terça-feira, 31 de janeiro de 2017

RAMALHO EANES I e II


O Dr. Jorge Lage, colaborador assíduo neste espaço, enviou-nos estes dois textos que já havíamos publicado neste blogue há uns tempos. Mas é o tipo de texto que fica sempre bem repetido, pelos princípios, pela nobreza de um homem que foi presidente da república. E porque aqueles que lhe tramaram a reforma, foram os mesmos (melhor dizendo, os herdeiros) que tramaram a vida de alguns entre 2005 e 2011.
Num país de bandoleiros (desde 2005) é um refrigério para a alma podermos contar com Homens deste calibre.

RAMALHO EANES I

Quando cumpria o seu segundo mandato, Ramalho Eanes viu ser-lhe apresentada pelo Governo uma lei especialmente congeminada contra si.
O texto impedia que o vencimento do Chefe do Estado fosse «acumulado com quaisquer pensões de reforma ou de sobrevivência» públicas que viesse a receber.
Sem hesitar, o visado promulgou-o, impedindo-se de auferir a aposentação de militar para a qual descontara durante toda a carreira.
O desconforto de tamanha injustiça levou-o, mais tarde, a entregar o caso aos tribunais que, há pouco, se pronunciaram a seu favor.
Como consequência, foram-lhe disponibilizadas as importâncias não pagas durante catorze anos, com retroactivos, num total de um milhão e trezentos mil euros.
Sem de novo hesitar, o beneficiado decidiu, porém, prescindir do benefício, que o não era pois tratava-se do cumprimento de direitos escamoteados - e não aceitou o dinheiro. Num país dobrado à pedincha, ao suborno, à corrupção, ao embuste, à traficância, à ganância, Ramalho Eanes ergueuse e, altivo, desferiu uma esplendorosa bofetada de luva branca no videirismo, no arranjismo que o imergem, nos imergem por todos os lados.
As pessoas de bem logo o olharam empolgadas: o seu gesto era-lhes uma luz de conforto, de ânimo em altura de extrema pungência cívica, de dolorosíssimo abandono social. 
Antes dele só Natália Correia havia tido comportamento afim, quando se negou a subscrever um pedido de pensão por mérito intelectual que a secretaria da Cultura (sob a responsabilidade de Pedro Santana Lopes) acordara, ante a difícil situação económica da escritora, atribuir-lhe. «Não, não peço. Se o Estado português entender que a mereço», justificar-se-ia, «agradeço-a e aceito-a.
Mas pedi-la, não. Nunca!»
O silêncio caído sobre o gesto de Eanes (deveria, pelo seu simbolismo, ter aberto telejornais e primeiras páginas de periódicos) explica-se pela nossa recalcada má consciência que não suporta, de tão hipócrita, o espelho de semelhantes comportamentos.
“A política tem de ser feita respeitando uma moral, a moral da responsabilidade e, se possível, a moral da convicção”, dirá. Torna-se indispensável “preservar alguns dos valores de outrora, das utopias de outrora”.
Quem o conhece não se surpreende com a sua decisão, pois as questões da honra, da integridade, foram-lhe sempre inamovíveis. Por elas, solitário e inteiro, se empenha, se joga, se acrescenta- acrescentando os outros.
“Senti a marginalização e tentei viver”, confidenciará, “fora dela. Reagi como tímido, liderando”. O acto do antigo Presidente («cujo carácter e probidade sobrelevam a calamidade moral que por aí se tornou comum», como escreveu numa das suas notáveis crónicas Baptista-Bastos) ganha repercussões salvíficas da nossa corrompida, pervertida ética.
Com a sua atitude, Eanes (que recusara já o bastão de Marechal) preservou um nível de dignidade decisivo para continuarmos a respeitar-nos, a acreditar-nos - condição imprescindível ao futuro dos que persistem em ser decentes.

Fernando Dacosta

Nota: Já escrevi algures no Expresso um comentário sobre Ramalho Eanes, mas sinto-me na obrigação de dizer algo mais e que me foi contado por mais que uma pessoa.
Disseram-me que perante as dificuldades da Presidência teve de vender uma casa de férias na Costa de Caparica e ainda que chegou a mandar virar dois fatos, razão pela qual um empresário do Norte lhe ofereceu tecido para dois. Quando necessitava de um conselho convidava as pessoas para depois do jantar, aos quais era servido um chá por não haver verba para o jantar. O policia de guarda em vez de estar na rua de plantão ao frio e chuva mandou colocá-lo no átrio e arranjou uma cadeira para ele não estar de pé. Consta que também lhe ofereceram Ações da SLN-BPN, mas recusou.

