sexta-feira, 21 de junho de 2013

Ministro da Educação responde com firmeza


O Ministro Nuno Crato anunciou Quarta-feira que os exames de matemática (marcados para dia 27) dos alunos do Ensino Básico (6º e 9º anos) seriam antecipados para dia 26. E explicou porquê. Nessa sua explanação demonstrou ser um governante sensato, quando o momento o exige. Em primeiro lugar o pré-aviso de greve abrangia uma enormidade de gente: professores, funcionários, transportes, etc., porque a 27 é dia de greve geral. Por outro lado, o número de alunos era quase três vezes mais do que o de Segunda-feira – mais de 200 mil alunos. A confusão, neste caso, seria grande. Além do mais, o exame não foi adiado, foi antecipado (o que travou outro possível pré-aviso de greve).
Em relação ao exame de Segunda-feira, o Ministro tornou a responsabilizar os sindicatos por esse acontecimento “lamentável” e, nos casos residuais, onde existiu alteração da tranquilidade, os alunos serão autorizados a repetir a prova.
E tudo isto porque os sindicatos não fizeram o jogo democrático. Antes de se iniciarem as primeiras negociações anunciaram a greve e depois de se iniciarem, não deram garantia ao Ministério da Educação de que não faziam nova greve no dia que fosse escolhido para adiar o exame de Português dos alunos do 12º ano.


Comentário

O ministro Nuno Crato fez muito bem em não ceder (porque cedeu mais do que lhe era permitido) na passada Segunda-feira. Defendeu os interesses dos alunos (e das famílias) e não ficou refém das ameaças sindicais. Os cavalheiros, além de derrubar o ministro, queriam, sobretudo, derrubar o governo!
Não lhes chegava fazer a “greve tampão” (proibida em muitos países civilizados) às avaliações, como agora, em “plenários”, vão tentar arquitectar formas inqualificáveis de “luta”!


 

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