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| BARROSO da FONTE |
A nova
estátua de D. Afonso Henriques, da autoria do escultor vimaranense Dinis
Ribeiro, é uma representação inédita desta figura emblemática de Portugal.
Dinis Ribeiro explicou que a obra retrata o primeiro rei de Portugal na
puberdade, quando este está prestes a tornar-se cavaleiro. A obra vai fazer
precisamente o mesmo itinerário do primeiro rei de Portugal. Foi criada em
Guimarães, apresentada publicamente em Coimbra (onde o rei criou a sua corte
durante o seu percurso de conquista territorial de norte para sul) e segue
agora para Zamora, onde o rei se armou cavaleiro em 1125 (na Catedral de
Zamora).
A obra de
arte tem o seu conjunto escultórico constituído por uma estátua e um pedestal,
ambos representados por três elementos: o tronco em granito amarelo de
Guimarães, o rosto de mármore e o cabelo de granito preto do Alentejo como
símbolo da juventude de D. Afonso Henriques. Também nesses três elementos está
constituída a figura do jovem monarca, com três dimensões humanas: a dimensão
física, intelectual e espiritual, para além dos elementos de pedra desta
constituição terem um sentido geográfico que começam do norte e terminam no
sul. O pedestal tem como base o granito azul de São Torcato –uma referência clara
ao Martírio de São Torcato, Santo Mártir cuja devoção nortenha é muito
expressiva.
A utilização
do mármore lioz assume uma ligação artística à estátua de D. Afonso Henriques,
de Soares dos Reis, colocada em Guimarães em 20 de outubro de 1887, cujo pedestal
foi construído justamente em mármore lioz. O betão armado como terceiro
elemento simboliza a contemporaneidade da obra de arte como a vida e obra do
rei homenageado. Como referência de tradição das estátuas, o plinto volta
também a ser concebido por um arquiteto, neste caso, o vimaranense Abel
Cardoso, seguindo a linha de continuidade da tradição estatuária.
A
apresentação da escultura de Dinis Ribeiro, em Coimbra, contou com a presença
do presidente da CM de Coimbra, José Manuel Silva, do presidente da Direção da
Grã Ordem Afonsina, Florentino Cardoso, bem como do escultor Dinis Ribeiro e do
arquiteto Abel Cardoso. Na cerimónia (que decorreu junto à Sala D. Afonso
Henriques), que contou também com o momento musical da responsabilidade do Fado
ao Centro, José Manuel Silva reforçou a intenção de Coimbra vir a ter uma
estátua definitiva que represente de D. Afonso Henriques. O objetivo passa por
homenagear D. Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal, promovendo também o
concelho de Coimbra como antiga capital do reino. Uma aposta do executivo
municipal em desenvolver e reestruturar a oferta turística municipal em torno
deste facto histórico e do Património Mundial da Humanidade.
Recorde-se
que a CM de Coimbra atribuiu, em outubro de 2021, o nome de D.
Afonso Henriques à antiga igreja do Convento São Francisco, a segunda maior sala deste centro
cultural e de congressos gerido pelo município.
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