sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Larápios

JORGE LAGE
1- Assalto a residências na minha aldeia – Depois do assalto à residência de uns meus familiares ser bem-sucedida, em que os gatunos não foram importunados, nem pelos investigadores ou agentes da autoridade, aconteceu mais um assalto por quem tinha chave da casa ou habilidade para se introduzir em casa alheia sem danificar portas ou janelas. O larápio ou larápios aproveitaram a ausência da proprietária para levar avante a acção criminosa. O que me leva a supor que o ladrão (ou ladrões) será da aldeia ou tem lá amigos que o informaram da ausência da proprietária. Estes larápios já não procuram só ouro ou dinheiro mas aquilo que possa dar alguns euros para somar aos que receberá dos nossos impostos, através da Segurança Social. Ladrões que levam peças de tecido e deixam pratas aparentam ser ignorantes nos valores dos objectos. Isto para dizer que não foram de certeza dessas quadrilhas de Leste. Aconselho as pessoas que deixam a casa por um dia ou dois ou mais, que não digam na aldeia ou bairro que se vão ausentar. Apenas devem informar quem é das suas relações mais chegadas e pedir para guardar sigilo e deitar um olho sobre a casa. Guardem-se e acautelem-se uns aos outros, porque depois do roubo participar às forças policiais poderá ser para sofrerem mais um «assalto autorizado». Os meus familiares participaram o assalto e ainda foram incomodados e viram voar mais uns 750 €, sem contar o tempo perdido nas deslocações suportar os maus fígados de um ou outro dos que são pagos para servir o bem comum.

2- Roubos de produtos agrícolas e apícolas – Hoje encontrar quem queira trabalhar um dia sequer quase não se encontra. Algumas pessoas da rédea larga que até tem terras e podiam colher os mimos da horta já não o fazem. Está a tornar-se prática vigiar quem tem a sua horta ou campo semeado e quando se retiram, os amigos do alheio, em horas mortas ou pela calada da noute, assaltam, escocham, cortam e arrancam. Mas, o que é mais escandaloso, não se contentam em colher para eles, roubam para presentear amigas ou amigos e, sobretudo, para vender. Quem vende azeitona e não tem oliveiras é certo que é roubada. Quem vende tomates ou grelos sem os cultivar é porque os foi roubar. Com uma boneca ou outra da política a incentivar para que se roubem as poupanças, é mais fácil perder a vergonha. Isto vai chegar longe. Essa gente amiga do alheio e que está na política não fala em trabalhar mas em roubar, a quem poupa uns tostões ao longo da vida. Um dia um proprietário enche-se e defende o que é seu. Depois chamam-lhe criminoso. Haverá maiores criminosos do que quem aveluda as leis para proteger os criminosos de colarinho branco? Muitos que estão nas cadeias deviam ser reconhecidos por defenderem o que é seu. Criminosos poderão ser alguns dos que tecem as teias da lei, com malha larga para quem é rico ou poderoso. Em meu pouco entender, os criminosos deviam ser privados, temporariamente, das pensões que todos nós lhe pagamos. Ir para o «hotel recluso» uns dias, com cama e mesa, até pode dar para afinarem o expediente ou «tirarem um curso» mais sofisticado.

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