JORGE LAGE
Bom dia, meus amigos!
Dou-vos conhecimento da «Revista da Casa de Goa - II Série - N.º 18 - Setembro/Outubro de 2022», em que, entre outros, o Filósofo e Professor, António Aresta, nas páginas 7 a 11, escreve sobre o título. «Índia Portuguesa: Subsídios para uma Bibliografia Filosófica» e «pretende ser apenas um serviço prestado aos investigadores e comunidade de leitores».
Também a Professora, investigadora e crítica literária, Júlia Reis Serra, na mesma revista, nas páginas 15 a 17, escreve a crónica «Sobre o Poema: "Minha Goa" de Manoharrai Sardessai», texto motivado pela leitura do artigo de Óscar de Noronha, publicado na «Revista da Casa de Goa - II Série - N.º 16 - Maio/Junho de 2022», sobre «O Popular Príncipe da Poesia Concani», focando essencialmente a vida e a obra de ManoharRai SarDessai (1925-2006)».
Nesta crítica literária, Júlia Serra analisa, com elegância, profundidade e objectividade, como muito poucos cá do "rectângulo" o sabem fazer, o belíssimo poema Concani «Minha Goa», traduzido para a língua de Camões por Jorge de Noronha Abreu, e que aqui se reproduz:
Minha Goa é como uma noiva
de pulseiras enfeitada.
Minha Goa é noite azul
de estrelas matizada.
Minha Goa é como criança
entre montes passeando.
Minha Goa é botão de flor
à tona do mar vogando.
Goa é um painel
pelo arco de Indra colorido.
Goa é um sonho
de memórias tecido.
Minha Goa é corpo aberto
de riqueza diamantina.
Goa é um facho ardente
duma vida vitorina.
Goa é uma pegada
que os caminhos vai medindo.
Goa é sede sempre em busca
do fundo do mundo infindo.
Goa é ânsia juvenil
do âmago do coração.
Grande é o mérito de quem tem
de em Goa nascer o condão.
(Traduzido por: Jorge de Abreu Noronha)[x]
Meus caros amigos leiam os textos na revista que vão dar o tempo por bem empregue.
É meu entendimento que o trabalho do Filósofo, António Aresta, e da crítica Literária, Júlia Serra, mereciam ser equacionados de muito relevantes para Portugal, para a Lusofonia e para a cultura indo-sino-Portuguesa. pela Presidência da República.
Pessoalmente, curvo-me e louvo o trabalho ´cultural incansável pro bono destes dois incontornáveis Professores, a quem envio um abraço de parabéns por estes seus excelentes e doutos textos sobre a cultura indo-portuguesa, da cidade-estado de Goa e de outros territórios outrora administrados pelos portugueses,
Jorge Lage.
Neste número da Revista da Casa de Goa, António Aresta assina um pequeno artigo , Índia Portuguesa : subsídios para uma bibliografia filosófica [pp. 7-11].
Uma beleza, um deleite cultural que sempre nos chega da Casa de Goa, onde já estive com muito gosto...
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