Jay
Gatsby, cujo verdadeiro nome era James Gatz, adquire maneiras por relação de
amizade com o lobo-do-mar Dan Cody. E fortuna através de Meyer Wolfsheim. Nick,
o narrador, conhece-o, por intermédio de Jordan Baker, numa das grandiosas
festas que Gatsby dava na sua luxuosa mansão, e aonde acorriam as mais diversas
pessoas das redondezas, incluindo de Nova Iorque, a maioria sem ser convidadas.
Através
de Nick, em conluio com Jordan, Gatsby reencontra, passados cinco anos, em West Egg , o seu grande
amor, Daisy, agora casada com Tom Buchanan, um homem corpulento, que também tem
uma relação secreta com a senhora Wilson.
Do
encontro realizado numa sala do Hotel Plaza em Nova York , surge a
tragédia. Daisy, emocionalmente transtornada, com Gatsby ao lado, exige
conduzir o carro que, alguns quilómetros depois, ceifa a vida à senhora Wilson.
A
narrativa não se fica por esta tragédia, mas é nela que se encerra o final da
história.
O
enredo circula entre o sexo e o dinheiro. Gatsby (caracterizado pela expressão
que usava – “meu caro”), um rapaz pobre, sabe que única forma de conquistar
Daisy é tornar-se rico. Consegue-o, tornando-se imensamente rico, mas por
breves momentos. Tom e Daisy esmagam todos os que circulam à sua volta,
indiferentes aos estragos que o dinheiro lhes permite. Fritzgerald consegue, de
forma magistral, captar a forma de vida daqueles que foram corrompidos pelo
dinheiro e por depressões emocionais.
Armando Palavras
Francis
Scott Fritzgerald (1896-1940) é hoje considerado um dos grandes da Literatura
Americana do século XX. Contista e romancista, escreveu quatro romances,
deixando um inacabado. A era do jazz aparece-nos em todo o esplendor na sua
obra. “O Grande Gatsby” é o seu livro mais aclamado, embora só depois da sua
morte lhe tenham reconhecido o talento.
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