 RAMALHO EANES II

Posso acrescentar mais qualquer coisa do meu conhecimento pessoal, porque Ramalho Eanes e Edgar Cardoso, além de amigos, admiravam-se mutuamente.  Após o 25 de Abril, Edgar Cardoso foi saneado de professor do Instituto Superior Técnico, porque segundo a acusação “fazia pontes para o fascismo “, mas Ramalho Eanes dois ou três anos mais tarde conseguiu a sua reintegração como professor catedrático e com direito a receber todos os vencimentos durante todo o tempo em que foi impedido de lecionar. Foi pura iniciativa do presidente e Edgar Cardoso foi apanhado de surpresa quando Ramalho Eanes lhe deu conta do assunto, tendo imediatamente recusado essas verbas, porque segundo entendia, se não tinha trabalhado, também não podia receber. Ficou muito grato por recomeçar a dar aulas, mas disse ao presidente que ficasse com os seus ordenados e que fizesse com eles o que entendesse. Ramalho Eanes, desconfortável porque também não podia ficar com o dinheiro,  começou a pensar o que iria fazer com ele. Um dia chamou o Professor e disse-lhe que tinha encontrado a solução: iria fazer a Fundação Edgar Cardoso, que distribuiria, anualmente, os juros do dinheiro, aos três melhores alunos da cadeira de Pontes e Estruturas Especiais, em todo o país. Edgar Cardoso ficou encantado, mas não sabia como agradecer ao presidente.  Mais tarde, também ele tinha descoberto a solução: como sabia que Ramalho Eanes, quando deixasse de ser presidente jamais aceitaria que os impostos dos portugueses lhe pagassem um gabinete, a que todos os antigos presidentes tinham direito, resolveu oferecer-lhe um escritório, curiosamente num edifício chamado de Presidente, escritório esse que lhe tinha sido oferecido por um amigo promotor do edifício e a quem, como era seu costume, não tinha levado quaisquer honorários pelo projecto.
Por isso, Ramalho Eanes é o único ex-presidente da República que não beneficia dessa prerrogativa de manter um gabinete próprio pago pelo Estado, ou seja, por todos nós, os contribuintes portugueses.
Já disse isto várias vezes, mas não me canso de repetir: Ramalho Eanes é um dos raros exemplos de integridade e retidão: até podemos não gostar dele, mas temos todos que o respeitar porque a sua nobreza faz dele um farol que ilumina a escuridão do pântano de invertebrados corruptos em que se transformou este país em que vivemos. 
Faz-nos acreditar que ainda há futuro para quem persiste em ter a dignidade de ser decente.

João Cardoso

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Os destroços que ficam de qualquer festa de arromba


