sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Espaço Miguel Torga ao lado de Vila Real e merece uma visita demorada


JORGE LAGE
Numa recente deslocação aos municípios de Armamar e de Sabrosa aproveitei para visitar o Espaço Miguel Torga saído do traço do Arquitecto Souto Moura, em S. Martinho d’Anta - Sabrosa. Tinha colaborado na minha deslocação o vereador do município de Sabrosa, Mário Vilela, o técnico florestal Matos e o Presidente da Junta de Passos/Sobrados, José Pereira. A visita começou no Espaço Miguel Torga, onde fui recebido por Paulo Gonçalves. Pude visitar a Exposição Permanente sobre o nosso escritor, duas exposições temporárias e o espaço cultural e comercial, com venda de livros de autores transmontanos e outros. Quando ia para deixar o edifício vejo, nas prateleiras expositoras, os meus dois últimos livros sobre a castanha, o que foi uma agradável surpresa. Afinal, ainda há câmaras, como a de Sabrosa, que se preocupam em promover os escritores trasmontamos e a nossa cultura. O Espaço Miguel Torga, em S. Martinho d’Anta, fica a pouco mais de um tiro de espingarda de Vila Real. São uns escaços minutos por um moderno IC. Apetece-me dizer: «estrada larga é o Marão» ou «para a frente é que é o caminho». Assim, quem vai a Vila Real, cruzando a A4, é só entrar na A24 e o nó de saída para Sabrosa é logo à frente. E quem vai na A24 é só sair. Quem está em Vila Real é só dirigir-se para Sabrosa por Mateus. Em S. Martinho d’Anta aproveitei para visitar a Senhora da Azinheira, que rima com altaneira e a dominar as terras torguianas em redor. Depois, podemos escutar os passos do Poeta da Montanha e as preces que fazia com o Padre Avelino, companheiro das caçadas e principal confidente. Registei com agrado o carinho que as gentes de S. Martinho d’Anta põem nos seculares castanheiros, carvalhos e freixos, junto à Senhora da Azinheira e estou em crer que por ali tem andado o dedo dendrológico e protector de Mário Vilela. Todos os trasmontanos e durienses devem visitar S. Martinho d’Anta (e só se gastam uns minutos), como qualquer bom e crente português deve ir a Fátima.

Jorge Lage – jorgelage@portugalmail.com – 15JUL2016

Provérbios ou ditos:

      Em Agosto deve o milho ferver no caroço e a castanha no ouriço.
      Chuva da Assumpção não dá palha nem pão.
      Não há bom mosto colhido em Agosto.


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