sexta-feira, 22 de julho de 2016

Coisas do PS e correligionários

Os "risinhas"
1 – A Banca e a Bancarrota

Na maior parte das vezes a mentira prejudica. E é nela que residem a maior parte dos males de que padecemos. É nela que estão as razões do estado do País, como Nação e como cidadãos. Foi ela que originou a bancarrota de 2011. E foi ela que sustentou (e sustenta) a actual governança.
É com certa curiosidade que se observam certos comentadores crispados com a governação de Passos e Portas para defenderem o indefensável, com os malabarismos do costume (em defesa de Costa e da sua gente), atirando pontapés na Gramática e na Aritmética.
Para este lodo do costume, a governança de Costa herdou (de Passos e Portas, dizem) os males da banca, incluindo o buracão da Caixa Geral de Depósitos. Esta falta de transparência intelectual tem-nos empurrado para o abismo. Se, de facto, herdaram alguma coisa, foi do seu ídolo de então – José Sócrates. Até porque, os de hoje, na governança, são os mesmos de ontem.
Quando Sócrates assinou o resgate com a Troika, era já do conhecimento de alguns que a banca portuguesa iria precisar cerca de 50 mil milhões! Que razões teriam levado Sócrates a solicitar apenas 12 mil milhões?
Porque razão a maior parte da imprensa continua a manipular contextos, permitindo que sejam sempre os mesmos a comentar o que não sabem, ou a omitir esclarecimentos conclusivos?
Passos e Portas, com o dinheiro que tinham, e nesse curto período de quatro anos, fizeram o possível. Mesmo com aquela cratera, o rácio da CGD melhorou bastante. O problema não ficou resolvido (e como poderia ser em tão curto espaço de tempo depois de uma bancarrota?), mas melhorou.
Uma bancarrota não se resolve em quatro anos. E a de 2011 foi grave. Muito grave!

2 –  Os pensionistas e as carreiras

O lodo do costume, até de outras áreas ideológicas, não se coíbe em manipular a questão da reposição das pensões. São os comentadores que deram uma mãozinha a Costa, à dona Catarina e ao sr. Jerónimo.

a)     A reposição das pensões esteve sempre prevista pelo governo anterior. Esta governança é que entendeu encurtar o tempo, para que Costa pudesse sobreviver politicamente.

b)     A reposição das pensões, na sua maioria, não passa de uma falácia. O seu efeito só é sentido pelos funcionários mais elevados.

Pergunta-se:

Que razões estarão por trás de tantos comentários sobre esta questão, apesar da falácia, e nada se comente sobre o recongelamento das carreiras efectuado pelo sr. Costa, pelo sr. Jerónimo e pela dona Catarina?
Algum destes cavalheiros já fez contas? Já alguma vez se interrogaram sobre os prejuízos do País, precisamente porque as carreiras estão congeladas?
Não. Nunca se interrogaram nem reflectiram sobre esta questão, porque a clientela dos seus pensionistas favorecida pela reposição das pensões já atingiu o topo da carreira!
Quanto às contas, pouco importa porque as não sabem fazer!

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