BARROSO da FONTE
 O atual governo tinha prometido reverter, praticamente, tudo aquilo que o governo anterior fizera.
Um governo que faz promessas desse estilo revela mais ódio do que bom senso. Porque mexe com pessoas, com serviços, com estruturas que custam balúrdios ao erário público e, para desfazer o que foi mal feito, destrói trabalho, esbanja o que estraga e consome, com vinganças, novas somas de dinheiro que seria muito mais útil em serviços inexistentes. Esse hábito de desfazer quem chega, o que o anterior deixou feito, é, declaradamente, um grave erro. É um erro pior do que aquele que pretende corrigir.
Recentemente a Câmara de Lisboa resolveu inutilizar a ampla Avenida da República e introduzir um novo figurino que, a avaliar pelos testemunhos que os media repercutiram, não facilita a circulação de pessoas e de viaturas. A centenas de milhões que ali foram investidos dariam melhores frutos se investidos na construção de casas para os sem-abrigos. Só que as eleições na apetecida Câmara de Lisboa não se ganham com a resolução de situações sociais, mas materiais. Têm que ser espaços de fachada opulenta e com um centro propício à colocação de uma placa vistosa para esculpir o nome do político que ordenou esse seu desejo.
 O exemplo de Lisboa simboliza o que se passa em qualquer vila ou cidade de outras zonas do País.
Em Guimarães, onde vivo, com os 111 milhões destinados à realização da Capital Europeia da Cultura, deu-se um reboliço  que mexeu com todos. Cometeram-se dezenas de erros urbanísticos de toda a ordem. Esse programa europeu ficou na retina de quem viu e gostou de dois espetáculos primorosos: a inauguração e o encerramento. Tudo o mais foi fachada, maquilhagem, confusão urbanística e um amontoado de ideias e de projetos, dos quais resultaram frustrações, falências, logros, numa palavra: um fiasco.
Em 2009, quando foi feito o anúncio da CEC, Guimarães vibrou de euforia. Quando se soube que viriam 111 milhões, anunciados pela então ministra da Cultura Isabel Pires de Lima, todos os comensais da área do poder, esfregaram as mãos de contentes porque tanto dinheiro nunca mais acabaria. A cidade acordou como se tivesse acontecido algo de fantástico. Tal desarrumação durou até 2012. E para qualquer reclamação vinha a desculpa: tenham paciência, isto é por causa da CEC.
 Ora da CEC ficaram na retina apenas dois momentos: a inauguração e o encerramento. Dois espetáculos de excelência que iludiram milhões de tele-espetadores. No meio desses programas e programinhos houve quem vendesse prédios urbanos, devolutos, condenados a ruínas de longo curso, para museus, casa de estudantes, laboratórios da paisagem, albergue de arquitetura, casa da memória...
De Lisboa, Porto e arredores chegaram técnicos, formaram-se orquestras, editaram-se mais de uma centena de livros e publicações cor-de-rosa.
  Seis anos depois ainda há processos de indemnização para resolver. Só um desses reclama 400 mil euros- A viatura do Presidente da CEC, apodrece num parque da Oficina. Foi o JN que a mostrou.
Meia dúzia de mamarrachos às moscas. A Casa da (triste) Memória, já tem montões de queixas.
O gabinete de imprensa para liderar essa opulenta comandita funcionava em Lisboa. Constituiu-se uma Fundação para gerir essa panóplia de intenções. O partido do poder que já tinha poderes a mais, reforçou essas lideranças. Toda a gente ganhava dinheiro pelas vindas à cidade para a qual traziam ideias e levavam prémios. Dizia-se à boca cheia que a CEC publicou mais de uma centena de livros. Esses livros terão vindo e voltado com quem os coordenou. Nós que somos pessoa de livros quisemos comprar uma coleção dessa centena. Nunca soubemos onde encontrá-los.
Soubemos que uma boa parte desses livros estiveram armazenados, ao longo de anos. Publicava-se um ou outro. Mas ninguém tinha acesso a eles. Só para os amigos.
  João Serra que foi o chefe da Casa Civil do Dr. Jorge Sampaio, quando este foi PR, terá ficado desempregado. E o chefe, por solidariedade, deve tê-lo convidado a acompanhá-lo. Como A. Magalhães, ao seu estilo ditatorial, saneou Cristina Azevedo, da Presidência da CEC, por esta ter admitido o Dr. Ricardo Rio por um contrato de seis meses, ela deixou o lugar para o Prof. João Serra. Sempre a família política a gozar com o dinheiro de todos. Volvidos seis anos esse processo do saneamento, na altura mediado pelo Dr. Jorge Sampaio, com a sua capa partidária, diluiu a gravidade do despedimento selvagem. Cristina voltaria para a CCRN e a CEC pagaria a diferença de salário. Só que como disse ao JN o vereador da Cultura, de Guimarães, o dinheiro da CEC (ou da Câmara), guardado para essa indemnização, entretanto, foi gasto noutros fins. E Cristina Azevedo, é, desde aí, colunista residente do JN. Exige ela 400 mil euros para que Magalhães e o Conselho de Opinião durmam sossegados. O diferendo prossegue, na exata dimensão da CEC que tem meia dúzia de mamarrachos às moscas nos quais gastou muitos milhares de Euros.
  Apesar destas cumplicidades de muitos implicados, José Serra, no flash do JN de 21 de Janeiro veio elogiar a CEC e o Vereador da Cultura da Câmara de Guimarães.  Num corajoso gesto de agradecimento político, não se coibiu de defender o passado cultural de Guimarães ao afirmar que «foi (a CEC) uma excelente aposta, bem como a Casa da Memória». Disse mais: «Penso que a CEC foi um momento que potenciou, pelo menos, duas décadas de política cultural consistente».
  O 2º Presidente da CEC, nos cerca de 3 anos que esteve em Guimarães, não investigou a verdade. Investigou apenas aquilo que lhe interessou dizer pelo emprego que lhe entregaram por causa do saneamento da sua antecessora. Irei demonstrar isso em livro em preparação.

