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| Jorge Lage |
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| Barroso da Fonte |
1- Jornal dos «Poetas &
Trovadores – Falar de um jornal pouco conhecido e que já vai no nº 65 (Dezembro
de 2014), 3.ª série e ano XXXV não faz muito sentido. O seu Director, Barroso
da Fonte, é um dos «teimosos» da cultura e muito mais da cultura popular.
Cultura popular é aquela que alguns académicos (e os urbanos intelectuais ou
pretensos) mais pirosos gostariam de banir. Muitos vêm daí as raízes que os
geraram, mas querem mostrar que estão acima da cultura do povo. No «Poetas
& Trovadores» (Trimensário informativo, literário, artístico &
burlesco) cabe o povo todo que tem jeito para o texto poético, literário e
cómico. Estou certo que se não fosse esta sua força em valorizar as nossas
raízes e a arte de poetar muitos versos, quadras e livros morreriam
envergonhados nos baús das memórias dos seus criadores. Lamento que a Cultura
Nacional não saiba reconhecer este trabalho e não apoie e reconheça o valor de
quem faz, como Barroso da Fonte. Às vezes sinto vergonha de alguns políticos
que temos e dos seus acólitos. Quem quiser receber o jornal «Poetas &
Trovadores», basta pedi-lo ao «Apartado 108, 4801-910 GUIMARÃES», ou
a poetasetrovadores@mail.pt,
ou ecb@mail.pt, O jornal promove, anualmente, os
Encontros de Poetas no Gerês e que eu gostaria de ver rodar por outras
paragens, porque o que não inova estiola. A gente de Terras de Bouro da
organização prefere definhar sozinha do que crescer acompanhada.
2- Partiu o Escultor Espiga Pinto
– às vezes tenho a sorte de conhecer pessoas que as primeiras impressões me
dizem que está ali um «Príncipe». Conheci-o quando apresentei o meu último
livro na Casa Trasmontano-Duriense do Porto. Encantou-me! Depois, dei-lhe
boleia e à companheira, Manuela Morais (de Murça), e num curto espaço de tempo
ele transmitiu-me um conjunto de saber de castanhas sobre os «ratinhos da
Beira» (Baixa) nas suas deslocações e sazonais ao Alentejo e à sua Vila Viçosa.
Pensei que, um dia, encontraria graça ao receber um novo livro ver como
registei esta memória sobre a castanha, mas faleceu a um de Outubro p.p..
Deixou um grande espólio., por exemplo, no Parque dos Poetas em Oeiras e na
Gulbenkian. Foi premiado em países longínquos como o Brasil ou os USA. Um
sentido abraço Manuela!

3- Vinho da Quinta das Corriças,
Vale de Salgueiro - Mirandela – ainda não vi uma garrafa sequer e, por isso,
não vou fazer uma apreciação técnica de quem, apenas, «arranha» um pouco o
mundo fascinante do vinho. O que me levou a fazer uma nota sintética foi o
facto de alguém me ter dito que o vinho da «Quinta das Corriças», produzido em
Vale de Salgueiro – Mirandela, apresentar no rótulo, «produzido e engarrafado
pela Adega Cooperativa de Valpaços» e omitir a terra que o produz, Mirandela. Penso
que poderá ser algum pormenor técnico que poderá ser ajustado futuramente.
Depois de consultar alguma informação achei muito interessante o marketing
produzido pela «Sociedade Agrícola Quinta das Corriças», cujo principal rosto
será o advogado valpacense Telmo Moreira e grão-mestre da confraria dos
enófilos de Trás-os-Montes. Estou desejoso de saborear este já medalhado vinho,
para me pronunciar de forma objectiva.
Jorge Lage –
jorgelage@portugalmail.com – 30DEZ2014
Provérbios ou ditos:
Lenha
de castinceira, má de fumo, boa de madeira.
Em
Janeiro, sete samarras e um sombreiro.
Não
há mal que cem anos dure, nem bem que os ature.
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