segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

Natal XXVI – Retiro de Natal

 

Natal XXVI – Retiro de Natal      

 

Um dia de retiro,

Este dia vinte e seis,

Um momento que muito prefiro!

Coração e mente fiéis,

A um encontro, neste momento,

Todo feito de recolhimento! (1)

 

O presépio na minha mesa.

Contemplo o Menino que sorri.

Ó divina e celestial beleza…

Do mais belo que eu já vi!

O Menino e o seu sorriso!

Um presente do paraíso! (2)

 

É o Filho que nos foi dado!

É o maior presente de Deus.

Agora aqui ao meu lado…

Na Terra, a presença dos céus.

E eu ali, em contemplação.

O silêncio é a minha oração! (3)

 

Também me atrevo a sorrir.

Quero quase pegar o Menino

Tê-lo no meu peito e sentir,

Que acolhê-lo é o meu hino,

À oferta da Virgem Maria,

Na “Noite Feliz” daquele dia! (4)

 

Rezo e contemplo ainda,

O Menino a sorrir ali deitado!

Sorrio e digo: “Que coisa mais linda!”.

Tão linda que eu não esqueço.

Ó meu sorridente Menino Jesus,

Nunca deixes de ser a minha luz! (5)

 

Teófilo Minga

Manziana, 26 de dezembro de 2020

 

1)      Hoje (26/12/2020), um dia a seguir ao Natal decido fazer um dia de retiro e de oraçao. Prolongo a quarentena social e transformo-a em quarentena espiritual. As lições “espirituais” destes dias são tão grandes que vale bem a pena dedicar-lhes um dia por inteiro entre a reflexão, contemplação e oração.

2)      Tenho o Menino Jesus na minha mesa. Logo por sinal um Menino Jesus que sorri. Gosto muito do Menino Jesus que sorri. Encanta-me o sorriso do Menino Jesus. E contemplo-o por longo tempo. Um pedacinho do Paraíso, quem sabe, talvez o Paraíso inteiro está ali. É por isso que me encanta. Como que a dizer-me que mesmo em tempos de pandemia não há que perder a esperança. E a esperança de sorrir ainda.

3)      “Um Filho nos foi dado” foi o tema da Homilia do Papa Francisco na missa da noite de 24/12/2020, celebrada às 19.30 na Basílica de São Pedro do Vaticano. Lembrava a grande profecia de Isaías 9, 5: “Um menino nasceu para nós; um filho nos foi dado”. Se um Filho nos é dado, e sabemos que é o Filho de Deus, há razões também para sorrir, mesmo se tudo parece dizer o contrário. Deus torna-se presente. E a presença de Deus entre nós só pode gerar alegria. Não a alegria superficial que às vezes nos rodeia. Uma alegria que vem de DENTRO. E do CENTRO. O CENTRO é Deus em Jesus que toca o mais profundo de nós mesmos, toca o nosso interior para o regenerar. E ao regenerá-lo torna-se fonte de alegria. Gosto muito de uma definição de Natal dos Padres da Igreja que Bento XVI gostava de repetir: “Natal é a festa da Humanidade renovada”. E, ainda aqui, a novidade de Deus, só pode ser fonte de alegria. A novidade absoluta de Deus é o dom do seu Filho que se encarna PARA nós. A Homilia de Francisco girou à volta deste PARA. Parece uma coisa de nada. E, contudo, é a revelação absoluta do amor de Deus PARA mim, PARA ti, PARA cada um de nós, PARA todos, sublinha insistentemente Francisco. Outra razão da nossa alegria.

4)     Como resposta ao sorriso do Menino Jesus, também eu sorrio. É bem a alegria de Natal, que os anjos anunciaram nos céus que me invade. A noite de Natal não deveria ser para ninguém uma noite de tristeza. E gostava que a minha alegria contagiasse outros (já que se fala tanto de contágio, hoje!) não só na noite santa de Natal, mas al longo de todo este tempo de Natal. Um tempo que a alegria deve também “habitar” entre nós, assim como entre nós habita o Filho de Deus.

5)     O sorriso do Menino não só me encanta. Conquista-me e ali fico em contemplação por uns momentos. Uma oração contemplativa que depois se converte numa oraçao de petição: “Que o menino Jesus seja sempre a minha luz!”. A luz que iluminou os Céus na noite de Natal. Mas poderia alargar a minha oração e pedir-lhe que seja a minha esperança, a minha paz, a minha alegria, o meu amor para lembrar os 4 valores que as 4 velas do advento nos apresentaram. E ao ser tudo isso para mim, será também tudo isso para os outros. Somos sempre um ser em comunhão. Esta Comunhão vivida a nível da fé, torna-me Igreja, membro da Igreja-Comunhão. E, ainda aqui, a Comunhão só pode gerar alegria. Dou-me conta de que não podemos abeirar-nos do presépio sem sermos contagiados pela alegria de Deus. Então a visita ao presépio, mesmo se é no meu quarto, torna-se compromisso. Contagiado pela alegria de Deus, sinto-me comprometido a contagiar outros dessa mesma alegria.

 

Nota: tecnicamente não foi possivel ilustrar o poema          

1 comentário:

  1. Belo poema. Se toda a gente tivesse Deus no coraçao e com ele conversasse mais vezes atravez do retiro ispiritual, o mundo e as pessoas que o habitam seria bem melhor.

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