domingo, 7 de fevereiro de 2016

Ano da Misericórdia


Caretos transmontanos
  Por: Costa Pereira -Portugal, minha terra. 

A separação do Carnaval e o tempo da Quaresma demarca-se por um vasto número de tradições folclóricas, algumas oriundas de ritos anteriores ao Cristianismo, ligadas ao pouso de Inverno e do posterior renascimento primaveril da terra, no hemisférico norte. Passado o Dia de Carnaval entramos no tempo de Quaresma, um período do ano litúrgico que antecede a Páscoa cristã. Começa em Quarta-feira de Cinzas e prolonga-se até à missa vespertina da Quinta-feira Santa inclusive, com que se inicia o Tríduo Pascal. À semana anterior ao Domingo de Páscoa, a tradição designa-a por Semana Santa.
A Luta entre o Carnaval e a Quaresma (1559) —  Pieter Bruegel
 Na Audiência Geral de Catequese que no dia 22 de Fevereiro, de 2012, deu sobre o significado litúrgico dos “40 dias da Quaresma” ,  o Papa Bento XVI, definiu assim: “Trata-se de um número que exprime o tempo da expectativa, da purificação, do regresso ao Senhor e da consciência de que Deus é fiel às suas promessas”. É um tempo em que os serviços religiosos vão no sentido de preparar e comunidade de crentes para a celebração da Festa Pascal, a mais importante da Igreja Católica, que celebra a ressurreição e a vitória de Jesus Cristo sobre a morte. Tal preparação é feita com jejuns, abstinência de carne - mormente na 4ª-feira de cinzas e todas as 6ª-feiras da Quaresma -, mortificações, praticas de caridade e oração. Os excessos que durante o ano e a quadra carnavalesca não se evitaram, tem agora ocasião de serem redimidos, e emendados, de modo a podermos, em quarta-feira de cinzas, começar bem a Quaresma, e com Papa Francisco, viver em graça, o Ano da Misericórdia, em curso.


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