sábado, 20 de setembro de 2014

A condenação da antiga ministra de Sócrates e os Mistérios do Alto ...


Os factos surgem por si, apesar do silêncio com que os escondemos
(Sófocles)


Isís
Em 2005 Portugal conheceu um regime social medíocre, porque corrupto, que se estabeleceu até ao ano de 2011. Transformá-lo num regime decente, desde a governação do país, à mais pequena repartição deste ou daquele serviço administrativo, ou à mais ínfima secretaria desta ou daquela instituição, vai levar o seu tempo.
Os Grandes Iniciados dos Mistérios, na Antiguidade, inspirados no culto de Isis, conheciam os segredos da vida. Sabiam da função do Homem no planeta, e deste no Universo, como nos é descrito, por exemplo, por  Plutarco, Heródoto, Porfirio, Proco, Jâmblico, Apuleio, entre outros. Pindaro aborda-os na sua lirica, e Platão transportou esse conhecimento para o mundo profano, através de conceitos racionais e científicos: o Bem (o justo), o Belo e o Verdadeiro.
Platão
A nenhum deles se reporta a conduta da antiga ministra do governo de José Sócrates.
Maria de Lurdes Rodrigues (Doutorada em Sociologia), foi Ministra da Educação durante uma legislatura da governação escabrosa de José Sócrates. Fez as patifarias “legais” que entendeu, em prejuízo de profissionais altamente qualificados e competentes. Foi substituída por Isabel Alçada (Licenciada em Filosofia). Isabel pegou na tutela os dois anos que se seguiram. E, a partir daí, seguiu a sua vida. Pelo contrário, Maria de Lurdes continuou activa. Em programas de televisão, rádio e por aí adiante. Chegou mesmo a ser solicitada para comentar as actuais políticas de Educação do actual Ministro Nuno Crato.
Recentemente foi condenada a pena suspensa de três anos e meio. Sentiu-se injustiçada naquilo que os juizes consideram provado crime de prevaricação. Dos dicionários, prevaricar ( do latim vulgar, praevaricáre) é pecado, não no sentido religioso, mas no sentido do senso comum: cometer falta, por interesse ou má-fé, aos seus deveres. É ainda, abusar  do exercício das suas funções, cometendo injustiças ou lesando os interesses que devia acautelar. Ou seja, lesando o Estado, o interesse público, os contribuintes, os cidadãos.


Porque razão é julgada e condenada desta maneira?

1 - Pagou do erário público 265 mil euros a determinado advogado , para que este fizesse um trabalho que não fez;
2 – foi “engendrado” um esquema de pagamento ao advogado, destinado a evitar a sua publicação em Diário da República, de modo a subtraí-lo ao escrutínio público;
3 – Não se encontraram registos dos pagamentos na contabilidade da sociedade do advogado
4– O trabalho do advogado foi incompleto, sem originalidade, interesse prático, contendo informações incorrectas;
5– O advogado acabou por devolver 133 mil euros, apenas quando o caso se tornou um escândalo;
6 – O advogado não era especialista em leis de ensino;
7 – o trabalho do advogado não foi sujeito a concurso público (como é de Lei). Foi motivado por afinidades pessoais e politico-partidárias – todos os acusados tinham exercido cargos de confiança em gabinetes governamentais socialistas;
8-  Um dos acusados era sócio do companheiro da ministra;

Por muito menos, alguns deserdados da sorte, levam com prisão efectiva. Basta que “roubem” umas maçãs em prateleira de supermercado para dar de comer aos filhos.

Maria de Lurdes foi condenada porque o Partido Comunista estava atento, ao contrário dos do arco do poder. E porque do Alto alguém estendeu a mão ...
 Armando Palavras

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