sábado, 6 de agosto de 2022

Quando a ignorância ultrapassa a razoabilidade …

 

Normalmente não damos importância a gente ignorante. Esta Bia Ferreira que conhecemos apenas por esta afirmação, é isso mesmo, uma ignorante.

O Brasil vai, a sete de Setembro, comemorar o seu bicentenário da Independência. Culpar o povo português, passados 200 anos (!), da criminalidade absurda praticada naquele país/continente é simplesmente repugnante. Essa narrativa alimentada pela esquerda deve ser veementemente combatida por qualquer cidadão sensato e sério. Não é a primeira vez que isso acontece. A mesma narrativa tem sido desenvolvida pelas esquerdas próximas do PCP e do BE há largos anos em relação á África Portuguesa.

Esta Bia, contudo, além de entrar nesta narrativa (porque ela própria pertence a esse ninho execrável), compara o incomparável quando chama á liça o caso concreto daquilo que se passa na Ucrânia!

Analisemos a coisa segundo esses dois pontos essenciais da dita Bia, sem utilizar o princípio categórico de Kant, explorado pelos Gregos há mais de 2000 anos, com o qual concordamos inteiramente, mas que neste caso real não deve ser chamado à liça. A sê-lo daria, pelo menos, origem a um ensaio de 30 páginas

 

1 – Pelas contas da Bia morrem no Brasil, por mês, cerca de 1877 pretos. Considerando números com muito pouco rigor, na Ucrânia, nestes últimos cinco meses, morreram cerca 24 mil pessoas por mês. É, portanto, uma diferença considerável.

2 – Quanto à denuncia do estrago que ficou no Brasil pelo povo português, aconselhamos essa ignorante e acólitos, a instruírem-se. A História do Brasil é muito bem conhecida desde, pelo menos, da época em que a primeira nau ou caravela aí aportou. E está escrita, até por historiadores brasileiros reconhecidos pela Academia.

A dona Bia deve, antes de fazer qualquer juízo de valor ideológico, ler pelo menos meia dúzia de páginas desta gente para não dizer as alarvidades que diz.

A dona Bia já alguma vez ouviu falar dos Tupis? Um povo indígena  que vivia nas terras de Vera Cruz antes dos portugueses aí aportarem? Era um povo que se dividia em múltiplas tribos como os potiguares, timbiras e caetés.

Pois bem, analisar uma questão histórica implica contextualiza-la, e não devemos “julgar” os costumes dos povos em determinada época (por exemplo seculo XV) comparando-os com os nossos costumes (século XX), mas devemos reflectir sobre eles para concluirmos sobre as questões actuais. Não há dúvida que o passado influencia o futuro e, neste caso, o presente. Por essa razão a dona Bia deve ler um pouco sobre este povo brasileiro para perceber porque é que hoje, passados 500 anos, “em cada 23 minutos morre um preto” no Brasil.

Poderíamos aconselhar-lhe uma centena de livros, mas aconselhamos-lhe apenas este: “A Conquista do Brasil – 1500-1600” de Thales Guaracy. Sobretudo o capítulo “Senhores da floresta”, pp. 30-48.


Sem comentários:

Enviar um comentário

Os três santos negros na igreja de Santo Adrião de Sever – Santa Marta de Penaguião

  https://www.calameo. com/read/0058732028bb3a462512c Iconografia construída pelo clero católico, sustentada num período anterior à expans...

Os mais lidos