quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Em tempo de férias melhor se preste


(Aldeia de Vilar de Ferreiros e o Toumilo, ao fundo corre o Cabril).
Por: Costa Pereira   Portugal, minha terra.

(Casa do Guarda Florestal do Fojo,
que no tempo do Sr. Pinto se tornou famosa.
 Hoje está assim)
No post anterior foquei Ventuselos, um termo que dá o nome a uma pequena elevação orográfica vizinha do ermo Campo do Seixo, e que em direcção à casa do guarda do Torno, Cruz da Ponte da Cucaça, Coto da Pena, Poça do Fralengo, Capela de Santo António de Vila Chã, Cruz da Ínsua e Alto do Vale-de-Ar, nos coloca na Tontuça. Deste topónimo diz a Enciclopédia Portuguesa e Brasileira que se trata de “povoação muito anterior, pelo menos em origem, ao séc. XII, não só pela arqueologia das imediações (edifícios de tipo dolménico e castros, um talvez ao nascente no alto da Tontuça, isto é, antigamente Toutuça, derivado de “Touta” « lat. Capita, pelo sufixo – uça) mas ainda pela toponímia, pois que o elemento vila revela «villa» agrária, que existiu num plano abaixo do cume da Tontuça e sobre a margem esquerda do rio antigamente chamado Ovelhó (de Oveliola)”.

(Cruzeiro de Campos, junto às
Alminhas. É muito antigo)
Não confirmo nem desminto matéria em que não sou versado, mas por certo que a recolha está fundamentada em documentos e testemunhos de quem conhece o terreno. Mas todos sabemos que não é autor quem faz o livro, mas a tipografia…. Deste rio que em palestra me ocupei em 02 de Maio de 2009, no “2º Contar, Cantar e Pintar Mondim”, já tinha dito noutra ocasião: «O  rio em questão é como se sabe o rio Cabril, afluente do Tâmega, e que no lugar das Mestas recebe as águas do ribeiro Cabrão após este contornar Vila Chã pela margem direita e atravessar a nossa aldeia de Covas, vizinha do Fojo e das famosas "Fisgas de Ermelo"». Com as pernas a ficar pesadas, e a saudade dos tempos idos a fervilhar na memória lembrei-me duma peregrinação que, já lá vão uns anos bons, fiz por montes e vales da minha terra, na companhia dos saudosos  Dr. Primo Casal Pelayo, Manuel Lopes, Vitorino Carvalho Minhoto e da pessoa que nos  conduziu, em demorada digressão  para ver in loco todos os marcos divisórios desta freguesia.

Assim: começou-se pelo centro de Campos, depois  a loja do Manuelzinho cuja casa é divisória ( metade de Vilar e metade de Mondim), marco do Alto do Couto, cruz da Bouça da Isabel e levada da Isabel (no rio). Ainda nessa manhã visitamos na área da “praina  de São Paulo”: o “Fojo de Cercos”, os restos arqueológicos da Capela de São Paulo, e o Fragão de São Paulo, que sempre foi divisão de Vilar de Ferreiros com Mondim e Paradança. A jornada continuou de tarde com a visita ao Fojo de Covas, alto do Vale-de-Ar, cruz da Ínsua, Capela de Santo António de Vila Chão, Poça do Farlengo, Couto da Pena, cruz da Ponte da Cucaça, Torno, alto de Bentuselos, Fojo e cruz do Campo do Seixo. Terminou–se na Sra. da  Graça, com a visita à cruz do  2º adro e à cruz em tau  que ao fundo das capelas divide Vilar de Ferreiros com Mondim e Atei. Recordar é viver, e em tempo de férias melhor se presta.


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