sábado, 19 de março de 2022

Pároco de Vilar de Perdizes apoia Ucranianos

 

BARROSO da FONTE


A revista online Barrosana, produto cultural de Domingos Chaves, natural de Gralhas (Montalegre), mas residente em Lisboa, deu como manchete da sua edição nº 54 uma surpreendente notícia, que levantou o ego dos Barrosões. Como é que este martirizado povo Ucraniano chegou, às planálticas freguesias de Montalegre do que a algumas vilas e cidades?

Fiquei orgulhoso por mais esta prova de humanismo dos meus conterrâneos. E este exemplo de ser uma Revista online que, desde há quatro anos, a esta parte, aparece, regularmente, nas redes sociais, sem qualquer encargo para os destinatários, mas que denota ser um moderno, excelente e utilitário meio de formação e de informação, é uma realidade que se exalta, se deve aplaudir e se agradece.

Esta manchete da Barrosana costuma aparecer no primeiro dia de cada mês. Mas neste mês de Março chegou mais uma segunda edição, prenhe de notícias: regionais, nacionais e mundiais que trazem o planeta em alvoroço.

Domingos Chaves explica que o Presidente Câmara de Montalegre declarou à revista Barrosana online, que “a generosidade dos barrosões não tem limites». E, nesse contexto, esclarece que Svitlana Zayets é uma Ucraniana, que residiu 14 anos em Montalegre, onde agora está uma parte da sua família. Na Ucrânia tem, diariamente, o coração e a mente em constante contacto com os pais, familiares e amigos. Sentem na voz dos seus familiares, ao telefone, o medo que a todos tira o sono, perante a incerteza do que está para vir. Apesar de viverem longe, é de forma muito próxima que esta comunidade acompanha o evoluir da guerra no seu país. É de forma sentida que agradecem a mobilização e apoio dos barrosões». E acrescentou «Nós só estamos a dar corpo e alma ao sentimento que nutrimos e que sentimos que existe na nossa comunidade barrosã. Queremos ajudar. Queremos participar no alívio desta dor imensa que vai no coração desta gente que está aqui e, sobretudo, naqueles que estão lá. Este encontro serviu para perceber quais são os bens de primeira necessidade que hoje estão a ser necessários naquela gente sofredora».

 

Padre António Joaquim Dias: «ficamos destruídos por dentro»

Vilar de Perdizes é uma freguesia carregada de história. Sabe-se que Frei Bartolomeu dos Mártires andou por ali. Também por ali: por Gralhas, Solveira e Santo André, Meixedo, Vilarinho da Raia, passava a Via romana XVII, que ligava Roma a Chaves, Braga, Lugo, etc. Este conjunto de aldeias Barrosãs beneficiava destas tradições históricas, culturais e sociais. Falsos ou verdadeiros, estes indícios andaram sempre ligados às lendas em torno das vias Romanas, da Ciade ou Caladunum, de berço de Viriato e de Luís de Camões. Mas estes e outros factos não prescindem da mitologia, como a do deus Larouco, Ponte da Miserala e até dos bruxedos como a Fonte da Mijareta.

O Padre Tóquim, como é mais conhecido nas terras de Barroso e nas unidades onde é capelão militar, arrasta consigo uma auréola de predestinação, para continuador dos 34 congressos de medicina popular, das sextas-feiras 13 e das queimadas dionisíacas, dessas noites de que o seu antecessor foi criador, o carismático Padre Lourenço Fontes. São ambos barrosões e também por isso formados e formatados no mesmo Seminário. Naturalmente são livres e diferentes nos gostos, nas reações, posturas sociais. Mas numa coisa coincidem: barrosões, populares, sociáveis e humanistas.

Este clérigo natural de Peirezes, no meio de tantas ocupações religiosas e militares, deu o exemplo aos cada vez menos párocos da Diocese. Mesmo assim assumiu acolher no Centro Social e Paroquial de Vilar de Perdizes, com o apoio logístico da autarquia na recolha de bens para ajudar, de alguma forma, a minorar o sofrimento os habitantes daquele martirizado país da Europa de Leste.

O diretor da Barrosana conclui, elogiando o Pároco de Vilar de Perdizes e todos os organismos públicos e privados, com mais este gesto altruísta e mundialmente consensual. Juntas de freguesia, instituições, empresas e povo anónimo, todos contribuíram para uma onda solidária digna do maior louvor.

«Um sentimento que o Presidente do Centro Social e Paroquial de Vilar todos nós quando vemos as imagens da Ucrânia ficamos completamente destruídos por dentro.

O Centro Social e Paroquial Vilar de Perdizes começou com esta iniciativa que foi amplamente divulgado. Seguiram-se as Juntas de Freguesia, empresas, associações e particulares. Tem sido uma grande afluência ao Multiusos!...

Vamos entregar à Ucrânia um bocadinho daquilo que podemos dar. Não podemos resolver os problemas mundiais, mas podemos mostrar a estes nossos irmãos ucranianos que a humanidade tem futuro. O barrosão sabe o que é o frio, o que são as dificuldades e vendo aquelas crianças, tínhamos que nos galvanizar. Tudo vale a pena e tudo isto vai chegar onde faz falta. São mais de 20 paletes o que é extraordinário”, acrescentou o presidente do município.

                                                       Barroso da Fonte


1 comentário:

  1. Bom dia! Amigos e conterrâneos barrosões (qualquer transmontano é meu vizinho e conterrâneo, não sei sentir Trás-os-Montes e Alto Douro de outra maneira, é o meu sangue e a minha alma que assim se moldaram) e obrigado por este grande gesto. Por Barroso tenho grandes amigos e generosos: o escritor/jornalista Doutor Barroso da Fonte; O Padre António Lourenço Fontes, basta invocá-lo como Padre de Vilar de Perdizes; o Prof. Orlando Alves, Presidente de Montalegre; a Dr.ª Gorete Afonso, Chefe da Cultura Municipal; A Doutora Isabel Viçoso - Directora da Revista Aquae Flavia e escritora e marido Doutor, José de Sousa Fernandes, ex-Presidente do Município de Boticas; e, entre outros, o Doutor António Chaves, escritor. Esta acção generosa e altruísta para com os ucranianos bem merece ser destacada. Os meus parabéns!

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