sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022

Reflexões JBM _Fevereiro_2022 _”Uso do DIGITAL» Inteligente Artificial (1)

 

 

Reflexões JBM _Fevereiro_2022 _”Uso do DIGITAL» Inteligente Artificial

J. Barreiros Martins Prof. Cat. Emérito Jubilado da Universidade do Minho


 

No princípio de 2021 em reunião da UE (União Europeia) a Presidente Recomendou e todos os países aceitaram desenvolver ao máximo o uso do DIGITAL, mas como?

Júlio Manuel Lê em casa,  em qualquer momento, o nível de gasoil no   meu Mercedes que está na garagem sem alguém dentro a dezenas de Km da casa dele  Portugal pouco fez, pois tem deficiências Informáticas em todos os sectores da Administração

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Comprar online objectos no Site http://my.ebay.co.uk  é MAU  » as Encomendas vão para a Alfândega porque, devido à saída do UK da Europa, (BrExit), “ousadia” do Doido que hoje governa o UK  .

Banking online só nos Bancos, e só o BEST tem um sistema informático BOM.

o INVEST tem um sistema informático MAU.

o ActivoBank tem um sistema informático menos MAU.

Muito cuidado no uso de Cartão bancário de débito para levantar dinheiro em Máquinas Multibanco dentro de um hipermercado ou na sala de um banco que tenha Máquinas Multibanco dentro. Há ladrão que, estando por perto, a técnica Digital, lhe permite clonar o cartão que o operador mete na Máquina Multibanco e até permite ao ladrão ler os dígitos que o operador mete na Máquina. Por isso, um operador “Avisado” deve sempre ter na mão esquerda um papel opaco, ou equivalente,  que cubra as acções que mão direita realiza.

Atendimento no Hospital Privado de Braga (HPB) MUITO BOM porque tem um sistema informático muito BOM.

Atendimento no Hospital GERAL de Braga MUITO MAU porque tem um sistema informático MAU.

Note-se que até a Arquitectura do Hospital GERAL de Braga é muito má. O Arquitecto não soube escolher bem as ligações entre salas, e a capacidade destas, para as várias funções: Urgências, por exº . Como a capacidade da sala é insuficiente, os doentes que precisam de acções URGENTES têm de estar HORAS em macas  FORA do Edifício, à chuva e ao frio para serem SELECIONADOS conforme o problema mais GRAVE ou menos GRAVE que têm. Uma ex-empregada minha partiu uma perna ao descer numa escada. Levei-a de imediato à URGÊNCIA do Hospital GERAL. Tive, com muita dificuldade, de colocar o carro^, na fila de espera, à menor distância da porta de entrada do SERVIÇO de URGÊNCIA e ir chamar um empregado com maca para retirar a doente, cheia de dores, comigo do carro e DEIXÁ-LA na maca até haver espaço na Sala de SELECÇÃO para ser SELECIONADA. Eram umas 11h da manhã. Só  entrou nessa sala pelas 13h.

Mais tarde voltei com a minha esposa. Médica que, mesmo exibindo o seu cartão PROFISSIONAL, não lhe permitiram a entrada na Sala de SELECÇÃO para saber onde é que a infeliz estava a ser tratada e o estado dela.

Até o parque, PAGO, e subterrâneo, por baixo do próprio Edifício do Hospital (!!) para guardar o meu automóvel, está tão mal situado que desisti e fui pôr o carro em transgressão na zona de paragem dos autocarros...

Em contra partida no Hospital Privado de Braga a URGÊNCIA fica situada nas traseiras do Edifício. O carro com o doente pode ficar mesmo à porta de entrada, onde sempre há um segurança que ajuda o doente a sair e ser encaminhado para a grande sala de espera de atendimento. O carro do transportador do doente ou sinistrado tem lugar grátis mesmo a poucos metros da porta de entrada.  

Uma vez tive de levar lá a minha esposa pelas 6h da manhã. Em cêrca de 20 diminutos foi atendida e, tendo o médico de serviço visto que tinha uma ameaça de AVC, foi de imediato enviada para o 4º andar para internamento e sido vista pela médica de serviço nos quartos que lhe deu um quarto duplo para eu poder  ficar por perto a minha esposa, e chamou o “Especialista” de PLANTÂO (mesmo não estando no Hospital, há sempre dia e noite médicos das várias especialidades que, estando em suas casas, podem ser chamados ao Serviço de URGÊNCIA do Hospital Privado.

A Arquitectura do Hospital Privado de Braga HPB está muito bem concebida.

E o Sistema Informático foi também muito bem estudado, de tal modo que uma pessoa com consulta marcada para dada especialidade, por exemplo para as 9h30  de dado dia da semana (dia de 2ª feira a sábado de manhã) estando na larga sala de espera que tem 24 balcões de atendimento, pela as 9h10, estará mesmo a ter a sua  consulta pelas 9h30 no consultório da médica(o) por si ESCOLHIDO.

