segunda-feira, 14 de março de 2022

A. M. Pires Cabral: uma pulsão criadora

O tempo não chega para tudo. Durante dois meses não pudemos consultar o Jornal de Letras. Foi o suficiente para esta entrevista nos ter passado despercebida. Como ninguém nos deu lamiré, só agora nos deparamos com ela ao procurar um site sobre a Ucrânia e a Rússia.

Mas, como diz o Povo, o que é bom vem sempre a tempo.

Deliciem-se, então, com esta entrevista de A. M. Pires Cabral.

 



LUÍS RICARDO DUARTE


Poesia, conto, romance, fotografia, pintura: a sua pulsão criadora manifesta-se em diferentes suportes, num ímpeto que, aos 80 anos, cumpridos em agosto, não esmorece. Publica agora um novo volume de poemas, "Caderneta de Lembranças", depois de ter lançado, também na Tinta-da-China, o romance "Feliciano". O JL entrevista o escritor, sempre empenhado na valorização da sua região e avesso a uniformizações, e pré-publica três poemas

Fechar um escritor em casa às vezes dá nisto: tempo de sobra para escrever. E António Manuel Pires Cabral aproveitou-o. Feliciano, o seu sexto romance, ele que cultiva sobretudo a forma breve, quer nos contos, quer na poesia, foi escrito em ano e meio de pandemia, com a alegria de quem não sabe o que vai surgir da página em branco. É assim que agora se lança para cada projeto literário, sem os planos que antigamente delineava. Hoje, sente-se mais livre. E o seu currículo também o permite.

Nascido em Chacim, no concelho de Macedo de Cavaleiros, é um dos mais discretos/destacados escritores portugueses das últimas cinco décadas. Estreou-se em 1974, ano da Revolução dos Cravos, com Algures a Nordeste, a que se seguiu meia centena de títulos, de todos os géneros e por diversas vezes distinguidos com os mais prestigiados prémios, como os D. Dinis, Luís Miguel Nava (de poesia), dst (de literatura em geral), Camilo Castelo Branco da APE (de conto) e P.E.N. Clube (de poesia).

À escrita e à educação – foi professor do ensino secundário durante todo o seu percurso profissional –, A. M. Pires Cabral, como assina nos seus livros, soma uma intensa atividade ao nível da dinamização cultural, de que são exemplos a direção do Círculo Cultural Miguel Torga, do Grémio Literário Vila-Realense e da Tellus – Revista de Cultura Transmontana e Duriense. Além de Feliciano, uma edição da Tinta da China nas livrarias desde o primeiro semestre (272 pp, 16,90 euros), lança agora, na mesma editora, um novo volume de poemas, Caderneta de Lembranças (152 pp, 13,90 euros).

FONTE: https://visao.sapo.pt/jornaldeletras/letras/2022-01-13-a-m-pires-cabral-uma-pulsao-criadora/

 

N

No Jornal de Leiria, Jorge Vaz Dias, escreve sobre o escritor transmontano, em escrito com este titulo: Letras | Caderneta de Lembranças, A.M. Pires Cabral

FONTE: https://www.jornaldeleiria.pt/opiniao/letras-or-caderneta-de-lembrancas-am-pires-cabral

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