sábado, 24 de dezembro de 2016

O entulho social democrata


A curta memória das nossas “elites” politicas tem levado ciclicamente o país ao descalabro. O único opositor a Pedro Passos Coelho a presidente do Partido Social Democrata, foi Paulo Rangel. Foi o único a concorrer numa luta justa e legitima. Passos venceu, e Rangel fez o que tinha que fazer: dar a maior colaboração ao partido e ao seu presidente. Como o fez com a qualidade que se lhe reconhece.
O palco desta luta politica partidária teve lugar no Portugal de 2010/11, quando já se desconfiava que José Sócrates e a sua pandilha tinham levado o país ao abismo. Nessa altura, a não ser Rangel, do entulho social-democrata ninguém quis disputar a presidência do partido. Por várias razões: não tinham estratégia para o país; não se sentiam com arcaboiço de livrar o país dado tecnicamente como estando na BANCARROTA; se alguém com esse arcaboiço o livrasse, continuariam a repartir o bolo do costume.
Numa das situações economicamente mais graves do país (onde já não havia vencimentos para os funcionários no mês seguinte ao acordo com a Troika assinado pelo Partido Socialista), Passos em coligação com Portas, resolveu provisoriamente a situação. O país pode respirar. Em Outubro de 2015, embora ganhando eleições, foram arredados do poder que conquistaram com mérito. Pelas razões que são demais conhecidas e que não passarão da memória colectiva nas próximas gerações. Até porque a gente que tomou conta do país, o leva direitinho para o caminho de 2011. A nossa divida é a quarta que mais cresce no mundo!
O entulho, porque não tem agora uma parcela do bolo, murmura, e pede um Congresso Extraordinário. O sr. Encarnação argumenta que o partido tem que tornar ao centro. Como se não soubesse que o centro só é possível com o país a crescer economicamente e em prosperidade. E como se não soubesse que, apesar de tudo, o PSD nunca abandonou esse centro!
Passos não pertence a esse entulho, tem uma estratégia para a nação e não é corrupto.


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