sexta-feira, 11 de março de 2016

Segurança Social (ou «comercial»?) impede apoio no domicílio a idosos e multa em milhares de euros o Centro Paroquial de S. Martinho das Moitas – S. Pedro do Sul. –


JORGE    LAGE
Segurança Social (ou «comercial»?) impede apoio no domicílio a idosos e multa em milhares de euros o Centro Paroquial de S. Martinho das Moitas – S. Pedro do Sul. – Há uns anos atrás a ASAE obrigou um lar de idosos de Vila Verde (Braga) a deitar batatas fora por lhe terem sido oferecidas por um ou outro lavrador e não serem compradas. Um escândalo! A partir daí parece ter prevalecido o bom senso. Se os lavradores oferecerem produtos não será um bem para quem recebe e uma forma de poder servir melhor quem precisa? Agora aparece-nos a notícia insólita de proibição e multa por se apoiar quem precisa de ser ajudado. Alguns idosos estão abandonados e dá-se-lhe apoio, fica bem em qualquer parte do mundo, menos para os «asterixes» da legalidade. A Segurança Social parece que quer tudo arrolado e ao passar do número acordado os centros sociais devem deixá-los morrer à fome ou ao abandono. Não seria mais razoável o Centro Social e a Segurança Social conversarem e verem o que se pode e deve fazer? Fossem os apoios dados a 20 ou 30 refugiados ou de certas etnias e a Segurança Social tinha outra postura, possivelmente de aplauso? Os nossos idosos parecem ser tratados como uma mercadoria de fim de saldo. O bem-estar das pessoas deve estar sempre à frente das leis, principalmente quando o abandono e as dependências se colam aos velhos como visco. O sacerdote tem que estar com os mais pobres e necessitados, mas, neste caso, já não pode porque é castigado. Mais! É tratado, por alguns, como um criminoso. Este assunto parece ser, na sua génese, pidesco e de ganância comercial de alguém, impedindo-me de fazer outros comentários. Mas, no tempo da outra senhora e segundo o livro matricial da nossa civilização, deve ser louvado quem ajuda os que precisam.


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