O Ministro Nuno Crato anunciou
Quarta-feira que os exames de matemática (marcados para dia 27) dos alunos do
Ensino Básico (6º e 9º anos) seriam antecipados para dia 26. E explicou porquê.
Nessa sua explanação demonstrou ser um governante sensato, quando o momento o
exige. Em primeiro lugar o pré-aviso de greve abrangia uma enormidade de gente:
professores, funcionários, transportes, etc., porque a 27 é dia de greve geral.
Por outro lado, o número de alunos era quase três vezes mais do que o de
Segunda-feira – mais de 200 mil alunos. A confusão, neste caso, seria grande.
Além do mais, o exame não foi adiado, foi antecipado (o que travou outro
possível pré-aviso de greve).
Em relação ao exame de
Segunda-feira, o Ministro tornou a responsabilizar os sindicatos por esse
acontecimento “lamentável” e, nos casos residuais,
onde existiu alteração da tranquilidade, os alunos serão autorizados a repetir
a prova.
E tudo isto porque os sindicatos
não fizeram o jogo democrático. Antes de se iniciarem as primeiras negociações
anunciaram a greve e depois de se iniciarem, não deram garantia ao Ministério
da Educação de que não faziam nova greve no dia que fosse escolhido para adiar o
exame de Português dos alunos do 12º ano.
Comentário
O ministro Nuno Crato fez muito
bem em não ceder (porque cedeu mais do que lhe era permitido) na passada Segunda-feira.
Defendeu os interesses dos alunos (e das famílias) e não ficou refém das
ameaças sindicais. Os cavalheiros, além de derrubar o ministro, queriam,
sobretudo, derrubar o governo!
Não lhes chegava fazer a “greve
tampão” (proibida em muitos países civilizados) às avaliações, como agora, em
“plenários”, vão tentar arquitectar formas inqualificáveis de “luta”!

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