Como a serpente venenosa
mestres no esperar o momento para atacar, estes “artistas” aguardam sempre para
no momento em que o eleitorado anda adormecido para lançar o laço e caçar a
presa fácil de cair na ratoeira que lhe é armada. Um bom desafio de futebol,
uma festa de São João com feridos ofertados ao desbarato, tudo que sirva para
ludibriar o pagode. E o facto é que conseguem mesmo, tal a arte desta gente no
jeito de armar a ratoeira ao Zé Pagode. A troco da promessa de um chouriço o Zé
Pagode acaba por dar um porco em troca, mas como é em nome da democracia dá-o
de boa vontade. Santo Deus, como há tanta gente vesga!!!
1
Na tua escrita, meu caro,
há muita gente a
escrever.
Á água do rio Tâmega
outras águas vão lá ter.
2
Foi bonito sim senhor,
o discurso que nos fez,
mas só luziu, nada mais,
como da última vez.
3
Há certa gente de lá
que bem queria fazer
de Trás-os-Montes reserva
para seu verde lazer.
4
Para o seu ver de lazer,
cada tarde um interstício.
Mas o sol ri-se da gente
entre equinócio e
solstício.
5
Entre equinócio e
solstício,
entre solstício e
equinócio,
não farás da vida alheia
as escadas do teu ócio.
6
O moínho abandonado
continua a trabalhar
na memória do salgueiro
onde o podes escutar.
7
De quem te oprime e
reprime
limitas-te a dizer mal.
Arrancas uma silvinha
e deixas o silveiral.
8
Tão franzino,
franzininho,
o teu poema releio,
olhando por ele o Rio,
sem ver nada de permeio.
9
Quem diz quadras, se diz
terra,
põe as palavras no chão.
Um olhar de água é
bastante:
umas nascem , outras não.
Junto com esta ponte que
Camilo, em Maria Moisés, imortalizou, fica a famosa fonte de água sulfurosa e
medicinal contra os “cravos” e outras verrugas da pele. Também já lá fui fazer
a minha experiência.
E com os versos do
saudoso poeta António Cabral e estas fotos elucidativas encerro este post que
reforço tomando a frase que alguém também anotou: “Não à Barragem de Fridão”

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