domingo, 24 de julho de 2016

A “escola pública”, antro de corrupção desde 2005


Maria de Lurdes Rodrigues, condenada por um colectivo de juízes, posteriormente absolvida por uma delegada do Partido Socialista (como vinha na imprensa), e condecorada pelo anterior presidente da republica (por critérios políticos!), com uma mãozinha de certo sociólogo, transformou, desde 2005, a escola do Estado (“escola pública” como dizem as esquerdas), num antro de corrupção, compadrio cacique e de clientelas. Nos lugares de direcção colocou indivíduos de certa seita que lhe satisfizeram as vontades e os desmandos, próprios de um escrito de Varlam ou Soljenitsin.
É esta a conclusão que se retira da leitura do livro de Paulo Guinote.
O autor doutorado em História da Educação, procura narrar cronologicamente, os acontecimentos e as razões que sustentaram a enorme manifestação de professores em oito de Março de 2008.
Com este objectivo em mente, Guinote estruturou com pertinácia, um livro que é já hoje, um documento histórico daquele período. Como fontes, o autor utiliza os vários escritos na imprensa escrita, extractos de programas televisivos, artigos de blogues (em quantidade) e, sobretudo, testemunhos de docentes que à época se manifestaram.
Num próximo volume, o autor estará em condições de sistematizar o tipo de patifarias praticadas naquele período, e o tipo de docentes prejudicados por uma “governação” estalinista até ao tutano, ignara sobre o respeito pelos princípios universais, fundamentais para o equilíbrio das sociedades humanas.
Não foi apenas a bancarrota económica que nos trouxe até aqui, foi também o assédio laboral (e moral) alicerçado nessas politicas escabrosas que nos atirou para o abismo. Já alguém fez contas deste prejuízo? Qual foi o prejuízo do País, sustentado no prejuízo individual? No prejuízo de talentos, de esforços? Ninguém sabe. Mas foram muitos. Por essa razão continuamos como em 2011!
Maria de Lurdes Rodrigues, com a sua governação estalinista, criou uma política de nepotismo nas escolas, retirando bonificações (adquiridas com mérito) a certos professores, para assim favorecer outros (os amigos do sistema de então). Reduziu o historial profissional a sete anos, para poder criar o cargo de “titular”, que entregou aos amigos. Perseguiu com leis estapafúrdias professores com as mais elevadas qualificações e permitiu o folguedo da “Parque Escolar”.
Este volume, apesar de tudo, aborda algumas destas questões, mas sem a profundidade que merecem.

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