domingo, 7 de maio de 2017

Os «três Ds fatais»: Divórcio, Doença e Desempreg



Os três Ds são fatais quando se juntam em simultâneo na vida de uma pessoa. Quando alguém decide divorciar-se e consuma o acto, se a seguir vem uma doença muito grave e, ainda, o desemprego lhe bate à porta deixando-o sem recursos mínimos. Se a pessoa atingida pelos três Ds (divórcio, doença e desemprego) e não tiver qualquer suporte de retaguarda, acaba, em pouco tempo, por ser atirada para o abandono e exclusão social. Aliás, quando na nossa sociedade alguém tem um problema muito grave, por exemplo, uma falência em que fica muito diminuído em manter o padrão de vida inicial, quase todos (ou todos) os «amigos» se desviam ou fogem dele. Diz o povo que «ao cão tinhoso todos lhe ladram». Por isso, vejo com apreensão os divórcios quando se dão em idade bem madura, sendo-lhe fatais (quase sempre) se os três Ds desabarem sobre a sua cabeça. Quem passou duas ou três décadas unidos podem fazer um esforço para continuarem juntos. No outono da vida acaba por se reconhecer que valeu a pena lutar para que um casamento não se desfaça ou, na maioria, dos divorciados a avaliação é para a maioria um passo mal dado.

Jorge Lage – jorgelage@portugalmail.com – 06ABR2017


Provérbios ou ditos:

O Calendário Romano tinha 10 meses e os Imperadores, Júlio César (Júlio do latim deu Julho, a minha Mãe dizia sempre «Júlio», em vez de Julho e é, quanto a mim, a forma mais correcta) e Octávio Augusto (Agosto) que então passaram a ser o sétimo e oitavo meses do ano, seguindo-se Setembro (sétimo), que de sétimo passou a nono e Dezembro (décimo) a décimo segundo. Maio provém do latim «Maius», nome que de «Maia», deusa romana, a «Bona Dea», evocava-se para celebrar a fertilidade, a terra e as flores. No 1.º de Maio plantava-se uma árvore chamada «Maio», símbolo da Primavera. As nossas tradições de Maio ou as «Maias», no 1.º de Maio, deram origem ao meu livro «As Maias entre Mitos e crenças» (esgotado), onde se fala das destas celebrações no seu aspecto diacrónico, atravessando a maioria das religiões, desde tempos imemoriais, e diacrónicos ou seja o que resta hoje desta tradição tão marcante para vários povos.

      Em Maio comem-se as castanhas ao borralho.
      Em dia de São Barnabé (3 de Maio) seca a palha pelo pé.
      Quem não come castanhas no 1.º de Maio, monta-o o burro.


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