terça-feira, 29 de dezembro de 2015

O Tempo Novo de Costa e das esquerdas

 
Um mês de governação do partido socialista, com o apoio parlamentar das outras duas esquerdas e quase dois de malabarismo, desde o quatro de Outubro, não consolidaram a legitimação politica deste “governo”. Nem consolidará porque será sempre vista por uma grande maioria dos portugueses como um “arranjinho” dos do costume. Por essa razão procuram arranjar uma “figura do ano” e, de quando em vez, lá aparece um “senador” em programa televisivo, insistir na sua constitucionalidade.
O governo de Costa é legal, mais nada do que isso. Séneca diria: “aquilo que a lei não proíbe, proíbe a decência”.
O governo de Costa não é sustentado numa Coligação, onde todos os parceiros deviam participar. Nenhum dos partidos que o sustenta parlamentarmente possui uma percentagem de votos convincente. A papelada que assinaram não suporta devidamente o governo (só não caiu há uma semana porque o PSD o consentiu), porque se não inscreve num verdadeiro acordo.
Ou seja, é uma solução malabarista que não teve como objectivo o bem geral, mas sim os interesses de seita.
Por estas razões, e outras que a seu tempo surgirão, o “tempo novo” de Costa é o tempo do Conde de Lampedusa, no “Leopardo”, na frase atribuída a Tancredi, sobrinho de Dom Fabrizio; ou o de George Orwell no “Triunfo dos Porcos”, com Napoleão a ditar as regras – a mudar o 7º mandamento: “Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que outros”.      Armando Palavras

Actualizado a 6 de Janeiro

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