GRANDE PRÉMIO DE ROMANCE E NOVELA APE/DGLAB – 2016


ABERTURA DE CONCURSO – REGULAMENTO

1. – O Grande Prémio de Romance e Novela da APE, instituído, em 1982, por proposta da Comissão Executiva do II Congresso dos Escritores Portugueses, é patrocinado por diversas entidades, públicas e privadas, destinando-se a galardoar, anualmente, um livro de carácter romanesco ou novelístico, em português e de autor português, cuja 1.ª edição seja publicada, em Portugal, no ano anterior ao da sua entrega.
2. – É mantido, em 2017, o valor pecuniário de 15.000 euros do Grande Prémio, que não poderá ser atribuído a obra póstuma.
3. – A APE divulgará o presente Regulamento através do seu site, dos órgãos de comunicação social, do Ministério da Cultura, das Associações de Editores e Livreiros e da Sociedade Portuguesa de Autores, no sentido de que, de cada livro editado em 2016, lhe sejam enviados, pelos meios correntes e até 15 de Fevereiro de 2017, sete exemplares, destinados aos membros do Júri e à biblioteca. Nada impede, porém, que a obra galardoada não tenha sido, eventualmente, recebida.
4. – A Direcção da APE designará os cinco membros do Júri, do qual não farão parte escritores ou editores com obras a concurso.
5. – O Júri, de ano para ano, será renovado em pelo menos 3/5 da sua composição, não podendo qualquer dos seus membros participar nele mais de dois anos seguidos.
6. – Disporá o Júri de trinta dias para deliberar, reunindo, nesse período de tempo, sempre que o achar conveniente.
¶ 1.º. – A sua deliberação será tomada por unanimidade ou maioria simples, excluindo-se a posição de abstenção, no quadro de uma impossibilidade de atribuição ex aequo do Grande Prémio, bem como da consignação de menções honrosas.
¶ 2.º. – Tomada a deliberação, de que não cabe recurso, o Júri lavrará uma circunstanciada acta final, que, em anexo, conterá as declarações individuais de voto dos seus membros, podendo eles, se assim o entenderem, não atribuir o Grande Prémio, por nenhuma das obras a concurso o justificar.
7. – O coordenador do Grande Prémio, membro da Direcção da APE, prestará, nas sessões que vierem a realizar-se, todo o apoio necessário ao funcionamento do Júri.
8. – Far-se-á o anúncio da obra premiada logo após a deliberação do Júri, dando-se mais tarde a conhecer, em momento oportuno e pelos meios considerados idóneos, os fundamentos da opção deste, designadamente, através da divulgação das declarações individuais de voto.
9. – A entrega do Grande Prémio ao autor galardoado ocorrerá numa cerimónia pública, a definir na altura adequada.
10. – As edições subsequentes da obra premiada deverão referenciar, em lugar destacado do volume, o Grande Prémio e as entidades suas patrocinadoras, bem como, na cinta, se o editor a tiver por conveniente: Grande Prémio de Romance e Novela APE/DGLAB – 2016.


CÂMARA MUNICIPAL DE VILA REAL / Grémio Literário Vila-Realense

domingo, 29 de janeiro de 2017

Protejam o Presidente


Desde que tomou posse o Presidente da República sabia que o país caminhava para o precipício. Com os dados económicos dados à estampa nesta última semana (com o défice em baixa, mas os juros da divida a 10 anos a subir de forma desmesurada) sabe que estamos a centímetros do abismo como em 2011. Mas não tem alternativa com a solução politica encontrada (por alguns – os do costume) em Outubro de 2015.
Os responsáveis por esta governança vão ser chamados à liça; os que “governam”, os que os apoiam e os que deles se servem. Desta vez não se “safam”. Nem aqueles, cujo alarde televisivo perturba os tímpanos do vulgo, nem os escribas do regime.
Por essa razão, protejam o Presidente; Portugal vai precisar de um presidente fortalecido, porque aqueles que hoje o apoiam, serão os mesmos que o apuparão. 

sábado, 28 de janeiro de 2017

Vão mas é dar banho ao cão…

  
Eduardo Dâmaso - Revista Sábado

Porque é que Ricardo Salgado transferiu 12 milhões de euros para alguém que não conhecia de lado nenhum? Transferiu muito mais do que 12 milhões no processo Marquês, mas aqui só nos interessa esta pequena esmola a um desconhecido. E porque pediu Salgado a Hélder Bataglia que fosse seu testa-de-ferro e usasse uma conta pessoal para transferir os 12 milhões para o outro testa-de-ferro, Carlos Santos Silva, o grande e generosíssimo amigo de Sócrates?
Já agora, porque foi o bom do Santos Silva pedir ao seu velho amigo Joaquim Barroca, patrão do Grupo Lena, que desse um jeitinho e lhe emprestasse uns papéis em branco para os 12 milhões passarem discretamente pela sua conta na Suíça? E por que diabo precisaram de arranjar uns contratos manhosos sobre coisas nunca feitas? Enfim, porque andaram algumas destas personagens a contar umas patranhas sobre a origem dos 12 milhões quando, afinal, é tudo clarinho como água: o dinheiro saiu do famoso saco azul da família Espírito Santo, como muitos outros milhões para muitas outras personalidades?
Afinal, porque se deu esta gente a tanto trabalho para esconder a massaroca? Sofrerá Salgado da síndrome da filantropia envergonhada? É generoso com os amigos, mas não quer que se saiba? Pensarão que somos todos parvos e que ficamos baralhados com o palavreado dos papagaios que os defendem nos jornais e televisões, ungidos pelo bálsamo da pureza originária!? Porque é que não vão mas é gozar com a avó deles?
Então, a quem aproveitou tanto crime na vampirização do Estado naqueles fatídicos anos de Sócrates em S.Bento? Foi ao povo português ou ao senhor Salgado? Quem desnatou e despachou a PT? Vão mas é dar banho ao cão…