Claro que o Sistema Informático do Hospital Privado de Braga foi concebido por um  Engenheiro Especialista em Informática e Electrónica. Com efeito,  a Matemática Aplicada que trata das “filas de Espera” e das “Redes de Distribuição de Mensagens e Objectos” é muito complexa e ainda hoje não consegue fornecer soluções para TODOS os casos PRÁTICOS que surgem. Na verdade, uma pessoa ao ser atendida por uma funcionária num dos 24 balcões de atendimento do HPB terá de gravar no teclado do seu Computador todos os dados da(o) requerente (tudo o que está no BI e até dados já existente no arquivo dessa pessoa, se é “cliente” do HPB: Nº na ADSE, etc.) e tem de, por um lado imprimir tudo isso para dar uma cópia a(o) requerente e, por outro lado, tem de mandar todos esses dados para a enfermeira de Serviço no Consultório em causa, a qual os dará `médica(o) respectiva. Ora, tudo isso, teve de ser, logo após a construção do Edifício do HPB, muito bem estudado por um Engenheiro Especialista em Informática e Electrónica.

Repare-se que os Engenheiro Especialistas em Informática e Electrónica (e outros) têm de resolver muito outros tipos de problemas PRÁTICOS. Por exemplo a elaboração de horários para o funcionamento das aulas numa dada Universidade.

Com o 25 de Abril em Portugal tinha chegado o início de Outubro de 1975 e as aulas nas faculdades não se tinham iniciado, nomeadamente na FEUP. Chegou o início de Dezembro de 1975 e as ditas aulas continuavam sem funcionar. O meu filho Júlio Manuel, que tinha entrado na Engenharia em LMarques, estava inscrito em Engenharia Electrotécnica na FEUP, mas não tinha aulas. Reinava em Portugal o “Gonçalvismo”, do General Comunista Vasco Gonçalves. Isto é, todo o País estava “Pintado de Vermelho”. Eu pensei que, perante tal situação, poderia ter de “rumar” para o Brasil, como tinha acontecido, a vários professores universitários, banqueiros, empresários de renome, etc., etc.. Como Professor da Universidae do Minho que já era, lembrei-me então de requerer “Licença Sabática”, que me era devida de 5 em 5 anos, mas que eu nunca tinha usado, durante mais de 20 anos de professorado.. Naturalmente, que várias universidades brasileiras aproveitaram essa “onda” e eu fui para a “Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro” (PUC-RJ), já famosa, e onde eu conhecia de congressos da minha especialidade, alguns colegas. Como se tratava do hemisfério sul, o início de aulas era pelo início de Março. E antes realizavam-se as inscrições dos alunos. Assim, por Dezembro de 1975 eu fui para o Rio de Janeiro e inscrevi o meu filho Júlio em Engenharia “Eléctrica” na PUC-RJ, estando eu a dar aulas de ECivil na mesma Universidade, a convite.

 Assim estive durante um ano, com o meu filho Júlio, na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), para onde tinha sido convidado para dar aulas. Leccionei 3 disciplinas (Resistência dos Materiais, Estruturas e Mecânica dos Solos) e o meu filho Júlio começou aí a frequentar Engenharia Electrotécnica..

Além de dar aulas, continuei com o meu bom Assistente Eurípedes Vargas da PUC a estudar aplicações da Linguagem PROGRAMÁTICA FORTRAN / que tinha trazido de Braga.  

Sabendo disso o Director do Departamento de Engenharia Civil da PUC-RJ, Raúl Rosas da Silva  que estava encarregado da realização dos horários, tinha-me “mobilizado”, logo que cheguei à   PUC-RJ para eu realizar os horários funcionamento das aulas da Universidade. Claro que o Rosas da Silva me deu todos os dados: o Nº de salas de aula, o Nº de lugares em cada Sala ou Laboratório:  o Nº de alunos de Letras; o Nº de alunos de Ciências Exactas e da Natureza ; o Nº de alunos inscritos nas várias Engenharias.   

Eu, que já sabia, dos estudos que tinha feito sobre Linear Programming with Fortran; distribution of queueing times; Optimization for R&D and Transportation Problem; Systems Engineering; scheduling model and a solution algorithm for inter-city bus carriers, que tal tarefa era muito complicada.

Até dos trabalhos para a tese de mestrado que deram ao meu Neto, João Luis que quer “Licenciar-se” em “Engenhar ia Informática” : Área de especialização: Sistemas Distribuídos, eu já sabia da “carga de trabalhos” que dá realizar os horários funcionamento das aulas de uma Universidade, que matematicamente é um problema de “Sistemas Distribuídos”, mas dos quais NUNCA vi um caso tratado na literatura internacional, da qual indiquei acima exemplos.  

De modo que além dos dados acima referidos, pedido ao Rosas da Silva que me desse  os horários funcionamento das aulas  na PUC-RJ dos últimos anos. Apoiado nestes horários, e  nos meus conhecimentos, por “tanteios”  lá consegui uma solução que funcionou.

E, já agora vale a pena referir outro caso que se referiu à “Colocação de Professores” no Ensino B+S (Básico + Secundário) em Portugal, colocação que tem de estar pronta até à primeira semana de cada ano..     

(CONTINUA)

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