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| Barroso da Fonte |
História
da Polícia em Portugal é um documento muito útil e prático da autoria de
Domingos Vaz Chaves, colaborador regular de Notícias de Barroso. Nasceu em
Gralhas em 1954. Em 1974, com 19 anos, já residente em Lisboa, completou o
Curso Geral dos Liceus. Em 1980, ingressa na Polícia de Segurança Pública, onde
continua após sucessivas progressões na carreira. Em 1989 conclui o 12º ano e
ingressa na Faculdade de Direito. Foi fundador
e vice-presidente da Direção Distrital de Lisboa da ASP - Associação
Sócio-profissional. A partir de 1992 passou a pertencer à Direção Nacional da
mesma. Em 1994, por divergências no seio da ASP funda, com outros, a APP/PSP à
qual preside até Outubro de 1999. Nessa altura foi eleito para o Conselho
Superior, até 2001. São estes os seus dados biográficos que constam nas duas
primeiras páginas deste volume encadernado de 306 páginas desta História da
Polícia em Portugal, debruçando-se sobre «Formas de Justiça e Policiamento».
Esta sua primeira obra saiu numa edição de 2.500 exemplares, no ano 2000. É um
esboço histórico muito bem conseguido. Nessa data já tinha a categoria de Chefe
de Polícia de Segurança Pública.
Já
em 2015 editou, com o apoio da Câmara
Municipal, um segundo livro, centrado na sua aldeia natal – Gralhas, - reunindo
elementos etnográficos que qualquer Barrosão conhece, ou que, não conhecendo,
deve ler e reler.
A Gesta de Gualtar é o último livro de
fôlego de Paleólogo Bento Miranda Pereira, natural do Baixo Barroso. Embora
convidado, não pude estar presente. Mas pôde ver-se pelas fotos que o auditório
da sede de Junta de Freguesia, esteve cheio como um ovo. Numa sessão presidida
por Ricardo Rio, Presidente da Câmara de Braga, ali marcaram presença
qualificados historiadores académicos, como Franklim Neiva e outros como
Eduardo Pires de Oliveira que escreveu o Prefácio. Nesse prefácio se afirma que
o Paleólogo Bento Miranda Pereira teve o cuidado de relembrar (com documentos),
o passado histórico da Freguesia de Gualtar. Porque «não teve medo em perder
tempo e andou a escavar em muitos arquivos: os da paróquia, nos Arquivo
Distrital e Municipal e em todos os demais, onde acreditou que pudesse haver
algum material interessante para o conhecimento de Gualtar. A partir de agora
as famílias de Gualtar saberão de onde vieram e quem são, graças também ao
apêndice compilado por António da Mota Gonçalves. O livro vai percorrendo o
tempo, desde a arqueologia à modernidade, desde a via romana que saindo de
Braga, em direção a Chaves e Astorga, passava em Gualtar até ao novo Hospital».
Menciona a data de 1032, anterior à Nacionalidade, para dizer que já nessa
altura havia registo de propriedades e da igreja velha e das confrarias do
Subsino. Tem 2,74 km2 de área e 5.286 habitantes residentes, pelo censo de
2011. Afirma ainda o Liber Fidei, obra de referência obrigatória, situa a póvoa
de Gualtar em frente ao sopé do Monte Espinho. Curioso é constatar que,
situando-se nessa freguesia o Campus principal da Universidade do Minho, que
leciona o Curso de História, seja um autodidata a escrever a monografia da
freguesia. Este argumento basta para aplaudir a Junta de Freguesia que confiou
a um Barrosão com tarimba, o primeiro livro, a sério, sobre a freguesia.
Mp3
& outras minificções é um livro de poemas do docente universitário
(UM) Henrique Barroso que nasceu em
Salto, em 1960, terra da Mãe, sendo o pai asturiano. Reside na Póvoa de Lanhoso
e tem 2 filhos da companheira, alemã, Silke, igualmente docente na U. do Minho.
Doutorou-se em Ciências da Linguagem, na área de conhecimento de Linguística
Portuguesa. A Língua de um povo é dinâmica. E se o mestre da Língua é o povo
que a usa como instrumento comunicacional, são os cientistas que a estudam, a
reconhecem nas suas formas inovadoras e a promovem. Aqui está um livro
pedagógico. A começar pelo título, passando pelos duetos, tercetos, quadras,
quintilhas, sextilhas, lendo as sentenças, os enunciados, os quase- provérbios, fica-se com a ideia de que
estamos perante um neologismo ou novo conceito de poema. Quer na disposição
gráfica, quer no desenvolvimento contextual. É como aterrar na Lua e provar
o primeiro tipo de fruta que apareça ao
esfomeado terrestre, acabado de chegar. Mas vindo de um especialista em
ciências da linguagem tem que aceitar-se como novidade certificada. A confirmar
esta dinâmica poética logo aparece Maria
do Carmo Cardoso Mendes, também docente na UM, a esclarecer que, com estas
«minificções», o Poeta propõe uma reflexão sobre como o conhecimento dos
valores que norteiam uma existência e do modo como o texto literário conduz
tais valores».A prefaciadora louva o aparecimento desta inovação linguística
«numa época em que os valores humanistas legados pela cultura clássica têm
dificuldade em sobreviver».
Barroso
da Fonte

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