A reabilitação do sr. Trump

ABERTO GONÇALVES
Revista Sábado
E pronto: vem aí o sr. Trump, fanfarrão de poucos modos, poucas letras, muito dinheiro e demasiadas frases no Twitter. Assustador? Depende. A democracia na América é tão robusta que, ainda o homem não ocupou o cargo, já vai arranjando maneira de o tornar digerível e, não tarda, desejável. Através dos famosos "checks and balances", controlos e equilíbrios, pesos e contrapesos, o "sistema" organicamente desatou a sugerir que embora o sr. Trump não seja grande coisa, a verdade é que podia ser coisa bastante pior. Por comparação às convicções e aos métodos de alguns dos seus opositores, o sr. Trump é um mal pequenino. E, em política, um mal pequenino é quase um achado.
Comecemos pelo longo inventário de "artistas" que recusaram cantar na gala inaugural. É grave que nomes como Elton John, Céline Dion, os Kiss e Ricky Martin não emprestem as vozes à legitimação do novo Presidente? Grave seria que emprestassem. Sempre que o autor de Candle In The Wind fecha a boca, a humanidade ganha, e o sr. Trump, responsável pelo abençoado silêncio, ganha a dobrar.
E há, a título simbólico, o discurso da actriz Meryl Streep quando, a 8 de Janeiro, recebeu um prémio importantíssimo. Por algum motivo, a criatura resolveu atacar a xenofobia do sr. Trump com o exemplo do meio cinematográfico, que ela considera – segurem-se bem – "um dos grupos mais perseguidos na sociedade americana". É apenas um caso, tipicamente amalucado, da soberba de Hollywood, que lá porque produz fitas horrendas se julga incumbido de iluminar os simples. Sempre que Hollywood designa um alvo, é provável que este detenha virtudes insuspeitas.
E há a marcha em Washington no próximo dia 21, exercício de afirmação dos direitos das senhoras, das quais o sr. Trump, cujos divórcios enriqueceram várias, é aparentemente inimigo. Enquanto marcham, milhares de mulheres tentarão demonstrar que os milhões de mulheres que votaram no sr. Trump são idiotas. Para provar que isto é sério, a teóloga Madonna publicou no Instagram a foto de uma vagina depilada. Sempre que "activistas" de desmioladas "causas" se empenham tanto contra alguém, é garantido que alguém não é mau de todo.
E há a lista crescente de congressistas que não enriquecerão a tomada de posse do sr. Trump com a sua presença. Vistos à lupa, é tudo gente de princípios, campeões das lutas civis e amigos do povo. Se, porém, o povo elege quem eles não gostam, a civilidade cai de cama e os princípios sofrem forte abalo. Sempre que grandes democratas só prezam um lado da democracia, é possível que o lado restante tenha certa razão.
E há, last and always the least, Obama. Em dois mandatos antecedidos de louvores precoces e que prometiam uma discreta mediocridade, Obama preferiu o estrondo à lamúria e, resumindo imenso, conseguiu aumentar as divisões sociais e raciais nos EUA, trair países amigos, ceder a nações inimigas e passear pacifismo ao mesmo tempo que fomentava guerras duvidosas. A lamúria guardou-a para o fim: sempre que um líder se despede entre lágrimas, é plausível que o líder seguinte seja menos embaraçoso. Sendo o sr. Trump, será o que Deus quiser. E o que, após 8 anos de erros sucessivos, Obama quis que fosse.

O BOM
Luzes, câmara, acção
Além das notórias proezas perpetradas pelo dr. Costa na Índia, como visitar alegados familiares, vestir farpelas catitas e homenagear mortos via Skype, falta celebrar devidamente o interesse de Bollywood em filmar por cá. No fundo, trata-se de aproveitar o que agora se chama "janela de oportunidade". Enredos tontos? Temos. Cenários exóticos? Temos. Sentimentalismo? Temos. Cantilenas a despropósito? Temos. Até temos abundância de canastrões, de que o supracitado é mero exemplo. Bollywood, afinal, já era aqui. Os indianos é que não sabiam.

O MAU
Shutdown político
Inspirado pelo novo partido liberal, "uma startup política", cito, situada "à direita de Costa e à esquerda de Passos", decidi enfim fundar o meu próprio movimento. De início, ponderei enfiá-lo no espaço ideológico localizado entre os pensadores vulgarmente associados à "direita" – Marques Mendes, o causídico Júdice, a dona Ferreira Leite e um rapaz que treina guarda-redes no Tondela – e a esquerda em peso. Mas não coube. Durante o congresso inaugural, que decorrerá a bordo de um Smart (há lugares vagos), tentarei amassá-lo até caber.

