domingo, 19 de março de 2017

Por Terras Canadianas (fim) – O Natal e Passagem de ano em Montreal


JORGE LAGE
A consoada volta a ser na vivenda do Luís e da Isabel, em Edmonton e foram os pratos típicos das rabanadas, das iguarias lisboetas e alentejanas que mais me fizeram lembrar o Natal tradicional, bem como um gélido manto de neve. Mais uns dias de compras e preparamo-nos para a passagem de ano em Montreal. A viagem foi uma cópia caríssima da ida a Vancouver, mais cara e menos conforto do que viajar na KLM de Edmonton para Lisboa. A costa Leste do Canadá e USA, até Nova Iorque estavam sobre influência de uma gélida e nevosa massa de ar ártica, com muita neve na cidade. A traça arquitectónica fazia lembrar a francesa e a comida muito pior. A comida que pedimos na praça da alimentação de um dos maiores centros comerciais de Montreal, estava intragável, não condizendo o que o prato mostrava na foto com o que serviam. A vianda que a minha Mãe preparava no caldeiro para a ceba, quando ficava de má boca, não era pior apaladada. Na noite de passagem de ano, o meu filho marcou o jantar na maior e das mais caras cadeias de restaurantes de portugueses o «Ferreira». Tínhamos hora marcada e duas horas e meia para a refeição. Muita atenção dos empregados até ao momento que receberam a gorjeta. Depois, nem um cumprimento educado de despedida. Só para fazerem uma ideia, paguei uma garrafa de «Peceguinha» alentejana, um pouco aldrabada, quase o preço de uma Barca Velha. Voltei a não gostar da comida, risotto com pato desenxaibido. O chefe do serviço mais parecia um campónio que fazia de segurança e o escanção não tinha traquejo. Era melhor o serviço do restaurante do Sofitel Hotel, com mais profissionalismo. O que me marcou mais em Montreal foi o monte que deu o nome à cidade e toda a informação diacrónica que nos era disponibilizada. Ir a Montreal e não subir ao Monte Real é como ir a Fátima e não visitar a Cova da Iria. O regresso a Edmonton foi dia de Ano Novo e ainda deu para umas últimas compras e o regresso foi confortável na KLM, só perturbado pelo nevoeiro do aeroporto da Portela -Lisboa. Respirei fundo quando regressei ao meu lar e até parecia que tinha perdido alguns hábitos. A primeira sensação foi a de desconforto em casa devido ao frio, quando em Edmonton dormia só com um lençol a tapar o corpo (Foto, retirada da net, a cidade de Edmonton).
Jorge Lage – jorgelage@portugalmail.com – 20FEV2017
Provérbios ou ditos:
      Temporã é a castanha que por Março arrebenta (Março é tempo de rebentos e o fruto é uma metáfora).
      Aí vem o meu amigo Março que fará o que eu não faço.

      Em tardes de Março recolhe o teu gado.

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