quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Carlos Fiolhais e a liberdade da Ciência


Hoje, o reputado Catedrático Carlos fiolhais escreveu um artigo no jornal Público, a que, por motivos de independência e liberdade, demos o devido destaque neste espaço. Carlos Fiolhais denuncia práticas a resvalar para o nepotismo universitário. Não nos encontramos devidamente habilitados para opinar sobre esse assunto. Contudo, o articulista terá muitas razões para, com clareza, denunciar práticas que envenenam os princípios da transparência e de uma actuação meritória.
O nepotismo é prática antiga em Portugal, cujas raízes profundas se implantaram no caciquismo oitocentista. Nesta mentalidade nefasta socialmente (e economicamente), a escolha do assistente pelo titular da cadeira, nem é problema maior, como assim entendemos a escolha dos assessores por titulares de pastas politicas. Diremos que estas escolhas se baseiam no princípio da confiança. O problema é que dado esse passo, em Portugal, o principio se alastra globalmente. E este é que é o problema. E do “departamento do Catedrático”, alastra-se até ao “departamento da cantina”.
Estas questões, sendo antigas, a sua incidência tem um passado recente. Até porque é dos alicerces que depende a segurança da casa. E estes alicerces foram minados nas legislativas de 2005. Enquanto se não fizer uma reflexão séria sobre a governação socrática e, no caso da Educação, sobre a tutela da então ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues (já condenada pela Justiça), nada feito. É, como diz o povo, “bater no molhado”!
Armando Palavras

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