O VILÃO
Descrispação (sic)
Os aliados do PS recusam aliar -se ao PS na curiosa questão da TSU; o PSD, adversário do PS, também recusa. Primeira conclusão? A culpa é do PSD, que não ajuda o PS que, mediante uma maioria "estável", lhe usurpou as eleições e o Governo. Segunda conclusão? Os aliados do PS que discordam do PS na questão da TSU estiveram bem ao atacar natural e subtilmente o PSD por concordar com eles. Terceira conclusão? O PSD carece de um líder que saiba valorizar os interesses do PS, perdão, do País. Epílogo? Passos Coelho está arrumado.


sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Museu da Música Mecânica


Por: Costa Pereira Portugal, minha terra

A freguesia do Pinhal Novo pertence ao concelho de Palmela e goza desse estatuto desde 10 de Fevereiro de 1928. Com uma área de 55, 84 km2, e uma população a rondar os 30. 500 habitantes, a sua densidade populacional é de 447, 8 hab./km2. Pelo Decreto-Lei Nº 45/88, de 19 de Abril de 1988 elevada à categoria de vila, Pinhal Novo é um dos importantes aglomerados do distrito de Setúbal, e atrai numerosa quantidade de industrias e serviços que seguram, ali, e alimentam uma grande parte dessa população laboriosa e dinâmica.
Como centro ferroviário que é advinha-se que não demore a merecer a categoria de cidade pois assim faz supor projetos como o futuro Aeroporto Internacional de Lisboa, a construir na zona do Campo de Tiro de Alcochete; e outos como o Transporte de Alta Velocidade (T.G.V.), com ligação a Lisboa (Chelas-Barreiro) e a Madrid.
Não foi por acaso que o coleccionador Luís Cangueiro tomou a iniciativa de construir nessa área o seu museu, expondo 600 peças do séc. XIX à década de 30 do séc. XX, e no Museu da Música Mecânica disponíveis para serem admiradas.
Durante o tempo que vai de 21 de Janeiro ao Dia do Pai, 19 de Março, além das peças museológicas dignas de apreciação, lá tem patente também uma exposição de pintura do consagrado pintor plástico António Carmo para admirar.
 Amigos meus, vão lá ver, dentro do horário de 3ªfeira a domingo, das 14h30 ás 18h00. O Museu da Musica Mecânica é digno de visitar.

Ciclo Conversas Desconcertantes

CONVITE

27 janeiro | 21h30| Auditório

Ciclo de
Conversas Desconcertantes

Tema: A Magia de Trás-Os-Montes.

Oradores convidados:

António Bárbolo Gomes ? O mirandês, um legado;
Ana Ribeiro(Instituto de Letras e Ciências Humanas da Universidade do Minho) ? A obra de João Araújo Correia.
Ricardo Coelho ? Música (gaita de foles).
Moderação: Rosa Vaz (promotora cultural e artista plástica)
Apoio: BLCS.
Entrada livre.

http://www.blcs.pt/portal/imagens/siglogo.png
Aida Alves
Direção
E: Aida.Alves@blcs.pt
T: +351 253 205 970
Rua de S. Paulo, nº 1, 4700-042 Braga
Portugal
F: facebook.com/biblioteca.Blcs | W: www.blcs.pt


quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Até o diabo se ri!


Esta gente que actualmente se encontra na governança sem ter ganho eleições (note-se), é a mesma que nos levou à BANCARROTA em 2011. É bom que os portugueses o recordem e o mantenham na memória. É a mesma gente que governou durante seis anos e meio com José Sócrates Pinto de Sousa.
Para os comentadores do regime e para os do costume (de todos os quadrantes políticos) é louvável atingir um défice de 2,3%, o menor défice desde o 25 de Abril, dizem para empolgar os números. E a governança prepara a festa para os anunciar! Porque conseguiram baixar de 3,5% (deixados pelo Governo do PSD e do CDS) para 2,3%! Acontece que isso apenas é possível  pelo sucesso que o anterior Governo teve no ajustamento imposto pelo garrote da Troika que provocou as malfeitorias que BLOCO e PCP acusam o anterior Governo.
Acontecem várias coisas. Se é heroico baixar de 3,5% para 2,3%, que adjectivo se procurará para a descida de 11% (deixados pela BANCARROTA de Sócrates) para 3,5%? Além do mais, essa descida de 2,3% deve-se exclusivamente a um dos velhos truques: o perdão fiscal de 1000 milhões que correspondem a 0,8%! Se juntarmos o perdão fiscal aos 2,3%, teríamos um défice de 3,1%! Mas, ao que parece, sem as restantes medidas adicionais, o défice atingiria, em 2016, a bonita percentagem de 3,4%!
O pior não é o défice. Esse é importante para a Europa, mas para a economia nacional é bem mais importante os juros que se pagam da divida, e estes já ultrapassaram em muito a barreira razoável dos 4%.
A governança e o Presidente da República não estão a dizer a verdade aos portugueses, esperemos que isso não nos traga dissabores irresolúveis.
Actualizado a 28/01/XVII

