunda maior economia da América do Sul. Entende-se que os antigos partidários
do chavismo tenham dificuldades em defender o legado socialista na Venezuela.
Há um ponto que deve ser sublinhado.
Chávez e Maduro não se afastaram do socialismo. Pelo contrário, eles
implementaram mesmo um regime socialista. Como todas as outras experiências
socialistas do século XX, o socialismo na Venezuela acabou numa ditadura, na
pobreza, na miséria e com refugiados a fugirem para países capitalistas.
2. A reação do Bloco e do PCP à
comunicação de Mário Centeno a propósito do fim do programa de ajuda à Grécia
foi mais um dos habituais exercícios de hipocrisia das esquerdas marxistas
desde que apoiam as políticas da Zona Euro. Centeno não disse nada de novo nem
se afastou um milímetro do que tem sido a sua actuação como ministro das Finanças
desde 2015. Não sei onde está a surpresa. Centeno é um ortodoxo em matéria de
políticas orçamentais e fiscais. Se não fosse, não teria sido escolhido para
presidente do Eurogrupo.
No essencial, Centeno pensa como Vítor
Gaspar. Ou, pelo menos, está muito mais próximo do antigo ministro das Finanças
de Passos Coelho do que está do Bloco ou do PCP. Não é segredo para ninguém. E
as esquerdas radicais sempre o souberam desde o dia em que apoiaram este
governo. Uma das grandes fraudes da política portuguesa desde 2015 é o apoio do
Bloco e do PCP a um governo com um ministro das Finanças que pensa e age como
Vítor Gaspar. Obviamente, Centeno tem sido um elemento central nessa fraude.
Ataca o programa de austeridade do governo de Passos Coelho em Portugal, mas defende
um programa ainda mais duro na Grécia.
O político cujas palavras tanto
‘indignaram’ as extremas-esquerdas é o mesmo que faz os orçamentos que o PCP e
o Bloco aprovam no Parlamento. Deixo um desafio aos deputados bloquistas e
comunistas. Estão indignados com as palavras de Centeno sobre a Grécia? Então
votem contra o último orçamento deste governo. Se não o fizerem, as palavras de
Centeno são também as vossas palavras.
A Venezuela mostrou a incapacidade dos
nossos marxistas para defender um regime socialista. Como os entendo. O apoio
aos orçamentos de Centeno mostra a sua disponibilidade para votar a favor de
políticas financeiras ortodoxas. Bem-vindos ao neo-liberalismo, camaradas.
O canoísta português Fernando Pimenta é
o novo campeão do Mundo de canoagem em K1 1000 metros. "O dia mais feliz
da minha vida", disse o atleta após a final.
Depois de ter conquistado o bronze em
2015 e a prata em 2017, Fernando Pimenta chegou ao ouro este sábado. O
tricampeão da Europa está, finalmente, no topo do Mundo.
O tricampeão europeu completou a prova
em 3.27,666 minutos, batendo por 725 milésimos de segundo o alemão Max
Rendschmidt, que ficou com a medalha prata, enquanto o checo Josef Doostal foi
o terceiro classificado, a 1,511 segundos do português.