Hoje, o reputado
Catedrático Carlos fiolhais escreveu um artigo no jornal Público, a que, por
motivos de independência e liberdade, demos o devido destaque neste espaço.
Carlos Fiolhais denuncia práticas a resvalar para o nepotismo universitário.
Não nos encontramos devidamente habilitados para opinar sobre esse assunto.
Contudo, o articulista terá muitas razões para, com clareza, denunciar práticas
que envenenam os princípios da transparência e de uma actuação meritória.
O nepotismo é prática
antiga em Portugal, cujas raízes profundas se implantaram no caciquismo
oitocentista. Nesta mentalidade nefasta socialmente (e economicamente), a
escolha do assistente pelo titular da cadeira, nem é problema maior, como assim
entendemos a escolha dos assessores por titulares de pastas politicas. Diremos
que estas escolhas se baseiam no princípio da confiança. O problema é que dado
esse passo, em Portugal, o principio se alastra globalmente. E este é que é o
problema. E do “departamento do Catedrático”, alastra-se até ao “departamento
da cantina”.
Estas questões, sendo
antigas, a sua incidência tem um passado recente. Até porque é dos alicerces
que depende a segurança da casa. E estes alicerces foram minados nas
legislativas de 2005. Enquanto se não fizer uma reflexão séria sobre a
governação socrática e, no caso da Educação, sobre a tutela da então ministra
da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues (já condenada pela Justiça), nada feito.
É, como diz o povo, “bater no molhado”!
Armando Palavras

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