sábado, 15 de junho de 2013

O Grande Gatsby


Jay Gatsby, cujo verdadeiro nome era James Gatz, adquire maneiras por relação de amizade com o lobo-do-mar Dan Cody. E fortuna através de Meyer Wolfsheim. Nick, o narrador, conhece-o, por intermédio de Jordan Baker, numa das grandiosas festas que Gatsby dava na sua luxuosa mansão, e aonde acorriam as mais diversas pessoas das redondezas, incluindo de Nova Iorque, a maioria sem ser convidadas.
Através de Nick, em conluio com Jordan, Gatsby reencontra, passados cinco anos, em West Egg, o seu grande amor, Daisy, agora casada com Tom Buchanan, um homem corpulento, que também tem uma relação secreta com a senhora Wilson.
Do encontro realizado numa sala do Hotel Plaza em Nova York, surge a tragédia. Daisy, emocionalmente transtornada, com Gatsby ao lado, exige conduzir o carro que, alguns quilómetros depois, ceifa a vida à senhora Wilson.
A narrativa não se fica por esta tragédia, mas é nela que se encerra o final da história.
O enredo circula entre o sexo e o dinheiro. Gatsby (caracterizado pela expressão que usava – “meu caro”), um rapaz pobre, sabe que única forma de conquistar Daisy é tornar-se rico. Consegue-o, tornando-se imensamente rico, mas por breves momentos. Tom e Daisy esmagam todos os que circulam à sua volta, indiferentes aos estragos que o dinheiro lhes permite. Fritzgerald consegue, de forma magistral, captar a forma de vida daqueles que foram corrompidos pelo dinheiro e por depressões emocionais.
Armando Palavras
 

Francis Scott Fritzgerald (1896-1940) é hoje considerado um dos grandes da Literatura Americana do século XX. Contista e romancista, escreveu quatro romances, deixando um inacabado. A era do jazz aparece-nos em todo o esplendor na sua obra. “O Grande Gatsby” é o seu livro mais aclamado, embora só depois da sua morte lhe tenham reconhecido o talento.

 

 

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