Vamos
ser, neste escrito sobre este assunto, muito breve. Adiante, talvez depois da
greve, retomá-lo-emos com outra profundidade.
Um
dos dirigentes sindicais acusou o Ministério da Educação de não jogar o “jogo
democrático” e de ser arrogante.
Vamos
por partes. Antes de serem iniciadas as negociações, já as estruturas sindicais
tinham avançado para a greve. É isto jogar o “jogo democrático”? Não, não é.
Depois de se sentarem na mesa das negociações, o Ministério da Educação recuou
em tudo, dando de bandeja o que as estruturas sindicais pediam. E estas,
recuaram na greve? Não. A isto sim, se chama arrogância.
A
questão, eram as 40 horas e a mobilidade especial. Quanto às 40 horas nem vamos
perder tempo por tão ridícula! Quanto à mobilidade especial, já aqui o
dissemos, e repetimos: o governo tem razão.
O
aprofundamento desta questão ficará para mais tarde. Por agora peguemos no
princípio. O princípio da mobilidade está correcto. Imaginemos a cidade A, à
qual faltam dois professores (é um “supônhamos”, como diz o outro), e a cidade
B que tem dois professores a mais. Porque razão esses dois professores da
cidade B (desde que considerados todos os direitos individuais) não devem ser
“emprestados” à cidade A, ou vice-versa? Ou seja, porque razão os professores
não se devem mobilizar preenchendo lugares de carência? Conseguem estes
cavalheiros que promoveram a greve, explicar?
Estes
“revolucionários” modernos já se esqueceram (porque se aburguesaram) dos seus
antecessores do princípio do século XX. O livro de Gorki elucidá-los-ia sobre a
questão. A Mãe e Sofia
mobilizaram-se. Da cidade para o campo, onde foram distribuir livros. Andaram a
pé 80 Km .
Porque era aí, no campo, que os livros eram precisos.
E
o que nos dizem o lendário John Reed e Boris Pasternak?
Armando
Palavras
O
Ministro Nuno Crato fez bem em manter os exames, porque, como explicou, abriria
um precedente gravíssimo! Além do mais, como referiu, nenhum aluno será
prejudicado. E existem formas simples de não prejudicar os alunos que
segunda-feira não façam o exame. Aliás, como o Ministro e os Secretários de
Estado sabem.
Sem comentários:
Enviar um comentário