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| Barroso da Fonte |
A tecnologia inova, gera progresso,
facilita a evolução. Mas a filosofia de vida consolida o saber global, explica
os avanços e os recuos e dá coerência à vida dos povos que nem sempre sabem
rever-se nos ensinamentos cósmicos inscritos na ordem natural. A filosofia é a
mãe de todas as ciências, investigando-as até aos seus mais ínfimos pormenores.
Esta dialética não deve alienar-se dos
saltos qualitativos que vamos constatando, através dos avanços científicos que
às vezes nos deixam peripatéticos. Foi assim com a teoria darvinista, com as
explicações de Galileu, com a façanha de Armstrong e com a generalização da
informática que nos aproxima por cada clique, mas também nos pode separar
mortiferamente. A era da informática resultou de todos os avanços planetários.
Para a sua implementação nenhum pormenor
terrestre, marítimo ou aéreo poderia ser ignorado. Mas, como é óbvio, a
humanidade acaba por beneficiar dos avanços científicos, utiliza-os nos seus
excessos, mas não cuida de saber dos seus malefícios. Tudo o que na vida temos
ao nosso dispor, tem a parte boa e a parte má. O próprio medicamento que tomamos
para nos curar, pode matar-nos, quando tomado em excesso. O vinho faz bem, bebido
com moderação. Mas poderá embebedar-nos e alterar o juízo,quando se exagera.
Tenho o hábito de usar nos meus escritos o
exemplo pessoal. E neste caso uso-o para lamentar a minha falta de jeito para a
informática. Numa só geração a vida mudou radicalmente. Os netos e bisnetos da
minha geração e seguintes mal abrem os olhos, logo querem uma tablete, um
telemóvel, um computador. E aquilo que para nós «é um bicho de sete cabeças»,
para eles parece não ter qualquer dificuldade. Mas é neste patamar da vida de
cada um que devemos ter todos os cuidados. Para os internautas todos os
cuidados são poucos. Conhecemos milhentos casos de jovens que se deixam seduzir
pelos sortilégios da informática. E é por isso que valorizo e perfilho, nesta
crónica, um apelo que me chegou nesta manhã de Fevereiro, de uma pessoa que bem
conheço e que me diz: Como sabeis somos vigiados, a nível mundial e nacional,
pelo que fazemos e escrevemos na internet, sobretudo no FACEBOOK e redes afins,
às quais, por vezes, trapaceiramente nos pedem para aderir em nome de amizades
nossas, sem ser a pedido pessoal e direto. Nunca aderi ao FACEBOOK (nem espero
fazê-lo), apesar de admitir que para muita gente é um vírus benigno contra a
solidão e em alguns casos um SOS de auxílios e ajudas. Porém é neste pântano
informático que muitos serviços secretos e polícias controlam os cidadãos, capturam
pedófilos e combatem a corrupção.
Muitas ditaduras, sangrentas ou musculadas,
fazem verdadeiras lavagens ao cérebro dos povos que dominam e formam opiniões
públicas com aparentes e falaciosos e-mails, para além de muitos políticos
aproveitarem o FACEBOOK para se enaltecerem, comunicarem e até corromperem. Em
contrário, também para eles, as redes sociais electrónicas são um dos meios
para exercer cidadania (coartada nos Areópagos das Democracias e Partidos que
nelas têm assento), onde nem sequer em dias de efemérides da Liberdade as «Galerias»
têm voz. Limitam o número de e-mails diários, interferem com a nossa liberdade
de consciência, escravizam-nos com publicidade (tantas vezes pornográfica e de
consumismo pernicioso) e por tudo isto as «operadoras» nada fazem, mas
colaboram com "espiões" para estes acederem a toda uma gama de
escutas conforme a imprensa relata e os tribunais julgam.
Abusei da transcrição mas é oportuna e eu
não seria capaz de dizer o mesmo em linguagem tão explícita. Também não uso o Facebook porque conheço
casos arrepiantes que tiveram origem nesta forma de comunicação.
Barroso da Fonte


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