Por BARROSO da FONTE
Finalmente um dos mais carismáticos
heróis do século XX foi recordado na sua terra natal.
Valongo de Malhais, concelho de
Murça. A homenagem, nem antes nem depois, foi coincidente com qualquer data
cronológica, relativa ao herói transmontano. E também não foi, previamente
anunciada nos órgãos de comunicação adequados à informação, cuja função é dar a
conhecer o que se passa no país.
Aníbal Augusto Milhais nasceu em julho
de 1895 e faleceu aos 75 anos de idade. Era uma figura franzina que pesava
metro e meio de altura. Dia 9 de Abril de cada ano celebra-se, habitualmente,
como o dia da Batalha de La Lys. O atual governo, em 2020, mexeu, após tantas
promessas, defraudou a maior parte dos destinatários, aos quais anunciou o céu
e mandou o inferno. Incluindo o dia do Combatente que baralhou a todos e
centralizou o símbolo na Batalha de La Lys, quando foi nos 13 anos de guerra no
Ultramar.
Homenagear, numa segunda-feira, dia
de trabalhos agrícolas, o herói Milhões, foi mais uma cena desmotivadora para
os Portugueses que, sabendo desse evento, caso coincidisse, num domingo ou
feriado, poderiam deslocar-se ao berço desse verdadeiro herói que, sozinho, em
9 de Abril d 1918, utilizando as armas e munições daqueloutros que iam
tombando, iludiu os vencedores.
O país de hoje está mais desatento,
mais materialista e mais desumanizado do que em 1918. O soldado milhões
regressou a Valongo de Milhais. E o seu comandante proferiu o maior louvor que
poderia dar-lhe: - tu és de Milhais mas vales milhões!
Foi com esse frémito vencedor que
Aníbal Milhais criou 11 filhos e seguiu para o Brasil, como emigrante, para
angariar dinheiro para a construção de casa, na sua terra. Só que os portugueses
desse tempo, quando souberam disso, cotizaram-se e reuniram as verbas
necessárias para que esse herói nacional regressasse a Portugal. Que grande
lição deram os emigrantes que se encontravam no país irmão!
O atual Presidente da República veio, agora, a Murça inaugurar a reconstrução da Casa que foi transformada em Casa-Museu
. Foi recebido por um dos 11 filhos de Milhões, o António. Nesse Centro interpretativo se pode conhecer a história de vida do pai e dos filhos.Soube-se, nessa cerimónia, que o
concelho de Murça, viu partir para essa primeira grande guerra, 127 militares.
O PR chamou ao soldado Milhais «o herói único e singular». E reconheceu que
temos heróis anónimos na história de Portugal. Garantiu que veio a Murça para
homenagear um homem excecional que foi condecorado com a Ordem Militar de Torre
e Espada, a mais importante condecoração portuguesa.
A este propósito recebi uma
mensagem de António Guilhermino Pires, «o Zé de Murça», em que lamenta, nos
termos que aplaudo, sem reservas, o seguinte texto:
Os portugueses - e os transmontanos
e alto-durienses, merecem mais do que ver e ouvir as baboseiras repetitivas que
nada trazem de edificante para a Nação».
Concordo e subscrevo.
Barroso da Fonte





O que interessa o respeito pelas origens e pela fama que nos legaram ... - dá dinheiro e audiências?-`bora lá, seguir enfrente! ...-Vestidinhos decotados e dinheiro para cilicone, abanar as "partes" em ritmo de cantoria pimba e já está -povo entretido...
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