segunda-feira, 14 de março de 2022

Oração pela Ucrânia

 

Oração pela Ucrânia       


Em nome de Deus

 

Em nome de Deus,

Deponde as armas de guerra…

Somos todos filhos seus!

Quereis destruir a terra,

Que vos foi dada,

Para ser trabalhada? (1)

 

Trabalhada e não destruída.

Vossas armas são de destruição.

O bom-senso tenha em vós a justa medida,

Levando em conta toda a mediação.

Em nome de Deus eu vos peço,

Silenciai as armas! Em mediação me ofereço! (2)

 

Em nome de Deus,

Porque destruís escolas e maternidades?

É um crime de bradar aos céus.

A guerra de hoje e de todas as idades,

Deixará a terra pior do que a encontrou.

Não aprendeis com o que se passou? (3)

 

Sentar-se â mesa das negociações…

A isso vos chamo em nome de Deus.

Assassinar é a mais hedionda das ações,

E é o que vemos em todos os ataques teus.

Aceitai as propostas de toda a boa-vontade,

Para negociar, respeitando a verdade. (4)

 

Em nome de Deus,

Termina com esses crimes inaceitáveis,

Contra um povo e os haveres seus.

Recusemos a barbárie! São desejáveis

Outros tempos, onde reine, enfim, a paz.

Será a de Deus, mas que o selo dos homens traz. (5)

 


Teófilo Minga

Roma, 14 de março de 2022

 


1)      Ontem, perante a fúria assassina de um MONSTRO mentecapto e talvez doente mental, tinha escrito uma das minhas orações para a paz na Ucrânia falando de que uma INTERVENÇÃO DIVINA seria necessária nesse processo. Perante a ineficácia de todas as tentativas humanas, até ao presente, para obter a paz destruída devido à invasão da Ucrânia pela Rússia, volto-me para Deus. Sabendo muito bem que Deus pode sempre intervir através das mediações humanas. Não há que desesperar das intervenções humanas de boa-vontade, para chegar aos planos de Deus. Mas perante a fúria assassina de um MONSTRO sanguinário que tem recusado todas as tentativas humanas de paz, volto-me para Deus. Nele está a paz total e final. Possa inspirar os meios que convencerão todas as partes em guerra a aceitar as negociações. Uma guerra onde é muito claro que há um invasor e um invadido. Fiquei muito satisfeito, quando eu pensava na intervenção divina para este combate irracional começado pelo MONSTRO de ouvir mais um apelo do Papa EM NOME DE DEUS aos intervenientes nesta guerra a pararem as armas. Parece que o MONSTRO quer a guerra e não está pela paz. A paz parece não entrar no seu vocabulário.

2)      Conhecemos todo o esforço que o Papa Francisco tem feito para chamar os fazedores desta guerra ao bom senso. Ontem, Domingo, 13 de março de 2022, à hora do Angelus, em Roma, faz mais um apelo à paz, EM NOME DE DEUS. A força deste apelo EM NOME DE DEUS é impressionante. Ao ouvi-lo provocou um impacto de grande emoção em mim e decidi escrever este poema.

3)      O que o MONSTRO tem feito parece já ter ultrapassado todos os limites: quando vemos um paranoico a dizer aos seus homens com armas na mão para bombardear Hospitais e Maternidades, estamos no cúmulo da loucura. E lembramos, mais uma vez, a frase do Papa Francisco: TODA A GUERRA É UMA LOUCURA. Sou levado a crer que o MONSTRO está mesmo louco. Mas a sua loucura está a tomar dimensões inaceitáveis, completamente inaceitáveis, de destruição e de morte. Bem pode o Papa Francisco fazer o seu apelo EM NOME DE DEUS que é um Deus de vida. Alguns políticos esqueceram depressa as duas GRANDES GUERRAS MUNDIAS.  E o MONSTRO se nãos as esqueceu, dá impressão de querer bater um record neste campo. Alguém dizia que Hitler e Lenine, comparados com o atual MONSTRO eram apenas “aprendizes de feiticeiro”.

4)       O mais sensato em qualquer desentendimento é sentar-se à mesa das negociações e não começar a invadir um país, bombardeando as suas infraestruturas, atacando mesmo hospitais, escolas e maternidade. Isto só pode ser parte de um plano diabólico. Temos que nos voltar mesmo para Deus. É cada vez mais a minha intuição. Corroborada agora, pelo Papa Francisco, ao fazer este apelo a acabar com esta guerra, impensável, na mente de todos, em NOME DE DEUS. Nas negociações há sempre os dois intervenientes: o agressor e o agredido, o invasor e o invadido. Por isso escrevi as três primeiras estrofes, no plural. Nas das seguintes mudo para o singular, porque é evidente não se pode comparar, nesta guerra desigual a responsabilidade do agressor à responsabilidade do agredido.

5)      Devido à recusa sistemática, até ao presente, em negociar, de forma igual e sem posições prévias estáticas e imutáveis, impondo condições inaceitáveis, mutos são levado a invocar cada vez mais a presença divina e o auxílio divino para a solução deste conflito. O EM NOME DE DEUS do Papa Francisco vai talvez nesse sentido, também. Continuo mesmo assim a esperar que esse auxílio divino passa também pelas mãos das pessoas de boa-vontade. Dos “construtores de paz” como lhe chama o Evangelho. O Papa Francisco é um deles, sem dúvida. Visitou a Embaixada da Rússia, em Roma. E, certamente, o Vaticano oferece todos os seus esforços para obter a paz, neste e noutros conflitos. Mas este, devido a um MONSTRO tomou dimensões que ninguém podia imaginar no século XXI e depois das duas Grandes Guerras Mundiais.

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