segunda-feira, 11 de março de 2013

SEMANA DA LEITURA em Macedo de Cavaleiros com a presença de Donzilia Martins


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Donzilia Martins, vai estar presente no próximo dia 15 de Março em Macedo de Cavaleiros, para falar da sua poesia aos alunos do Ensino Básico e Secundário. A iniciativa tem a tutela da Biblioteca Municipal e da Escola básica e secundária local. E contou com a colaboração da Drª Margarida Santeiro.

Síntese biográfica

Donzília da Conceição Ribeiro Martins nasceu em Murça no dia 25 de Setembro de 1942. Licenciada em Histórico-Filosóficas. Publicou vários livros de poesia (“Lágrimas e Sorrisos em Sonhos de Vida”, “Lírios do Campo”, “Quando o Teu Olhar “), de contos (“Um País Na Janela do Meu Nome”), infanto-juvenis (“História do Zé Luís o Menino Petiz”,Sonhos de Encantar - sete histórias para imaginar”, “O Grilo e o Passarinho”) e de investigação (“O Mercado Feira de Lordelo - Subsídios para a a História”). Foi consultora Pedagógica durante três anos da Areal Editores”. Fundou e é sócia de algumas associações literárias e artísticas, participou em colectâneas (autores do Vale do Sousa) e antologias, praticou jornalismo, rádio e colaborou na revista “Presença” de A. Lord. Foi reconhecida com alguns prémios e menções honrosas. Em 18 de Julho de 2005 foi homenageada pela Câmara Municipal de Paredes com a placa de “Honra e Mérito – Paredes Reconhece”.


De ti

Sento-me à mesa de ti

 E não estou só.
 Nos teus olhos, que desvias tantas vezes
 Eu procuro a cor dos meus dias de afagos
 Onde desaguam todas as fontes e o mar.


Os segredos dançam, os tempos voam
 Nos lábios cerrados com tanto p’ra dizer.
 Todas as manhãs, uma música de palavras
 Se escoam dos dedos para cantar a vida.

Do teu corpo despegam-se então serenatas de luar
 Que nunca cantaste, pedaços de lua pregados na noite,
 Versos por fazer à espera de sorrisos.

Hoje na serenidade da manhã,
Arranquei da guitarra do teu corpo
 Os sons apagados, as pétalas secas guardadas nos livros.
 As cordas tangeram um hino ao amor.

É assim que te quero. Livre, solto, desprendido
 Com um sorriso aberto à entada de nós.
 No silêncio, o mar verteu-se para dentro do tempo
 E primaveras voltaram a florir.

17/02/013 Donzilia Martins

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