Do Advento ao Batismo do Senhor


Por: Costa Pereira Portugal, minha terra

Com as comemorações da Epifania e do Baptismo do Senhor encerra o ciclo das festas natalícias que anualmente o Igreja celebra com inicio no Advento. Este ano a Epifania recaiu no dia 8 e o Baptismo do Senhor no dia 9, segunda-feira. Todavia foi no domingo, dia 8 que o Papa Francisco por ocasião do Angelus destacou uma dessas festividades em alocução que deste modo iniciou: “Hoje, festa do Baptismo de Jesus, o Evangelho (Mt 3, 13-17) apresenta-nos a cena ocorrida na margem do rio Jordão: no meio da multidão penitente que caminha rumo a João Baptista para receber o baptismo encontra-se também Jesus. Estava na fila. João gostaria de o impedir, dizendo: «Eu devo ser baptizado por ti!» (Mt 3, 14). Com efeito, João Baptista está consciente da grande distância que existe entre ele e Jesus. Mas Jesus veio exactamente para preencher a lacuna entre o homem e Deus: se Ele está inteiramente da parte de Deus, está também totalmente da parte do homem, reunindo o que estava dividido. É por isso que pede a João que o baptize, a fim de que se cumpra toda a justiça (cf. v. 15), ou seja, que se realize o desígnio do Pai que passa através do caminho da obediência e da solidariedade para com o homem frágil e pecador, da vereda da humildade e da plena proximidade de Deus aos seus filhos. Porque Deus está muito próximo de nós, muito!”.
O Advento é um dos tempos do Ano Litúrgico em que os cristãos preparam a vinda do Senhor. É tempo de espera e dura quatro semanas.
Termina a 25 de Dezembro, dia de Natal, que é centro das festividades das festas natalícias, e para os cristãos de louvor e adoração. Melhor dito, na véspera: com a inauguração do Presépio, no fim da "missa do galo".
Festas que como foi dito se prolongam por cerca de doze dias, até ao domingo em que a Igreja festeja a Epifania e o Baptismo do Senhor.
E neste descrever vem a-propósito abordar o que se diz do presépio que nesta quadra é o principal emblema.
Atribuído à imaginação de São Francisco, que representando ao vivo ninguém duvida tenha sido, no entanto antes dele já os cristãos festejavam o nascimento de Jesus.
Atesta-o a existência de um “oratório da Natividade, representando o presépio do Natal, na basílica de Santa Maria Maior, em Roma, desde o séc. V”. Além que para São Francisco o conhecimento do presépio não devia ser estranho, dado que em 1220, passou pela Palestina, onde por certo visitou a gruta da Natividade em Belém. Neste estábulo que acolheu Maria e José, desde o nascimento do Deus Menino nunca deixou de haver presépio.
E assim acaba em festas um ano e recomeça outro, também marcado  com o oitavário pela unidade dos cristãos, um tempo de oração que decorre anualmente entre 18 e 25 de Janeiro, dia da conversão de São Paulo. 

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Maria Castanha em Vila Real



Apresentação do livro

MARIA CASTANHA - OUTRAS MEMÓRIAS, em Vila Real, a 28 JAN - 21H00
Autor: Jorge Lage 

Não dourem "a pílula"


Passos pede que não se doure "a pílula" para evitar repetir "histórias complicadas"

MÁRIO CRUZ/LUSA
In: Diário de Noticias

O líder do PSD, Pedro Passos Coelho, defendeu hoje que os políticos devem ser responsáveis e "não dourar a pílula" sobre a situação económica portuguesa, sob pena de se repetirem "histórias complicadas" que Portugal viveu num passado recente.

"Julgo que os portugueses não perdoariam se os políticos não tivessem maturidade suficiente para lhes pouparem histórias tão complicadas por aquelas que passámos no passado recente", defendeu o líder do PSD, num colóquio organizado pelo Conselho Nacional de Juventude (CNJ).
Questionado sobre o problema da elevada dívida portuguesa, Passos sublinhou que a capacidade de o país ir buscar dinheiro ao mercado, no passado "muito barato", revelou-se "uma armadilha muito grande", de que hoje é difícil sair "de forma indolor".
"Desconfiem quando aparecer alguém a dizer que tem uma ótima solução, que não custa a ninguém porque isso é uma espécie de milagre"
Admitindo que os portugueses podem estar cansados de ouvir falar destes problemas, depois de vários anos de crise, Pedro Passos Coelho considerou, contudo, que seria "um erro trágico" pensar que esse problema não existe.
"Isso exige que os políticos tenham responsabilidade, não andem a maçar as pessoas desnecessariamente, mas não andem a dourar tanto a pílula que as pessoas pensem que o céu continua a ser o limite", alertou, considerando inviável em Portugal um modelo económico em que os depósitos e a poupança baixem e o consumo continue a aumentar.
"Esse é um modelo falido - se insistirmos nele daremos razões às pessoas para se maçarem outra vez com coisas que não gostaríamos que acontecessem", disse.
Ainda assim, considerou, o problema da dívida portuguesa, sendo pesado, "não é insustentável".
"Eu diria que é tão mais insustentável quanto mais crescerem as vozes a achar que é muito mais fácil não pagar do que pagá-la", alertou.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

