domingo, 5 de junho de 2016

Recordando o Dr. Primo Pelayo


 Por: Costa Pereira - Portugal, minha terra

 No próximo dia 05 de Junho se fosse vivo fazia 95 anos o Sr. Dr. Primo Casal Pelayo. Não podemos esquecer este ilustre vila-condense que de alma e coração fez acordar do sono pesado em que dormiam  muitos dos documentos antigos , relacionados com a historia de Mondim de Basto, que sem a sua generosidade e competência acabariam por nunca mais acordarem ou fazê-lo de modo assarapantado….Para fazer prova desse seu generoso esforço intelectual posto no trabalho histórico-jurídico que gastou a pesquisar nas mais importantes bibliotecas de Lisboa, Porto e Braga, e contou com a colaboração de personalidades das suas relações pessoais a quem pediu conselho, como D. Domingos Pinho Brandão, distinto arqueólogo, Padre Mário César Marques, etnógrafo bracarense e D. António de Castro Xavier Monteiro, bom conhecedor da história da região de Basto, Casal Pelayo juntou material suficiente para fazer e enobrecer a obra a que voluntariamente se propôs materializar. Apenas com um único objetivo, o de fazer devolver à paróquia de São Pedro de Vilar de Ferreiros, e ao seu pároco os direitos que lhe competem no santuário de Nossa Senhora da Graça. Desse seu labor surge A Ermida do Monte Farinha. Obra que só depois de lida, e de confirmado o seu conteúdo é que D. António Valente da Fonseca, após desvanecidas todas as dúvidas que até então estavam por clarificar, decide fazer a entrega definitiva ao seu legitimo dono. Valeu a pena e hoje graças ao empenho de duas figuras que vão ficar para sempre com seu nome ligadas ao santuário do Monte Farinha e que aqui enalteço:  D. Joaquim Gonçalves, o “Bispo da Senhora da Graça” e o Sr. Padre Manuel Joaquim Correia Guedes, o “Padre da Senhora da Graça”. Dizia-me o abade Morais Miranda, em meados da década de 60 a respeito deste notável estudioso: “ Se fosse o pároco e vivesse ainda, quem mandava colocar uma fotografia lá em cima, no “iteiro” da  Senhora, ao teu amigo Sr. Doutor Casal Pelayo era eu”. Bem merecia, só que o Dr. Primo Pelayo não trabalhou para se fazer à fotografia, mas para generosamente defender e repor a verdade histórica, que neste caso andava destorcida…..

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