sexta-feira, 12 de agosto de 2016

O difícil caminho da investigação na recolha de campo da memória imaterial


JORGE LAGE
Jorge LageCusta-me mais preparar uma ida ao terreno do que recolher a informação e tratá-la. Em Lamego, por exemplo, uma técnica parece não estar para prestar um serviço público de atendimento, mas assume-se como dona do seu serviço. Por melhores modos e agradecimentos se façam, desligam-nos o telefone na cara sem mais. Outras vezes é o abrir-se as portas desta ou daquela instituição de velhos. Embora o cômputo geral seja muito positivo, há muita gente que não conhece a palavra colaboração. É claro que a maioria reage positivamente, mas colaborarem com um pedido nosso são poucos os que o fazem. Assim, estou impaciente para terminar a investigação e colocar um ponto final em mais de 15 anos de trabalho duro e árduo em prol da memória imaterial do mundo castanícola. Também, o desgaste pessoal e material têm sido imensos. Só para escrever o livro, Memórias da Maria Castanha, percorri milhares de quilómetros no continente e ilhas.

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