domingo, 13 de setembro de 2015

A bancarrota de 2011

 
É evidente que os comentadores (do costume) têm mais a ganhar com o PS do que com o PSD. E eles sabem-no. Por essa razão fazem as análises que fazem.
Pois bem, Pedro Passos Coelho e Paulo Portas têm insistido no tema da bancarrota. Para os comentadores não deviam insistir. Deviam falar mais do futuro. Como se falar do futuro, não implicasse o passado! E o presente!
Fazem eles (Pedro e Paulo) muito bem em insistir na bancarrota. Mas devem reexplicar ao eleitorado as razões que nos levaram a ela e as razões porque só agora saímos dela. Até porque como nação, sofremos a humilhação estrangeira, a lembrar o célebre dito de Marx sobre uma nação envergonhada "como um leão que se agacha antes do salto".
Vejamos um exemplo simples. Quando o Doutor Salazar tomou conta do Governo, deparou-se com uma bancarrota semelhante à de 2011. Passados três anos diminuiu o défice, porque tinha moeda própria e evitou um empréstimo externo.
O actual governo não tem moeda própria. O Partido Socialista, em 2011, viu-se na necessidade de pedir um empréstimo exterior com a assinatura do então ministro das finanças, professor Teixeira dos Santos (que há muito vinha avisando José Sócrates (então Primeiro-ministro) para essa necessidade se a politica continuasse a mesma – gastadora). Além do mais, o défice apresentado no acordo pelo Partido Socialista, não correspondia à realidade. Apresentou um défice de cerca de 6% quando, na realidade, era de cerca de 11%!
Como é que nestas condições este governo poderia ter diminuído o défice? E como é que poderia o país crescer em tão pouco tempo?
Apesar de tudo, segundo estudos credíveis o país está a crescer. Não o desejável, mas cresce. Note-se que no tempo do Doutor Salazar só passados 22 anos o país começou a crescer!

 

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