
Por:Costa Pereira
Li algures: “ O calendário de Tsipras é
apertado. Tem, para já, a necessidade de fechar a quinta avaliação do programa
da “ Troika” e, se conseguir fazê-lo o que só é possível sem deixar cair muitas
das principais promessas, tem mais uns meses para negociar um programa cautelar
reforçado. Só assim poderá aceder ao novo programa do BCE, do qual está ainda
afastado”. Quer isto dizer que a
esquerda radical conquistou o poder, mas vai ter que demonstrar a sua
eficácia e o realismo do seu programa
eleitoral, dentro do espaço europeu onde está integrada e tem compromissos a
cumprir e respeitar. Melhor dito, a Grecia mudou de política, mas não de sítio,
e a Europa também não. Dessa realidade estão seguros todos quantos tem
hipóteses de chegar a governantes. Não fora isso, o eng. Tsipras não teria
feito, muito antes de tornar publico, o acordo que fez com os Gregos
Independentes, de Panos Kammenos, um partido de estrema direita, para formar
governo. As muletas servem para ambas as pernas, mas o certo é que quem as usa
é manco….
Bom seria que os gregos
saíssem da crise sem custos demasiados para o resto desta facetada Europa, que
não vejo apostada em caminhar a um só passo, nem os europeus dispostos a viver
somente do que produzem e de harmonia com o seu potencial económico e humano. Faço
votos para que isso venha acontecer sem demora e cada um assuma as suas
responsabilidades, contrariando a conclusão a que chegou um estudo cientifico da
Universidade do Minho ao revelar que a “simpatia “rouba” votos à competência
política”. Que não seja agora o
caso grego, embora me tenha deixado algumas dúvidas o modo como Tsipras fez a sua opção de apoio e
se apresentou no ato da posse de primeiro-ministro: fato azul escuro e camisa branca, sem gravata
e sem a tradicional bênção dos líderes da Igreja Ortodoxa Grega. De “marketing”
já nós estamos cheios, verdade é o que se pede aos políticos.
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