António Costa tem mau perder


BARROSO da FONTE
Quem acompanhou o último debate parlamentar, dia 17 de Janeiro, deve ter-se rido a valer, com o cinismo com que o primeiro ministro liderou essa tarde de sol de inverno. Tinha chegado da Índia, feliz com o regresso desses pedaços de Portugalidade, que guardam, a sete chaves, expressões linguísticas que são o nosso orgulho. Gostámos das imagens de Goa que deixámos nos meados do século passado. Presumo que terá valido a pena essa romagem de saudade e de orgulho quinhentista. O futuro o dirá. Ainda com esses sabores orientais nos lábios, falou pelos cotovelos no primeiro debate parlamentar do ano. A dado passo acusou o líder parlamentar de que «tinha mau perder». Passos Coelho gostou dessa afronta porque Costa estava a ver-se ao espelho.
 -Então não foi o Senhor que afrontou, com esse mau perder, a normalidade democrática, ao celebrar um acordo contra-natura, com toda a esquerda, rejeitando quaisquer conversações com a direita? Não foi por essa via que chegou a primeiro ministro, cargo a que nunca ascenderia, porque perdeu as eleições que eu ganhei? Quem acusa quem?                                                                                                                Nem com essa farsa picaresca, fruto do mau perder, António Costa moderou o tom da sua vozearia. Assunção Cristas chamou-lhe mentiroso com todas as letras. A primeira inverdade ficou no ouvido dos ouvintes: - que o acordo com Concertação Social entrava em vigor no dia seguinte, quando apenas deverá vigorar a partir de 1 de Fevereiro. Se vigorar! Em segundo lugar ao garantir que esse acordo estava assinado por todos os intervenientes, quando, pelo menos três deles, ainda não tinham assinado. Tinha António Costa a intenção. Mas ele sabe, como jurista, que uma coisa é o facto e outra é a intenção. Para saber isso nem é preciso ir a Coimbra. Como as mentiras dos políticos valem mais do que as verdades de muitos que os elegem, como é o exemplo dos deputados, António Costa prosseguirá o seu passeio, de braço dado, com a esquerda e com o guarda-chuva Presidencial.  Quando o guarda-chuva lhe fugir com o vento, Costa ainda vai ter que engolir: - Volta José Seguro que estás perdoado...
Image result for assunção cristas  O deputado Europeu Nuno Melo, no JN de 19 seguinte, clarificou a geringonça em que António Costa se enrolou e nos enrola todos os dias, como acaba de acontecer com a retirada daquilo que é nosso: o dinheiro sagrado dos reformados e dos funcionários públicos no ativo.
Voltando às Geringoncices de Nuno Melo: «mandaria a prudência que, pretendendo o PS uma solução com a Concertação Social, que violava necessariamente as garantias dadas ao BE e ao PEV, António Costa, ao menos, chamasse Passos Coelho e Assunção Cristas às conversações. Mas não.  Em outubro de 2015, quando o PSD e o CDS queriam formar Governo, por terem vencido as eleições, Carlos César dizia que, na falta de maioria, Passos Coelho era obrigado a "dialogar com o PS", não podendo "tratar o PS como se fosse o CDS". Perceba então o PS que o CDS e o PSD também não são o PCP, o BE ou o PEV. Felizmente. Se têm a maioria, governem-se. E já agora, governem».                                                                                                              Aquilo que os Portugueses querem é que o país viva em paz social. Nada tem faltado a essa paz social, graças, sobretudo, ao Presidente da República. Parece ser inata essa bonomia Marcelista. Mas com outro PR que se remetesse ao silêncio, não fosse tão beijoqueiro e, sobretudo, não se vestisse de Pai natal e de bombeiro voluntário em cada percalço que se adivinha, António Costa não teria a paz social que a providência presidencial antecipa, como se de «milagres» se tratasse.
 Desta vez esse providencialismo terá dificuldades em sobrepor-se ao anúncio que o PSD já tornou público. O CDS fica-se pela abstenção.                                                                               Se António Costa não tivesse criado a geringonça, a oposição deveria viabilizar o acordo da Concertação Social. Como, para chegar a primeiro ministro, rastejou até consumar o «casamento», tem o dever de entender-se com a pareceria a quem se entregou para quatro anos. O povo tem princípios filosóficos para este tipo de litígios: «quem lhe comeu a carne que lhe coma os ossos».
                                                  

Ficámos hoje a saber que o Chega e o Doutor Ventura são esquerdóides...

 Comentário: Ficámos hoje a saber que o Chega e o Doutor Ventura são esquerdóides... E, portanto, para os esquerdóides, "tudo como dant...

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