Nuno Palma em resposta ao Doutor Rosas, um dos historiadores deste regime corrupto, escreveu isto ontem no Público:
O
que Nuno Palma disse são verdades factuais. Claro que não faz análises
contextuais, por exemplo, mas num artigo deste género não seria possível
fazê-lo.
Raramente
se fala daquilo que o Estado Novo herdou. Vasco Pulido Valente nos seus ensaios
dá-nos uma ideia:
“Em
Lisboa, no Porto e em certas partes da província, bandos de terroristas
reinavam nas ruas: espiavam, perseguiam, espancavam. As eleições foram sempre
fraudulentas e, quando, em 1019 e 1921, a fraude se organizou contra o
jacobinismo, o jacobinismo respondeu com a insurreição e o assassinato. Por
outras palavras, logo em 1911, o partido conhecido por Democrático, que se
chamava na realidade Republicano Português, transformou-se na prática em
partido único e resumiu em si a República. Fora dele, como Afonso Costa
advertira em 1912, só estavam monárquicos e “traidores” (p. 187).
Foi
este regime descrito por Pulido Valente que o actual regime nepotista e
corrupto comemorou em 2010, da forma como o fez, sobretudo nas escolas
portuguesas!
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