sábado, 12 de novembro de 2016

Na cozinha de Miguel Castro e Silva


Virgílio Gomes
Título: Na cozinha de Miguel Castro e Silva
Autor: Augusto Freitas de Sousa, Miguel Castro e Silva e fotos de Jorge Simão
Editora: Lua de papel
ISBN: 978-989-23-3726-5

Depois do livro “Uma Cozinha de Aromas”, 2001, já era tempo do Miguel Castro e Silva nos presentear com uma obra nova que revelasse o seu sucesso e a evolução da sua cozinha evolutiva. Miguel Castro e Silva faz parte de um pequeno grupo de chefes de cozinha que, de forma consciente e contemporânea, entram no século XXI com a apresentação de uma cozinha de produtos, autêntica e que identifica as nossas cozinhas regionais. No prefácio. Maria de Lourdes Modesto escreveu que modestamente o Chef o convida à conversa, para a sua cozinha, encontrará o leitor algumas das mais preciosas receitas da nossa gastronomia tradicional, descritas de forma descontraída mas, precisa e acessível… E este livro tem a música que gosto de ouvir à mesa dos restaurantes portugueses. Está quase tudo dito!
Miguel Castro e Silva, à conversa com Augusto Freitas de Sousa, discorre com um discurso com alma, mas de facilidade de leitura, e remetendo-nos para algumas das nossas tradições que constituem o nosso património culinário. O livro está organizado por capítulos: Do Mar, Da Terra, Do Pasto, Do Céu e ainda um de Caldos & Fundos e termina com um Glossário que ajuda a entender os menos versados nas tarefas dos tachos e fogões. Uma cozinha evoluída e sem roturas com o receituário tradicional. Um livro organizado a partir de 48 ingredientes de cozinha portuguesa revisitados.
Recentemente escrevi que “Ir a qualquer local de restauração com a assinatura de Miguel Castro e Silva é a garantia de uma comida de rigor culinário, entendimento fácil, e expectativa de excelência sempre correspondida.” É isso mesmo o que transparece no livro. Uma menção ainda para a qualidade dos textos e das fotografias.
Obra que será obrigatória em casa de todos os que gostam de boa comida e ainda para aqueles que queiram entender que a cozinha portuguesa também se moderniza.

© Virgílio Nogueiro Gomes


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