BARROSO da FONTE
Fiquei orgulhoso
por mais esta prova de humanismo dos meus conterrâneos. E este exemplo de ser
uma Revista online que, desde há quatro anos, a esta parte, aparece,
regularmente, nas redes sociais, sem qualquer encargo para os destinatários,
mas que denota ser um moderno, excelente e utilitário meio de formação e de
informação, é uma realidade que se exalta, se deve aplaudir e se agradece.
Esta manchete da Barrosana
costuma aparecer no primeiro dia de cada mês. Mas neste mês de Março chegou
mais uma segunda edição, prenhe de notícias: regionais, nacionais e mundiais
que trazem o planeta em alvoroço.
Domingos Chaves
explica que o Presidente Câmara de Montalegre declarou à revista Barrosana
online, que “a generosidade dos barrosões não tem limites». E, nesse
contexto, esclarece que Svitlana Zayets é uma Ucraniana, que residiu 14 anos
em Montalegre, onde agora está uma parte da sua família. Na Ucrânia tem,
diariamente, o coração e a mente em constante contacto com os pais, familiares
e amigos. Sentem na voz dos seus familiares, ao telefone, o medo que a todos
tira o sono, perante a incerteza do que está para vir. Apesar de viverem longe,
é de forma muito próxima que esta comunidade acompanha o evoluir da guerra no
seu país. É de forma sentida que agradecem a mobilização e apoio dos
barrosões». E acrescentou «Nós só estamos a dar corpo e alma ao sentimento
que nutrimos e que sentimos que existe na nossa comunidade barrosã. Queremos
ajudar. Queremos participar no alívio desta dor imensa que vai no coração desta
gente que está aqui e, sobretudo, naqueles que estão lá. Este encontro serviu
para perceber quais são os bens de primeira necessidade que hoje estão a ser
necessários naquela gente sofredora».
Padre António
Joaquim Dias: «ficamos destruídos por dentro»
Vilar de Perdizes
é uma freguesia carregada de história. Sabe-se que Frei Bartolomeu dos Mártires
andou por ali. Também por ali: por Gralhas, Solveira e Santo André, Meixedo,
Vilarinho da Raia, passava a Via romana XVII, que ligava Roma a Chaves, Braga,
Lugo, etc. Este conjunto de aldeias Barrosãs beneficiava destas tradições
históricas, culturais e sociais. Falsos ou verdadeiros, estes indícios andaram
sempre ligados às lendas em torno das vias Romanas, da Ciade ou Caladunum,
de berço de Viriato e de Luís de Camões. Mas estes e outros factos não
prescindem da mitologia, como a do deus Larouco, Ponte da Miserala e até dos
bruxedos como a Fonte da Mijareta.
O Padre Tóquim,
como é mais conhecido nas terras de Barroso e nas unidades onde é capelão
militar, arrasta consigo uma auréola de predestinação, para continuador dos 34
congressos de medicina popular, das sextas-feiras 13 e das queimadas
dionisíacas, dessas noites de que o seu antecessor foi criador, o carismático
Padre Lourenço Fontes. São ambos barrosões e também por isso formados e
formatados no mesmo Seminário. Naturalmente são livres e diferentes nos gostos,
nas reações, posturas sociais. Mas numa coisa coincidem: barrosões, populares,
sociáveis e humanistas.
Este clérigo
natural de Peirezes, no meio de tantas ocupações religiosas e militares, deu o
exemplo aos cada vez menos párocos da Diocese. Mesmo assim assumiu acolher no
Centro Social e Paroquial de Vilar de Perdizes, com o apoio logístico da
autarquia na recolha de bens para ajudar, de alguma forma, a minorar o
sofrimento os habitantes daquele martirizado país da Europa de Leste.
O diretor da Barrosana
conclui, elogiando o Pároco de Vilar de Perdizes e todos os organismos
públicos e privados, com mais este gesto altruísta e mundialmente consensual.
Juntas de freguesia, instituições, empresas e povo anónimo, todos contribuíram
para uma onda solidária digna do maior louvor.
«Um sentimento que
o Presidente do Centro Social e Paroquial de Vilar todos nós quando vemos as
imagens da Ucrânia ficamos completamente destruídos por dentro.
O Centro Social e
Paroquial Vilar de Perdizes começou com esta iniciativa que foi amplamente
divulgado. Seguiram-se as Juntas de Freguesia, empresas, associações e
particulares. Tem sido uma grande afluência ao Multiusos!...
Vamos entregar à
Ucrânia um bocadinho daquilo que podemos dar. Não podemos resolver os problemas
mundiais, mas podemos mostrar a estes nossos irmãos ucranianos que a humanidade
tem futuro. O barrosão sabe o que é o frio, o que são as dificuldades e vendo
aquelas crianças, tínhamos que nos galvanizar. Tudo vale a pena e tudo isto vai
chegar onde faz falta. São mais de 20 paletes o que é extraordinário”, acrescentou o
presidente do município.
Barroso da Fonte
Bom dia! Amigos e conterrâneos barrosões (qualquer transmontano é meu vizinho e conterrâneo, não sei sentir Trás-os-Montes e Alto Douro de outra maneira, é o meu sangue e a minha alma que assim se moldaram) e obrigado por este grande gesto. Por Barroso tenho grandes amigos e generosos: o escritor/jornalista Doutor Barroso da Fonte; O Padre António Lourenço Fontes, basta invocá-lo como Padre de Vilar de Perdizes; o Prof. Orlando Alves, Presidente de Montalegre; a Dr.ª Gorete Afonso, Chefe da Cultura Municipal; A Doutora Isabel Viçoso - Directora da Revista Aquae Flavia e escritora e marido Doutor, José de Sousa Fernandes, ex-Presidente do Município de Boticas; e, entre outros, o Doutor António Chaves, escritor. Esta acção generosa e altruísta para com os ucranianos bem merece ser destacada. Os meus parabéns!
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