sábado, 15 de junho de 2013

Uma greve (aos exames) estapafúrdia



Vamos ser, neste escrito sobre este assunto, muito breve. Adiante, talvez depois da greve, retomá-lo-emos com outra profundidade.
Um dos dirigentes sindicais acusou o Ministério da Educação de não jogar o “jogo democrático” e de ser arrogante.
Vamos por partes. Antes de serem iniciadas as negociações, já as estruturas sindicais tinham avançado para a greve. É isto jogar o “jogo democrático”? Não, não é. Depois de se sentarem na mesa das negociações, o Ministério da Educação recuou em tudo, dando de bandeja o que as estruturas sindicais pediam. E estas, recuaram na greve? Não. A isto sim, se chama arrogância.
A questão, eram as 40 horas e a mobilidade especial. Quanto às 40 horas nem vamos perder tempo por tão ridícula! Quanto à mobilidade especial, já aqui o dissemos, e repetimos: o governo tem razão.
O aprofundamento desta questão ficará para mais tarde. Por agora peguemos no princípio. O princípio da mobilidade está correcto. Imaginemos a cidade A, à qual faltam dois professores (é um “supônhamos”, como diz o outro), e a cidade B que tem dois professores a mais. Porque razão esses dois professores da cidade B (desde que considerados todos os direitos individuais) não devem ser “emprestados” à cidade A, ou vice-versa? Ou seja, porque razão os professores não se devem mobilizar preenchendo lugares de carência? Conseguem estes cavalheiros que promoveram a greve, explicar?
Estes “revolucionários” modernos já se esqueceram (porque se aburguesaram) dos seus antecessores do princípio do século XX. O livro de Gorki elucidá-los-ia sobre a questão. A Mãe e Sofia mobilizaram-se. Da cidade para o campo, onde foram distribuir livros. Andaram a pé 80 Km. Porque era aí, no campo, que os livros eram precisos.
E o que nos dizem o lendário John Reed e Boris Pasternak?
Armando Palavras
 

 

O Ministro Nuno Crato fez bem em manter os exames, porque, como explicou, abriria um precedente gravíssimo! Além do mais, como referiu, nenhum aluno será prejudicado. E existem formas simples de não prejudicar os alunos que segunda-feira não façam o exame. Aliás, como o Ministro e os Secretários de Estado sabem.

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