segunda-feira, 28 de junho de 2021

A profundidade histórica do atraso português

 Nuno Palma em resposta ao Doutor Rosas, um dos historiadores deste regime corrupto, escreveu isto ontem no Público:


O que Nuno Palma ontem escreveu no Público já o havia dito no colóquio do MEL. E não é novidade alguma para qualquer pessoa culta (só para esses historiadores do regime), nem mesmo para muitos cidadãos comuns. Historiadores como Rui Ramos ou Filipe Ribeiro de Menezes já o haviam dito.

O que Nuno Palma disse são verdades factuais. Claro que não faz análises contextuais, por exemplo, mas num artigo deste género não seria possível fazê-lo.

Raramente se fala daquilo que o Estado Novo herdou. Vasco Pulido Valente nos seus ensaios dá-nos uma ideia:

“Em Lisboa, no Porto e em certas partes da província, bandos de terroristas reinavam nas ruas: espiavam, perseguiam, espancavam. As eleições foram sempre fraudulentas e, quando, em 1019 e 1921, a fraude se organizou contra o jacobinismo, o jacobinismo respondeu com a insurreição e o assassinato. Por outras palavras, logo em 1911, o partido conhecido por Democrático, que se chamava na realidade Republicano Português, transformou-se na prática em partido único e resumiu em si a República. Fora dele, como Afonso Costa advertira em 1912, só estavam monárquicos e “traidores” (p. 187).

Foi este regime descrito por Pulido Valente que o actual regime nepotista e corrupto comemorou em 2010, da forma como o fez, sobretudo nas escolas portuguesas!


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