Normalmente não damos importância a gente
ignorante. Esta Bia Ferreira que conhecemos apenas por esta afirmação, é isso
mesmo, uma ignorante.
O Brasil vai, a sete de Setembro, comemorar o seu bicentenário
da Independência. Culpar o povo português, passados 200 anos (!), da
criminalidade absurda praticada naquele país/continente é simplesmente
repugnante. Essa narrativa alimentada pela esquerda deve ser veementemente
combatida por qualquer cidadão sensato e sério. Não é a primeira vez que isso
acontece. A mesma narrativa tem sido desenvolvida pelas esquerdas próximas do
PCP e do BE há largos anos em relação á África Portuguesa.
Esta Bia, contudo, além de entrar nesta narrativa
(porque ela própria pertence a esse ninho execrável), compara o incomparável
quando chama á liça o caso concreto daquilo que se passa na Ucrânia!
Analisemos a coisa segundo esses dois pontos
essenciais da dita Bia, sem utilizar o princípio categórico de Kant, explorado
pelos Gregos há mais de 2000 anos, com o qual concordamos inteiramente, mas que
neste caso real não deve ser chamado à liça. A sê-lo daria, pelo menos, origem
a um ensaio de 30 páginas
1 – Pelas contas da Bia morrem no Brasil, por mês,
cerca de 1877 pretos. Considerando números com muito pouco rigor, na Ucrânia,
nestes últimos cinco meses, morreram cerca 24 mil pessoas por mês. É, portanto,
uma diferença considerável.
2 – Quanto à denuncia do estrago que ficou no Brasil
pelo povo português, aconselhamos essa ignorante e acólitos, a instruírem-se. A
História do Brasil é muito bem conhecida desde, pelo menos, da época em que a
primeira nau ou caravela aí aportou. E está escrita, até por historiadores
brasileiros reconhecidos pela Academia.
A dona Bia já alguma vez ouviu falar dos Tupis? Um
povo indígena que vivia nas terras de
Vera Cruz antes dos portugueses aí aportarem? Era um povo que se dividia em
múltiplas tribos como os potiguares, timbiras e caetés.
Pois bem, analisar uma questão histórica implica
contextualiza-la, e não devemos “julgar” os costumes dos povos em determinada
época (por exemplo seculo XV) comparando-os com os nossos costumes (século XX),
mas devemos reflectir sobre eles para concluirmos sobre as questões actuais.
Não há dúvida que o passado influencia o futuro e, neste caso, o presente. Por
essa razão a dona Bia deve ler um pouco sobre este povo brasileiro para perceber
porque é que hoje, passados 500 anos, “em cada 23 minutos morre um preto” no
Brasil.
Poderíamos aconselhar-lhe uma centena de livros, mas
aconselhamos-lhe apenas este: “A Conquista do Brasil – 1500-1600” de Thales
Guaracy. Sobretudo o capítulo “Senhores da floresta”, pp. 30-48.


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